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domingo, 30 de abril de 2017

ABRIGO ONDE VIVE SOBRINHA DE LAMPIÃO PRECISA DE AJUDA


Estabelecimento funciona há 75 anos e abriga 110 idosos, mas tem capacidade para 150

Publicado em 29/04/2017

Dorinha, sobrinha de Lampião, diz que não sai de abrigo nem com a polícia

Bobby Fabisak/JC Imagem

Aos 99 anos, Maria das Dores Virgulino Ferreira Aguiar é a moradora mais antiga do Abrigo Cristo Redentor, em Cavaleiro, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Brincalhona, ela se diz muito grata por estar em um lugar onde tem alimentação, cuidado, lazer e paz. “Só saio daqui pra ‘cidade de pé junto’. Nem a polícia me tira daqui”, declara com um sorriso no rosto e usando a força que carrega no sobrenome – ela é sobrinha-neta de Lampião, o famoso cangaceiro morto com sua Maria Bonita em 1938. 

Para manter a qualidade do atendimento a Dorinha e a outros 109 idosos, o abrigo solicita doações e se prepara para lançar uma campanha de arrecadação nos próximos dias.

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O presidente do estabelecimento, Carlos Mesquita, informa que o Rotary Club do Recife (administrador há 50 anos do local, que funciona há 75 anos) está discutindo um projeto para angariar contribuições por meio de três frentes. Uma é a adoção de um abrigado; outra é a possibilidade de se tornar um sócio contribuinte; a terceira é adoção de custeios por empresários, como o pagamento das contas de energia.

“Nossas instalações são ótimas, temos muito espaço, muito verde, uma lavanderia que lava e desinfeta, mas falta dinheiro para manutenção”, observa Mesquita. Segundo ele, o custo mensal do abrigo está em torno de R$ 120 mil, sendo 30% das despesas cobertos com recursos da Prefeitura de Jaboatão e da Chesf e outros 30%, bancados pelos próprios abrigados, que pagam de 30% a 70% de seu salário. “Fechamos os últimos dois anos com uma retração de R$ 160 mil”, salienta.

Mesquita explica que há parcerias com grupos religiosos, universidades e fornecedores, que patrocinam festas anuais, como Carnaval e São João, passeios, terapia ocupacional, oficinas de dança e uma série de outras atividades. Mesmo assim, as despesas são muito altas. “Por lei é preciso haver dois cuidadores para cada cinco idosos. Se ele for cadeirante (e muitos são), passam para três cuidadores a cada cinco”, destaca.

A irmã Maria das Neves, da Congregação Nossa Senhora de Glória, que participa da administração, diz que a maioria dos idosos foi deixada nos abrigos pelas famílias. “E poucos familiares vêm visitá-los, vem mais gente de fora”, observa. Mas muitos procuram o abrigo por conta própria.

EM BUSCA DE PAZ

A costureira Maria das Mercês de Paula, de 72 anos, conhecida como Penha, resolveu morar e trabalhar no local em 2013. “Eu não suporto solidão. Tenho uma filha que foi morar comigo mas a família ficou grande, jovens não se entendem com velhos e eu não gosto de ser mandada. Trabalho com alta costura e trouxe minha clientela, mas acabei também assumindo os serviços de costura do abrigo”, conta, reforçando o orgulho da profissão e de sua independência.

O aposentado João Mariano, de 81 anos, tem cinco filhos casados e quando sua mulher faleceu também procurou o abrigo. Ele já saiu para morar com outra companheira, mas acabou voltando e agora está de namorada nova. “Aqui dentro somos só amigos, cada um tem seu dormitório, mas ela cuida de mim”, observa.

SAIBA COMO AJUDAR

Para ajudar, ligue (81) 3257­8000 ou (81) 99184­9555 (Whatsapp), ou entre em contato pelo email abrigocristoredentor.captacao@gmail.com. A conta do abrigo é no Banco do Brasil. Agência 4118­1 e conta corrente 17111­5 (Obra de Assistência aos Mendigos e Menores Desamparados da Cidade do Recife).

Clique para assistir ao vídeo:

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2017/04/29/abrigo-onde-vive-sobrinha-de-lampiao-precisa-de-ajuda-280819.php

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A BALEIA AZUL DOS GOVERNANTES

*Rangel Alves da Costa

A greve dessa última sexta-feira, mesmo não tendo sido uma explícita manifestação do descontentamento do povo ante as últimas medidas governamentais, e sim uma tentativa político-partidária, de viés esquerdista, para desqualificar o governante-mor e ao mesmo tempo fazer ressurgir o grito de uma oposição combalida pelos fatos, ao menos serviu para mostrar que parte da população continua acordada acima do berço esplêndido de alguns.
Os que saíram às ruas com seus gritos e bandeiras - e muitos destes como vorazes e fanatizados incendiários -, tomaram as vias públicas como se fugindo estivessem de um terrível monstro marinho. Como que escapando das procelas, dos dragões, das temeridades do mar, buscavam a todo custo alcançar a praia para a salvação. Ou seria com medo da tão propalada baleia azul? Aquela mesma deixando as redes sociais e avançando por terra para devorar todo mundo.
Não. A população que saiu às ruas e toda a população brasileira jamais deveriam temer os perigos trazidos pela baleia azul, pois com ela pactua através do voto. Aliás, a baleia azul do jogo virtual, ainda que provoque vítimas por onde avança, é muito menos perigosa que outro tipo de cetáceo de monstruosidade assustadora: a baleia azul dos governantes. Esta vem, desde muito tempo, avançando do mar planaltino e outros mares para impiedosamente dilacerar a população brasileira.
Sem atentar para o fato de que essa outra espécie de baleia é a que realmente vem destroçando a população brasileira, eis que de repente a sociedade se assusta, entra em polvorosa com o jogo mortal da baleia azul. Com efeito, essa praga tecnológica vem se disseminando pelo mundo inteiro e espalhando pânico entre as famílias, professores, psicólogos e tudo o mais. Tudo por causa dos efeitos nocivos que tal jogo vem provocando entre os jovens, com mutilações e até suicídios.
No entanto, o sinistro jogo já é um velho conhecido das famílias brasileiras. Não como o jogado pelas redes sociais, onde a cada participante são dadas tarefas a serem cumpridas e cada uma mais espantosa que a outra. Numa tarefa, o jogador tem que se autoflagelar para seguir adiante, na outra tem que se automutilar, para, enfim, receber a tarefa final: praticar suicídio. Muito parecido com o jogo que vem sendo desde muito imposto ao brasileiro.


Ora, não seria de se imaginar que a reforma da previdência é uma baleia azul imposta de goela abaixo pelo governo federal, aonde o trabalhador vai se mutilando, se flagelando aos poucos, para depois saber que talvez nunca se aposente? O trabalho de tantos anos e a desesperança de não poder aproveitar algum tempo de vida para descansar, não se tornam em verdadeiro suicídio? Eis o jogo: a pessoa trabalha e contribui, já cansada de tanto trabalhar para contribuir, ainda assim é exigido que envelheça perto da morte para se aposentar. Quanto o jogo termina a pessoa já se foi.
A reforma trabalhista não seria uma feroz e assassina baleia azul? Cogitando-se até mesmo com o fim da Justiça do Trabalho, refúgio último do trabalhador ante as explorações do empregador, é como se jogasse o hipossuficiente ao mar e diretamente na boca do monstro. Fragilizando e retirando direitos do trabalhador, terceirizando os sonhos e as esperanças de tantos, colocando os acordos entre as partes fortes e frágeis acima da lei trabalhista (CLT), enfraquecendo a sindicalização e organização coletiva, nada se faz além de engordar o monstro empresarial e enfraquecer ainda mais a já combalida e sempre desrespeitada classe trabalhadora.
A baleia azul brasileira jamais perdoou a população, principalmente a mais carente. Ao abrir sua boca, ao arreganhar seus dentes afiados, logo surgem aumentos de impostos, de tarifas de água e energia elétrica, de remédios, da cesta básica, de tudo. E de boca aberta está nas portas dos hospitais, nas filas desrespeitosas e no atendimento do serviço público, na crescente falta de segurança pública e no assustador aumento dos índices de criminalidade e violência. Que baleia mais voraz é essa que sequer dá um aumento digno de salário-mínimo, e o que dá logo retira através da diminuição do poder aquisitivo da população.
É esta, pois, a baleia azul dos governantes, a mesma - marcada na pele, mas nem sempre reconhecida por todos - que sempre esteve devastando a sociedade brasileira. Como no jogo mortal das redes sociais, age como num percurso de fragilização até chegar ao depauperamento total. Parece mesmo que a intenção governamental com suas políticas de fragilização social, de retirada de direitos e contumazes aumentos da carga tributária, é mesmo ir retirando o poder de sustentação vital de um povo. E muitas vezes provocando o extremo de pais de famílias e empresários tentarem contra a própria vida pela insustentabilidade da sobrevivência.
A baleia azul virtual pode ser combatida com a negativa do jogo. Mas o que fazer ante a baleia azul governamental? Também não mais jogar o jogo deles. Ou seja, dizer não aos monstros que surgem dos mares como salvadores da pátria.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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O QUE É GREVE?

Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Sem ética e respeito à norma legal constituída não existe Estado de Direito.
Francisco de Paula Melo Aguiar

               Inicialmente é importante mencionar a origem epistemológica do termo greve e de seu real significado, que vem do francês “grève”, que quer dizer em sua originalidade ser uma mistura de “argila” e “areia”, levada, carreada e depositada por um rio ao longo de ambas as margens, não importa ser da direita e ou da esquerda. Existe portanto, ainda que por observação e analogia, em Paris, Capital da França, as margens do rio Sena, um desses depósitos na “Praça da Greve” e/ou “Place de Grève”. O termo greve tem aí o seu real nascimento. É justamente nessa praça que se reuniam os operários desempregados a espera de seus futuros empregadores e/ou patrões, haja vista que vinham oferecer-lhes trabalho (empresa privada) e não emprego (empresa publica, funcionário), sempre que precisavam em suas empresas, fazendas e/ou indústrias. Era em tal local que aconteciam as reuniões e/ou conversações, saindo portanto daí os acordos formais e informais entre empregados e empregadores, segundo suas necessidades e reciprocidades cotidianas. Tal atitude justifica por si mesma o fato de que quando os empregados abandonavam os empregos, sempre voltavam a ocupar a referida praça e/ou local, aguardando assim novas propostas e/ou oportunidades de trabalho. Ao pé da letra e/ou literalmente falando, os empregados e/ou operários ficavam “en Grève” e/ou seja na praça de greve e/ou “Place de Grève”, mansos, pacíficos e voluntários. É a partir daí que a referida expressão passou a ser usada de maneira geral, como forma e/ou maneira de abandonar o trabalho, ainda que por extensão e/ou amplitude da generalização de tal termo, ainda que por analogia aplicável nos movimentos paredistas do operariado nacional e internacional.
             Atualmente em pleno século XXI, a expressão greve, passou a ser compreendida como sendo a paralisação voluntária e temporária do trabalho, através da totalidade e/ou da parcela  de operários e/ou trabalhadores de uma empresa e/ou indústria, bem assim, de um determinado ramo de atividade profissional de prestação de serviços, tendo como objetivo a obtenção de melhores condições salariais e bem de de trabalho, bem como a própria defesa de direitos e/ou interesses profissionais, econômicos, culturais e sociais comuns, ainda que por solidariedade a tal movimento de empregados das diversas categorias profissionais. E assim sendo, os operários nas primeiras décadas da industrialização do Mundo Ocidental, tinha a greve como o único instrumento salutar de luta por melhores condições de trabalho e de salários, levando-se em consideração de que não existia qualquer tipo de legislação trabalhista que garantisse seus direitos. Tudo era muito incipiente em sua essência laboral primitiva. Prevalecia à informalidade nas relações de trabalho entre o patronato e a classe operária e/ou obreira. De modo que foi também nessa época que o movimento grevista, enquanto instituição nascente, foi severamente combatida e punida direta e indiretamente, inclusive tal movimento foi consideração até então como crime e assim incluído nos Códigos Penais do século XIX dos países considerados civilizados e/ou de primeiro mundo.
            Por outro lado, embora que gradativamente, foram surgindo os sindicados de operários e estes aos poucos, transformaram uma “situação de fato”, através da força operária trabalhista. É a partir de então que com tal tenacidade, o movimento criou asas e voou... transformando tal movimento em uma “situação de direito”, e isso foi possível através do surgimento de nova legislação nos diversos países envolvidos com o processo de industrialização, progresso e desenvolvimento sustentável público e privado. Tais países ocidentais passaram a aceitar e a regulamentar o direito de greve em seu ordenamento jurídico legal. A evolução de tal movimento, mesmo no regime democrático, não caiu do céu, não foi uma conquista de mão beijada... ao contrário, envolveu maturidade, tenacidade e estratégia da classe operária e de suas lideranças em cada época de sua lenta historicidade. Muitas lideranças tombaram e virão a Terra de Canaã... Tal direito é atualmente tutelado na Constituição Federal de 1988 no Brasil. Isso é uma grande conquista da classe operária, mesmo sem ter maioria na Assembleia Nacional Constituinte/88. Isso é fato e contra fato não se tem argumento. No entanto, nos países que adotam o regime de governo totalitário, comunista, de esquerda e/ou de direita, o movimento grevista é peremptoriamente proibido e porque não dizer violentamente reprimido com a força pública batendo e matando operários no meio da rua como se mata cão sem dono, pelo único crime cometido, divergem da ideologia do regime de governo adotado e suas políticas públicas desastrosas. Vá alguém para Cuba da família de Fidel Castro e/ou para a nascente ditadura da Venezuela, totalitária de Nicolás Maduro, por exemplo, fazer greve por dias melhores para tais nações... O pau lá em Cuba e na Venezuela,  fala francês... Esse tipo de democracia tíbia, sic, que ama a Deus e ao Diabo, é a mesma adotada no Brasil dos dias atuais, onde quem veste “vermelho” não aceita quem veste “azul”, um verdadeiro maniqueísmo de ignorância ideológica sem origem epistemológica diante do desvio de atuação da atividade sindical com viés político ideológico e partidário mantido pelo fundo partidário nacional e as benesses da associação sindical, a exemplo do pagamento obrigatório da contribuição patronal de empregados e empregadores anualmente a cada uma dos mais de dezesseis mil sindicatos. Essa gente se julga acima do bem e do mal. Pensar assim, é alimentar o berço totalitário da unicidade da corrupção democrática de nossos tempos na Terra de Santa Cruz. O novo em termos de reformas é necessário e urgente, o Brasil tem que sair da crise que se encontra e que foi patrocinada direta e indiretamente através do voto popular que elegeu certas e determinadas lideranças que não souberam tomar conta e administrar com lisura o dinheiro público que pertence a totalidade do povo brasileiro que não tem segurança, empregado, remédios, hospitais, educação de qualidade etc. O desemprego já passa dos treze milhões de chefes de famílias com o pires na mão... Isso sim é greve porque não tem para si e para sua família o que lhe é de direito e dever do Estado Nacional lhe fornecer em qualquer época e ou fase de sua vida e de seus familiares.
            Essa gente que faz greve em país como o nosso, que não respeita o direito de ir e vir das pessoas, queima ônibus, carros, fábricas, obriga fechar as portas de todas as repartições públicas e privadas, etc., em nome de uma pseuda democracia do estelionato fisiológico sem a filosofia do bem comum, por ela criada ao seu modo, haja vista o desvio da legislação que permite greve, como instituto livre, voluntário e pacifico... para resolver problemas relacionados a empregados e empregadores, sem finalidade política partidária. Diante de tal argumento, a greve brasileira patrocinada pelos salvadores da pátria, apresenta-se como uma forma direta e primária de fazer e executar a justiça com suas próprias mãos. No Brasil de nossos dias todos os conflitos existentes, presentes e futuros, envolvendo empregados e empregadores, tem que serem resolvidos à luz da vasta legislação nacional existente, que pode ser modificada no todo e em parte pelo Congresso Nacional, através dos deputados federais e senadores eleitos pelo eleitorado brasileiro, diante de sua missão constitucional em vigor.
             Não se deve confundir empregado que trabalha na empresa privada que tem dono e/ou proprietário com funcionário que trabalha na empresa pública, cujo dono único é o povo brasileiro. A “res” e/ou coisa pública, pertencente a todos governantes e governados, em todas as esferas do poder público: federal, estadual e municipal. A greve do funcionalismo público: federal, estadual e municipal, constitui um problema específico e único do Brasil, levando-se em consideração os demais países da comunidade internacional. A Carta Magna de 1988 foi boa demais... deu licença para o funcionalismo fazer greve... nos termos da legislação regulamentar, porque sua licença exige um exame rigoroso de suas condições e/ou permissões do direito de usá-la, porque o funcionalismo público: federal, estadual e municipal é pago pelo povo em geral, para receber direta e indiretamente a prestação dos serviços de qualidade: de educação, de segurança; de transporte; de lazer; de justiça; de alimentação; de saúde; etc., etc., haja vista que a paralisação parcial e/ou total de todos os serviços públicos: federais, estaduais e municipais, determinam e/ou decretam o Brasil como terra de ninguém, tamanho é o impacto real, cultural e psicológico, e isso é muito prejudicial e/ou extenso na vida nacional de nossa gente, tudo porque a greve de nossos dias, não é greve que visa discutir direitos e obrigações de empregados e de empregadores, é uma greve político partidária, é a leitura do viés que se faz diante do abuso democrático em fazer valer o direito de greve para fazer proselitismo ideológico partidário e pessoal de certas lideranças conhecidas pela opinião pública que entendem que só existe democracia se elas forem os mandatários de todos os cargos e poderes da República Federativa do Brasil, de vereador a presidente da república.
           Fora qualquer tipo de greve de empregado e/ou de empregador que tenha em seu bojo a visão ideológica para fins políticos partidários. O bem comum no povo brasileiro, não se confunde com o bem comum de suas lideranças sindicais e partidárias, porque uma é “cara” e a outra é “coroa”, sempre foi assim e vai continuar sendo assim... Não se deve confundir o direito de greve com estelionato ideológico partidário e uso da força bruta para se fazer respeitar e ser respeitado...

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FALECE O CANTOR BELCHIOR

 Por Benedito Vasconcelos Mendes

Morreu hoje, (domingo, 30-04-2017), na cidade de Santa Cruz-RS, o grande poeta e cantor Antonio Carlos Belchior, aos 70 anos de idade e seu corpo será inumado em Sobral-CE, sua terra natal. Fomos colega de classe durante 4 anos, no Colégio Sobralense. O Brasil perde um excelente poeta, refinado intelectual e grande cantor. Rogo à Deus que o receba em sua morada.

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Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior (Sobral26 de outubro de 1946 – Santa Cruz do Sul29 de abril de 2017), foi um cantor e compositor brasileiro. Foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970.

Durante sua infância, no Ceará, foi cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano com Acácio Halley. Seu pai tocava flauta e saxofone e sua mãe cantava em coro de igreja. Tinha tios poetas e boêmios. Ainda criança, recebeu influência dos cantores do rádio Ângela MariaCauby Peixoto e Nora Ney. Foi programador de rádio em Sobral. Em 1962, mudou-se para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Começou a estudar Medicina, mas abandonou o curso no quarto ano, em 1971, para dedicar-se à carreira artística. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como FagnerEdnardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino entre outros, conhecidos como o Pessoal do Ceará[1].

De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de música no Nordeste. Em 1971, quando se mudou para o Rio de Janeiro, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a canção Na Hora do Almoço, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, um compacto da etiqueta Copacabana. Em São Paulo, para onde se mudou, compôs canções para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará.

Em 1972 Elis Regina gravou sua composição Mucuripe (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisão, gravou seu primeiro LP em 1974, na gravadora Chantecler. O segundo, Alucinação (Polygram, 1976), consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como Velha roupa colorida, Como nossos pais, que depois foram regravadas por Elis Regina e Apenas um rapaz latino-americano. Outros êxitos incluem Paralelas (lançada por Vanusa) e Galos, noites e quintais (regravada por Jair Rodrigues). Em 1979 no LP Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner) gravou Comentário a respeito de John (homenagem a John Lennon), também gravada pela cantora Bianca. Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, Paraíso Discos, e em 1997 tornou-se sócio do selo Camerati. Sua discografia inclui Um show – dez anos de sucesso (1986, Continental) e Vício elegante (1996, GPA/Velas), com regravações de sucessos de outros compositores.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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NO RASTRO DAS CAVERNAS DO CANGAÇO NO SERTÃO PERNAMBUCANO

Material do acervo do historiógrafo Rostand Medeiros

Sólon R. A. Netto
Gruta do Morcego, Fazenda Colônia – Foto de Solon R. A. Netto.

Pesquisas históricas indicavam que na região do Sertão do Pajeú, em Pernambuco, uma grande quantidade de abrigos e possíveis cavernas formadas por blocos graníticos seriam antigos refúgios de bandoleiros famosos, que durante anos vagaram pelo sertão e hoje fazem parte do mais autêntico folclore nordestino. Aqueles locais espeleológicos associados à vida desses homens eram certamente sítios de grande importância histórica, os quais nunca foram documentados.

Casa de Pedra de Cafundó, no Sítio Povoado, Vale do Cafundó, Flores, Pernambuco – Foto de Rostand Medeiros.

Tempos atrás percorremos em pouco mais de três dias quase dois mil quilômetros! Uma jornada puxada, com poucas horas de sono, para descobrir os esconderijos de Antônio Silvino, a gruta onde Lampião abrigara-se ferido e outro local bem interessante.

Para você ler todo texto  clique neste link abaixo:

https://tokdehistoria.com.br/2017/04/28/no-rastro-das-cavernas-do-cangaco-no-sertao-pernambucano/

É um excelente trabalho. Não deixa de o ler!

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A IMPORTÂNCIA PRETÉRITA DO ALHO E DA CEBOLA PARA O MUNICÍPIO DE GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO/RN

José Romero Araújo Cardoso

          
O antigo termo de Passagem do Pedro, São Sebastião, Sebastianóplis, atual município potiguar de Governador Dix-sept Rosado, destacou-se de forma extraordinária, décadas atrás, na produção de alho e cebola.
          
A experiência pioneira de plantios teve inicio na década de setenta do século XIX na localidade de Gangorrinha, situada às margens do rio Apodi-Mossoró, onde os campesinos resolveram utilizar as vazantes do importante curso d´água para plantar espécies do gênero Allium, adubando-as com mufumbo macerado.
          
Logo a produção de alho e cebola passou a integrar indelevelmente a economia local, graças à excelência do valor comercial, devido ao tamanho dos bulbos, razão pela qual o atual município de Governador Dix-sept Rosado tornou-se conhecido como a “capital do alho”.
         
A zona urbana, quase por completa, foi tomada por tranças de alho e cebola, expostas para que os compradores de várias partes do Brasil escolhessem as melhores.    Vendedores de alho e cebola saiam em busca de melhores preços pelo interior do Estado do Rio Grande do Norte, bem como com destinos às unidades federativas vizinhas, ou mesmo distantes.
          
A chegada do trem, no ano de 1925, viabilizou o escoamento da produção, inicialmente com destino a Mossoró, e, a partir da expansão da linha férrea, em direção aos outros municípios potiguares que foram beneficiados com o percurso da Estrada de Ferro, tendo chegado no inicio da década de cinqüenta do século passado em Sousa, no vizinho Estado da Paraíba.
          
Quando o trem chegava em Governador Dix-sept Rosado, quando do período da safra do alho e da cebola, eram inúmeras as ofertas da produção farta e abundante, pois a estação ficava cheia de tranças à espera de compradores, bem como destinadas ao embarque.
         
Pequenos pedaços de vazantes à beira do rio Apodi-Mossoró eram valorizados de forma exponencial, pois a certeza de boas colheitas estavam garantidas pela fertilidade do aluvião, bem como das técnicas originais de adubação.
          
Festas em torno do alho e da cebola foram organizadas, contando com a coroação de rainhas com alusão aos produtos que faziam a fama do município potiguar, distrito de Mossoró até quatro de abril de 1963.
          
Gesso, algodão, cal, alho e cebola, consorciados com o plantio de batata-doce, eram os alicerces da economia dixseptiense há pouco tempo, época que mostrava-se favorecedora à qualidade de vida da população, a qual podia contar com importantes       recursos no processo de geração de emprego e renda.
          
Desestruturado na segunda metade da década de oitenta do século passado, o plantio de alho e cebola, vitima do mal-de-sete-voltas, praga que arruinou uma das bases da economia dixseptiense, tornou-se uma página virada na memória da população do aprazível município norte-riograndense.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

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CONRADO MAYER

Por Geraldo Maia do Nascimento

A história de Mossoró está repleta de exemplos de pessoas que, em não sendo mossoroenses de nascença, tornaram-se por opção e muito fizeram pela cidade que escolheram para viver e por ela trabalhar.


 Podemos citar nomes como o do vigário Antônio Joaquim, primeiro e último vigário colado de Mossoró, que tendo nascido em Aracati, no Ceará, pastoreou Mossoró por 51 anos, sendo também político influente do Partido Conservador. Foi de sua iniciativa, num dos mandatos que exerceu como Deputado Provincial, a elevação de Mossoró à Vila e depois Cidade. Podemos citar também o farmacêutico Jerônimo Rosado, paraibano de Pombal, que teve uma participação muito grande na vida de Mossoró, e muitos outros mossoroenses adotivos que de alguma maneira tiveram influência no desenvolvimento da cidade. Alguns desses filhos adotivos vieram de muito longe, como foi o caso do comerciante Conrado Mayer, que por aqui apontou em 1860. Nascido em Aistley, Cantão de São Galo, na Suíça, em 1844, sendo filho de Conrado Mayer e Ana Mayer. Veio para Mossoró na companhia de seu conterrâneo John Ulrich Graf, vindo a ter uma apreciável fortuna. Estabeleceu-se com a Casa Mayer, que ficava na Praça da Independência (hoje da Redenção), com especialidade na venda de artigos da moda, artigos esses que eram importados das praças de Liverpool e Londres. Em contrapartida exportava para essas mesmas praças algodão, peles silvestres e produtos da região. Uma curiosidade acerca de Conrado Mayer, é que em sua casa residencial, aqui em Mossoró, existia um mirante de cuja plataforma, montada a 30m de altura, podia observar com a ajuda de um binóculo, a entrada e saída de navios do porto de Santo Antônio, navios esses que muitas vezes traziam tecidos e bebidas estrangeiras para os seus armazéns. Era maçom e como tal foi um dos decididos colaboradores da construção do prédio da Loja Maçônica “24 de junho”, chegando a empunhar o malhete de 1º vigilante por vários períodos administrativos. Por ser um homem de ideias elevadas, logo se integrou de corpo e alma nos movimentos sociais da terra, abraçando com denodo a causa dos abolicionistas de Mossoró. Empolgou-se pela campanha da Abolição, tendo seu nome incluído entre os sócios da “Libertadora Mossoroense” (entidade criada com o único objetivo de libertar os escravos de Mossoró) .  Rico, generoso e abolicionista convicto, não media dificuldades quando se tratava de ajudar financeiramente a campanha. Sua bolsa estava sempre aberta, praticando atos de verdadeira prodigalidade em prol da libertação dos cativos. É muito comentada uma frase que ele disse ao Capitão Lacerda, quando esse terrível capital do Mato tentou recuperar os negros “Estevam e Merência”, fugidos do Piancó e aqui guardados pelos seus irmãos libertos: “Capitão Lacerda, se dinheiro valesse esses infelizes escravos não voltariam à escravidão”. Um outro fato curioso na história de Conrado Mayer é que o mesmo escolheu o dia 29 de setembro de 1883, véspera do dia designada para a liberação total dos escravos, para consorciar-se com Maria Gomes da Silva, com quem teve uma filha de nome Helena Amanda Maria. “A sorte, no entanto, lhe foi adversa”, no dizer de Lauro da Escóssia. “Sua casa comercial faliu motivada por crises climáticas”. Faleceu em Areia Branca, por volta de 1895, em condições de extrema pobreza. Ele que foi um grande rico, que a tantos ajudou, morreu na miséria, aos 51 anos de idade.    Há um ditado que diz: “A grandeza dos homens se mede pelas ações louváveis que praticam”. Em assim sendo, podemos afirmar, sem medo de errar, que o comerciante suíço Conrado Mayer, o prócer abolicionista mossoroense, foi um grande homem. Que seu nome seja sempre lembrado na galeria dos grandes homens da história de Mossoró.

20/04/2017
Geraldo Maia

http://www.blogdogemaia.com/detalhes.php?not=1024

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PASSAGEM DO PEDRO – SÃO SEBASTIÃO – SEBASTIANÓPOLIS – GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO: MEU RELICÁRIO SAGRADO

(*) José Romero Araújo Cardoso

Indubitavelmente há nítida ênfase em minha subjetividade à topofilia definida pelo geógrafo Yi-Fu-Tuan quando lembro de assuntos pertinentes ao despertar de identidade com a geografia humana do município norte-riograndense de Governador Dix-sept Rosado.

A fixação em minha memória da preparação dos plantios de alho e cebola às margens do rio Apodi-Mossoró, onde João Cruz possuía propriedade encravada entre as supracitadas glebas rurais, é imagem contida em minhas reminiscências de infância que o tempo não apaga.

O alho teve importância econômica de destaque em Governador Dix-sept Rosado. Quando das colheitas, as estruturas do espaço urbano do município transformavam-se literalmente em locais de exposição de um dos principais produtos cultivados no lugar. Milhares de tranças de alho e cebola ficavam expostas aguardando compradores que não tardavam em aparecer.

A Festa do Alho era bastante concorrida, culminando na coroação de uma rainha. Certamente nos dias de hoje apenas os mais velhos guardam as recordações de uma época marcada pelos festejos que assinalavam boas colheitas que resultavam em interessante poder aquisitivo para àquelas pessoas que se dedicavam ao artesanal feitio dos terraços com a areia do escoamento fluvial, destinados ao plantio de alho e cebola, o qual muitas vezes era consorciado com o cultivo de batata-doce.

O velho trem que foi sonho de Ulrick Graf transportava alho e cebola para todos os recantos onde passava a linha férrea. A qualidade dos produtos fazia com que fossem disputados por exigentes consumidores espalhados pelo país.

Não alcancei o pleno funcionamento da extração de gipsita nas vossorocas da Espadilha ou pedreira, como era mais conhecida a região que abrigou a maior mina de gesso da América Latina, mas guardei na memória as histórias que Severino Cruz Cardoso me contava sobre o cotidiano da área de extrativismo onde a maioria das pessoas que lá residiam tratavam-se carinhosamente por primos, tendo em vista a origem comum destas através de vínculo genealógico com o português Jerônimo Ribeiro Rosado.

Nessa época, conforme relato de diversos moradores da pedreira, era comum encontrar-se na caatinga grande quantidade de emas, bem como porcos-do-mato. Infelizmente essas espécies estão extintas devido à caça predatória e ao desmatamento intenso.

Recordações daqueles tempos são profusas na memória de Raimundinho de tio Jerônimo Rosado Bandeira, pois ele viveu intensamente momentos gloriosos que marcaram profundamente as vidas dos habitantes da verdadeira comunidade familiar erguida sob a égide das tradições e dos valores da paraibanidade marcante que permeou a edificação dos elos de identidade, sobretudo àqueles referentes a Pombal (PB) e a Catolé do Rocha (PB).

A caprino-ovinocultura é uma atividade pecuária tradicional em Governador Dix-sept Rosado. Tenho profunda gratidão a um eminente e respeitado cidadão de nome Fausto Martins, de saudosa memória, pois certa vez fez questão de separar diversas cabeças de criação de pequeno porte visando custear no futuro algo que precisasse em meus estudos.

Nunca esqueci o sabor das groselhas cultivadas no quintal da residência do casal Nô Rosado Bandeira-Penha Formiga. A casa de Dona Santa Formiga, nora dos simpáticos pombalenses, sempre foi referência no que tange às visitas, tendo em vista o grau de amizade que sempre foi reverenciado, fruto da convivência e da afinidade do esposo José Formiga com Severino Cruz Cardoso.

Participei de várias e inesquecíveis Festas de São Sebastião. A residência de Lourenço Menandro Cruz localizava-se próxima à igreja dedicada ao santo católico martirizado em razão de sua conversão ao cristianismo. Em sentido diagonal, estava a morada de outro paraibano conhecido por Pedro do Alecrim, amigo de longas datas de toda família, onde sempre tive livre trânsito.

No mercado, parada obrigatória a fim de colocar a conversa em dia, era praxe cumprimentar Leôncio Carlos, de saudosa memória, bem como Fernando aleijado, pois ambos foram amigos de longas datas de Severino Cruz Cardoso. A panelada preparada por Necí tornou o principal espaço de comercialização Dix-septiense uma referência para todos que cultuam as tradições da culinária sertaneja.

A prosa de Chico Bacatela, homem de caráter, justo e honesto, sempre foi admirada por todos que o conhecem, pois em verdade esse grande sertanejo é um verdadeiro repositório da história do lugar.

Sintetizo a importância de Governador Dix-sept Rosado em minha vida através da definição de que o lugar personifica relicário sagrado onde estão contidas lembranças marcantes de momentos felizes ali vividos dos quais nunca hei de esquecer.


(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN.

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LAMPIÃO E, OS PRESENTES DADOS..!...O PUNHAL DE PRATA

Por Voltaseca Volta

LAMPIÃO e, os presentes dados...!...O PUNHAL DE PRATA. O famoso rei vesgo do cangaço gostava de presentear as pessoas que lhe tratava bem, ou fazia algum favor. Inúmeras passagens de sua biografia relatam, isso.

Um punhal de prata presentado por Lampião ao Sr. Enéas Teixeira Lima do Povoado Olho Dágua do Souza - Glória-BA, vê-se na foto, acima.
Fonte da foto : ( ? )

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=666609333541044&set=gm.637348606474087&type=3&theater

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ASCRIM/PRESIDÊNCIA –CONVITE LANÇAMENTO DO LIVRO DE FRANCI DANTAS - OFÍCIO Nº 061/2017.


MOSSORÓ(RN), 28.04.2017,

CONFORME ANUNCIADO AMPLAMENTE, A ASCRIM TEM A HONRA DE COMUNICAR, NESTA DATA, O PROGRAMA “ABLEM-ABRINDO O LIVRO DO ESCRITOR MOSSOROENSE”, CONFORME DISPÕE O REGULAMENTO, COM O LANÇAMENTO DO LIVRO

“PELOS MEANDROS DA HISTÓRIA”

DE AUTORIA DA ACADÊMICA DA ASCRIM FRANCI DANTAS.

O LIVRO É DE MUITA IMPORTÂNCIA PARA OS AFICIONADOS DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ, MORMENTE A DESTREZA COM QUE A PINTORA FRANCI DANTAS PINTA, COMO A PRÓPRIA DIZ LITERALMENTE, “...TEXTOS CONSTRUÍDOS À BASE DA PESQUISA E DA MEMÓRIA DA AUTORA.”
   
ENFATIZAMOS, PORTANTO, QUE ABRIMOS OFICIALMENTE O ABLEM COM A OBRA INÉDITA DA ESCRITORA MOSSOROENSE FRANCI DANTAS, PROPORCIONADO AO LEITOR UMA VIAGEM NO TEMPO, PARA REVIVER E DELICIAR-SE COM MOMENTOS PECULIARES E LEMBRANÇAS: DE COMENTÁRIOS “ONDE COMEÇOU MOSSORÓ”(PÁG.17), DETALHES DA “RUA ALEXANDRE BARAÚNA”(PA. 79/80, DOS ARREDORES DO “CURTUME”(PAG. 95/96), DAS “CHEIAS DO RIO MOSSORÓ”(PAG.101), NOTÍCIAS SOBRE “MÃES DE SANTO E MARCENEIROS”(PAG. 159/161) E RECORDAR PESSOAS COMO “CHICO DE FIRMO E D. GERALDINA”(PAG.186), ETC, ETC,ETC.
  
ESCLARECEMOS QUE PARTICIPARÃO DO PROGRAMA EBLEM, APENAS ESCRITORES MOSSOROENSES, QUE SEJAM ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS DA ASCRIM, INSCREVAM-SE E ESTEJAM QUITES COM SUAS OBRIGAÇÕES SOCIAIS E FINANCEIRAS.
      
O EVENTO CULTURAL ACONTECERÁ NO DIA 29.04.2017(SÁBADO), AS 19:30HS, NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA NEY PONTES DUARTE, LOCALIZADO NA PRAÇA DA REDENÇÃO “JORNALISTA DORIAN JORGE FREIRE”, NESTA.
    
REITERANDO O CONVITE A TODO ACADÊMICO DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ASSOCIADOS DA ASCRIM, PRESTIGIAREM O MAGNO EVENTO DA AMOL, USANDO, OPCIONALMENTE, PELERINE E/OU MEDALHÃO, ATO QUE PROPICIA RECEBER PONTUAÇÃO, MISTER QUE IDENTIFICA O INTELECTUAL DA ASCRIM E ESTABELECE O RIGOR DE ALTO GABARITO DOS LITERATAS.
      
NA OPORTUNIDADE, CONCITAMOS DIGNEM-SE OS INSIGNES PRESIDENTES DE ACADEMIAS E DE ENTIDADES CULTURAIS CONGÊNERES, RETRANSMITIREM AOS RESPECTIVOS CORPOS SOCIAIS DE SUAS INSTITUIÇÕES COMPARECEREM AO EVENTO SUPRAMENCIONADO.

IDÊNTICO CONVITE CONTEMPLA AS DIGNÍSSIMAS FAMÍLIAS DE TODOS QUE CONFIRMAREM PRESENÇA.
      
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO – PRESIDENTE DA ASCRIM

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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sábado, 29 de abril de 2017

ENTREVISTA CADIM MACHADO, ÚLTIMO COITEIRO DE CORISCO

https://www.youtube.com/watch?v=Vs9kLhbDokU&t=106s

Geziel Moura
Publicado em 4 de mai de 2016
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“PAJEÚ EM CHAMAS: O CANGAÇO E OS PEREIRAS”


PAJEÚ EM CHAMAS 

Com 608 páginas, o trabalho literário conta a saga da família Pereira, cita importantes episódios da história do cangaço nordestino, desde as suas origens mais remotas, desvendando a vida de um mito deste mesmo cangaço, Sinhô Pereira e faz a genealogia de sua família a partir do seu avô, Crispim Pereira de Araújo ou Ioiô Maroto, primo e amigo do temível Sinhô Pereira.

A partir de uma encrenca surgida entre os Pereiras com uma outra família, os Carvalhos, foi então que o Pajeú entrou em chamas. Gerações sucessivas das duas famílias foram crescendo e pegando em armas.

Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras põe a roda da história social do Nordeste brasileiro em movimento sobre homens rudes e valentes em meio às asperezas da caatinga, impondo uma justiça a seus modos, nos séculos XIX e XX.

Helvécio Neves Feitosa, autor dessa grande obra, nascido nos Inhamuns no Ceará, é médico, professor universitário e Doutor em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal), além de poeta, escritor e folclorista. É bisneto de Antônio Cassiano Pereira da Silva, prefeito de São José do Belmonte em 1893 e dono da fazenda Baixio.

Sertões do Nordeste I

É o primeiro volume de uma série que trata dos Sertões do Nordeste. Procura analisar fatos relacionados à sociedade alocada no espaço em que se desenvolveu o ciclo econômico do gado, a partir de novas fontes, na maioria, inéditas.

Não se trata da monumentalização da história de matutos e sertanejos, mas da utilização de uma ótica sustentada em elementos esclarecedores capaz de descontrair algumas das versões oficiais acerca de determinados episódios perpassados nos rincões nordestinos.
Tentando se afastar do maniqueísmo e do preconceito para com o regional, o autor inicia seus estudos a partir de dois desses sertões, os Inhmauns e os Cariris Novos, no estado do Ceará, sendo que, ao longo de nove artigos, reunidos à feição de uma miscelânea, desenvolve importantes temas, tentando esclarecer alguns pontos intrincados da história dessa gente interiorana.

É ressaltado a importância da visão do sertão pelo sertanejo, sem a superficialidade e generalidade com que esta parte do território vem sendo freqüentemente interpretada pelos olhares alheios, tanto de suas próprias capitais quanto dos grandes centros econômicos do País.

Após a apresentação das obras literárias, a palavra foi facultada aos presentes, em seguida, houve a sessão de autógrafos dos autores.

Quem interessar adquirir esta obra é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br
Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

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JOÃO BEZERRA E O ANGICO ...

Por Paulo Britto

- “Se desejam o término do cangaço com o episódio de Angico considero uma aberração, final trágico e desabonador da saga de homens assassinos, porém, valentes e destemidos”.

Tenente João Bezerra, pai de Paulo Britto e matador de Lampião

Paulo Britto: Desconheço qualquer outro final para o cangaço que não seja o do Combate em Angico. O final de “Buritis de Minas Gerais” foi um fiasco, que não tem consistência, nem para ser citado. Quanto ao final trágico e desabonador da saga “de homens assassinos, porém, valentes e destemidos”, acredito que se a volante fosse dizimada por causa de um comandante irresponsável e incompetente atendesse melhor ao final pretendido pelo pesquisador, enquanto aos homens assassinos, o fato de serem valentes e destemidos, não os credita a ter um final diferente ao de Angico, no calor do combate e pelo currículo de atrocidades dos cangaceiros, o comandante do combate teve sim, um comportamento ético e profissional em segurar os instintos das feras que combatiam os bandidos perversos e sanguinários.

- “A descrição concebida pelos escritores, jornalistas, pesquisadores deixam Gengis Kan, Napoleão, Júlio César (O imperador), Al Capone, Billys the Kid, Kelly (e seu bando), Hitler e muitos outros, fichinha frente aos cangaceiros”.

Paulo Britto: A colocação feita aos escritores, jornalistas, pesquisadores é no mínimo desmerecida e desrespeitosa. 

“Os cachorros pela primeira vez estavam sonolentos e teriam perdido o faro. Dormiam nas pernas dos seus donos. Junto aos cachorros deveriam estar às sentinelas que devem ter esquecido as suas responsabilidades junto ao grupo. Falha lamentosa”.

Paulo Britto: Os comentários sobre os cachorros e sentinelas só demonstra o desconhecimento do tema ou uma brincadeira equivocada.

-“Tempo de inverno, água no riacho, onde fixar a tolda e dormir?”

Paulo Britto:Todos, sem exceção, os que acamparam, os que visitaram, os que confrontaram, os que averiguaram, constataram a existência do acampamento tão improvável para o pesquisador.

“Se a volante possuía duas metralhadoras não ficava um pé de macambira para contar a história. Por que conseguiram se salvar muitos cangaceiros? O cerco não foi cerco. É piada.”

Paulo Britto: Reforçando a tese do pesquisador afirmo ter contado a volante com mais de duas metralhadoras. Quanto à sobrevivência de 24 cangaceiros ou mais, os sobreviventes sempre relataram, ao seu modo, como escaparam ao cerco que de fato a contragosto do comandante não chegou a se efetuar como planejado. A “piada” e a graça ficam por conta de quem reconta o fato.

“O suicídio de Luiz Pedro é fantástico. É advertido ao cangaceiro que Lampião estava morto e que ele fosse à luta. Ao chegar junto ao amigo, assim falou: “-Compadre, eu lhe disse que lutaria com você até a morte”. No trajeto, o Pedro perdeu a coragem que foi possuidora desde os tempos em que esteve no Rio Grande do Norte, em 1927.”

Paulo Britto: O suicídio de Luiz Pedro do Retiro, para quem toma conhecimento do tema pela primeira vez, afirmo não ter existido. Ele realmente foi morto por tiro do volante Antônio Jacó. Quanto à frase supostamente colocada como sendo de Luiz Pedro, é a primeira vez que vejo a mesma ser citada. E covarde, ele jamais foi.

José Sereno à esquerda

“Capitão, a tampa da garrafa tem um pequeno furo”. O chamamento da atenção não foi levado em consideração. Por quê?” 

Paulo Britto: A observação proferida por José Sereno é uma das demais teses do envenenamento ocorrido em Angico, que os escritores, pesquisadores e até mesmo os meninos buchudos já não toleram mais ouvir. Esta foi rechaçada por falta total de embasamento, principalmente, cientificamente, que o diga o brilhante Dr. Leandro Cardoso Fernandes.

Obs.: As colocações por mim destacadas neste primeiro momento, não parecem apropriadas a uma pessoa que tenha, aparentemente, um conhecimento de pesquisador, que queira ser levado, pelo menos, um pouco a sério. Assemelham-se mais a uma pessoa contraditória que quer fazer graça com um tema tão sério.

“Naquela manhã chovia na área. Comprove esta afirmação no livro de João Bezerra, onde solicita aos seus comandados que: ““-Tenham cuidado em pisar no chão para não fazer barulho com as folhas secas””. Parece-nos que a chuva não atingia as folhas, enquanto o restante do chão corria água”.

Paulo Britto: Essa colocação, de caráter jocoso, parece a tônica das colocações do pesquisador, mas que não se coaduna com a formação e experiência que o oficial já era detentor naquele dia.

“A coragem da volante (grupo de militares) era tamanha que o comandante permitiu o uso de cachaça para quem desejasse criar coragem.”

Paulo Britto: A bebida jamais foi o indutor de coragem na volante de João Bezerra, a partir do seu comandante e componentes, como o Sargento Aniceto Rodrigues, soldado Antônio Jacó e tantos outros de reconhecida valentia.

“Aos registros feitos por todos que escreveram sobre o tema, mostram que as relações entre o chefe cangaceiro e o militar aconteciam para um jogo de 31, compra e venda de armas e munição”.

Paulo Britto: Declarar a unanimidade, dizer que “todos os escritores” afirmam ter havido um relacionamento entre João Bezerra e Lampião para jogo, bebida e/ou venda de armas e munições, é no mínimo uma colocação insana, irresponsável e descabida.


 “O governo da Bahia oferecia 50:000$000 (cinquenta contos de réis), a quem entregasse Lampião vivo ou morto. Não se tem notícia do ganhador do prêmio milionário. Por quê?”

Paulo Britto: O ganhador do prêmio oferecido pelo governo da Bahia, não só é do conhecimento da grande maioria dos escritores e pesquisadores, como está registrado em muitas obras, só é surpreendente o fato do pesquisador, até o momento, ainda não seja detentor deste conhecimento. Mas vamos informá-lo: Em, 22-dez. 39 – Recebeu do interventor federal deste estado, referente a prêmio instituído a coluna que extinguiu “Lampião”, assim distribuído: pelo estado de Alagoas – 5:000$000 (cinco contos de réis), pelo estado da Bahia – 20:000$000. Bol. Nº 289. Boletim da Polícia Militar de Alagoas.

“Quem nominou as cabeças errou gravemente. Muitos escritores colocam nos seus relatos que metade das cabeças tem o mesmo nome. A partir do meio (fotos das cabeças) para cima seja como Deus quiser. Encontraram um cangaceiro que só aparece naquele momento chamado de Desconhecido?.”

Paulo Britto: Me surpreende o suposto despreparo dos escritores, alegada pelo pesquisador, que nem a informação dos nomes dos cangaceiros mortos em Angico conseguiram identificar, e que o nome de Desconhecido é desconhecido, ou melhor: o nome do cangaceiro morto, se desconhece, portanto, foi posto no cruzeiro de Angico, Desconhecido. E na relação dos nomes consta “Não conhecido”.

“O matador dos onze cangaceiros diz que feito o cerco tiveram que recuar. Ora, difícil era chegar perto daquelas feras, quanto mais, ter a chance de ir e voltar.” 

Paulo Britto: O cerco objetivado em Angico, mesmo que ele não tenha se efetuado na plenitude, gerou um ataque crescente, sem recuo. Desconheço nos combates travados pela volante formada por meu pai, qualquer tipo de recuo.
  
“Quem traiu? Afirmam que o grande traidor foi o homem que se caracteriza como seu matador, ou seja, João Bezerra.”

Paulo Britto: João Bezerra foi um perseguidor empenhado em não dar trégua aos cangaceiros, reconhecido pelos seus pares e superiores, ao ponto de ganhar de Lampião o apelido de “Cão Coxo”, coxo em decorrência da redução de 04 cm em uma das pernas e cão, imagine o motivo. Em entrevista dada pelo então Cap. Manuel Neto, após a morte de Lampião, referia-se a meu pai dizendo: - “O Tenente João Bezerra a quem conheço pessoalmente, é um official disposto, disciplinado e muito bem quisto no seio da Polícia Alagoana e dos Estados vizinhos”. 

Como imputar a um homem deste um relacionamento com Lampião?

Paulo Britto

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2011/03/joao-bezerra-e-o-angico.html

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