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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mais um pouco da História de ISAÍAS ARRUDA.


Fonte: facebook
Página: Sousa Neto

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ZÉ SERENO (JOSÉ RIBEIRO FILHO)


Um cabra de Lampião que foi um dos chefes de subgrupos do bando, que agia pelos Sertões nordestinos durante as primeiras décadas do século passado.

Após o cangaço Zé Sereno e sua companheira Sila saíram do Nordeste e partiram em busca de um novo local para se estabelecerem, passaram por vários estados, caminhando na grande maioria do percurso a pé e trabalhando em fazendas para arrecadar algum dinheiro e seguirem viagem.

Assim foi a luta desse povo que partiram de sua terra, que deixaram sua gente, seus sonhos e foram em busca de um futuro incerto sem saber o que encontrariam pela frente.

Sila é a segunda da esquerda em pé, e ao seu lado Zé Sereno

Por fim Zé Sereno e Sila chegam ao estado de São Paulo e estabelecem moradia na capital, durante os primeiros tempos tiveram uma vida sofrida e com muitas privações, mas que com o decorrer dos anos foram se estabilizando e conseguiram finalmente se adaptarem e adequarem a nova vida.

Uma nova vida, novos sonhos foram projetados e muitos deles realizado e com muito esforço e dedicação conseguiram criar e educar seus três filhos; Ivo, Wilson e Gilaene (Gila).

Esqueceram e enterraram o passado sangrento e reconstruíram para si um futuro de paz e harmonia, terminando suas vidas como pessoas de bem e dignas de nosso respeito e admiração por tudo que fizeram, sofreram e lutaram enquanto vivos.

Zé Sereno e Sila foram sobreviventes do ocorrido em Angico no dia 27 de Julho de 1938, onde foram mortos Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um Policial Volante.

Guerreiros de um tempo... Sobreviventes do passado.

Nossos agradecimentos à Gila Sousa Rodrigues, filha do casal Zé Sereno e Sila, por nos fornecer todas as imagens e documentos relacionados a família para que possamos gradativamente publicarmos em nossas páginas O CANGAÇO.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

CURIOSIDADE: José Ribeiro Filho ao entrar no bando de Lampião ganhou esse apelido (Zé Sereno) por ser um homem tranquilo e de bom temperamento.

Abaixo uma foto de José Ribeiro Filho (Zé Sereno) em HD (Alta Definição), registrada após o cangaço.


Fonte: facebook

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A literatura do cangaço quando em vez produz coisas interessantes

Por Antonio Corrêa Sobrinho

Amigos,

A literatura do cangaço quando em vez produz coisas interessantes, que nos fazem refletir com mais vagar, observar de outros ângulos, como o texto abaixo, do "Jornal de Notícias", ano 1932, Lampião no auge da fama, texto este que, embora octogenário, o tenho como se produzido agora, já que durante todo esse tempo esteve longe do olhar interessado de gerações, praticamente esquecido, eu diria, abandonado em meio a inúmeras outras matérias, muitas das quais de valor desprezível, não fosse este paciente pescador. 

 “JORNAL DE NOTÍCIAS” – 30/03/1932

Lampião verdadeiro “gentleman” é um galã de finas qualidades. Como um cronista parisiense vê o terrível bandoleiro galantear, com sentimentalismo, as senhorinhas.

Léon Treich é um dos mais curiosos cronistas parisienses. Ele é o tipo autêntico do cronista de sucesso, que adultera os fatos e fantasia de tal modo os assuntos, a ponto de afastar-se da verdade dos fatos, só para dar expansão ao seu jornalismo sensacional tão apreciado na França.

E, nesse objetivo comete os maiores desatinos que a imprensa pode comportar.

Os sertões brasileiros, bem mais civilizados que os da velhíssima África que aterrorizaram o pacatismo bandor (Savage), não podiam escapar à sanha jornalística do mal avisado repórter.


E Lampião, o vulto de maior expressão do Nordeste, foi o homem escolhido para personagem do cronista do “Gringoire”, onde Léon Treich emprega a sua atividade de “touriste mental”.

Mas o jornalista Léon é um bicho! Adultera tudo. A começar pelo nome de Lampião.

Lampião, para o jornalista francês é “Lampeô”. E o nome do bandido não é Virgulino Ferreira e sim Virgulino de Oliveira. Escondendo, porém, o nome e o vulgo do bandoleiro, Léon descobre coisas notáveis. Descobre, por exemplo, que Lampião é um “gentleman na extensão do termo”.


Passa, então, a contar o noticiarista francês coisas excepcionais: os traços característicos dos enormes óculos de vidro negro que abrigam seus olhos incendiados e “sapolitesse meticuleuse, raffinée”.

Isso de polidez com Lampião, cujo acervo de assassínios já sobe a 160, só como pilhéria e da boa.

Mais adiante, Lampião, para o cronista, comanda vinte “gentils garçons”.

Corisco – “gentil garçom”...

Continua, porém, o jornalista Léon chamando a Lampião “belle Virgulino”. Quase “cheirosa criatura”...

E acentua:
“Porque o belo Virgulino é grande amante de mulheres”, prognosticando, em seguida:

E isto é quase certo, será o que o perderá um dia – como já aconteceu a tantos outros”.

Conta ainda o episódio amoroso, salientando as “belas maneiras de Virgulino:

Uma moça apertada em seus braços, ameaçou-o, um dia, meio sincera, meio gracejadora:

- Eu tenho vontade de vender você à polícia.

Ele a apertou fortemente contra o peito, prendeu seus lábios e simplesmente:

- Não me vendas. Eu valho mais. Entrega-me simplesmente!”

Outra aventura galante descoberta pelo gênio novelesco de Léon Treich:
Foi no Piauí. Lampião assalta uma pequena casa do comércio local. E uma senhora, a proprietária do estabelecimento:

- O dinheiro – ou eu atiro –, bandidos.

- Nunca! Respondeu a mulher.

O dinheiro – ou eu atiro –, retrucou um outro, metendo-se no diálogo.

- Se o Lampião estivesse aqui, você não falaria assim.

Virgulino tomou a dianteira:

- Eu sou Lampião, senhorinha. Que deseja?

- O Lampião não desampara as mulheres sós, disse a pobre moça, concentrando a sua coragem e tornando-se pálida como cera.

O bandido inclinou-se e descobriu-se:

- É verdade, senhorinha, algumas vezes. Entretanto, quando elas têm a imprudência de não ser bonitas...

E depois de ter beijado a mão da jovem comerciante, ele ordenou aos seus homens que se retirassem”.

Para as nossas sentimentais a figura de Lampião galanteador, beijando a mão das damas fazendeiras suplicando, terno e amoroso: “Entrega-me, simplesmente”, deve assumir proporções imprevistas.

Falta, entretanto, a visão do repórter do “Gringoire”, o “it” dos cronistas elegantes e modernos.

Tivesse o jornalista Léon essa visão um pouco mais apurada e descobriria “Lampeô” nas caatingas cearenses ou nos altos sertões baianos, não chefiando, de fuzil em punho, vinte “gentils garçons”, mas guiando uma luxuosa barata, do mais recente modelo a convidar as incautas e jovens sertanejas para um passeio à praia mais próxima, ou um “aperitivozinho”, às 5 horas nas elegantíssimas restingas por entre os mais lindos e evocativos suspiros e beijos apaixonados e quentes, como na mundaníssima Biarritz, que o jornalista do “Gringoire”, preocupado com os sertões brasileiros, não teve tempo ainda de conhecer...

(Do “Diário da Bahia”)

Notas:
1. "Gringoire" – Jornal francês fundado em 1928 por Horace de Carbuccia. Foi um dos grandes semanários entre as duas grandes guerras mundiais.
2. Léon Joseph Marie Eugene Treich (17 de março de 1889 – 13 de junho de 1974), foi um jornalista, autor e escritor francês.
3. Biarritz (raramente aportuguesada para Biarriz) – é uma comuna francesa da região administrativa da Aquitânia, no departamento dos Pireneus Atlânticos.
4. Walter Savage Landor (30 de janeiro de 1775 - 17 de setembro 1864) – foi um escritor e poeta Inglês.

Fonte principal: Internet

Fonte: facebook

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José Ferreira Sobrinho de Lampião

Por Clerisvaldo Braga das Chagas

Prezado Mendes.

Esperando ajudar o indagador Antônio Oliveira – Serrinha, no comentário sobre notícia de José, sobrinho de Lampião, pós Angicos, na minha crônica: “Lampião, os bodes e a máquina de costura”, tenho a dizer:

Pesquisador do cangaço Antonio José de Oliveira

O livro “O Fim de Virgulino Lampião, o que disseram os jornais sergipanos”, de Antônio Corrêa Sobrinho, publicado em 2008, editado pela Gráfica Santana, Aracaju, às páginas, 147-149, publicados pelos jornais: “O Nordeste” (03.03.39); “Sergipe-Jornal” (03.03.39); “Correio de Aracaju” (04.03.39),  sobre José:

“O Nordeste”: Rio, 2 (A.N.) – Informaram da Bahia que foi preso em Jeremoabo José Ferreira Santos, com 17 anos, sobrinho de Lampião.

José Ferreira sobrinho de Lampião

Conduzido àquela capital em companhia de Aníbal e mais duas praças, José declarou que esteve somente um dia e uma noite junto ao rei do cangaço, pois na manhã seguinte deixara seu tio. Ouvindo o tiroteio, diz que disparou em carreira desabrida fugindo aos acontecimentos, cujo desfecho ignorava. Chorando, José pensa está preso apenas por ter assistido ao combate da polícia contra Lampião. Falando às autoridades, disse que fora enganado pelo coiteiro de nome Messias, morador nas margens do São Francisco que o convidou para trabalhar nos arredores em procura de dormentes.

Subitamente viu-se em presença do seu tio. No momento do tiroteio Lampião entregou-lhe um rifle, mas José confessou que não teve ânimo de atirar.

Por fim declarou que absolutamente não lamentava a morte do célebre cangaceiro.

Virgulino Ferreira da Silva aos 20 anos e José Ferreira Santos/Campos aos 17 anos

José Ferreira Santos, cujo clichê os jornais estamparam, possui todos os traços fisionômicos de Lampião, sendo impressionante a semelhança física entre ambos.

“Sergipe-Jornal”: Rio, 2 (A.N) – Informam da Bahia que foi preso José Ferreira Campos, com 17 anos de idade, sobrinho de Lampião. Conduzido àquela capital pela polícia, José declarou que esteve somente um dia e uma noite junto ao rei do cangaço, pois na manhã seguinte mataram o seu tio. Ouvindo tiroteio, diz que correu fugindo aos acontecimentos, cujo desfecho ignorava. Chorando, José pensa estar preso apenas porque assistiu ao combate da polícia contra Lampião.

O “Correio de Aracaju”, cita mais ou menos a mesma coisa.

É somente o que sei.

Pesquisadores podem responder melhor ao nosso leitor Antônio Oliveira.

Obrigado e abraços (Clerisvaldo B. Chagas, um leitor exigente).

CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA


Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA - Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei. 

Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º  teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão(encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL. 

Em sua trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance - 1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados).
  
Até setembro de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um Rio Macho (paradidático); Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda Lajeado (romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema(história); Colibris do Camoxinga - poesia selvagem (poesia).
  
Atualmente (2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente, onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.

(Clerisvaldo B. Chagas – Autobiografia)

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Luz de lampião

Por Robson Rodrigues

Historiador Luiz Bernardo Pericás lança luz nova sobre um tema ainda controverso na História brasileira.

'Talvez, o caso mais emblemático em relação a Lampião tenha sido sua aliança com Floro Bartolomeu e o Padre Cícero para lutar como ‘capitão’ de um Batalhão Patriótico contra a Coluna Prestes''.

(LDH) – Existe uma visão ambígua sobre o cangaço que vai desde suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro até as ações motivadas por interesses pessoais dos coronéis. Em sua opinião, os cangaceiros foram heróis ou vilões?

(LBP) – Não acho que termos como “heróis” ou “vilões” possam ser utilizados de forma séria dentro de trabalhos de caráter historiográfico, em textos que procuram fazer análises mais sofisticadas sobre qualquer tema. Estas palavras podem, por certo, ser empregadas como “retórica” (e normalmente é o que ocorre), e, de antemão, já mostram a posição política ou ideológica de quem as utiliza. No caso dos cangaceiros, o ideal é tentar entendê-los como produto de determinadas circunstâncias, de determinados contextos políticos, sociais, históricos. Ou seja, compreender por que o fenômeno surgiu; por que surgiu daquela forma; como se desenvolveu; suas particularidades; e assim por diante. Eu os descreveria como sertanejos que, por uma diversidade de motivos, decidiram ingressar na vida de crimes.

(LDH) – Para alguns estudiosos ele é considerado um bandido e para outros, um homem que lutava por justiça social e contra um regime de opressão...

(LBP) – Talvez, o caso mais emblemático em relação a Lampião tenha sido sua aliança com Floro Bartolomeu e o Padre Cícero para lutar como “capitão” de um Batalhão Patriótico contra a Coluna Prestes. Em outras palavras, Virgulino Ferreira estava junto do que havia de mais retrógrado, conservador e reacionário na época, o “coronelismo” e a Igreja, ao lado do governo Artur Bernardes, ou seja, do lado do establishment, da legalidade. Naquela ocasião, ele não tinha intenção de combater o Estado nacional ou as injustiças do sertão.

Por outro lado, Luiz Carlos Prestes, que alguns anos mais tarde iria se tornar o principal dirigente do Partido Comunista do Brasil, era justamente quem combatia o governo da época, ao lado dos tenentes, em sua longa marcha por boa parte do País, enfrentando tropas federais e jagunços contratados. Prestes, ao longo dos anos, aprofundou seu conhecimento do marxismo, se envolveu com o PCB e o Comintern e lutou o resto da vida pelo socialismo.

Já Lampião, em troca de uma patente de capitão, preferiu ficar do lado do governo; gostava de estar na companhia de “coronéis” e políticos; e nunca teve qualquer intenção de mudar a realidade ao seu redor, de transformar o meio social e a situação econômica dos sertanejos mais pobres.

Ele era, por certo, um homem inteligente, hábil, um grande combatente, estrategista e negociador. Mas ainda assim, era um bandido. Por isso, roubava tanto de ricos como de pobres, torturava e matava indiscriminadamente (inclusive trabalhadores rurais) e não tinha nenhum sentimento de classe em relação ao povo mais pobre da região.

http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/35/artigo191360-2.asp

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BATALHÕES PATRIÓTICOS...!


A Coluna Prestes, com seus 1.200 homens (dividida em pelotões), comandada pelo Tenente Luiz Carlos Prestes, percorria o Brasil (1925-27), no intuito de desestabilizar o Governo do presidente Artur Bernardes.

Floro Bartolomeu

O Dr. Floro Bartolomeu foi encarregado de organizar dito batalhão, no Estado do Ceará, em 1926.


Para tanto, recebeu armas, munições e dinheiro do Governo Federal, bem como, convidou LAMPIÃO para combater a dita COLUNA.

O resto, você sabe o que aconteceu..!!

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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Corisco e sua morte acontecida na fazenda Pulgas

Por Edson Barreto*

Visitei a Fazenda Pacheco (antiga Fazenda Pulgas) no dia 08 de fevereiro de 2006. Ela fica no Povoado Pulgas, município de Barra do Mendes, na Bahia. Quem sai da cidade de Barro Alto (Bahia) em direção à cidade de Barra do Mendes, a poucos quilômetros, entra à esquerda e chega-se a essa pequena localidade. Acompanhavam-me: Érico Israel (meu irmão), Roseane (cunhada), Erick e Erickson (sobrinhos), Elaide Barreto (esposa), Evilyn Barreto (filha) e Valdizar (nosso guia, profundo conhecedor da região). 

A Fazenda Pacheco seria hoje apenas mais uma propriedade rural de uma família de amistosos sertanejos se não tivesse ocorrido naquele recôndito a emboscada que resultou na morte do ex-cangaceiro Corisco e o fato de Dadá (companheira de Corisco) ter sido baleada, na perna, em 25 de maio de 1940. Esse fato é considerado, por alguns historiadores, como sendo o fim do cangaço no Nordeste do Brasil. Em 1940, a Fazenda Pulgas pertencia à cidade de Brotas de Macaúbas, Bahia, sendo que Barra do Mendes era apenas um povoado.

De volta ao século XXI, na atual Fazenda Pacheco encontrei, em 2006, a senhora Marieta de Souza Pacheco (dona Neta), pessoa maravilhosa, filha do senhor Joaquim de Souza Pacheco (falecido em maio de 2003, ex-proprietário daquelas terras). Dona Neta é uma das testemunhas que esteve presente na tragédia que vitimou o Diabo Loiro. Ela, ainda muito lúcida, tinha dez anos de idade quando a família recebeu a visita de uma caravana de cinco pessoas (duas mulheres, dois homens e uma criança do sexo feminino) se dizendo romeiros, e que iam para a Lapa de Bom Jesus (cidade de Bom Jesus da Lapa, na Bahia) para pagarem uma promessa. Vinham montados em burros, com diversos caçoás, cheios de bagagens, inclusive dois papagaios. Pediram guarida ao senhor Pacheco, pois vinham de longe e iam para longe. O chefe da família ofereceu-lhes a Casa de Farinha, que ficava no oitão bem próximo de sua residência, distante uns quatrocentos metros, para um merecido descanso daquele grupo de viajantes. Era hábito comum, entre os habitantes do sertão, conceder repouso a quem estava de passagem, mesmo sendo estranhos.

O ex-chefe de subgrupo de Lampião, Corisco, sua mulher, Dadá, o ex-cangaceiro Rio Branco e sua companheira Florência, e a criança, Zefinha, afilhada do primeiro casal, ficaram naquela localidade por volta de uma semana. Dona Neta confidenciou-me que entre as bagagens “dos romeiros” havia alguns livros, peças de louças, muitas caixas e baús fechados, bastante comida e um pequeno caixote de madeira em que estava guardada uma trança de cabelos (que seria colocada no altar, em Lapa de Bom Jesus, para o pagamento da suposta promessa). Essa trança provavelmente era dos longos cabelos de outrora de Corisco, pois ele estava de cabelos curtos nessa ocasião. Na verdade, Corisco estava rumando para terras distantes do Nordeste ou Centro-Oeste, pagar uma promessa era uma forma de afastar pistas de sua fuga e do seu passado de banditismo que o tornou famigerado nas caatingas do sertão.

Durante a estada na fazenda, Dadá, muito amistosa, fez grande amizade com a família Pacheco, frequentando a residência deles e proseando bastante, porém Corisco mantinha-se mais distante, arredio, não entrava nunca na casa dos sertanejos anfitriões e, curiosamente, nunca tirava um paletó preto que usava sobre os ombros (provavelmente para esconder as cicatrizes de um ferimento que sofrera e o deixara aleijado dos membros superiores nos árduos tempos de cangaço). Uma parente de dona Marieta Pacheco, que morava próximo dali, estava bastante enferma e, algumas vezes recebeu a visita da família do Senhor Pacheco e de Dadá e Corisco, porém Corisco muito cismado não entrava em casa nenhuma, ficava sentado na varanda. Essa enferma faleceu e todos eles acompanharam o enterro que foi realizado debaixo de chuvas e muita lama, no pequeno cemitério de Barra do Mendes, naquele barro vermelho e pegajoso quando molhado.

Dona Neta informou que Dadá usava realmente esse apelido e não conseguiu lembrar o nome que o Diabo Louro fora apresentado na fazenda, porém não era Corisco nem Cristino que o chamavam. Não se lembrou também o nome do outro casal nem o da criança que os acompanhavam. "-Lembro que era um homem alto, agalegado, de pele vermelha queimada do sol! Não sabíamos nem que eram cangaceiros, todos eles eram pessoas boas e respeitadoras. Cangaceiros, pra gente, eram histórias que o povo contava – " afirmou dona Marieta. 25 de maio de 1940, um sábado. Os pais de dona Neta e os irmãos mais velhos foram para a feira no povoado de Barro Alto, próximo da Fazenda Pulgas, como era costume da família, para comprar mantimentos. Inclusive Corisco e Dadá pediram para que eles comprassem farinha, carne, pão e biscoitos. Dona Neta, com apenas dez anos de idade, ficou em casa cuidando dos irmãos mais novos até o retorno dos pais.

Antes de os pais retornarem, aquela pequena localidade recebeu a visita da volante do Tenente Zé Rufino que há dias vinha no encalço dos ex-cangaceiros (já anistiados de seus crimes pelo Governo Federal). Dona Neta estava dentro de casa com os irmãos mais novos quando de repente ouviu gritos e um intenso estampido de armas de fogo vindos do lado da casa de farinha. Sem saber do que se tratava escondeu-se embaixo da cama, com os irmãozinhos, até que a calmaria voltasse. Depois de alguns minutos, ao sairem no terreiro da casa, a criança Marieta e seus irmãos, viram diversos soldados; um deles disse para os pequenos moradores assustados e chorosos:

- Fiquem calmos, nós viemos tirar uma onça de perto de vocês!

Dona Neta e os irmãos, ainda sem entenderem muito aquela tragédia jamais vista ou ouvida por aquela região, puderam ainda enxergar, a algumas centenas de metros da casa, o corpo de Corisco estirado e agonizante em meio ao pó vermelho daquele chão fértil e, a poucos metros, Dadá baleada na perna, caída, e gritando:

- Alguém me dê uma arma pra eu atirar nesses desgraçados!

Rio Branco e Florência, no momento dos tiros, estavam lavando roupas num barreiro próximo e de lá mesmo fugiram para destino ignorado. Quanto à menina, Zefinha, dona Neta não soube informar o seu paradeiro. Concluiu dizendo que os policiais levaram tudo o que pertencia àquele “grupo de romeiros” e que Corisco (ainda vivo) e Dadá seguiram com a volante. Pouco depois, seus pais e irmãos chegaram assustados já sabendo do acontecido em suas posses.

Hoje, essa passagem, manchada de sangue, é uma marca que compõe a história daquela gente simples, pacata e maravilhosa das cidades de Barra do Mendes e Barro Alto, e se inserem nas páginas da vasta história do cangaço brasileiro.

*Edson Barreto é professor de Língua Portuguesa, Redação e Literatura Brasileira. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e pesquisador do cangaço.

Fonte: facebook

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Mercado da Cidade - 19 de Outubro de 2014

Por: Geraldo Maia do Nascimento

No início, a cidade não tinha um lugar específico para que os negociantes pudessem exercer as suas atividades. Encontravam-se e negociavam armando suas bancas nas sombras das árvores ou sob uma palhoça que fazia vezes de mercado, e que ficava na praça central da cidade. E permaneceu assim por muitos anos até que em 23 de agosto de 1875 a Câmara Municipal de Mossoró, através da Lei nº 739, autorizou a construção de uma casa destinada ao mercado da cidade a ser feita mediante contrato com quem melhores vantagens oferecessem. 


Foi assim que em 12 de julho de 1877, dois anos após a autorização, durante a administração do Prefeito Francisco Gurgel de Oliveira, os construtores Antônio Secundes Filgueira e José Alexandre Freire de Carvalho fizeram entrega do prédio do Mercado, que iria substituir a palhoça que fazia vezes de tal, sem as mínimas condições de higiene, onde eram expostas carnes e outros gêneros. Esse primitivo mercado foi construído no mesmo local onde ainda hoje se encontra o Mercado Municipal de Mossoró, no centro da Cidade. Possuia seus estavelecimentos de cereais com portas para o exterior. O mercado de carne funcionava em galpão na parte interna. Suas entradas principais davam para as praças fronteiriças.
               
O Mercado Municipal tinha, no passado, um papel muito importante na vida de uma cidade, porque era no Mercado que se encontravam os comerciantes que abasteciam as cidades dos mais diversos produtos que iam desde os cereais, carnes e frutas, até roupas, produtos de couro, cerâmica (utilitárias e decorativas) e uma infinidade de guloseimas, sem esquecer as tradicionais barracas de pinga e comidas sertanejas (buchadas, rabadas, cuscus e outros pratos típicos).
               
Por 30 anos esse prédio serviu de Mercado, sem que fosse feito qualquer melhoramento. E a estrutura foi se desgastando, comprometendo até mesmo a qualidade dos produtos alí expostos, já que havia acúmulo de lixo, cuja fedentina incomodava a todos que por ali passava. Fazia-se necessário providenciar, de imediato, as melhorias nas instalações. Essa era a opinião de todos.
               
Na administração do Coronel Antônio Secundes Filgueira (Totô Filgueira), cuja intendência era formada por Francisco Tavares Cavalcanti, Luís Colombo, Abel Chagas, Rodolfo Fernandes e Enéas Almeira (1905 – 1907), a Prefeitura de Mossoró teve um trabalho muito grande para reconstruir o mercado público, que segundo o historiador Câmara Cascudo, naquela época era um pardieiro oscilante que infectava os arredores.
               
Essa reforma, que custou aos cofres públicos a importância de Rs. 37.517$180, dotou Mossoró de um excelente prédio trabalhado pelo mestre Francisco Paulino da Silva.
               
O novo prédio tinha uma fachada muito bonita, como podemos ver na foto que ilustra este texto, e se ainda existisse, com certeza, continuaria sendo um orgulho arquitetônico da cidade.
               
Mais 30 anos se passaram até que fosse feita outra reforma no Mercado, mas dessa vez não pelo desgaste físico, mas pela necessidade de ampliação de sua área. Com o crescimento da cidade o espaço foi ficando pequeno. Era preciso uma nova reforma, com ampliação do espaço. E isso aconteceu a partir da administração do Padre Luís Mota (1936 – 1945). Para essa nova reforma, o velho mercado foi praticamente demolido, inclusive as suas belas fachadas, para ceder lugar a um outro, mais amplo e mais moderno, mas nem de longe com a beleza do anterior. A inauguração do novo prédio se deu em 1937.
               
O jornalista Lauro da Escócia, em seu livro “Memórias de um Jornalista de Província”, dá uns dados interessantes: Por essa época, 1937, era administrador do mercado o Sr. Abel Duarte. O zelador era Zezinho da velha Aninha Cocorote e o descarregador de carne da carroça era Marcelino.
               
O Mercado Público Municipal de Mossoró que conhecemos hoje já não tem as finalidades para o que foi criado. O seu interior é apenas um centro de venda de roupas populares, havendo apenas algumas lanchonetes que poderiam lembrar os tempos passados. Já não ha mais açogues, nem frutas ou verduras. São outros tempos; outros costumes! 

Geraldo Maia do Nascimento

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O Globo de 30 de dezembro de 1930.

Por Raul Meneleu Mascarenhas

Tranquilino de Souza era o nome do cangaceiro que fugiu do hospital Santa Isabel em Salvador-BA. O Globo de 30 de dezembro de 1930.

Será que esse era o filho do coronel Marcionílio de Souza que perseguia e matava membros da família Cauaçu e do bando de cangaceiros que acompanha o grupo, comandado por Anésia Cauaçu em Jequié na Bahia? A matéria não traz detalhes.



Fonte: facebook
Págima: Raul Meneleu Mascarenhas

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VISITE O MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ-RN


No dia 1º de Novembro de 2014, o  Museu do Sertão em Mossoró, abrirá suas portas para visitas, a partir das 7:00 horas da manhã, estendendo-se até às 12:00 horas do dia. 

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Você já é um convidado para visitar o Museu do Sertão em Mossoró, no dia 1º de Novembro de 2014. 

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Casarão de Patos e o Cariri Cangaço

Por Manoel Severo
Caravana Cariri Cangaço em Patos de Irerê


Patos de Irerê; distrito de São José de Princesa, terra antigamente pertencente ao município de Princesa  Isabel é o berço de alguns dos troncos familiares  mais tradicionais da Paraíba e do Nordeste: Os Marçal, Diniz, Florentinos, Dantas, Antas; “solo sagrado” do famoso Casarão de Patos, residência do Major Floro Diniz, pai da não menos famosa Xanduzinha e sogro do “Caboclo” Marcolino, eternizados na composição de Humberto Teixeira na voz de Luiz Gonzaga, recebeu a primeira visita do Cariri Cangaço.

Anfitrionados pelo memorialista e amigo Joao Alberto Antas Florentino, ou Joao Antas, pudemos contatar com fragmentos do passado e redescobrir a fantástica historia e saga dos Marcal Diniz, Pereira Lima, o cerco a Patos por Clementino Quelé, o sequestro de Xanduzinha, o espetacular resgate pelos homens de Marcolino e Zé Pereira e a morte de mais de 60 soldados num dos episódios mais marcantes da `Guerra de Princesa` em 1930.
 Casarão de Patos
 Manoel Severo, Narciso Dias e Jorge Remígio no Casarão de Patos
João Antas e Manoel Severo
Estando em Patos de Irerê não poderíamos deixar de citar que dentre todos os arranjos e conchavos vivenciados por Virgulino Ferreira, um dos que mais se destacam foi sem dúvida a relação mantida com a grande oligarquia da família Diniz, do coronel Marçal Diniz; seu irmão Laurindo, seu filho Marcolino Pereira Diniz e seu genro, o chefe político de Princesa, o poderoso Zé Pereira.É Interessante observar a incrível ligação consangüínea que acabou ligando esses personagens chaves desse período cangaceiro de Virgulino na Paraíba, senão vejamos: numa época em que os casamentos consangüíneos eram corriqueiros, o número de filhos bastante elevado e os homônimos existiam em todo lugar, Princesa apresentou alguns casos dignos de um autêntico quebra-cabeça.

Coronel Zé Pereira
 Dona Alexandrina Pereira Lima (Dona Xandu)

O “coronel” Marcolino Pereira casou com Águida de Andrade, a “Sinhá" Águida, a união gerou Zé Pereira e Doninha. Esta enamorou o “coronel” Marçal Florentino Diniz e teve os filhos Xandu e Marcolino Diniz. Esse se uniu a outra Xandu, a famosa Xanduzinha, filha do "major" Floro Diniz. Zé Pereira casou-se com a própria sobrinha, Xandu, essa, a irmã de Marcolino. Então temos: Zé Pereira que é irmão de Doninha, que é mãe de Marcolino Diniz, que é irmão de Dona Xandu, que firmou matrimônio com Zé Pereira. Fácil, fácil de entender, Eita Patos de Irerê cheio de maravilhosas histórias...

 Marcolino Diniz, sentado; filho de Marçal Diniz irmão de uma Xandu e esposo de outra...

Voltemos à nossa visita; ao chegar no famoso Casarão a surpresa com o adiantado estado de deterioração desse que sem duvidas se  configura como um dos mais espetaculares patrimônios do sertão paraibano. A majestosa casa do Major Floro ainda guarda na sua fachada a grandiosidade que se encontrava por detrás de suas atuais paredes caídas; na década de 20 do século passado o local era um verdadeiro e prospero parque fabril. Nas palavras de Joao Antas a decepção e a remota esperança da restauração. `Tenho medo que essa historia acabe comigo, não poderíamos deixar isso acontecer` revela Antas.
 Capelinha de Patos de Irerê: Aqui estão sepultados os restos dos familiares Diniz
 Ingrid Rebouças na pracinha de Patos de Irerê
Jair Tavares, Jorge Remígio, Manoel Severo e Narciso Dias em Patos de Irerê

Novamente no povoado de Patos de Irerê já perto das 18h a visita a capela onde estão sepultados, entre outros, os corpos do Major Floro, de Marcolino e Xanduzinha, a emoção tomou conta da Caravana Cariri Cangaço. Para finalizar a visita de trabalho, visitamos a casa de Marcolino Diniz e Xanduzinha, a mesma onde Lampião costumava tomar conhaque e jogar cartas e a mesma que foi saqueada e bombardeada por Quele em 1930. 

"Nesta mesa Marcolino recebia Lampião; de um lado da cabeceira ficava Marcolino, do outro Lampião, quando havia qualquer alerta, o rei do cangaço saia pela portas dos fundos" fala João Antas, e continua: "A família do Major Floro e Marcolino eram absolutos aqui e em toda região, os homens mandavam em tudo e em todos, até sua morte todos respeitavam e temiam o doutor Marcolino, doutor porque ele fez dois anos na faculdade de direito" conclui.


Capelinha de Patos de Irerê
Casa de Marcolino Diniz logo após o ataque de Clementino Quelé
Atual Fachada da casa de Marcolino Diniz em Patos de Irerê
Cariri Cangaço e a mesa de Marcolino Diniz:"Numa cabeceira ficava Marcolino, na outra Lampião..."

No Cariri Cangaço Princesa 2015, no mês de Marco, teremos a grande oportunidade de revisitar Patos do Irerê e no terreiro do grande e histórico Casarão do Major Floro realizar um grande debate com os principais pesquisadores da temática.

Narciso Dias, Conselheiro Cariri Cangaço e Presidente do GPEC, completa: "É realmente uma grande emoção vir até Patos de Irerê e conhecer de perto o Casarão do Major Floro, a casa de Marcolino, essa terra tão cheia de história e tradição; a chegada de nosso Cariri Cangaço em Março de 2015 a Patos, dentro do Cariri Cangaço Princesa será extraordinária". Participaram também da visita, Jair Tavares, Heldemar Garcia, João Antas, Ingrid Rebouças e Jorge Remigio.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
20 de Julho de 2014

VEJA UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DE PATOS DE IRERÊ; TAMBÉM NESTE BLOG:

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/05/marcolino-diniz-e-xanduzinha-parte-i.html
http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/05/marcolino-diniz-e-xanduzinha-parte-ii.html

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