Seguidores

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O JORDÃO E SEUS HABITANTES, POR RAIMUNDA DALILA DE ALENCAR GURGEL

Escritora Raimunda Dalila de Alencar Gurgel 


As notas que se seguem, foram escritas por D. Dalila (Raimunda Dalila de Alencar Gurgel), descendente, como veremos, da família “Sinésio Benevides”, fundadores daquele futuroso núcleo rural do município de Caraúbas (Estado do Rio Grande do Norte)”. (Raimundo Soares de Brito).
Raimunda Dalila de Alencar Gurgel 

 Jordão é uma fazenda situada no município de Caraúbas, pertencente à família Benevides, família pobre, porém independente.

Compunha-se de 15 casas, inclusive a Capela da Imaculada Conceição, e a E. F. M. S. (Estrada de Ferro Mossoró-Sousa), pela qual ela era cortada. Seu início foi no ano de 1870.

Residiam naquele tempo, na Fazenda “Santa Maria”, o casal Galdino Sinésio Benevides Montezuma e sua esposa D. Benta Carneiro, com os filhos, entre os quais, Sátiro Sinésio Benevides, sendo do primeiro matrimônio, que foi com D. Maria Mafalda de Amorim.

Sátiro entre a sua herança materna, contava com seus 8 escravos, aos quais ele empregava grande amizade.

Numa tarde, ao regressar de uma viagem, encontrou um dos seus escravos amarrado ao tronco de uma árvore solitária que se erguia no pátio, para ser castigado, por ordem de sua madrasta, o que ele não consentiu, desatando-lhe as cordas.

Após uma pequena discussão com ela, pediu ao pai, que queria um terreno, onde pudesse construir uma casa para residir com seus escravos, e logo foi atendido.

Tinha então 17 anos de idade.

No dia seguinte, saiu com o “Major” Galdino para um pequeno alto montanhoso, denominado “Tanquinhos”, por haver ali um tanque de pedra feito pela natureza.

Aí marcaram a casa, a qual na mesma semana deram início.

Como havia pressa, fizeram logo uma parte de taipa, e dentro de poucos dias ele fixou residência com os seus escravos. Entre eles, veio Claudina, que ainda cheguei a conhecê-la, pois faleceu com 103 anos de idade, em Olho D’Água.

Sátiro mudou o nome de sua nova morada para Jordão.

Lá, vivia feliz, com aquelas pessoas incultas, sem instrução, mas que adoravam o seu amo.

Para eles, o sofrimento desaparecera, e o trabalho livre, tinha tomado o lugar, em grande parte do trabalho escravo.

Pela manhã, achavam-se no curral, pretos de cócoras, em camisa de algodão, cuias nas mãos geladas pelo frio, a ordenharem as grossas tetas das pacientes e mugidoras vacas, que ainda ruminavam restos de capim, numa mansidão ingênua de animal digno.

As negrinhas dividiam entre elas os trabalhos domésticos; enquanto uma preparava o almoço, outra chamava as galinhas com um ruído seco de lábios trêmulos, sacudindo-lhes mãos cheias de milho.

Passaram-se assim 17 anos.

Sátiro, com 34 anos de idade, pois nasceu a 12 de janeiro de 1848, era de altura mediana, vigoroso, com músculo de aço. Camponês de boa natureza, rosto moreno, pequenos olhos negros sobre as sobrancelhas fechadas e cabelos ondulados.

Com 15 anos de idade exerceu a profissão de sacristão na Matriz de Caraúbas.

Em 12 de setembro de 1882 casou-se com Josefa de Souza Benevides, nascida a 19 de março de 1864, filha de Antônio Rodrigues de Souza e Eufrosina Maria da Conceição, esta nascida a 12 de junho de 1836 e falecida em 1933.

Fixaram residência naquele mesmo casarão, no meio de um terreno árido e melancólico.

Durante os dias, o sol castigava a terra nua, num grande círculo, ao redor daquelas quatro paredes silenciosas; à noite, coaxavam os sapos na solidão, como a única orquestra, para a satisfação do gosto musical daquele jovem casal.

No dia 28 de abril de 1883, nasceu o primogênito Raimundo Vital Benevides. Como praxe naquele tempo, banharam-no numa cuia, com algumas jóias de ouro n’água, para ficar afortunado.

Foi batizado no dia 19 de maio, em casa, quando foi celebrada a primeira missa, com o comparecimento de amigos e o povo da vizinhança. Faleceu com 79 anos de idade, em 28 de agosto de 1962.

Nasceram mais 12 filhos, que foram os seguintes:

F2 – Agostinho Sinésio Benevides. Nasceu no dia 4 de maio de 1884 e foi assassinado aos 20 anos de idade, por uma pessoa da família Tavares, em Patu.

F3 – José Maria Benevides. Nascido a 27 de agosto de 1885. Passou 15 anos no Amazonas convivendo até com índios, quando o feriram com uma flechada.

Casou-se com Maria de Paiva, filha do Sr. Vicente de Paiva e Dona Marica de Paiva. Não houve filhos. O casal chegou a se separar.

F4 – Josué Sinésio Benevides. Veio ao mundo no dia 16 de fevereiro de 1887. Casou-se com Dila Paiva, também filha do Sr. Vicente de Paiva e de Dona Marica. Faleceu em 1º de abril de 1949, deixando a viúva e os seguintes filhos:

N1 – Maria Alaíde (casada)

N2 – Geraldo de Paiva Benevides. Casado com Elza Leite, filha do Sr. Etelvino Leite e D. Lica Dantas. Foi funcionário da E. F. M. S. (Estrada de Ferro Mossoró – Sousa). Residiu em Mossoró. Tiveram 5 filhos.

N3 – Sátiro de Paiva Benevides.

F5 – Sebastião Sinésio Benevides. Nasceu em 2 de maio de 1888 e faleceu em 18 de fevereiro de 1955, solteiro. Era conhecido por Titão, muito amigo das crianças.

F6 – Antônio Sinésio Benevides. Nasceu a 13 de junho de 1889; casou-se com Francisca Alves (prima), filha do Sr. Manoel Alves e Aninha de Souza Alves. Fixaram residência na “Várzea do Barro”, onde Francisquinha faleceu a 10 de maio de 1958, e ele a 4 de setembro de 1961. Não houve filhos.

F7 – Maria Francisca Sinésio Benevides. Foi este o nome que na pia batismal recebeu a primeira criança do sexo feminino do casal. Desta vez a cegonha foi recebida com mais pompas por este motivo. Casou-se com Argemiro Liberato de Alencar de Pombal, Estado da Paraíba, no dia 17 de junho de 1918. Era viúvo, com 6 filhos, indo residir em “Estrelo” (Fazenda). No casamento houve uma grande festa e para o baile forraram o salão com estopas.

N4 – Genival. Foi sua primogênita, que faleceu com 3 meses de idade.

N5 – Raimunda Dalila de Alencar. Nasci em 1922. Receberam-me como a segunda filha e me deram o nome de Raimunda Dalila de Alencar. Casei com Porfírio Gurgel, filho de Sebastião Gurgel e Melânia Tercia Gurgel.

Bn1 – Terezinha. Nossa primogênita foi Terezinha, que encheu nosso lar de alegria.

Bn2 – Expedito. Faleceu aos 3 meses de idade.

Bn3 – Antônio. Faleceu com um ano de idade.

Morei na terra natal de meus avós, o Jordão, aonde cheguei com 2 anos, com a mesma família Benevides, a qual, abrindo as páginas do livro das recordações e inclinando-me ante o gesto belíssimo de gratidão, estou oferecendo esta pequena e desconcertada descrição.

Foi no Jordão que após o falecimento do meu querido pai, a 5 de janeiro de 1929, eu passei a minha infância ao lado de minha mãe extremosíssima, e entre os braços carinhosos dos meus queridos tios, que me acolheram, não como uma sobrinha, mas como uma filha, dedicando-me grande afeto. Lembro-me que até para beber água, tinha que ir nos braços dos meus tios.

Continuando no velho casal, tenho a dizer que:

F8 – Daniel Sinésio Benevides. Nasceu a 2 de Janeiro de 1892. Residiu na casa paterna com os irmãos. Era alto, inteligente e de coração caridoso. Em 1929 recebeu um balaço casual, que atravessou o crânio, porém, com poucos dias, ficou completamente restabelecido.

F9 – Samuel Sinésio Benevides. Nasceu a 7 de dezembro de 1894. Casou-se com Filomena Alves. Tiveram 19 filhos.

N6 – Francisco, N7 – Flávio, N8 – Maria, N9 – Antonieta, N10 – Francinete, N11 – José, N12 – Manoel, N13 – Geraldo, N14 – Antônio, N15 – Rosinete, N16 – Maria do Socorro, N17 – Expedito

F10 – Pedro Sinésio Benevides. Nascido a 22 de fevereiro de 1896. Passou parte dos seus anos no Amazonas. Depois se casou no Jordão com Raimunda Gurgelita Gurgel, de Caraúbas. Ficaram morando no Jordão, onde instalou uma mercearia. Houve 3 filhos.

N18 – Maria do Socorro. Casada com Vicente Solano, pertencente à família Solano de Patú residiram no Jordão, com profissão de comerciante. Tiveram 3 filhos:

Bn4 – Expedito
Bn5 – Lourdes de Fátima
Bn6 – Vilma do Socorro

(*) Depois dessas notas escritas, o casal teve os filhos Vânia, Vanda e Lenilma)

F11 – João Sinésio Benevides. Foi mais um rebento, que veio ao mundo a 18 de junho de 1897. Casou-se com Carmélia Maria dos Anjos, filha do Sr. João Solano e Obdulia Solano, de Patú. Residiram no Jordão. Tiveram 5 filhos.

N19 – José. Que fez o 3º ano ginasial.
N20 – Lucinha. Que fez o primeiro, dedicando-se à costura, bordado, etc.
N21 – Lucila
N22 - Paulo
N23 - Tarcisio. Freqüentou a Escola Isolada, no Jordão.

F12 – Manuel Sinésio Benevides. No dia 16 de setembro de 1899, tiveram a felicidade de ver nos braços mais este filho, a quem seu pai confiou aquela numerosa família, quando no leito de dor esperava o último suspiro. Cumprindo então a promessa que fizera, morou na mesma casa, com os irmãos, para quem trabalhou, tratando-os carinhosamente.

F13 – Éster Estelita Benevides. Por fim, a cegonha querendo se despedir daquele casal que tantas vezes recebera-a com os presentes enviados por Deus, trouxe outra criança do sexo feminino, no dia 1º de junho de 1901, a quem deram o nome de Éster Estelita Benevides. Como caçula, vivia nos braços dos pais e irmãos, como uma boneca faladeira e muito esperta. Casou-se com Joaquim Godeiro Sobrinho, da família Godeiro de Patú, filho adotivo e cunhado de Rafael Godeiro da Silva. Não houve família. Ele era comerciante em Patú, quando em 1926 construiu uma casa no Jordão, para onde veio trabalhar na agricultura. No ano seguinte faleceu.

Estes doze filhos formavam uma só rosa, cujas pétalas eram presas pelo cálice da união, aprendendo dos pais a linguagem do dever, na tradução do coração.

Sátiro trabalhava infatigavelmente em companhia de seus filhos e alguns operários; passava o dia sob o calor do sol causticante e à noite a meninada ia para a escola, que sua mãe mesmo ensinava em casa.

Ele abriu um cacimbão com 74 palmos de profundidade, sendo toda a terra e pedra retirada em caixões sobre a cabeça e arrastada em couros de gado.

Depois fez um açude em 1892, pagando a diária de um operário por uma pataca, porém esse açude arrombou no ano seguinte ao de sua construção.

Só em 1926 foi que o fizeram pela segunda vez, com diária de 1.200 réis.

Naquele tempo, ou seja, quando o açude foi feito pela primeira vez, ele apanhou 150 arrobas de algodão, que foram vendidas ao Sr. Antônio Carlos, de Caraúbas, a 1.500 réis a arroba.

Desde o ano que se casaram, este casal prestava em seu lar um culto sublime a Maria Imaculada durante o mês Mariano (o risonho e perfumado mês de maio), culto este que foi por longos anos prestado na capelinha, onde depositávamos as preces ardentes, na concha dourada do coração de Maria. Quem rezou as meditações a partir de 1925 foi mamãe. Seu coração não se cansava, seu espírito não se entibiava, nem os lábios recusavam palavras de louvor para glorificar o nome Sacrossanto de Maria.

Quando eram tirados pelo velho casal, eles reuniam os filhos ante um altar improvisado, na sala, lindamente ornado de flores campestres. Ali iniciavam a meditação com o Vinde Espírito Santo, entoado pela meninada, seguindo as orações rezadas por Sátiro, e nos intervalos de cada, um cântico à Virgem Santíssima.

Terminada a recitação da prece, como também o “beija”, as crianças iam brincar no terreiro, enquanto a lua surgia lenta e discreta, coroando o céu com o seu diadema de prata, infiltrando por entre a ramagem os suaves ráis de sua meiga claridade...

E assim passaram-se anos...

Quando, de 1925 em diante, eu já estava aqui com mamãe, era uma garota despreocupada, crente demais na vida, e se muitas coisas passaram, não passou, entretanto, a lembrança enternecedora que guardo comigo nas novenas na Casa Grande.

Levada pelas reminiscências de uma época tão auspiciosa, tão cheia de alegrias para meu encantamento de criança, me associei ao conjunto coral, para também prestar homenagens à Rainha do Céu.

Com aquela voz infantil, porém estridente, procurava ultrapassar as outras, pois temia que Nossa Senhora não ouvisse o meu canto.

Nas últimas noites, vinha sempre uma moça de Patú, para auxiliar. Era num ano Raimunda Godeiro, noutro Maria dos Anjos, etc.

Que alegria para a pequena população do Jordão, durante aquele mês. Brotavam sorrisos em todos os lábios e alegria em todas as almas.

Eram assim as novenas na Casa Grande.

Em 1937 foi construída uma capelinha, cujo pedreiro foi o Sr. Sebastião Maia e Zé Pequeno o auxiliar.

Esta capela foi em cumprimento de uma promessa feita por mamãezinha, pois assim eu chamava minha avó, quando seus 5 filhos se encontravam no Amazonas, que foram: Josué, Pedro, Sebastião, Toinho e Zé Maria; e todos voltaram em paz.

A imagem da Imaculada Conceição foi trazida do Rio de Janeiro para a capela do Jordão por D. Brígida Sabóia.

Depois foi entronizada a imagem de Santo Expedito, oferecida por Severino Alves, cuja benção foi a 11 de setembro de 1951, e por último a imagem de São José, doação de Raimunda Edite Gurgel, sendo a benção a 24 de maio de 1954 pelo Padre José do Vale.

Em 1964 foi comprado o harmônio por 4.014$000.

A primeira festa foi no dia 23 de setembro de 1943, havendo duas barracas denominadas “Paz” e “Amizade”. Esta última foi a vencedora.

Nos dias 20, 21 e 22 de julho de 1950, houve as Santas Missões, pregadas por Frei Damião, Frei Fernando e Pe. Leão e pelo Exmº Sr. Bispo Diocesano D. João Batista Portocarreiro Costa.

Quando havia leilão, o leiloeiro era o incansável e esforçado Miguel Soares. Com o seu pulmão de aço gritava: “dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três...”, com suas piadas engraçadas, entre as gargalhadas do pessoal.

Entre as construções desta fazenda, contavam-se as seguintes:

Além da Casa Grande, que em 1914 fizeram uma cozinha e em 1918 a sala grande com o alpendre, tem mais:

A casa construída por Quincas Godeiro em 1926 e que foi minha. A de Raimundo Benevides, de 1929, que foi de Vicente Solano.

Neste mesmo ano mamãe comprou e montou um engenho ao Sr. Manoel de Brito por mil cruzeiros; fazia por ano muitas cargas de rapaduras, puxávamos alfenins, era uma farra danada.

Em 1930 começou o roço da Estrada de Ferro Mossoró – Sousa pelo engenheiro Manoel Marques, terminada em 1936, quando foram inauguradas a Estação e Casa de Agente, no dia 30 de setembro.

Josué Benevides construiu uma casa em 1934.

Pedro Benevides também construiu a dele em 1939.

João Benevides fez a sua em 1941, onde também residiu Pedro Benevides.

Raimunda Medeiros construiu uma na estação em 1944 e vendeu a João Benevides em 1947, por Cr$ 6.000,00.

Em 1951 foi construída a Escola Rural. A Escola já funcionava desde 1939, em casa particular, paga pela Prefeitura Municipal de Caraúbas, a quantia de Cr$ 50,00 mensais. Foi fundada pelo Sr. Josué de Oliveira quando naquele ano exercia o cargo de Prefeito em Caraúbas.

Em 1945, graças ao interesse e gentileza do mesmo Josué, passou para o Estado, e finalmente quando o Sr. Leovegildo Fernandes Pimenta exercia o cargo de Prefeito, em 1951, arranjou uma quota federal para fazer o prédio, e mais 4 no município.

A primeira verba foi despachada em março de 1950.

O lugar foi marcado no dia 9 de abril de 1950, domingo, às 9 horas, pelas seguintes pessoas: O Sr. Prefeito, Porfírio Gurgel, Severino Alves, Manuel Benevides, Raimundo Petronilo e o pedreiro.

O roço foi iniciado no dia 29 de abril, por Pedro Celestino, Orídio Ferreira, Antônio Ferreira e José Firmino com dois filhos.

No dia 22 de agosto vieram tirar a planta: Leovegildo, Antônio Miranda, Francisquinho Maia e Porfírio Gurgel.

No dia 30 do mesmo, chegaram 18 carnaúbas no caminhão de Valmir, botando ainda neste dia 14 carradas de pedras. Os trabalhadores foram Francisco Benevides, Orídio Oliveira, Antônio Pedro e Etevaldo Silva, a Cr$ 15,00 a diária.

O pedreiro foi Sebastião Maia, sendo iniciado no dia 24 de outubro, com uma turma de 8 homens, trabalhando até o dia 18 de novembro, quando fizeram uma pausa e recomeçaram a 5 de dezembro. Trabalharam os caminhões de Odécio e Walter Dantas. Os trabalhadores da construção foram Sebastião Maia, Antônio Maia, José Maia, Rivaldo Maia, Estevão Maia, Poli Maia, Pedro Maia, João Ferreira, Osório Almino, Chico Maia e outros.

Terminaram em maio de 1951.

Vim ensinar na Escola do Jordão no dia 2 de julho. Os móveis chegaram em setembro do mesmo ano, compondo-se de 1 birô, 2 cadeiras e 18 carteiras.

Com mais algumas casinhas de taipa, é assim o Jordão.

Voltamos aos anos anteriores.

Moravam naquela casa os 10 irmãos, as duas irmãs viúvas, a dona da casa (viúva Didinha), minha bisavó, Raimundo, que morava lá desde os 6 anos de idade, e eu, com quase 16 anos.

Era uma casa cheia de alegria.

As tardes dos domingos sentávamos no alpendre, observando o perfil caprichoso das árvores e os morros longínquos que se transformavam maravilhosamente num grande tapete azulado, ficando longe, muito longe do céu límpido, como que fugindo do tom avermelhado que o sol queria dar.

Então, eu com um violãozinho começava a cantar modinhas e valsas que sempre foram as minhas músicas prediletas.

Nas noites enluaradas, ia com madrinha Tesinha e alguns amigas para o patamar da capelinha, onde cantávamos até 9 horas, acompanhadas pelo meu bate-bate no violão.

Tudo, tudo, passou...

Hoje, fecho os olhos e com saudades contemplo estes quadros na imaginação, muito embora suavizada com a presença de muitos da família, porque aqui neste mesmo torrão eu morei com meu esposo, mãe e filha.

Não deixo também de recordar a minha querida vózinha, que faleceu a 24 de agosto de 1956.

Esta, que foi o favo de mel dulcíssimo de muitos dos meus dias de infância, cuja fronte aureolada de fios de prata recebia os afagos das mãos das netinhas, enquanto contava histórias de trancoso ou da Bíblia Sagrada.

Guardo dela para sempre a mais nítida e consoladora das lembranças, reunindo num feixe perfumado, a saudade e a gratidão.

Seja Jordão constante celeiro, onde armazene Deus, sempre melhore, e mais, puras colheitas.

Que ele, com seus habitantes vivam sob o manto protetor da Virgem Imaculada, para que futuramente possamos rezar sempre juntas as contas brancas da saudade, no terço imenso da recordação...

Virgem Mãe...

Que nos vê lá de sua capelinha, Tu que és a cruz transformada num vulto de Mulher, toma em Tuas Mãos este pedaço de terra que se chama Jordão, e o abençoa.

Fazei dele uma conta dourada do Teu terço.

Abençoa estes lares, que Te saúdam diariamente pelo “Terço em Família”.

Abençoa, enfim, este povo pobre, humilde e que te ama tanto.

Jordão, 20 de julho de 1959.

a-) Raimunda Dalila de Alencar Gurgel, para sua filha Terezinha Gurgel de Alencar

2 – NOTAS BIOGRÁFICAS SOBRE RAIMUNDA DALILA DE ALENCAR GURGEL

Raimundo Soares de Brito

José Romero Araújo Cardoso

Raimunda Dalila de Alencar Gurgel nasceu no dia 8 de abril de 1922 no município de Pombal, Estado da Paraíba. Era filha de Argemiro Liberato de Alencar e Dona Maria Mafalda de Alencar.

Professora aposentada, sua posse se deu a 1º de fevereiro de 1939 (1), lecionando por longos anos na cidade de Caraúbas. Muito inteligente, escreveu sobre acontecimentos de sua comunidade. Exímia pintora retratou com invulgar perfeição a fazenda Jordão tanto nas artes plásticas como em prosa. Nas artes plásticas deixou verdadeira obra em desenho e pintura.

Era casada com o Sr. Porfírio Gurgel Fernandes, de cujo consórcio sobreviveu apenas uma filha de nome Terezinha, casada com Wanderlan Medeiros de Almeida, natural do município paraibano de Pombal, agente aposentado da Estação Ferroviária da cidade de Caraúbas, Estado do Rio Grande do Norte.

Faleceu em Caraúbas no dia 12 de setembro de 1982 (2), contando a idade de 60 anos. Seu sepultamento contou com grande acompanhamento dos caraubenses.

(1) RIO GRANDE DO NORTE. DEPARTAMENTO DAS MUNICIPALIDADES. Ficha do Funcionário Municipal. Prefeitura Municipal de Caraúbas, 1º de fevereiro de 1939.

(2) CARTÓRIO DO REGISTRO CIVIL. Caraúbas – RN. Livro C-20, fls. 165, termo 871.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

OS OBJETOS DO CAPITÃO VIRGOLINO

Cap Cangaceiro


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=782316068556883&set=a.598063200315505.1073741834.100003354910539&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O LAMPIÃO DE SEMPRE


Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgolino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. 

Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. 

O próprio Lampião era tão vaidoso a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.

Fisicamente, Lampião era um homem de 1,79 de altura, 
cabelos longos, forte, amulatado, corpulento, cego de um olho, e ele também mancava, segundo um dos seus muitos historiadores, por conta de um tiro que levou no pé direito, e muito inteligente. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.

Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.


http://www.gentedanossaterra.com.br/lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


PARA ADQUIRI-LO VEJA OS ENDEREÇOS ABAIXO:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTREVISTA COM O ATOR PAULO GOULART FILHO QUE IRÁ INTERPRETAR LAMPIÃO NAS TELAS.

Por Geraldo Júnior

Recentemente tive o prazer de entrevistar o ator Paulo Goulart Filho que interpretará o cangaceiro Lampião na trilogia de filmes sobre a saga cangaceira que será em breve produzida, e que terá a direção do amigo Bruno Azevedo.

Enquanto o filme não chega às telas, assistam a entrevista que fiz com o ator Paulo Goulart Filho, e conheçam um pouco desse grandioso projeto, que em breve iremos poder conferir.

Publicado em 16 de jul de 2015

Paulo Goulart Filho ator que interpretará o cangaceiro Lampião nos cinemas, fala em entrevista exclusiva sobre o papel que interpretará e suas expectativas sobre o filme, produção e lançamento do trabalho.

Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 



quarta-feira, 27 de julho de 2016

SÍNTESE DA ATA ASCRIM “QUINTANAS LITERÁRIAS”


ENCONTRO PARA ORGANIZAÇÃO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - COFOPHPM.
DATA: 14.07.2016
HORA: 10:00
LOCAL: SALA DAS ENTIDADES CULTURAIS NA BIBLIOTECA M. NEY PONTES DUARTE.

COMPARECIMENTO:
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO
JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO

JUSTIFICARAM AUSENCIA:
ELDER HERONILDES DA SILVA
MILTON MARQUES MEDEIROS
BENEDITO VASCONCELOS MENDES
WILSON BEZERRA MOURA
CONSTATAÇÕES:
O ENFQUE DO MARCO HISTÓRICO DA FORMAÇÃO DO POVO DE MOSSORÓ DEVE SER ANALISADO À LUZ DE TRÊS MOMENTOS:
1.1) PRIMEIRO MOMENTO – CARMELITAS
1.2) SEGUNDO MOMENTO – FAZENDA DE ANTONIO DE SOUZA MACHADO
1.3) MOSSORÓ NA PERCEPÇÃO DE HENRY KOSTER
COMISSÃO DO COFOPHPM:
WILSON BEZERRA DE MOURA (COORDENADOR)
TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO
BENEDITO VASCONCELOS MENDES
ELDER HERONILDES DA SILVA
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
GERALDO MAIA DO NASCIMENTO
JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO
LEMUEL RODRIGUES DA SILVA
MILTON MARQUES MEDEIROS
RICARDO LOPES
JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO

TEMA DO PRIMEIRO EVENTO: “O GEODÉSICO DO RIO DO CARMO”
EXPOSITOR: DAVID LEITE DUARTE
DEBATEDORES: GERALDO MAIA DO NASCIMENTO
BENEDITO VASCONCELOS.
EIXOS TEMÁTICOS PARA DEATES:
VISÃO HISTÓRICA
VISÃO ANTROPOLÓGICA
VISÃO SOCIOLÓGICA
VISÃO LITERÁRIA
VISÃO CONTEMPORÂNEA, EM MOSSORÓ.

DATA: ? 25 DE AGOSTO

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ATA DA REUNIÃO FEITA NO DIA 14.07.2016, PARA ORGANIZAÇÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM E COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COF


ASCRIM/PRESIDENCIA OF. Nº 155/2016 -ATA DO ENCONTRO PARA ORGANIZAR "QUINTANAS LITERÁRIAS E FORUM
MOSSORÓ (RN), 23 DE JULHO DE 2016-

PREZADO PRESIDENTE DO CONS. FISCAL, PROF. WILSON BEZERRA MOURA,

EMBORA, FORA DO PRAZO, SEGUE, ANEXO, EM ARQUIVO E CÓPIA ABAIXO, DA ATA DA REUNIÃO FEITA NO DIA 14.07.2016, PARA ORGANIZAÇÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM E COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
SILVA NETO -  PRESIDENTE DA ASCRIM 

ATA DA REUNIÃO FEITA NO DIA 14.07.2016, PARA ORGANIZAÇÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM E COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM.

EM 14.07.2016–CONFORME ANUNCIADO, NOS EXPEDIENTES ASCRIM/PRESIDÊNCIA OFICIOS Nºs 027/2016, 122/2016 E 147/2016, O PRIMEIRO ENCONTRO PARA ORGANIZAÇÃO DO FORUM PERMANENTE PARA DEBATER SOBRE OS PRIMEIROS POVOADORES DE MOSSORÓ, DENTRO DO PROJETO “QUINTANAS LITERÁRIAS”, ACONTECEU ÀS 10HS NA SALA DAS ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ (BIBLIOTECA M. NEY PONTES DUARTE).
  
FORAM CONVIDADOS PELO PRESIDENTE DA ASCRIM FCO. JOSÉ DA SILVA NETO, OS SENHORES: BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, GERALDO MAIA, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, WILSON BEZERRA MOURA, ALÉM DE TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO.
   
COMPARECERAM A REUNIÃO, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO(PRESIDENTE DA ASCRIM), DRA. TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO (DIRETORA DE CERIMONIAL E DE EVENTOS DA ASCRIM) E DR.JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO(PROF GEOGRAFIA/UERN E NEÓFITO DA ASCRIM). JUSTIFICARAM AUSENCIA E AUTORIZARAM DECIDIR O QUE MELHOR FOSSE PRA ASCRIM: DR. ELDER HERONILDES DA SILVA-DIREITOR DE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DA ASCRIM (VIAGEM/NATAL), DR. MILTON MARQUES MEDEIROS-VICE-PRESIDENTE DA ASCRIM(COMPROMISSO ASSUMIDO ANTERIOR), BENEDITO VASCONCELOS MENDES-NEÓFITO DA ASCRIM/PRESIDENTE DO MUSEU DO SERTÃO(VIAGEM/ AMAZONAS),PROF. WILSON BEZERRA MOURA-PRESIDENTE DO CONS. FISCAL DA ASCRIM(COMPROMISSO ASSUMIDO ANTERIOR). NÃO RESPONDERAM AO CONVITE PARA ESTA REUNIÃO RICARDO LOPES-FOTÓGRAFO, GERALDO MAIA(HISTORIADOR E ACADÊMICO DA ACJUS E LEMUEL RODRIGUES DA SILVA-HISTORIADOR E PROFESSOR DA FAFIC/UERN(LOCALIZADOS E CONVIDADOS INTEMPESTIVAMENTE).
   
DANDO CONTINUIDADE AO ENCONTRO, SILVA NETO, TANIAMÁ BARRETO, E ROMERO CARDOSO FORMARAM A COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA, (ORIGEM E CONTINUIDADE) DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM QUE FICOU COMPOSTA POR: BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, GERALDO MAIA, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO E WILSON BEZERRA MOURA. POR UNANIMIDADE, FOI ESCOLHIDO, PARA COORDENAR, TANTO A MESA DOS DEBATES DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DOS PRIMEIROS POVOADORES DE MOSSORÓ, O PROF WILSON BEZERRA DE MOURA. NO MESMO ENCONTRO FICOU DECIDIDO QUE O TÍTULO DO FORUM E DA COMISSÃO SERÃO, RESPECTIVAMENTE: FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM E COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM. FICOU DEFINIDO, AINDA, NA MESMA REUNIÃO, QUE, PARA INÍCIO DOS DEBATES DO FOPHPM, TOMAR-SE-Á POR MARCO HISTÓRICO DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ, “O GEODÉSICO DO RIO DO CARMO”, NO MUNICÍPIO DE MOSSOR-RN. DECIDIU-SE, TAMBÉM QUE SERIA CONVIDADO PARA PRIMEIRO EXPOSITOR, O HISTORIADOR DR.DAVID LEITE DUARTE, E PARA DEBATEDORES, OS HISTORIADORES: GERALDO MAIA E BENEDITO VASCONCELOS.
      
O SR. FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DA ASCRIM, DETERMINOU FOSSE DE REGISTRADO NESTA ATA QUE BAIXARÁ ATO PRESIDENCIAL OFICIALIZANDO O FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM, CRIADA EM 14.07.2016, BEM COMO A INSTALAÇÃO OFICIAL DA COMISSÃO DAS QUINTANAS LITERÁRIAS DA ASCRIM”...
      
NA OPORTUNIDADE, FICOU DECIDIDO QUE OS MEMBROS DA COFOPHPM(BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, GERALDO MAIA, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO E WILSON BEZERRA MOURA,PROFERIRÃO FRASES VERSANTES DE 1 MINUTO COM ENFOQUE SOBRE O TEMA “HISTORIOGRAFIA PRIMEIROS POVOADORES DE MOSSORÓ, DA LAVRA DE CADA, AS QUAIS SERÃO PUBLICIZADAS NOS “ATOS SOLENES DA ASCRIM”, EVENTO A REALIZAR-SE NA AGE Nº 06A,NO DIA 28.07.2016.
CONFORME ESTABELECE O EXPEDIENTE ASCRIM OFÍCIO Nº 027/2016, PREDOMINANTEMENTE A HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ, CONSTITUIR-SE-Á DE SEGMENTOS ELABORATIVO DE ANÁLISE PARA DEBATES: 1.1. VISÃO HISTÓRICA; 1.2. VISÃO ANTROPOLÓGICA; 1.3. VISÃO SOCIOLÓGICA;1.4. VISÃO LITERÁRIA; 1.5. VISÃO CONTEMPORÂNEA, EM MOSSORÓ.

ESTA ATA SERÁ ENCAMINHADA AO COORDENADOR DA COMISSÃO DO FORUM (COFOPHPM), PROF. WILSON BEZERRA E AOS DEMAIS INTEGRANTES DA COFOPHPM(BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, GERALDO MAIA, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO  E WILSON BEZERRA MOURA DA SUPRAMENCIONADA COMISSÃO.

OS ATOS SEGUINTES DA COFOPHPM, A PARTIR DA DATA DESTA REUNIÃO, FICARÃO A CARGO DO CORRDENADOR PROF. WILSON BEZERRA MOURA, TAIS COMO, CALÉNDÁRIO DO FOPHPM(DATAS DOS DEBATES), VISITA AO LOCAL DO MARCO HISTÓRICO DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ, “O GEODÉSICO DO RIO DO CARMO”, NO MUNICÍPIO DE MOSSOR-RN;FIXAÇÃO DO PERFIL A SER DOCUMENTADO PARA PUBLICAÇÃO LITERÁRIA/ORGANIZAÇÃO DRA. TANIAMÁ (MÍDIA, FOTOGRAFIA DIGITAL,  TV, JORNAL IMPRESSO, ETC), CONFECÇÃO DO PORTFÓLIO OU FOLDER, PARA O PRIMEIRO FOPHPM DEBATE QUE ACONTECERÁ DENTRO DAS QUINTANAS LITERÁRIAS DA ASCRIM, ENTRE OUTROS ASSUNTOS. POR ENCERRAMENTO DESTA, NO ENCONTRO PARA INÍCIO DE ORGANIZAÇÃO O FOPHPM, EU FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, PRESIDENTE A PRESENTE QUE VAI SUBSCRITA POR MIM E PELOS COMPONENTES PRESENTES AO ENCONTRO DR. JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO E DRA. TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO.MOSSORÓ(RN), 14.07.2016.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TODAS AS SAUDADES DO MUNDO

*Rangel Alves da Costa

Todas as saudades do mundo possuem as suas razões, ainda que incompreendidas e chacoteadas. Ninguém abre baús sem desejar encontrar o passado. Ninguém folheia velhos álbuns de fotografias para não se sentir comovido. Ninguém lê cartas antigas, desbotadas de tempo, para não se sentir tomado de emoções. Ninguém se põe no umbral da janela, em noites de lua e estrelas, para não chamar à memória um retrato amado ou uma recordação de fazer doer e chorar.

As saudades surgem assim, do nada e do tudo, por nada e por tudo. Do nada porque qualquer coisa pode motivar sua chegada. As cores do entardecer, uma folha seca que esvoaça, uma canção antiga, uma feição parecida, um olhar, qualquer coisa e tudo podem despertar a chama do reviver. E por tudo porque tudo na vida acaba se ajustando ao vazio de alguém. Assim, as ausências, as distâncias, os lutos, os adeuses, as despedidas e as melancolias, vão sendo preenchidas segundo os inesperados saudosos de cada ser humano.

A velha Sinhá tinha razão ao afirmar que a saudade é o sofrimento mais triste e doloroso da vida. Não há remédio que cure no instante da chegada, não há o que fazer senão recordar e sofrer, não há sequer como fingir que não existe e que não vai traz aflição, pois impossível negar o mais profundo da alma e dos sentimentos. Assim porque a saudade independe do querer da pessoa saudosa, apenas surge, apenas desponta como se quisesse afirmar: não adianta me esquecer, em você sempre estarei!

E quem bem conhece de saudade é a velha Sinhá. Já se diz um mar ressecado de lágrimas. Também se distancia dos lenços que encharcavam a cada entardecer. Depois que seu esposo partiu, e já passados mais de dez anos, nunca mais ficou um só dia sem ter a sua presença em memória. A saudade se fez tamanha, a qualquer hora do dia, que ela resolveu escolher a tarde, sentada na cadeira de balanço ao lado da janela, como seu momento de relembrar e reviver. Sentava, começava a mirar os horizontes, depois ia fechando lentamente os olhos. Por trás das pálpebras cerradas todo um percurso de vida ao lado de quem tanto amou. Às vezes adormecia e sonhava, e no sonho o mistério da eterna presença: um afago nos cabelos esbranquiçados, um beijo na face enrugada, um sorriso triste. Era ele que sempre retornava.


Com a solteirona Carmita de repente irrompia uma saudade diferente, mas igualmente profunda a ponto de transtorná-la. Diz-se saudade diferente porque não era sofrimento por alguém ausente ou distante, mas ilusões que iam surgindo na mente e acabavam ganhando vida e a transtornando inteira. Tinha saudade de homem, de qualquer um, como se fosse um amor que a qualquer momento voltaria para preencher os seus dias de solidão e tristeza. Guardava, ano após ano, um baby-doll rendado para quando ele voltasse, um vinho para servir à luz de vela. O pior é que de vez em quando se via fazendo compotas, preparando comidas, assando bolinhos, para quando ele retornasse. Mas quem, e quando? E assim ia vivendo os seus dias de saudades e tormentosos desejosos, mas um justo querer a quem tanta falta sentia.

Existem saudades tão tormentosas que parecem querer prostrar ou sucumbir de vez a pessoa. Não adianta, pois toda vez que passa diante do velho retrato na parede começa a se atormentar. Ali o seu pai, sua mãe ou em ente querido já chorado e enlutado, mas ainda presente como necessidade da alma. Irrompe em choro, lamúrias, mortificações, ainda que muitos anos já passados do último adeus. Não muito diferente ao reencontrar recortes do passado. Cartas, adornos, rascunhos, bilhetes, roupas, pequenos objetos, relicários e imagens, tudo para aproximar daquele que não mais existe para compartilhar. Com o cheiro do café a lembrança, porque bem forte era sua preferência. O rádio ecoa uma canção que se transmuda em verdadeira presença. E quanto dói sofrer assim.

Outras saudades inusitadas, mas sempre saudades. O saudoso vaqueiro aboiando plangência de dor e lamento ao relembrar seus tempos de pega-de-boi, seus galopes entre garranchos e tocos de paus, os laços de longe lançados sobre boi valente e novilha arredia. O entristecido sertanejo ao relembrar passados de chuvaradas e farturas, de terra molhada, sementes jogadas e colheitas da sobrevivência. As saudades ocultas e tão presentes naqueles sentados em cadeiras sobre as calçadas, sempre distanciados da realidade ao redor e trazendo à memória outros caminhos e paisagens. E é como se ainda avistassem os viajantes de outrora, os caminhantes rumos aos desconhecidos, os animais de carga e seus cestos de rapadura, farinha, carne seca, pedaços de pano.

A saudade entristece, aflige, mas também se torna em coisa boa, essencial ao ser humano. Através dela se mantém contato com o de impossível presença e com o que se deseja conviver novamente. Saudade do beijo de ontem ao da bola de gude da infância, tudo é saudade que vai sendo guardada para um dia dizer: sim, não morri, eu estou aqui!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


LAMPIÃO NO DIÁRIO OFICIAL DE SERGIPE


O tema do cangaço, constantemente, nos surpreende, reaparecendo, a cada dia, em novas versões sobre suas marcas na história e na cultura nordestinas. Desde quando ainda era um problema social, o cangaço foi tema frequente na imprensa brasileira e a morte de Lampião teve repercussão até em jornais estrangeiros, como o New York Times, como registrado no Diário Oficial do Estado de Sergipe, em 1938. O maior dos cangaceiros, inclusive, sabia manipular as imagens que eram veiculadas, como é perceptível na famosa fotografia feita por Abraão Benjamin, em 1936, em que posa lendo, provavelmente, a Noite Ilustrada, ao lado da amada Maria Bonita. A repercussão destas imagens veiculadas na imprensa da época incomodava, sobejamente, os governadores nordestinos e o próprio Getúlio Vargas. 

A iniciativa de Gilfrancisco de compilar as menções ao bando de Lampião durante os anos 1930 presentes no Noticiário Oficial de Sergipe, quando o famigerado bandoleiro se estabeleceu nas fronteiras dos Estados de Sergipe, Bahia e Alagoas, revela a preocupação dos governantes ao longo daqueles anos de afirmar a inexistência da presença de cangaceiros em terras sergipanas, quando sabemos de notícias de Lampião na região desde os idos de 1929. 

De um modo geral, a imprensa sergipana, durante essa década, apresentava os cangaceiros como bandidos abjetos, sistematicamente violentos, inimigos da civilização e da sociedade. Assim, o cangaço aparecia como um dos elementos desestabilizadores da sociedade por conta da ausência da monopolização da violência pelo Estado e da necessidade de se civilizar o sertão. Portanto, o combate ao banditismo rural fazia parte de estratégias discursivas da governamentalidade, no sentido foucaultiano do termo. Assim, para além da temática do cangaço, o que percebemos neste livro é que a imprensa oficial de Sergipe registra ao longo do período de 1930-1938 as disputas entre as frações dominantes pela hegemonia política do Estado, especialmente a chamada Reação Conservadora (1935-1937), tão bem analisada pelo professor Ibarê Dantas, em Revolução de 1930 em Sergipe. Aliás, existe a preocupação recorrente do governador Eronides de Carvalho em se desvincular da imagem de coiteiro de cangaceiros, atribuída ao seu pai, o coronel Antonio Carvalho.

Governador Eronides de Carvalho e seu pai Antonio Caixeiro

A atual produção intelectual sobre o cangaço tem, sistematicamente, descartado as interpretações de que os cangaceiros eram meros bandidos assassinos e que o fim do cangaço representou o avanço da modernidade nos sertões brasileiros, tão presente na imprensa sergipana dos anos 1930 e acriticamente reproduzida, posteriormente, em determinadas pesquisas desenvolvidas por historiadores e sociólogos locais. Não se pode esquecer que a presença da violência e da criminalidade fez parte da formação da sociedade rural nordestina, com evidente associação entre coronelismo e cangaceirismo.

Penso que o livro de Gilfrancisco contribui para reafirmar a importância de se trazer a lume vestígios do cangaço presentes na história nordestina, contribuindo para que, finalmente, possamos ter, em Sergipe, um Museu do Cangaço do Nordeste. 
Aos leitores, boa leitura.

Antônio Fernando de Araújo Sá - Professor do Departamento de História da UFS

http://www.primeiramao.blog.br/post.aspx?id=9905&t=lampiao-no-diario-oficial-de-sergipe

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ASCRIM/PRESIDENCIA OF. Nº 158/2016 – FRASE FOPHPM” - MOSSORÓ(RN), 26 DE JULHO DE 2016-


ASCRIM/PRESIDENCIA OF. Nº 158/2016 – FRASE FOPHPM”  -
MOSSORÓ (RN), 26 DE JULHO DE 2016-

PREZADOS SENHORES MEMBROS DA COFOPHPM,

(ORDEM ALFABÉTICA).: BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, GERALDO MAIA, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, TANIAMÁ VIERA DA SILVA BARRETO E WILSON BEZERRA MOURA(COORDENADOR DA COFOPHPM),

CONFORME ANUNCIADO, EM NOSSA CONVOCAÇÃO E CONVITE PARA AGE 06B, PREVISTO PARA O DIA 28.07.2016, CADA UM DOS SENHORES TERÁ UM MINUTO CRONOMETRADO PARA LER(E COMENTAR SE QUISER) SUA FRASE ENFOCANDO A TEMÁTICA DO “FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM”:
SEGUE, ABAIXO, A RELAÇÃO DOS QUE JÁ ENVIARA A FRASE. AGUARDAMOS A SUA, PRA QUE POSSAMOS COLOCAR NO CERIMONIAL DO EVENTO “ATOS SOLENES DA ASCRIM” SUPRAMENCIONADO:

=FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO:“EXTASIO-ME ANTE A CAPACIDADE VELOZ DA LITERACIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES, LUZÍDIO QUE DESCORTINA ANTIGOS CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS COMO DIAGNÓSTICO DE NOVAS PERSPECTIVAS ÀS MUDANÇAS SOCIAIS E AOS EMPREENDIMENTOS CULTURAIS”.(08.MAR.2016).

=BENEDITO VASCONCELOS MENDES:
=ELDER HERONILDES DA SILVA:
=GERALDO MAIA:

=JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO: “Terra dos Monxorós, colonizada inicialmente por Religiosos Carmelitas, relicário de grandes e sagradas causas humanas guiadas pelo estoicismo de sua gente impávida e guerreira.” (26.07.2016).

=LEMUEL RODRIGUES DA SILVA:
=MILTON MARQUES MEDEIROS:
=:RICARDO LOPES:
=TANIAMÁ VIERA DA SILVA BARRETO:
=WILSON BEZERRA MOURA(COORDENADOR DA COFOPHPM):

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, PRESIDENTE DA ASCRIM

Enviado pelo professorm escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MOACIR ASSUNÇÃO FALA SOBRE LAMPIÃO, MARIA BONITA E O CANGAÇO

https://www.youtube.com/watch?v=47c51Q6dycI

Publicado em 6 de jun de 2011

Luciana Ferreira entrevista o escritor e jornalista Moacir Assunção falando sobre a lembrança de Lampião e Maria Bonita como personagens da cultura brasileira.

Pra quém se interessa pelo assunto, é uma ótima entrevista de um dos maiores pesquisadores do assunto no Brasil.

Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VISITA A OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DETECTA QUE ABANDONO DA MENDES JUNIOR IMPOSSIBILITARÁ CHEGADA DAS ÁGUAS EM 2016


Em visita de inspeção as obras da Transposição do Rio São Francisco, a Frente Parlamentar das Águas constatou um problema que deve adiar a conclusão da obra para o final de 2016 como prevê o ministro da Integração Nacional. Acompanhado de membros da imprensa, o deputado Jeová Campos (PSB), viu de perto o andamento dos trabalhos apreciando a grandiosidade daquele investimento que tem por objetivo mudar o cenário do Sertão nordestino levando água do Velho Chico.

A exemplo do que foi detectado na visita anterior de inspeção pela Frente Parlamentar das Águas, onde foi descoberto a inexistência de licitação para concluir o trabalho na barragem de Caiçara até o açude de Engenheiro Ávidos, outro problema foi verificado que pode adiar a conclusão desse sonho de todos nordestinos.

O abandono da construtora Mendes Junior de uma parte do serviço impossibilitará que as águas da transposição cheguem às regiões atingidas pela seca e que passam dificuldades sérias.

Dona de dois contratos do projeto da transposição, que somam mais de 1,2 bilhão de reais, a Mendes Júnior tem feito demissões em massa na obra desde o fim de 2014. As paralisações teriam relação direta com as dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa.

O contrato com a Mendes Junior engloba a construção de canais, estações de bombeamento, túneis e reservatórios. Só que resta ainda a construção de três pontes e finalização de outros serviços como as estações de bombeamento 2 e 3 e uma parte de canal.

Diante da situação, foi sugerido a criação de um Fórum que terá objetivo de buscar uma solução juntos os deputados e senadores e o próprio Tribunal de Contas da União (TCU), para viabilizar uma forma de sanar o problema sem a necessidade de uma nova licitação que demandaria muito tempo.

A solução mais viável seria a empresa Serveng Civilsan que tem intensificado seus serviços em um trecho da obra, inclusive, concluiu cinco barragens na região, tocar os serviços abandonados pela Mendes Junior. Dessa forma, poderíamos vislumbrar a chegada das águas até o início de 2017.

Liberdade PB com Portal CZN


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

AGE-ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Nº 06B
   
I. O Presidente da Diretoria Executiva da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, DR. FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, convoca os associados regulares inscritos para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 28 DE JULHO DE 2016, (QUINTA-FEIRA), ÀS 17:00H, em primeira chamada com a presença de metade de seus membros mais um e, em segunda chamada, após 20(vinte) minutos, com qualquer número de “ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS”, no Auditório da Biblioteca Municipal “Ney Pontes Duarte”, sito à Praça da Redenção Jornalista Dorian Jorge Freire, em Mossoró, conforme o Estatuto da ASCRIM para tratarem dos ATOS SOLENES DA ASCRIM, nas seguintes ordens do dia:

1–DIPLOMAÇÃO DO DIRETOR EXECUTIVO DA ASCRIM: ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO/1º SECRETÁRIO, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

2–DIPLOMAÇÃO DA DIRETORA (INTERINA) DE CERIMONIAL E DE EVENTOS DA ASCRIM: TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, indicada em ATO PRESIDENCIAL Nº 03/2016, que exercerá a função até o término do mandato da atual DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

3. ENTRONIZAÇÃO E DIPLOMAÇÃO DOS SEGUINTES ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS: BENEDITO VASCONCELOS MENDES, JERONIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA SOBRINHO E JOSÉ ERIBERTO DE OLIVEIRA MONTEIRO, JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

4. ENTRONIZAÇÃO E DIPLOMAÇÃO DAS SEGUINTES ASSOCIADAS REGULARES INSCRITAS: FRANCISCA DAS CHAGAS DANTAS, LUDIMILLA CARVALHO SERAFIM DE OLIVEIRA, MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA, SUSANA GORETTI LIMA LEITE, VANDA MARIA JACINTO, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

5. O Presidente da ASCRIM outorgará TÍTULOS HONORÍFICOS aos homenageados, abaixo relacionados, que confirmaram presença ao presente EDITAL AGE Nº 06B.:

-MÉRITO CULTURAL ASCRIM: ESCRITORES MOSSOROENSES, ANTONIO FILEMON RODRIGUES PIMENTA-IDEALIZADOR EM MOSSORÓ DO COMFOLK. BENEDITO VASCONCELOS MENDES- IDEALIZADOR e FUNDADOR DO MUSEU DO SERTÃO-MUSEO. ACADÊMICO, JUDAS TADEU DE AZEVEDO-IDEALIZADOR DA ACADEMIA MAÇONICA DE LETRAS DO RIO GRANDE DO NORTE-AMLERN.

-MÉRITO ATOR DE RUA: ATORES E ATRIZES, FRANCISCA LENILDA DA SILVA, JOSÉ AUGUSTO PINTO, MARIA DO SOCORRO ASSUNÇÃO, MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO E RAIMUNDO NONATO SANTOS DA COSTA. COMPONENTES DO “ARRUÁ”, TRUPE IDEALIZADORA DA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DO TEATRO DE RUA DE MOSSORÓ.

-ASSOCIADOS CORRESPONDENTES: ESCRITORES MOSSORENSES, GILBAMAR DE OLIVEIRA BEZERRA – AUTOR DO LIVRO “A DERROTA DE LAMPIÃO”. ILZA FERNANDES QUEIROZ – AUTORA DO LIVRO “MULHERES NO - CANGAÇO/AMANTES E GUERREIRAS. ESCRITOR ASSUENSE, ALDO CARDOSO DE LIMA. ESCRITOR MARTINENSE, FRANCISCO VIEIRA FILHO (ALAM)

II. A Assembleia Geral Extraordinária-AGE Nº 06B, podem comparecer convidados e familiares dos associados, privados, contudo, de voz e voto.

III. As deliberações serão tomadas por maioria simples de votos dos associados presentes com direito de votar e só poderão tratar sobre os assuntos constantes do edital de convocação.

IV. Neste mesmo ATO, o Presidente da Diretoria Executiva da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, albergado no inciso VII do Art. 25 do estatuto da ASCRIM, CONVIDA, DIGNEM-SE FAZEREM PARTE DOS ANAIS da ASCRIM, os EXCELENTÍSSIMOS SENHORES PRESIDENTES E DIRIGENTES DE: ASSOCIAÇÕES CULTURAIS CONGÊNERES, ACADEMIAS DE LETRAS E ARTES, ENTIDADES UNIVERSITÁRIAS, INSTITUIÇÕES CULTURAIS PRIVADAS E PÚBLICAS, ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS, MAÇONARIAS, EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS, ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS, juntamente com seus excelentíssimos familiares, para assistirem a Assembleia Geral Extraordinária AGE-06B compreendendo  “OS ATOS SOLENES DA ASCRIM”,  a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 28 DE JULHO DE 2016, (QUINTA-FEIRA), ÀS 17:00H, data em que sentir-se-á honrado em contar com a especial presença de todos.

V. Este EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Nº 06B, sem causar prejuízo aos associados, SUBSTITUI O EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Nº 06A, DE 11.07.2016, NA FORMA ESTATUTÁRIA.
TERMOS EM QUE SE EXPEDE, REGISTRE-SE E CUMPRA-SE O PRESENTE EDITAL Nº 06B, PODENDO SER RETRANSMITIDO POR TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS AOS CONVOCADOS E CONVIDADOS INTERESSADOS.
MOSSORÓ(RN), 22 DE JULHO DE 2016

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
- PRESIDENTE DA ASCRIM 

Enviado pelo professorm escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com