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quarta-feira, 22 de março de 2017

UM NOVO LIVRO ESTARÁ

Por Verluce Ferra

Saindo de um casamento frustrado, Maria de Deia (Maria Bonita) busca um homem para sua convivência; o Zé de Neném (o sapateiro com quem se casou) não é capaz de a fazer feliz - Zé, o sapateiro, foi casado com Maria Bonita e depois da separação vai juntar-se a outras mulheres, mas nunca suas relações amorosas deram certo. Maria Bonita larga o marido e vai juntar-se a Lampião; homem de quase 1,90m de altura, vaidoso, valente e matador. 


Ele cuidará do grupo de homens e ela assume a tarefa de cuidar das mulheres - que entrarão para os bandos lampiônicos.

Isso e mais outros detalhes você encontrará em "Dos mitologemas na imortalidade do passado lampiônico...", que trata da Psicologia do Cangaço.

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ANOS REBELDES.

Por Adilson Costa

Toma essa, Brasil! Exclamava Emerson Fitipaldi na sua primeira conquista da fórmula 1, de um Brasil que ainda respirava amordaçado pela censura a toda a nação enferma e impedida de fazer grandes voos...

Sílvio Santos e Chacrinha reuniam multidões em suas caravanas, enquanto que o rei Roberto já começava a colecionar os louros de uma carreira de superestrela! Eram tempos de festivais, onde um jovem ganhador, que atendia pela alcunha de Chico, abriu mão da primeira fila dos artistas premiados em favor de outra pérola de nossa MPB, a famosa “Disparada” na voz do eterno Jair Rodrigues, cada qual ficando com uma banda da premiação maior, enquanto que o cinema novo prosseguia a todo o vapor, sob a liderança de um jovem ousado e gênio, que precisaria apenas de uma ideia na cabeça e uma câmera na mão (Mas não na mão de qualquer um), na mão de um Glauber Rocha, rebelde e único.

Tempos de tropicália, com uma proposta de abrasileirar a nossa arte e tempos de uma bossa nova que começaria a importar e mostrar para o mundo o que de melhor teríamos, além de uma jovem guarda puxada por nosso rei Roberto Carlos e as namoradinhas dos domingos à tarde nas nossas tv’s em preto e branco.

Tempos de verdadeiros Golias, Mazzaropi, Grande Otelo e Oscarito, deixando um inestimável legado a tantos outros, também grandes, como um Chico Anísio, Jô Soares e a grandes trapalhões de nossas noites dominicais, tempos do Pasquim, Raul Seixas, Elis e Tom, Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Ângela Maria, dentre tantas outras estrelas de não menos brilho e grandeza... Tempos de um anjo de pernas tortas que redesenhou a arte de encantar o público com os seus pés mágicos, passando por um Rivelino, Jairzinho, Zito, Coutinho e um jovem que iria ter o mundo às suas mãos, quer dizer, aos seus pés, Edson Arantes do Nascimento entre milhares e um PELÉ sem ninguém à sua sombra!

Tempos de protestos, resistências e esperança num planeta mais justo e acolhedor, de uma nova reedição da batalha bíblica entre um Davi e Golias, na sangrenta guerra do Vietnam! Dos Hips, Hare Krishna e outros tantos novos talentos, enfim, um tempo que trouxe consigo retrovisores para que pudéssemos sempre rever a nossa história sem precisarmos olhar para trás...

Adilson Costa 25/09/2016

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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DR MANELITO VILAR - A UNIVERSIDADE DO MANDACARU


Meus Prezados,
Não deixem de assistir a entrevista até o seu final. Vale a pena!

A convivência com o semiárido é a saída para um Nordeste mais justo e solidário!

Abraços!
João Suassuna

http://www.youtube.com/watch?v=HSH048zDRac&feature=share


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MARÇO DE 1924 - COMBATE DE LAMPIÃO NA SERRA DO CATOLÉ, EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE - PE.

Por Valdir José Nogueira pesquisador e escritor

Março de 1924 - Combate de Lampião na Serra do Catolé, em São José do Belmonte - PE. 


Lampião é gravemente ferido no pé sendo cuidado pelo Dr. José Cordeiro e pelo Dr. Severino Diniz da cidade de Triunfo - PE. 

A pedido do padre Zé Kerlhe ele pensou em se entregar para a polícia mas depois voltou atrás e continuou no cangaço.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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NOVO LIVRO NA PRAÇA...! PADRE CÍCERO, LAMPIÃO E CORONÉIS

Autor: Daniel Walker.

A vida política de Padre Cícero é tão importante quanto a sua vida religiosa, pois ambas foram polêmicas. Como religioso ele esteve sempre às turras com as autoridades eclesiásticas, que o censuravam por causa da questão do milagre da hóstia; como político ele sempre procurou manter uma conduta de harmonia e paz, embora isso em alguns momentos não tenha sido possível. Na verdade, ele nunca quis ser político, como explicou no seu Testamento.

Sua opção pelo caminho sinuoso da política se deu de forma circunstancial e isso foi explorado de várias maneiras pelos seus biógrafos, não havendo ainda consenso. Diante do que foi publicado até hoje, dá para perceber que ninguém acredita na explicação dada por ele mesmo. E não poderia ser diferente, pois em se tratando do Padre Cícero tudo é controverso. Sua vida, tão cheia de ambiguidade, jamais deixará de ser dissecada pela caneta dos seus biógrafos, cujos trabalhos já renderam uma bibliografia com mais de 500 títulos.

Neste trabalho, minha análise da vida política do Padre Cícero está baseada em dois eventos significativos e polêmicos: a outorga da patente de Capitão a Lampião (1926) e o Pacto dos Coronéis (1911). 

Segundo os pesquisadores a vida política do Padre Cícero só foi tumultuada porque colada a ela, como uma espécie de alter ego, esteve a figura emblemática do médico baiano adotado pelo Juazeiro, Dr. Floro Bartholomeu da Costa. Este estudo deixa evidente que a vida política de Padre Cícero está intrinsecamente ligada à de Floro, mas realmente era o médico baiano quem de fato articulava ou maquinava tudo com ou sem o consentimento do Padre Cícero.

Foi ele, com habilidade e astúcia, quem colocou Padre Cícero no miolo da política cearense, despertando contra o ingênuo Padre novato em política todo o rancor dos adversários. E como Padre Cícero pagou caro por isso! A vida política do Santo dos Nordestinos é o retrato mais fiel da sua transição de reverendo a lutador, fato notório que se repetiu em mais dois fenômenos igualmente polêmicos: sua participação no movimento de emancipação política de Juazeiro (1911) e na Sedição de 1914.

Daniel Walker, pesquisador e escritor 
Juazeiro do Norte, Ceará
NOTA: O livro está à venda ao preço de R$ 30,00 com frete grátis. Pedido diretamente ao autor pelo e-mail: 

professordaniel@hotmail.com.br 
ou celular/WhatsUpp 98835 6303 
Ou no Sebo Alan Poe - Solaris. 
Rua Av. Padre Cícero, 1227 - Centro, Juazeiro do Norte - CE E ainda: 
Coelhos Hotel. Rua do Cruzeiro/Praça Padre Cícero. Banca de Revistas de César. Praça Padre Cícero..


OBS: Matéria compilada de http://cariricangaco.blogspot.com.br

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DESAMADOS.

Por José Ribamar Alves

Bem no âmago de um ermo sem vestígios
Encontrei uma flor descolorida
Esperando uma esmola de carinho
Pelos lábios do tempo prometida.
Tive dó e pra ela perguntei:
Não percebes em mim, que já cansei,
De esperar por aquilo que esperas?
Respondeu-me que sim, um tanto triste.
Percebi que lugar nenhum existe
Para nós no jardim das primaveras.

Apossei-me do rumo do diálogo
E falei para aquela triste flor:
Somos filhos carnais da desventura
Tatuados na alma pela dor.
Pelo júri da sorte condenados
Na tribuna real, pelos pecados
Que nem tempo tivemos de compor.
Submissos às leis irrevogáveis
No porão dos martírios miseráveis
Sem os mimos da luz do sol do amor.

E um pouco do líquido H2O
Sobre os lábios da flor impregnei-o
E a última gotícula de essência
Que havia naquela flor me veio.
Na savana escarpada da tristeza
Sem auxílio nenhum da natureza
Por mão própria, trazido ao nosso meio,
Concordamos à sombra dos fadários
Que da falta de amor aos solitários
O espírito do mundo vive cheio.

(José Ribamar Alves)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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BILLY CHANDLER, O FORASTEIRO

Por Geziel Moura

Se alguém perguntasse, sobre que livro, da saga de Lampião, eu recomendaria para o leitor inicial, aquele que seria a primeira leitura, deste hipotético leitor, não teria dúvida, apontaria o "Lampião, o Rei dos Cangaceiros" do estadunidense Billy Jaynes Chandler, e os critérios da minha escolha, vão permear nas seguintes noções:


O texto de Chandler reúne, na minha visão, aquilo que captura qualquer leitor da história, em particular do cangaço, ou seja, a pesquisa analítica, com formidável triangulações de fontes, o que favorece a credibilidade de seu trabalho, tornando-o coerente e lógico, aliado a isto, excelente estilo e estrutura textual, o que permite a compreensão de suas narrativas, sem deixá-lo medíocre e/ou simplório.

Do ponto de vista da pesquisa, ela foi realizada entre os anos de 1973 e 1975, podemos considerar como de lavra acadêmica, primeiro, porque o movimento que o autor fez em sua produção, é tipicamente de pesquisador que persegue o método científico, e segundo, por ele está vinculado à instituições de pesquisas daquele país. É notório no livro, a vasta publicidade de referências de fontes utilizadas, amplamente usual, por pesquisadores, de tais nichos de produções.


O livro oferece aos seus leitores, além de informações sobre diversos episódios da saga de Virgolino (Queimadas, Mossoró, Serra Grande, Angico, dentre outros), análises interessantes, sobre o perfil dele e de outros cangaceiros e os contextos históricos, que estavam inseridos, não se trata de trabalho meramente de transcrição, e para isto, utilizou-se de entrevistas, e pela minha contabilidade, com cerca de 50 sujeitos que de uma forma ou de outra, estavam ligados ao cangaço lampiônico, além, dos principais jornais do nordeste, que noticiaram, as peripécias do capitão Virgolino e seus companheiros, buscou, ainda, os principais livros biográficos, daquele chefe cangaceiro, e arrematou com a leitura de artigos, documentos e trabalhos publicados sobre o tema.

Com Billy Chandler e a leitura de "Lampião, O Rei do Cangaço" aprendi que a história do cangaço, ou outra qualquer, não tem dono, naturalidade, nacionalidade e nem forasteiros, que esta não foi concluída, visto que, continua sendo fabricada, em todos os ambientes, nos cordéis, cantadores de feiras, oralidade, memória, imagens, publicações, filmes, teatros e até na academia, e que a feitura de trabalho literário de qualidade, está relacionada com a pesquisa séria, o método científico e principalmente, com a originalidade e criatividade do autor, preceitos que o brasileiro e nordestino Frederico Pernambucano de Mello, por exemplo, realiza de forma contumaz.

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DIVA HUMANA.

Por José Ribamar Alves

Saibas que és uma rosa
No jardim da minha vida, 
Além de linda, cheirosa, 
Por mim jamais esquecida. 

Eu desejaria ter-te 
Para poder abraçar-te, 
Mas não queria perder-te 
Porque nasci para amar-te. 

Não tens o mérito de Santa, 
Mas tens fragrância de flor. 
És a sereia que canta 
Nos verdes mares do amor. 

Quisera te ver querer-me 
Em teus braços cativantes, 
E a sós ver-te fazer-me 
Feliz por alguns instantes. 

Diva humana, tu és 
Atraente como os mares, 
Ser que me curva a teus pés, 
Origem dos meus cantares. 

Fizeste-me gostar de ti, 
Adoro-te de mil maneiras. 
Pra amar-te estou aqui, 
Embora tu não me queiras. 

Torno-me meigo e galante 
Por teus lábios tão risonhos. 
Sinto-me feliz diante 
De ti, mulher dos meus sonhos.


José Ribamar Alves
Mossoró-RN- 2017

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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EX-CANGACEIRA " SILA "...

Por Voltaseca Volta

EX-CANGACEIRA "SILA"... pouco depois que chegou em São Paulo-SP, ao se formar no curso de corte e costura ...

Ela chegou a trabalhar na Tv-Bandeirante, como costureira e, outras empresas. Para os padrões da época era uma mulher muito bonita.

Casada com o ex-cangaceiro ZÉ SERENO, teve 03 filhos: Ivo, Wilson e Gilaene.

Foto: compilada do livro "Sila - Memória de Guerra e paz"

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ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 24 de março de 2017, sexta-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quorum, às 09:00 horas, oportunidade em que será apreciado o seguinte ponto de pauta:

1.  CAMPANHA SALARIAL
2.  ESCOLHA DE REPRESENTANTE DOCENTE NA CATEGORIA AUXILIAR PARA A COMISSÃO PERMANENTE DE PESSOAL DOCENTE - CPPD

Mossoró (RN), 22 de março de 2017
Prof. Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente
Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais:
(84) 88703982 (preferencial) 
Telefones da ADUERN: 
ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A MORTE DE LAMPIÃO EM ANGICOS (SOUS-TITRES EN FRANÇAIS)

https://www.youtube.com/watch?v=L63u0izlTMw

Publicado em 26 de ago de 2016
La mort du cangaceiro Lampião, à Angicos, état de Sergipe, Brésil.
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EM 21 DE MARÇO DE 2016

Por Lindomarcos Faustino

EM 21 DE MARÇO DE 2016 - Acontecia um fato triste em Mossoró, a morte do policial Wildney Alves de Andrade, aos 34 anos de idade, quando reagiu um assalto, no 3° Ofício de Notas (Cartório), situada na Rua Santos Dumont, no Centro de Mossoró e foi sepultado no Cemitério Novo Tempo, nesta cidade, acompanhado por sua família e militares. 

Ele nasceu no dia 01 de setembro de 1981, na cidade de Mossoró; filho de Geraldo de Andrade e Nazarena Alves de Andrade. Era casado com Surama Alves de Andrade e era pai de três filhos: Wesley Samuel, William Henrique e Wiklefer Pietro. 

Ainda jovem prestou vestibular na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN para o curso de História, onde foi aprovado e concluiu o mesmo. Ainda exerceu atividades de Agente Comunitário de Saúde até o seu ingresso na Polícia Militar do RN, em 2009. 

Na corporação militar atuou predominantemente no setor ostensivo com passagem pela Força Tática e Esquadrão de Polícia Montada, a Cavalaria do 12º BPM/RN.

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PARQUE CULTURAL: O REI DO BAIÃO (HOMENAGEM AOS SEUS 10 ANOS)

Por Emiliano Pordeus

10 anos de parque
10 anos de fundação 
10 anos de alegria
10 anos de emoção 

10 anos de história 
Homenagens à Gonzagão
10 anos de Cultura
Memorial Rei do Baião 

10 anos de encontros
De artistas brasileiros
10 anos forrozeando
Cantadores, sanfoneiros

10 anos gonzagueando
No sertão da Paraíba 
10 anos poetizando
Luiz Gonzaga: Obra e vida

Autor: Emiliano Pordeus


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
E-mail: 
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo 
E-mail: 
anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 
leidisilveira@gmail.com.

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OS CHEFES DOS GRANDES CANGACEIROS - CORISCO (PARTE 3)

Por Geziel Moura

Se o Cangaço Lampiônico, seguisse o sistema das antigas capitanias hereditárias, certamente que Cristino Gomes da Silva, o Corisco, seria o próximo "donatário" após Lampião, principalmente pela sua experiência e independência. Entretanto, se o seu "reinado" iria durar tanto tempo, é outra questão.


Para o escritor Sérgio Dantas, em sua obra: "Corisco, a sombra de Lampião" a data de nascimento do Diabo Louro, é incerta, pois não há documentos oficiais, que apontem para o dia e ano em que veio a este mundo, entretanto, por deduções de outros acontecimentos, aposta que o seu natalício foi em 10 de agosto de 1902, ao pé da Serra da Jurema e Caraibeiras, na então, Matinha de Água Branca ( AL), atual Água Branca (AL), ou mesmo Pariconha (AL)


Como se não bastasse as incertezas, do local e data de nascimento de Corisco, temos ainda, a dúvida de sua filiação paterna, pois sua mãe, Firmina Maria da Conceição, estava separada do seu primeiro companheiro, Manoel Gomes da Silva, quando o cangaceiro nasceu, sendo que neste período sem o marido, se relacionava com José Francisco da Silva, o José Peba. Portanto mais uma lacuna na biografia de Corisco.


O futuro cangaceiro Corisco trabalhou na famosa fábrica de linha, do falecido, Delmiro Gouveia, porém sempre dado a bebedeira e brigas, se envolveu em contenda com um cabo da polícia, no mesmo lugar da fábrica de linhas, isto é, Vila da Pedra, atualmente, Delmiro Gouveia (AL), o que favoreceu sua saída do trabalho e da comunidade.


No ano de 1922, ao completar vinte e um anos (Naquele tempo era esta a idade de alistamento, hoje 18 anos) Cristino Gomes da Silva alista-se ao Exército Brasileiro em Matinha de Água Branca, e vai servir no Vigésimo Oitavo Batalhão de Caçadores de Aracaju, nesta capital. O tempo de caserna de Cristino não perdurou por muito tempo, pois em 1924, ele se envolveu no levante militar chamado, Revolta Paulista ou Revolução do Isidoro, o que provocou sua deserção, das fileiras do Exército.


O primeiro contato de Corisco com Lampião, ocorreu no povoado de São Francisco (PE) em 1926, oportunidade em que conheceu, outro ex-soldado do exército, que serviu no Rio de Janeiro e não era desertor como ele, ou seja, José Leite de Santana, o Jararaca, para alguns, o autor do apelido Corisco, dado a Cristino.


Provavelmente, a primeira empreitada de Corisco, como cangaceiro, oficializado do bando de Lampião, foi o combate da Fazenda Tapera, de Manoel do Nascimento Gilo, em agosto de 1926, que culminou na morte do proprietário, e de outros membros da família deste.


O primeiro momento do cangaceiro Corisco no bando de Virgolino Ferreira da Silva, também foi breve, pois em novembro de 1926, após o fogo no Sítio Favela, entre os cabras de Lampião e a volante pernambucana, de Manoel Neto, faz com que aquele cangaceiro novato solicite sua saída do bando, ao chefe Lampião que de pronto é aceito.


O reencontro de Corisco com Lampião, vai ocorrer quase dois anos depois, quando este atravessa para a Bahia, em agosto de 1928, sendo que neste lapso de tempo, o Diabo Louro operava com seus primos Hortêncio Gomes (Arvoredo) e Rafael Gomes, além do pai deles, Faustino Gomes da Silva (Pai Velho), nas regiões dos seguintes municípios baianos: Jaguarari, Campo Formoso, Senhor do Bonfim, Chorrochó, dentre outros, do sertão da Bahia.


A partir de 1929, quando Lampião dividiu o sertão do São Francisco em áreas, cuja atuação ficaria a cada subgrupo, as regiões das margens daquele rio, ficaria com Corisco, tais como: Pão de Açúcar (AL), Maravilha (AL), Santana do Ipanema (AL), Palmeira dos Índios (AL) e outros.

Oficialmente, Corisco foi o último cangaceiro do nordeste, foi alvejado, na Fazenda Cavaco, na região de Barra do Mendes (BA), em 25 de maio de 1940, cujo proprietário era José de Sousa Pacheco, pela volante baiana de José Osório de Farias, o Ten. Zé Rufino, vindo a falecer na madrugada do dia posterior (26 de maio de 1940) próximo ao, então, município de Djalma Dutra, atualmente, Miguel Calmon (BA). (Continua)
Fotos Benjamin Abrahão Botto

Revistas Fatos e Fotos publicadas em 17.04.1969 e 12.11.1972

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UMA FOTO INÉDITA...!

Por Voltaseca Volta

A Ex-cangaceira SILA , junto com seus filhinhos, em SP.

Essa foto foi endereçada por ela, para sua amiga, ex-cangaceira DULCE, com o seguinte oferecimento:

"Minha fotografia com meus filhinhos, como prova de uma sincera amizade....assinado...SILA".

Foto: gentilmente cedida por Martha Menezes Ruas, a quem agradecemos.

Obs: Sila teve os seguintes filhos com o cangaceiro ZÉ SERENO: Gilaene, Wilson e Ivo.

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terça-feira, 21 de março de 2017

NORDESTINO COM O PAU DENTRO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 21 de março de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.648

A famosa cachaça sempre predominou no Brasil desde os tempos de D. João VI. Daí para cá uma vasta literatura preencheria qualquer tamanho de coleção livresca. No País, já com o título Cachaça, registrado mundialmente, ela possui dezenas e dezenas de apelidos que chegam facilmente a uma centena: Moça Branca, Branquinha, Richona, Marvada, Pinga e tantos outros que até seria difícil listá-los. A mesma coisa acontece ao modo de se referir à bebida na hora de procurá-la: Tomar uma; tomar uma flechada; Espalhar o sangue; veneno e assim por diante.


Os escravos gostavam bastante de cachaça, até porque era a bebida a que eles tinham acesso. Samba e cachaça viraram paixões. E sem preconceito nenhum, meu pai dizia: “quando vê um preto tristonho em qualquer ajuntamento, chame-o e ofereça a ele um copo de cachaça. Ele vira de uma vez só e, ao terminar, perfila-se, bate continência e diz: estou às suas ordens, patrão”.

Bebe-se no Brasil pelos mais diferentes motivos. O Nordestino é maluco por uma “água que pinto não bebe”. Uns só ingerem cachaça pura. Outros somente com tira-gosto. Alguns lambem os beiços, fazem careta, cospem no chão. Muitos emborcam o copo sereno, sem gestos ridículos, sem mugangas.

Bodegueiros passaram a encomendar de mestres raizeiros a cachaça com pedaços de ervas medicinais que se apresentam no recipiente com folhas, galho, caule e raiz. Às vezes os raizeiros colocam dentro da cachaça até vinte produtos diferentes. Entre esses produtos estão: cravo, canela, anil, barbatimão, alecrim, ameixa, boldo, camomila, capim, catuaba, gengibre, manjericão, e tantas outras, conforme a região, a disponibilidade e a perícia do raizeiro. No Sertão nordestino, esse tipo de cachaça está no balcão de bodegas e botecos que se prezam. Para distinguir da cachaça normal que se chama cachaça limpa, a denominação mais comum é “misturada”, daí variando para os mais inimagináveis nomes entre os quais: “ninho de garrincha”.

Bebe-se a misturada com alegações as mais diversas: é mais gostosa; é medicinal; é afrodisíaca. Muitos a chamam, maliciosamente de “Pau-dentro”.

Quem sabe se a corrupção no Brasil não se acabaria se em cada ladrão de Brasília lhe fosse aplicado o “pau-dentro”!

Nordestino tem receita pra tudo.


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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


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