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quarta-feira, 23 de julho de 2014

O cangaceiro Zé Baiano e seus comandados


Amigos,

Vejam a interessante opinião deste jornalista do “O Estado de Sergipe”, edição de 02 de Julho de 1936, manifestada à época da morte de Zé Baiano e três dos seus companheiros, pelo comerciante Antônio de Chiquinha. Uma verdadeira moção em favor deste destemido cidadão freipaulistano, mas que construída, no meu ver, para, sobretudo, censurar o modo como a imprensa do Sul do Brasil, segundo ele, enxerga, melhor, enxergava a violência daqueles idos recorrente no nosso sertão (em Sergipe, absurdamente, extensiva à Zona da Mata Canavieira), preferindo não considerar como realmente existentes os decantados bandoleiros e suas desenfreadas, terríveis e macabras ações capitaneadas pelo famoso e muito temido, Virgolino Lampião. Em outras palavras, nossos cangaceiros e seus malfeitos eram traduzidos pelos jornais sulistas como algo impossível de ser, do que resultou, o cangaço, em algo de natureza mais ficcional do que realista.

E aí eu pergunto aos amigos: teve a imprensa do sul do Brasil alguma parcela de contribuição para a romantização do cangaço e de seus protagonistas?

“O Estado de Sergipe” – 02/07/2014

Várias

Da direita para esquerda: Zé Baiano, Chico Peste, Acelino e Demudado

Muito já se tem dito em louvor daqueles que, dando fim ao grupo de cangaceiros de José Baiano, prestaram um inestimável serviço à sociedade.

No sul do país, quando se relata as proezas sanguinárias de Lampião e seus êmulos, observa-se que os filhos da terra recebem como lenda os detalhes da atividade tenebrosa desses párias que enveredam a senda do crime, dando expansão aos caracteres degenerados de que são possuidores.

No entanto, observando-se o noticiário criminal dos jornais sulinos, deparam-se os crimes mais monstruosos, ilustrados com gravuras eloquentes.

Porque o habitante dos centros civilizados pode dar vazão ao instinto cruel que lhe move na alma, e a atividade mórbida das feras bravias das regiões crestadas de sol das caatingas do nordeste que vivem da rapina e gozam da desdita alheia, é tida como inverossímil?


A cartada decisiva que Antônio de Chiquinha jogou com felicidade, é um documento insofismável de que no nordeste há homens de fibra, capazes de oporem barreira ao crime, arriscando espontaneamente a própria vida.

É mister que se propale lá pelo sul, dando-lhe o justo valor, a coragem estoica dos valentes sertanejos, exibindo-se a fotografia dos troféus, frutos da luta de gigantes em que se empenharam, eliminando José Baiano e seus sequazes, e assim provaram não ser mitologia a existência dessas criaturas sem entranhas, cujas proezas incontáveis ganharam foros de impossíveis.

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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Algumas informações importantes para nós.


Nesta casa caída, Lampião enfrentou Zé Saturnino com bravura, num tremendo tiroteio, em 1917. Zé saturnino se retira do "fogo" com Zé Guedes baleado. Lampião salta no terreiro gritando que Zé Saturnino voltasse. Era feio correr.

Fonte: facebook
Página: Paulo George.


Diário de Notícias, Salvador, ed. 4 de novembro de 1970 

Este material pertence ao acervo do historiógrafo Rostand Medeiros - Se você usá-lo em algum dos seus trabalhos, coloque a fonte: 

http://tokdehistoria.com.br/2012/03/09/familiares-narram-a-imprensa-sobre-a-maria-do-capitao-lampiao/

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Abrigo Luca Zorn, uma Lição de Vida e Amor

Por: Manoel Severo

Todos conhecem o "livreiro professor Pereira", seu inegável talento para nos proporcionar sempre o melhor da literatura do cangaço e do nordeste; mas, poucos conhecem o extraordinário trabalho social e humano desse casal, com o abrigo de velhinhos Luca Zorn, algo simplesmente sensacional, ali se pode perceber o tamanho do coração de "Pai" Pereira e "Mãe" Fátima.  

O Abrigo Luca Zorn foi fundado em 1973 a partir de uma doação de imigrantes italianos da Família Zorn à comunidade de Cajazeiras  para acolher idosos abandonados. Ficou fechado por alguns anos e reabriu a partir do trabalho hercúleo de uma das associados do Abrigo, a professora Fátima Cruz em outubro de 1996. Hoje, depois de 18 anos de batalha e já aposentada;  Fátima Cruz dividi seu tempo e sua vida com as duas família que ama; a de casa e a do abrigo, com  uma dedicação sem igual.

 
Manoel Severo e Fátima Cruz

Essa mesma dedicação, o zelo, a responsabilidade e o amor contido no trabalho de manutenção do Abrigo de idosos Lucas Zorn pelo casal Fátima Cruz e Professor Pereira com toda sua equipe é simplesmente sensacional, e a cada momento e em cada recanto é fácil perceber o quanto de cada um daquela equipe, se entrega para proporcionar momentos de felicidades para os idosos que ali residem.

“Os desafios são inúmeros e toda ordem, mas com o apoio dos muitos amigos e além de tudo com o sorriso e a alegria de nossos “filhinhos e filhinhas” aqui do abrigo tudo vale a pena” , confessa Fátima Cruz; o abrigo acolhe hoje 17 idosos,14 mulheres e 3 homens, alguns com mais de 15 anos que residem ali. No sorriso e na alegria de cada um dos idosos vamos descobrindo fragmentos de uma vida e um passado esquecidos; histórias fantásticas, alegrias , tristezas, lembranças, que vão e vem, num caleidoscópio encantador. 

 
Dona Josefa: "estamos no céu"
Dona Das Dores, a esposa de Zé,  Governador...
Dona Humbelina chegou a flertar com Chico Pereira, hoje tem 106 anos...

Dona Josefa de 84 anos se sente “no céu, aqui é um céu meu filho, ninguém trata mal a gente, é uma alegria, todo dia vem gente visitar, não quero sair daqui nunca”... Dona Das Dores “namora” o governador do estado que ela chama de Zé, “meu filho tu é parente de Zé, diz pra ele vir aqui, ontem ele veio”; dona Humbelina  já com 114 anos é a moradora mais antiga e a segunda mulher mais velha da Paraíba e ainda a incrível Zefinha com seus 106 anos e a história incrível de ter tido um namorico com ninguém menos que Chico Pereira, o famoso cangaceiro de Nazarezinho!

Indo a Cajazeiras não deixe de visitar o Abrigo Lucas Zorn, levar seu abraço, sua palavra e seu sorriso para os velhinhos que nos recebem com tanto carinho e você que mora em Cajazeiras não deixe de conhecê-lo e de alguma forma não deixe de colaborar com um pouco que seja com essa grande obra.

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço 

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/07/abrigo-luca-zorn-uma-licao-de-vida-e.html

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O cangaceiro Volta Seca

Por Ana Calazans

Construído a partir de fatos verídicos, o texto Volta Seca – O sentinela do cangaço é baseado na vida de Antonio dos Santos, considerado o lugar tenente mais importante de Lampião.  Recrutado ainda criança por Corisco, o cangaceiro foi testemunha ocular do primeiro encontro de Virgulino Ferreira e Maria Bonita, do nascimento das crianças do cangaço e de batalhas históricas no sertão baiano, ricamente descrito no enredo da peça.

Dois encontros, duas encruzilhadas, marcaram a vida do personagem e pontuam a encenação: o avistamento com Lampião aos 11 anos e a visão, já rapaz no presídio da Coreia em Salvador, de uma jovem freira que, como ele, amava a música: Irmã Dulce. Com o Rei do Cangaço pegou em armas; com a Mãe dos Pobres jurou que nunca mais as empunharia.

Dados biográficos de Antonio dos Santos – Volta Seca

Misterioso, complexo e desconcertante, Antonio dos Santos, o Volta Seca, é uma das personalidades mais ricas do ciclo do cangaço. Considerado o lugar tenente de “mais destacada fama” de Lampião, mais importante ainda do que Corisco na opinião de historiadores como Ranulfo Prata, matou pela primeira vez aos 10 anos, entrou para o cangaço aos 11 – recrutado pelo Diabo Louro, compôs pérolas do cancioneiro popular como “Mulher rendeira” e teve a compaixão de  Irmã Dulce.
  
Relativamente pouco conhecido, o cangaceiro-menino nasceu em  13 de março de 1918 na localidade de Saco Torto, no então município de Itabaiana e atual município de Malhador (SE). Embora haja discordância entre alguns historiadores e relatos, Antonio deve ter entrado para o bando de Lampião por volta de 1928 e lá permaneceu por quatro anos, destacando-se pela coragem, valentia, e implacável postura de sentinela. Em entrevista ao jornalista Joel Silveira ele diz que logo que chegou ao bando apanhava quase que diariamente mas “depois endureci o cangote e o primeiro que me apareceu com ares de pai, recebi com a mão no rifle.”

http://espetaculovoltaseca.blogspot.com.br/p/artigos.html

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LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Autor Archimedes Marques

O livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE contesta tudo que está errado no livro opositor "Lampião o Mata Sete", que insanamente e levianamente, sem provas ou indícios alguns cria, inventa e modifica fatos não ocorridos na história do cangaço, destarte para a suposta homossexualidade de Lampião e a traição de Maria Bonita.

Adquira o seu exemplar pelo preço módico de R$ 50,00 (Frete incluso) diretamente com o autor: 
archimedes-marques@bol.com.br

Archimedes Marques (Delegado de Policia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

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"O ESTADO DE SERGIPE" - 02/07/1936


É prazeroso ver uma matéria como esta, parte integrante da história do cangaço, da lavra, muitas vezes, de anônimos jornalistas, retornar ao público em geral, o seu verdadeiro dono, depois de quase 80 anos de um dormir profundo, num quase estado de coma, nas velhas folhas dos extintos jornais.

O GOVERNADOR ERONIDES DE CARVALHO PREMIOU AQUELES QUE LIVRARAM O NOSSO SERTÃO DO PERIGOSO BANDIDO JOSÉ BAIANO.

Preocupado em bem servir ao povo de sua terra, o governador Eronides de Carvalho não perde oportunidade para demonstrar o zelo com que exerce os árduos misteres governamentais.


Agora mesmo, Sua Excelência acaba de mandar à Chefia de Polícia distribuir, como prêmio, 9:000$000 com os seis sertanejos que, sob as ordens de Antonio Pereira, livraram o hinterland sergipano do famigerado grupo de cangaceiros de José Baiano.


Além do prêmio oficial acima referido, Sua Excelência autorizou os valentes homens a venderem o ouro encontrado em poder dos bandoleiros, o que fizeram, tendo apurado 3:330$000, isto porque preferiram ficar com várias das jóias apreendidas, e bem assim com o chapéu do bandido José Baiano, todo cravado de pequenos objetos e moedas de ouro.

Também a importância de 6:025$000, que os bandidos traziam, ficou para ser partilhada entre os seis destemidos benfeitores das plagas sertanejas, por ordem de Sua Excelência, que, por último, resolveu autorizar Antônio de Chiquinha a organizar uma volante composta de 15 homens decididos, para dar caça aos demais grupos de cangaceiros que infestam as caatingas sergipanas e baianas.

Assim fazendo, o governador Eronides de Carvalho fica cada vez mais credor do apreço dos seus conterrâneos para servir aos quais não poupa esforços.


Consoante prometemos ontem, publicamos a seguir o resultado de exame feito pelo doutor Carlos Menezes, médico legista da Polícia, nos cadáveres do bandido José Baiano e seus companheiros de cangaço.

O RESULTADO DO EXAME DOS CADÁVERES – AS OBSERVAÇÕES DO LEGISTA DA POLÍCIA


Notas para o auto de exumação e verificação de óbito de José Baiano, Chico Peste, Demudado e Acilino.

“Em um terreno coberto de capoeira grossa, do lado nascente da estrada que liga Alagadiço a Lagoa Nova, em um antigo formigueiro assinalado por uma fogueira também antiga, foi designado por Antonio de Chiquinha e Pedro Guedes, como sendo o local onde sepultaram os corpos de José Baiano, Chico Peste, Demudado e Acilino, na noite de 7 do corrente, após decapitação post-mortem do primeiro. Ordenou o senhor major chefe de Polícia que fosse a dita sepultura aberta, o que sendo feito por dois trabalhadores voluntários da localidade, e retirada a terra com as devidas precauções, foram encontrados a cerca de cinqüenta centímetros da superfície, dois corpos em adiantado estado de putrefação em decúbito dorsal, e orientados com os pés para o nascente, e, repousada sobre os pés, uma cabeça separada do pescoço por sucessivos golpes de facão. Retirados os corpos e cabeça da sepultura e transportados para uma mesa sumária (duas taboas) foram cuidadosamente despojados da camada de barro pegajoso que os envolvia, desnudados e examinados. A cabeça, de malares fortemente acentuados tendo aderente ao couro cabeludo espessa e longa cabeleira crespa, e a cuja dentadura faltava o incisivo mediano direito superior, estava relativamente conservada, e foi facilmente reconhecida como sendo José Baiano. À base do crânio, aderiram quatro vértebras cervicais, estando a quinta seccionada. Os corpos, cujo tegumento externo tinha sido protegido pelas roupas (mescla azul), foram também reconhecidos como sendo Chico Peste e Demudado, apresentando o primeiro quatro perfurações, feitas com instrumento pérfuro-cortante no hemitórax esquerdo e dorso, e amputação da calote craniana ao nível do sinciput; o segundo apresentava também quatro perfurações do tórax ao nível das linhas axilares médias e posterior esquerda e mamelão esquerdo e uma larga cutilada no flanco esquerdo. Continuada a exumação foram encontrados mais dois corpos, e retirados da sepultura com os mesmos cuidados, limpos e desnudados foram examinados sendo o primeiro, Acilino de tal, recentemente ingressado no bando de José Baiano, e o segundo, decapitado ao nível da quinta vértebra cervical, como o aludido chefe do bando. O primeiro, além da perfuração do tórax e ferimento largo do abdômen, com hérnia do intestino delgado, apresentava um golpe na face posterior do crânio seccionado o occipital, parietais e atingindo a apófise mastóidea esquerda, José Baiano, além de três perfurações do tórax ao nível da região precordial, outra na região subclávia e ainda outra na linha axilar posterior direita, todas penetrantes do tórax e decapitação.

O cadáver de José Baiano vestia túnica mescla, camisa de quadros, culote e calçava meias escuras. Em todos os corpos examinados, isto é, nas roupas dos cadáveres foram constatados eloquentes vestígios de luta.

Recompostos os corpos foram inumados no mesmo local.

Fotos: Antonio de Chiquinha e companheiros e Zé Baiano e comparsas - extraídas do livro "Lampião Assaltos e Morte em Sergipe", de Juarez Conrado.

Fonte: facebook

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Paripiranga na História-Parte 2 - Eco do combate da "Fazenda Cajazeira"

Por Rubens Antonio

Um combate pouco conhecido e comentado, em termos de estudos do Cangaço, foi o Fogo da Fazenda Cajazeira, no Município de Cipó.
     Aqui, a demanda de um dos soldados sobreviventes, de vinculação dos seus ferimentos àquele combate, em um documento que repousa, atualmente, no Arquivo Público da Bahia.


P.M.E.B

Quartel em Paripiranga, 11 de Março de 1940.
Do soldado ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA

Ao sr. Cel. Comandante da PM

ASSUNTO: – requer I.S.O.

ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA, soldado do 4º B.C., adido ao D–NE., tendo sido acidentado no combate contra o grupo de “Lampeão”, havido na Fazenda Cajazeira, Município de Cipó, Estado da Bahia, no dia 11 de Agosto de 1932, quando fazia parte da “Coluna Tenente Ladislau”, que operava no Nordéste do Estado, vem, mui respeitosamente, a bem dos seus interesses, solicitar–vos um Inquerito Sanitario de Origem.
Termos em que espera e PEDE DEFERIMENTO.

Fonte: SILVA FILHO, Rubens Antonio da. “Eco do
combate da "Fazenda Maranduba”, in: “Cangaço na Bahia” site: cangaconabahia.blogspot.comacessado em 10-07-2012, às 20:14 h

 http://cangaconabahia.blogspot.com.br/

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Jornal O Globo publica morte de Ariano Suassuna, mas volta atrás e admite que se enganou.


O estado de saúde do escritor paraibano Ariano Suassuna é gravíssimo, entretanto, ele ainda vive, está em coma e respira com a ajuda de aparelhos. Essa informação é da família, da assessoria de Ariano e de alguns membros da equipe médica do Hospital Português, onde foi internado na noite desta segunda-feira (21), após sofrer um AVC hemorrágico e passar por cirurgia de emergência. O fato desagradável se deu no início da noite de hoje, quando,  o renomado colunista do Jornal o Globo, Ancelmo Gois, noticiou irresponsavelmente a morte do escritor, mas o próprio "O Globo" voltou atrás e admitiu que se enganou. (veja imagem abaixo) O blogueiro pernambucano Jamildo também anunciou a morte de Ariano em seu twitter.  Internautas indignados criticaram fervorosamente a falsa informação, sobretudo, porque saiu de um dos mais respeitados veículos de informação do país. A SITUAÇÃO É MUITO COMPLICADA, MAS ARIANO VIVE.

http://www.vecgaranhuns.com/2014/07/jornal-o-globo-publica-morte-de-ariano.html

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UM ENCONTRO ENTRE FAMÍLIA

Por João de Sousa Lima

Domingo passado nos reunimos na casa de Alcides Modesto e Conceição (Mãezinha) para relembrarmos fatos históricos da nossa família.




O encontro serviu para reunir a família em uma confraternização com a finalidade de estudarmos  fatos, documentos, fotos e materiais das famílias que tiveram sua árvore genealógica fundamentada em Itapetim, Pernambuco e da parte de Alcides Modesto, os fatos e documentos partindo do Piauí.






Será montado um memorial sobre a família, que servirá de estudos e preservação das famílias Santos, Piancó (Sousa Lima) e Nunes.
   





Presente ao encontro: Eu, Betinha, Osvaldo, Manuel, Haroldo Magno, Mãezinha, Alcides, Branco, Letícia, Stéfany, Alcides, Socorro, Carlinha, Francisca e Celso Jr.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Paripiranga na História- Parte 5 -


24 de dezembro de 1938, no “Estado da Bahia”:

MAIS DOIS ASSECLAS DO GRUPO DE LAMPEÃO ENTREGAM–SE Á POLICIA.

Corisco, só depois de morto

Chegaram hontem, no trem de Sergipe, precisamente ás 17 horas e 50 minutos, mais dois bandidos pertencentes ao grupo de José Sereno. Escoltados por um cabo e dois soldados, os ex–cangaceiros saltaram na gare da Calçada, onde foram rodeados de curiosos, até que chegou o carro da policia e os conduziu para a Delegacia Auxiliar.

CAJAZEIRA E DIFFERENTE

Os bandidos chamam–se José Francisco dos Santos, mais conhecido pela alcunha de “Cajazeira” e Manoel Nascimento, mais conhecido pela alcunha de “Differente”, tendo se entregado á Policia Bahiana na Serra Negra, perto do Estado de Sergipe. O primeiro tem apenas 21 annos de idade, e, segundo suas declarações, entrou para o bando em vista de ter sido perseguido pela policia de Sergipe, por causa da accusação de ser coiteiro.

A ILLUSÃO DO CANGAÇO

“Differente” entrou para o grupo de “Zé Bahiano”, contra 23 primaveras, tendo dois annos de cangaço e lutas. Quando Zé Bahiano foi victimado, elle passou para o bando de “José Sereno”, onde até o momento de se entregar continuou a sua vida de assassinios e assaltos.

Contou–nos tambem que começou a exercer esta vida após “Canario” tê–lo convidado para entrar no bando com promessas cheias de vantagens. Porém, agora – acrescentou – resolveu entregar–se, pois o cangaço nada mais é do que uma vida de illusões e perseguições.

“CORISCO” SÓ DEPOIS DE MORTO

“Corisco”, o perigoso “Diabo Louro”, que promettera entregar–se, mudou de intenções. Tambem “Angelo Roque” outro temivel cangaceiro e chefe de 4 homens, pretendeu entregar–se, mas o “Diabo Louro” o convenceu do contrario – declarou “Cajazeira”, que fala como uma victrola no seu falar arrastado de sertanejo.

9 BANDIDOS APENAS

Dois grupos ainda perambulam pelos sertões bahiano e sergipano, um commandado pelo “Diabo Louro”, sendo composto de 4 homens e outro commandado por Angelo Roque, com 3 homens.

MUNIÇÃO DE SERGIPE

Continuando a falar, os bandoleiros declararam que recebiam toda a munição de Sergipe e que lá eram muito pouco perseguidos. Ao contrario se verificava no sertão bahiano, onde nós recebiamos tiros em todos os logares por onde passavamos. Demos poucos combates com a Policia Bahiana, mas foram combates que deixaram recordaçõe, pois nelles vimos abatidos innumeros dos nossos.

NOTAS SOLTAS

Os ex–cangaceiros entregaram–se ao sr. João Maria, irmão do Coronel Liberato de Mattos, o qual não se descuidou e logo ao seu irmão deus sciencia do facto. O coronel enviou uma escolta que os conduziu a esta Capital

Com a prisão destes dois bandidos, o cangaço soffreu mais um golpe que o fez diminuir a intensidade e actividade.

24 de dezembro de 1938, no “A Tarde”:

DESISTIRAM DO CANGAÇO


Pelo trem nocturno de Sergipe, chegaram, hontem, ás 17 horas e 53 minutos, á esta capital, os bandidos “Differente” e “Cajazeiras”, que se apresentaram á policia, em Paripiranga.

Fonte: SILVA FILHO, Rubens Antonio da. “4 de dezembro de 1938, no “Estado da Bahia”:”, in: “Cangaço na Bahia” site: http://cangaconabahia.blogspot.com.br
acessado em 19-07-2012, às 18h25m.

Adquiri neste site:

http://historiaparasecontar.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html

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À SOMBRA DAS CABEÇAS CORTADAS


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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A morte de Lampião - Gente de Lampião Dadá e Corisco

Por Antonio Amaury Correia de Araujo

28 de Julho de 1938, de madrugada o grupo de Corisco aguardava a chegada de seu Messias para o barqueiro levá-los para a margem direita do São Francisco, pretendiam ter atravessado na tarde anterior.

Grupo de cangaceiros de Corisco

O coiteiro dissera:

- Hoje está muito movimentado. Tem volante rondando. É melhor seu pessoal atravessar amanhã cedinho.

Corisco concordou. Não lhe agradava a ideia de se estocar em Angico. Estivera no lugar uma vez, saira às pressas e dissera a Lampião que achava o lugar perigoso. Uma armadilha com uma só entrada, como uma garrafa. Quem fechasse a boca faria o que quisesse com o conteúdo.

Grupo de cangaceiros de Lampião

Tinham dormido nas Emendas. De madrugada já estavam prontos para atravessar o rio, a fim de se encontrar com Lampião em Angico.

Este é o cangaceiro Português, mas não tenho certeza se este era o companheiro da Cristina, já que existiram dois cangaceiros com o mesmo apelido. Se alguém souber que é mesmo o companheiro da Cristina, comunique-nos na janela de comentário no blog para a devida correção. - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

As relações entre Corisco e Lampião estavam muito abaladas, desde o caso que envolvera Gitirana, Português e Cristina, terminando com a morte dela.

Leia a legenda

Mas o compadre mandara um bilhete a Corisco, marcando o encontro. Dali sairiam para vingar vários companheiros mortos. 

Lampião e Azulão

A lista se iniciava com Azulão e sua gente, terminando com Mariano.

O cangaceiro Mariano - companheiro da Rosinha que foi assassinada a mando de Lampião

No bilhete, Lampião convocava Corisco a dar uma lição em Zé Rufino que, nas palavras do cangaceiro estava querendo "passar de pato para ganso".

Tenente Zé Rufino

Quando esperavam o barqueiro, ouviram um tiro, e segundo depois, outros. O pipocar do tiroteio foi crescendo amedrontador.

Dadá alarmou-se:

- Qui foi Curisco?

- Isso é no rancho de cumpade Lampião. Com o rio no meio a genti num podi nem dá uma retaguarda. 

O tiroteio durou uns 15 minutos. Depois caiu sobre a caatinga um silêncio lúgubre, passaram-se alguns segundos e escutou-se um tiro isolado.

Corisco vaticinou:

- Isso é argum balhado que tão acabando de matá.

Antonio Amaury Correia de Araújo
Pag 104
A morte de Lampião

Fonte: facebook 
Página: Dally RochaO Cangaço

Ilustrado por José Mendes Pereira
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UMA REFLEXÃO EM TORNO DA VIDA

Por Antonio José de Oliveira
          
Fazendo uma reflexão da vida, e uma analogia entre o Ser Humano e as plantas, cheguei a uma conclusão (creio que todos assim já o fizeram), que nada que tem vida em cima do Planeta Terra, vive infinitamente. Enganam-se os quem não observam esta premissa.  Todos nós estamos indo em direção ao final da Estrada da Vida, logo que a vida é uma Estrada que tem começo, e com certeza terá fim. Ninguém deste Planeta Terra jamais conseguiu ou conseguirá impedir a presença da morte. Ela é inflexível, não deixando margem para a prorrogação da vida.
          
Os animais nascem, crescem e morrem; as plantas nascem, crescem e morrem; nós, nascemos, crescemos e morremos. É uma lei natural, ainda que não queiramos acostumar ou aceitar.
          
Mas, o nosso modesto texto não está direcionado apenas ao SER HUMANO nem aos animais, mas a uma árvore centenária que conheci na minha infância, onde tirei muitos dos seus frutos em diversas oportunidades. 


Estou falando da MANGUEIRA DO VELHO JOÃO ONOFRE; hoje seu tronco seco,  suas raízes mortas, e seus quebradiços galhos de “braços abertos”, como quem procura vislumbrar  aquele que um dia, na primeira década do século passado, semeou a semente que o seu produto duraria 100 anos. Portanto, não poderia descrever acerca da velha mangueira, sem fazer um relato de parte da vida do velho Onofre.
          
Descendente de Bernardo da Silva, o Português que fundou a Cidade de Serrinha, Virgínia Maria de Jesus, filha de Ângelo José de Oliveira, viúvo de Maria Francisca, filha de Francisco Manuel da Mota, da Fazenda Tambuatá, este era neto de Antonio Manuel da Mota, casado com uma filha de Bernardo da Silva e Maria do Sacramento, casou-se com Antonio Joaquim de Araújo, residente na Fazenda Recanto.

         
Dentre outros filhos, teve o casal Virginia e Antonio Joaquim, os gêmeos João Fagundes de Araújo, avô de Itaercio Fagundes, dono das terras onde está implantada a velha mangueira que “geme” o peso dos anos, e João Onofre de Araújo. Este, que era o proprietário da Fazenda onde está fincada a referida mangueira, casou-se com Maria Rita, de onde nasceram Celestina, Honorina, Minelvina e Maria de Pedro Torquato.
         
Ao enviuvar-se, aos 50 anos de idade, João Onofre casou-se em segundas núpcias, em 5 de setembro de 1925 com Paulina Maria de Jesus, filha de Guilhermino de Oliveira e de Maria Oliveira, residentes na Fazenda Queimadas do Riachão.
          
Assim, nesta minha singela reflexão, repito o que falei no início: NADA SOBRE O PLANETA TERRA, VIVE INFINITAMENTE. AS ÁRVORES VÃO-SE EMBORA; OS ANIMAIS VÃO-SE EMBORA; NÓS (SERES HUMANOS) IREMOS EMBORA. É A LEI DA NATUREZA, E NÃO TEMOS COMO RECLAMAR.
                          
Antonio José de Oliveira é pesquisador do cangaço e reside no Povoado Bela Vista - Serrinha, no Estado da Bahia. 
Junho 2014

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Programação Oficial II Seminário Regional Parahyba Cangaço e Cariri Cangaço Paraíba

Por Wescley Rodrigues

Saudações cangaceiras!

Em anexo encaminho a programação oficial do II Seminário Regional Parahyba Cangaço e Cariri Cangaço Paraíba.
Desde já se sintam convidados e acolhidos.

Cordial abraço,
Prof. Me. Wescley Rodrigues


 O cangaceiro Chico Pereira colorido por Rubens Antonio pesquisador do cangaço 

Nobres amigos e amigas,

PROGRAMAÇÃO II SEMINÁRIO PARAHYBA CANGAÇO E CARIRI CANGAÇO PARAÍBA 2014

22 de agosto de 2014 – Local: Centro Cultural Banco do Nordeste

18:30h – Apresentação do Xaxado
19:00h – Solenidade de Abertura
19:30h – Conferência de Abertura

Tema: A relação entre memória e História e a sua importância para a formação da identidade regional: 90 anos do ataque do grupo de Lampião a Sousa.

Conferencista: Prof. Me. Wescley Rodrigues – Cajazeiras/PB FAFIC

23 de agosto de 2014 - Local: Centro Social - Nazarezinho
08:00h – Visita técnica a Casa de Chico Pereira no sítio Jacu.
09:00h – Solenidade de Abertura
09:30h – Mesa redonda: A articulação do ataque a Sousa e a figura de Chico Pereira

Palestrantes – Wanessa Campos – Recife/PE

 Aderbal Nogueira – Fortaleza/CE
 Maria do Socorro Leon – Nazarezinho/PB
 Maria do Carmo Pereira – Cajazeiras/PB

Coordenador: Chico Cardoso – Cajazeiras/PB

11:30h – Intervalo para o almoço
13:30h – Palestra: O museu como lugar de memória e a sua importância para uma cidade

Palestrante: Manoel Severo Barbosa – Fortaleza/CE
Coordenador: Paulo Gastão – Mossoró/RN

14:20h – Mesa de Trabalho: A casa grande do sítio Jacu: patrimônio que clama por atenção. Tombamento já!

Coordenador: César Nóbrega – Sousa/PB
Participantes: Secretaria de Cultura do Estado
 FUNESC
 IPHAEP
 IPHAN

16:00h – Lançamento de livros 
19:00h – Local: Centro de Treinamento/Sousa - PB

Mesa redonda: Coronelismo, cangaço e o ataque a Sousa

Palestrantes: Honório de Medeiros – Natal/RN
 Rostand Medeiros – Natal/RN
 Otávio Maia – Catolé do Rocha/PB
 Ângelo Osmiro – Fortaleza/CE

Coordenadora: Juliana Pereira – Quixadá/CE

(Roda de perguntas e respostas envolvendo o público)

24 de agosto de 2014 – Lastro - PB

08:00h – Visita técnica a casa onde foi preparada a resistência aos cangaceiros
09:00h – Solenidade de Abertura
09:20h – Mesa redonda: A importância do cangaço para a história nordestina e a articulação da defesa contra os cangaceiros que invadiram Sousa

Palestrantes – Guerhansberger Tayllow – Lastro/PB

 José de Abrantes Gadelha – Sousa/PB
 Ana Granja – Petrolina/PE
 Narciso Dias – João Pessoa/PB

Coordenador: Francisco Pereira Lima – Cajazeiras/PB

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com