Seguidores

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Solenidade marca Instalação da Academia Literária do Amplo Sertão – ALAS


O município de Nossa Senhora da Glória, promoveu na noite do último dia 15 de novembro a solenidade de instalação da Academia Literária do Amplo Sertão – ALAS, que tem como lema principal “Sol omnibus nascitur” (O sol nasce para todos) e que tem como patrono o saudoso Alcino Alves Costa. O evento aconteceu na Escola Pe. Léon Grégoire.


A Academia Literária do Amplo Sertão - ALAS terá como campo principal de atuação 12 municípios do alto sertão sergipano e pretende desenvolver ações de incentivo e promoção da literatura, bem como de toda manifestação cultural e artística no território alano. Dentre os membros fundadores da ALAS temos companheiros dos municípios de Gararu, Poço Redondo, Monte Alegre de Sergipe, Canindé, São Miguel, Porto da Folha, Feira Nova, dentre outros.

Jose Bezerra Lima Irmao, Archimedes e Elane Marques

A Solenidade estiveram presentes José Anderson Nascimento, Presidente da Academia Sergipana de Letras; o Professor Jouberto Uchôa, Magnífico Reitor da UNIT; Domingos Pascoal, membro da Academia Sergipana de Letras; Francisco Nogueira (Chico do Correio), prefeito de Nossa Senhora da Glória; Benjamin Batista, Presidente da Academia de Cultura da Bahia; Eliane Quadros, professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Jorge Henrique Santos, Presidente da Academia Gloriense de Letras; João Paulo Araújo de Carvalho, Presidente da Academia Dorense de Letras; a poetisa Verônica Sales, da Academia Gloriense de Letras; Antônio Saracura, da Academia Itabaianense de Letras, o escritor Archimedes Marques e sua esposa, a também escritora Elane Lima Marques. 

Na oportunidade, foi lançada a antologia “Abrindo Alas”, uma coletânea de textos e poemas produzidos pelos membros da novel academia. Foram também lançados os livros “O Espelho da Felicidade”, de Leunira Batista, e “Lampião – a Raposa das Caatingas”, de José Bezerra Lima Irmão.

Manoel Severo - Cariri Cangaço
cariricangaco.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

PAULO AFONSO EM IMAGENS ANTIGAS

Por João de Sousa Lima











João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501

E-mail:
joaoarquivo44@bol.com.br 
joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/2014/11/paulo-afonso-em-imagens-antigas.html?spref=fb

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Conheça outros 8 assassinos mais jovens do mundo - Parte I

 Por Marina Val 

Crianças podem ser cruéis, porém a maldade normalmente se resume a pregar peças ou implicar com coleguinhas da escola. Quando essa malícia evolui para crimes brutais, qualquer pessoa em sã consciência fica chocada não apenas pelo crime em si, mas por não entender como alguém tão jovem e supostamente ingênuo conseguiu cometer um ato tão extremo.

Nós já falamos aqui sobre alguns dos assassinos mais jovens do mundo, mas crianças não cansam de surpreender, seja para o bem ou para o mal. Confira abaixo outros exemplos:

1 – Jesse Pomeroy – 1874

Pomeroy já dava sinais de sua violência e crueldade desde muito cedo. Em 1871, o menino foi acusado de espancar e torturar várias crianças com idades que variavam entre 7 e 12 anos. Ele despia as jovens vítimas, as amarrava, amordaçava, golpeava repetidamente, chicoteava e fazia cortes no rosto dos pequenos com uma faca.

Em 1872, aos 12 anos, Pomeroy foi pego pela polícia e sentenciado a seis anos em um reformatório em Massachusetts. Porém, devido à sua grande inteligência e ao bom comportamento, ele foi liberado depois de cumprir apenas um ano e cinco meses da pena inicial.

Muitos acreditavam que o reformatório havia feito alguma diferença no comportamento de Jesse Pomeroy, mas a realidade foi bem diferente. 

Pouco tempo depois da sua passagem pela instituição, com apenas 14 anos, ele torturou e assassinou brutalmente uma garota de 10 anos e um menino de apenas 4. Quando questionado sobre o motivo para tanta violência, ele simplesmente respondeu: “Eu não consegui evitar”.

Em 1874, Jesse Pomeroy foi a julgamento pelos assassinatos e acabou condenado à morte, mas o governador na época não quis assinar a sentença devido à idade do garoto. Entretanto, o jovem assassino não conseguiu evitar passar o resto da sua vida na cadeia. Ele finalmente morreu em 29 de setembro de 1932, aos 72 anos, devido às complicações de saúde por conta da idade avançada.

CONTINUA...

http://www.megacurioso.com.br/comportamento/54512-conheca-outros-8-assassinos-mais-jovens-do-mundo.htm?utm_source=HomePortal&utm_medium=baixaki

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO, MARIA E OS DOIS ERROS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 27 de novembro de 2014 - Crônica Nº 1.313

Em nossas pesquisas visando à revisão do próximo livro sobre cangaço, já intitulado “Maria Bonita, a deusa das caatingas”, encontramos dois erros nos escritos dos grandes pesquisadores do cangaço. Com a devida vênia, não citarei seus nomes nem suas obras. Interessante é que quando um ótimo escritor e pesquisador do cangaço comete um erro, pequeno ou maiúsculo, vem muita gente atrás, apenas compilando o que foi dito. Os erros não são graves, mas diante de tanta infantilidade e baboseiras de novatas que se dizem pesquisadoras, chega dar pena e revolta. Minha lixeira mesmo está repleta de tantas coisas extraídas da Internet sobre o cangaço. Os escritores sérios devem ficar preocupados mesmo com o que está acontecendo. Mesmo assim todos erram, todos erramos. Vamos ao que interessa:


O combate do Crauá em 1937, não foi o último de Virgolino. Errou quem assim escreveu. O último combate de Lampião aconteceu no Jirau do Ponciano em 18.04.1938. Houve um combate menor em Craíbas, no dia seguinte entre Lampião e o sargento Porfírio. (Ver CHAGAS E FAUSTO: Lampião em Alagoas 2012: 295:296), chamado por nós, o primeiro, “O combate do Jirau”. Lampião havia atravessado o rio para Alagoas, ocasião em que pagou 50 mil reis para ouvir de músicos que viajavam no rio, ”Tango da vida”, em moda na época, 17.04.1938.

Foi o que estar registrado no livro acima como “a marcha dos dez dias”, ocasião em que Virgolino passou dez dias excursionando no agreste de Alagoas, com mobilização de todas as volantes do estado.

Foi encurralado no povoado Jirau em dia de feira, pelo sargento da cidade de Batalha, Waldemar Góis. Lampião estava com mais 17 comparsas, inclusive com Maria Bonita, que não era mais respeitada nos seus mandados, pelos cabras. O sargento, mesmo baleado no combate, continuou como um leão na luta. Lampião bateu em retirada deixando as montarias, arranjadas no lado alagoano, desde o início da marcha dos dez dias.

Sofrendo uma perseguição intensa, o bandido, após os dez dias, ganhou às terras de Pernambuco.

Corrija-se o erro e se faça justiça. O último combate de Lampião foi “O combate do Jirau” no Agreste de Alagoas, em 18.04.1938, três meses antes da sua morte.

Vamos ao segundo erro. O escritor errou quando disse que Maria Bonita tinha olhos azuis. Nem quero comentar outras coisas que se fala até em holandeses. Maria Bonita era morena clara, cabelos pretos lisos e olhos castanhos escuros. Laudo do legista, Dr. Lages Filho, após exame na cabeça de Maria Bonita. Maceió: 03.08.1938.

Esclarecidos os fatos, humildade com a divulgação das fontes. Pois já vi publicações nossas, como se fosse de quem as divulgou com outras palavras, sem citar a fonte. Obrigado aos leitores pela compreensão.



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LUIZ GONZAGA ENTREVISTAS - PARTE II

Por Antonio Morais

No Parque Asa Branca no Exu, o Rei do Baião fala sobre Humberto Teixeira, o parceiro que desapareceu.

Quando Região chegou ao Parque Asa Branca, a pouco mais de um quilômetro da cidade de Exu, encontrou o cantor Luiz Gonzaga profundamente abalado com a notícia do falecimento do seu maior parceiro, o compositor Humberto Teixeira. Amargurado, triste, meio solitário, Gonzaga, numa longa entrevista, falou sobre seu amigo, contou fatos marcantes de sua existência, recordou o passado, muitas vezes com lágrimas nos olhos e a fala embargada pela emoção.

Entre Gonzaga e Humberto sempre existiu um vínculo muito significativo de amizade, além de uma vivência profissional de longos anos, que marcaram a existência dos dois famosos criadores do baião e divulgadores maiores da música popular brasileira dentro e fora do país. Assim viveram, assim lutaram, assim fizeram, poeta e cantor, a glória da música popular, conduzindo-a ao pedestal da fama e do prestígio imperecíveis, impondo-a, pelas beleza das composições e a grandeza das interpretações, ao respeito e a admiração do grande público.

Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga - www.onordeste.com

Somente a morte de Humberto Teixeira romperia um longo período de parceria, de estima, de amizade, de criatividade. Foi uma fase áurea e fecunda da música popular brasileira, que os dois souberam representar com grandeza de sentimento, com aquela paixão de bom cearense e de bom pernambucano.

Na sua entrevista a Região, Gonzaga desabafou. Colocou nas palavras toda sua emoção. Trouxe ao presente um passado de dificuldades e de glórias. Falou sobre si. Falou sobre Humberto, seu inesquecível parceiro. Falou sobre o tema eterno de suas inspirações: A música popular brasileira. Gonzaga estava no seu ambiente, no seu pé-de-serra, no seu decantado sertão.

Região - O que representou, em vida, Humberto Teixeira para o Rei do Baião?

Resposta na próxima postagem.

Fonte - Andanças e Lembranças.

Fonte: facebook
Página: Antonio Morais

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O TRISTE FIM DE MARIA BONITA.


Um retrato da ignorância, brutalidade e selvageria de uma época. Práticas utilizadas por ambos os lados. "Foi um tempo que o tempo não esquece."

Uma imagem macabra da cabeça decepada de Maria Bonita, que foi registrada pouco tempo após sua morte em 28 de Julho de 1938 na Grota de Angico, município de Poço Redondo, no Estado de Sergipe.

Graças aos recursos atualmente disponíveis podemos observar essas imagens com maior exatidão e enxergar detalhes antes imperceptíveis aos nossos olhares.

Essa imagem foi colorizada pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio, Salvador - no Estado da Bahia.


Estas duas fotos parecem ser iguais, mas não são. Elas foram tiradas no mesmo dia, quase na mesma hora. A da esquerda apenas fotografaram a cabeça de Maria Bonita, ainda sem as escoras de pedra que é mostrada no excerto da foto da direita. Portanto, hoje temos 3 fotos da "festa dos mortos" em 28 de julho de 1938 em Piranhas. Outra coisa, em hipótese alguma teria a qualidade da foto da esquerda um recorte da foto maior do altar das cabeças.

Fonte: facebook
Páginas dos pesquisadores: Geraldo Júnior e Robério Santos

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA?


Contatos: 

gilmar.ts@hotmail.com ou
 
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 de Frete.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://mendespereira.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com

UMA FOTO INTERESSANTE E HISTÓRICA! DADÁ, familiares e amigos.


Essa foto me parece que foi em algum cemitério de Salvador. Veja que Dadá está com a mão direita em cima de um pedaço de madeira, que parece ser uma CRUZ.
Alguém pode ajudar, informando que local é esse, e em que data foi essa foto?

O pesquisador Sálvio Siqueira disse o seguinte:

" É no mesmo local do outro registro fotográfico. O reboco da parede, e o andaime determinam isso. Além da muleta em sua axila direita, Dadá usa a trave do andaime como escora.

Fonte principal: O Pasquim - 1988

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LUIZ GONZAGA O REI DO BAIÃO

Por Antonio Morais

Por três vezes estive com Luiz Gonzaga. Inclusive o hospedei em nossa casa da Edilson Sucupira 44, bairro Sossego em Crato, onde moro desde 1969.

https://www.youtube.com/watch?v=A-pUEGCn_0w

Em 1983 retornava da Fazenda Santa Tereza com o amigo José Gilberto Mendonça, proprietário da Fazenda, e, na passagem por Exu, na fazenda do seu irmão Humberto Mendonça, na alpendrada da casa, numa rede armada, descansava o Rei do Baião. Debaixo da rede, uns chinelos de couro curtido identificavam o seu dono.


De repente, aquele homenzarrão se ergue e fala com voz inconfundível: 

- Cecília, trás um prato de coalhada que eu quero ir bufando pra esses "Mendonça" até o Crato.

A viagem foi prazerosa. Com bufa e tudo. Falou-se de muita coisa, inclusive de Várzea-Alegre, do Clementino, do Xote dos Cabeludos.

Fonte: facebook
Página: Antonio Morais

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O Lendário Poço do Ferro !

Jorge Remigio, Jair Tavares e Narciso Dias no local onde foi sepultado Antônio Ferreira

No dia 18 de setembro de 2014, viajei de João Pessoa-PB, com os amigos e companheiros do nosso grupo, Narciso Dias e Jair Tavares, tendo como destino a cidade de Floresta-PE. Um dos objetivos principais dessa incursão aos sertões do Moxotó e do Pajeú pernambucano, era justamente visitar a emblemática Fazenda Poço do Ferro do lendário Coronel Ângelo da Gia. Por corruptela Anjo da Gia. Localizada a uns 12 km após Ibimirim-PE na PE 360 que dá acesso à cidade de Floresta-PE.

Ao chegarmos na porteira da fazenda, àquela sensação palpitante de está pisando no solo de um dos locais onde se deu um dos episódios mais relevantes e controversos na história do cangaço. A morte por acidente com arma de fogo do irmão primogênito e braço direito do já Rei do Cangaço, aquele que exercia com maestria a tática letal da retaguarda, o Antônio Ferreira.

Neste local aconteceu o "sucesso" com Antônio Ferreira

Foi um "sucesso", na linguagem cultural do sertanejo. Fato protagonizado pelo cangaceiro Luiz Pedro do Retiro. Os primeiros contatos com os moradores da fazenda foram frutíferos. Povo simples, humilde e bastante solícito A casa grande que pertenceu ao coronel Anjo da Gia já não existe mais. Em conversa com moradores, fomos informados que a casa onde ocorreu o episódio que vitimou Antônio Ferreira, ficava a uns 300 metros no sentido sul.

Ao chegarmos ao local indicado, o Sr. João muito cordato, afirmou que residia há muitos anos naquele local e prontificou-se a nos levar até a cova onde o irmão de Lampião, o Antônio Ferreira estava enterrado. Seguimos em fila indiana o Sr. João, seus filhos e o cachorro, encantados com a presença de pessoas estranhas ao seu cotidiano. Seguimos a comitiva em caminhar acelerado numa caatinga rala e solo bastante pedregoso, por uns trezentos metros até chegarmos ao local tão esperado. 

Sede da fazenda Pau Ferro de Angelo da Gia, e o local da cruz de Antônio Ferreira

Foi muito gratificante para nós que estudamos e temos o prazer em desvendar e garimpar os locais que são marcos na história do cangaço. Estávamos ali, diante da cova de um dos cangaceiros de maior destaque na fase primeira do cangaço Lampiônico. Fiquei pensando: "são raras as visitas a essa cova" Tudo era inédito para nós naquela hora escaldante do meio dia. Ficaram muitas lembranças e boas fotografias da ribeira do Moxotó.

Jorge Remígio,
Pesquisador - GPEC
João Pessoa, Paraiba

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/o-lendario-poco-do-ferro-porjorge.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LUIZ GONZAGA EM CRATO

Por Antonio Morais

Em 1987 eu era o presidente do Lions Clube de Crato Centro. Contratamos um Show Baile com Luiz Gonzaga. Foi um tremendo sucesso, todas as mesas vendidas antecipadamente, o Crato Tênis Clube lotou. Quando Luiz Gonzaga chegou com o motorista na sua Veraneio, falou que não ia para hotel, visto que sua permanência era curta e depois do Show estaria seguindo para o Exu. Fomos para nossa casa, e o tempo que faltou para o show foi cheio de visitas dos amigos.

http://www.youtube.com/watch?v=QsCEat2GiMA

Lembro-me de duas passagens, a primeira estávamos eu, Albino Oliveira e Kleber Callou quando a Rede Globo apresentou uma extraordinária:

Disse Cid Moreira: “- Dois bandidos acabam de sequestrar o Cardeal de Porto Alegre Dom Vicente Sherer, colocaram-no no bagageiro do carro e saíram em disparada perseguidos pela polícia”

Luiz Gonzaga com a voz pausada disse:

- É por essa razão que, às vezes, desconfio da existência de Deus.

Em seguida, falei para Luiz Gonzaga que era de Várzea-Alegre. Ele observou no ato:

- Fiz duas apresentações na sua terra e não recebi o valor combinado. Não volto mais por lá. 

Fui ao quarto e trouxe o dinheiro do contrato, ele botou num embornal de couro que trazia a tiracolo.

Neste dia os cratenses dançaram ao som da Asa Branca.

Fonte: facebook
Página: Antonio Morais

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br

GERALDO FERRAZ LANÇARÁ LIVRO HOJE EM RECIFE


O escritor e pesquisador do cangaço Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho lançará logo mais em Recife, a partir das 19 horas, a sua mais nova obra sobre "CANGAÇO", no Clube dos Oficiais. Participe do lançamento deste livro em Recife.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com

"A CABEÇA DE MARIA

Por Sálvio Siqueira

A morte de Maria Bonita foi de uma crueldade sem tamanho. Nas Cruzadas da Idade Média a violência era menor. E Santo, assim era chamado o coiteiro de Lampião, virou policial malvado se voltou contra o antigo aliado. Foi ele quem cortou a cabeça de Virgolino. Maria Bonita baleada e com a perna sangrando, rastejava em direção a Lampião, mas foi arrastada pelos cabelos e levou uma coronhada na cabeça. Santo repassou o facão para Panta de Godoy (o outro companheiro cruel) para golpear Maria Bonita, tal qual um samurai. O sangue dos dois se misturaram na mesma lâmina formando um só coágulo. O massacre durou 20 minutos com gritos, fumaça, risadaria e os soldados ainda davam vivas à polícia e graças a Deus.

Cabeça rolada no chão em cima de folhas molhadas, os soldados sem nenhum escrúpulo, levantaram a saia dela com a boca do fuzil para ver o que ela vestia por baixo. Outro “macaco”, Wenceslau, pegou os dois bornais dela. “Ele ficou com um e eu como o outro. No dele, estavam 99 contos e no meu, 18. No bornal de Maria do Capitão tinha mais de meio quilo de ouro. Peguei ainda a cartucheira e o cantil de Lampião e não devolvi”. Confessou.

Panta de Godoy

E sem demonstrar constrangimento, Panta de Godoy descreveu mais detalhes das suas atitudes macabras como se feitos heroicos fossem. Depois da degola em Maria Bonita, “tive que bater no osso, saiu muito sangue, enfiei o dedo dentro do tutano e “barriei” (significa tapar), tudo porque era um branco danado. “O balaço que ela tinha levado saiu de lado e sangrava muito”. O copo foi pepinado ( como se faz em carnes bovinas para amaciar). O corpo de Maria Bonita sem cabeça, vestindo mescla azul, era vez por outra levantado numa distração macabra.

Em seguida e rápido, era feita à caça ao tesouro de modo pressuroso. Os dedos foram cortados para retirar os anéis. Os 11 corpos do bando e sem cabeças ficaram espalhados e abandonados ao redor da Grota de Angico, em Sergipe, servindo de banquete para os urubus. Isso aconteceu na quase madrugada de 28 de julho de 1938. Hoje, 76 anos depois, Maria Bonita é mito. Mitos não morrem"

Texto transcrito, na íntegra, do blog Mulheres do Cangaço.

Não é fácil ler, imaginar as cenas... É duro mesmo transcrever uma matéria que nos trás cenas tão horripilantes, como o faço do blog 'mulheres no cangaço'. Mas torna-se necessário para que todos saibam até onde vai a maldade humana, talvez aquecida por álcool, ambição, cobiça... Sei lá. Qualquer uma das maldades imaginada pela mente do 'homem'.

O blog citado arrebentou com esta matéria. Muitos ainda veem o cangaço como um 'conto de fadas', o que realmente não foi. Não existiram heróis na história do fenômeno cangaço. Seu alicerce, colunas, paredes e telhado estão repletos de sangue, sofrimento, vingança, dores... Morte! Das mais variadas maneiras imagináveis.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

COMPARTILHANDO COM OS AMIGOS

Por José Bezerra Lima Irmão

Quero compartilhar com os amigos e amigas os comentários feitos pelo grande estudioso do cangaço 

Antonio José de Oliveira, Dr. Archimedes Marques e Guilherme Machado

ANTÔNIO JOSÉ DE OLIVEIRA a respeito do meu Lampião – a Raposa das Caatingas, publicado no prestigioso Blog do Mendes & Mendes, de Mossoró (RN), o mais lido blog de assuntos do cangaço, acessado por internautas de todo o mundo. 


A resenha tem o título CANGACEIRISMO: UM FENÔMENO SOCIAL DE CONSTRANGEDORA REALIDADE. 

Acesse por favor este link:


Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Luiz Gonzaga - Entrevistas.- Parte I

Por Antonio Morais

Por toda semana vindoura estarei postando algumas informações do Luiz Gonzaga: Sua historia, o começo, como conheceu os compositores Humberto Teixeira e José Clementino, o poeta bom do Boi do Banco. Farei em homenagem ao centenario do Rei do Baião.

Luiz Gonzaga e José Clementino

CURIOSIDADES DO ZÉ CLEMENTINO:

Era comum encontrar José Clementino do Nascimento, numa mesa, escrevendo as letras e suas composições, cantando a música acompanhando batendo numa caixa de fósforo, entre um drinque e outro. José Clementino entregava a música pronta, completa, letra e música para o intérprete.

Luiz Gonzaga, sempre aparecia como parceiro tanto da letra como da música, mesmo sabendo que não tinha a menor participação. Mas, não há registro de que o José Clementino se aborrecesse com este fato.

Em "Eu sou do Banco" foi substituída uma palavra por outra para evitar a repetição: 

"É aí que o gado berra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo". 

Substituiu-se o primeiro berra por emperra e ficou: 

"É aí que o gado emperra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo".

Já na Música "Aí não deixo não" foi a censura mesmo: 

Aí não, aí não deixo não, Se você botar aí vai ser grande a confusão. 

Ficou então:

"Se você beijar aí vai ser grande a confusão".

Esta parte eu estava presente com o Lindu do Trio Nordestino na hora que a música lhe foi apresentada, foi levantada esta questão.

Acompanhe as entrevistas nas próximas postagens.




Título: Amor da Minha Vida Artista: Luiz Gonzaga Album: Acervo Raul Sampaio - Gravações Originais Ano: 1960 Sequencia: 068 Gênero: MPB Compositor: Raul Sampa...

Fonte: - Andanças e Lembranças - Osvaldo Alves.


Fonte: facebook
Página: Antonio Morais

http://blogdomendesemendes.blogspot.com