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terça-feira, 30 de setembro de 2014

José Saturnino

Por José Mendes Pereira
Fonte da foto: do acervo do pesquisador do cangaço  Virgulino Ferreira DA Silva

Este é o homem que segundo Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, o fez cangaceiro e seus irmãos. Mais ou menos em 1915, Lampião  acusa um empregado do fazendeiro José Saturnino de roubar bodes de sua propriedade. Começa, então, uma rivalidade entre as famílias Nogueira e Ferreira. 

Se o Zé Saturnino tivesse assumido o erro do seu morador, isto é os furtos de criações, quando o próprio Lampião viu peles de seus animais na casa deste, não teria sido necessário ele e seus irmãos viverem com armas sobre as costas, ou fugindo da polícia.

Creio que a grande revolta do Zé Saturnino contra Lampião, foi devido as conversas que saíram pelo sertão afora, sobre peles de animais  dos Ferreira, encontradas na 

Ruínas da casa da Fazenda Pedreira, propriedade de Saturnino Alves de Barros. Foi nas proximidades desta casa histórica que iniciou a questão entre Zé Saturnino com o cangaceiro Lampião. - fonte: http://www.blogdeserratalhada.com.br/iconografia-03/

Fazenda Pedreira (que naquela época, era um grande desrespeito esse tipo de acusações), e que Zé Saturnino estava acoitando ladrão em sua propriedade. E se acoitava, a vizinhança não o perdoava, estava ciente que o Zé Saturnino seria um dos cúmplices com os desaparecimentos de animais dos Ferreira.

A partir da descoberta dos couros dos seus animais na casa do operário de Zé Saturnino,  o gosto de Lampião era denegrir a imagem do fazendeiro, mostrando aos sertanejos, que Zé Saturnino não era o que eles pensavam, e sim "um homem que escondia roubos na sua propriedade". 


Mas os animais não eram abatidos pelo fazendeiro, e sim pelo seu trabalhador. Então, talvez o Zé Saturnino não sabia desses animais abatidos dentro da sua propriedade. Mas como o bicho já havia sido criado entre Lampião e ele, agora para ele, o certo seria matar o bicho,de uma forma qualquer, e a solução foi defender com unhas e dentes o seu empregado, mesmo sabendo que ele era um homem que não merecia tanta confiança. 

O certo é que os únicos prejudicados foram os irmãos Ferreira, que mesmo eles achando que tinham razão, perderam os pais, e em poucos anos,  Levino, Antonio e Ezequiel  foram mortos ainda jovens.

Virgolino Ferreira da Silva o rei Lampião, que era o principal cabeça das desavenças com o seu vizinho e fazendeiro Zé Saturnino, teve sorte, ainda conseguiu levar a sua vida até aos 40 anos, só morrendo na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, em terra de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, lugar que ele tanto gostava de armar a sua Central Administrativa da Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.

Enquanto a família Ferreira caiu em declinação, morrendo dona Maria Sulena da Purificação, e dias depois José Ferreira da Silva, e gradativamente os 4 irmãos, todos nos anos 20 e 30, José Saturnino que segundo Lampião  foi o causador das confusões, viveu além dos 80 anos, apenas magro.

Coronel Zé Lucena - inimigo de Lampião

O grande prazer de Lampião era assassinar Zé Saturnino e o coronel Zé Lucena, mas ele nunca chegou a matar e nem tão pouco ferir um desses, e não viu a morte deles, porque ambos faleceram com idades avançadas. O seu inimigo nº "1" José Alves de Barros, o Zé Saturnino, faleceu  no dia 05 de setembro de 1981, aos 87 anos.

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As cabeças rolaram por terra - O fim de Lampião - Parte Final

Por Raul Meneleu Mascarenhas

Clique no link para ler a parte I
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/09/as-cabecas-rolaram-por-terra-o-fim-de_28.html











http://meneleu.blogspot.com.br/2014/09/as-cabecas-rolaram-por-terra-o-fim-de.html

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A cidade de Remanso na Bahia viveu em clima de guerra conforme noticiou o jornal

Material do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas


A cidade de Remanso na Bahia viveu em clima de guerra conforme noticiou o jornal - Governo da República arma além de Lampião, os chefes de jagunços. Fac-símile jornal O Globo de 10 de março de 1930.


Fonte:  facebook
Página: Raul Meneleu Mascarenhas

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Um deus qualquer

Por Rangel Alves da Costa*

Muita gente transforma a percepção de Deus num deus qualquer. Os termos são os mesmos, mas os sentidos não. Quando escrito com letra inicial maiúscula, a referência que se faz é a de Deus criador, do princípio supremo,  do ser onipotente, onisciente e onipresente. É o Deus da cristandade, do catolicismo. Diferentemente ocorre se o termo utilizado se inicia por letra minúscula, então a indicação é de um ser sobrenatural, de uma divindade criada por humanos e por eles adorada.

Na Bíblia há uma clara diferenciação dos termos, como em Timóteo  8, 5-6: "No céu e na terra há alguns que se chamam deuses. Todavia para nós há um só Deus, o Pai.". Também consta do livro sagrado acerca da existência de um único Deus verdadeiro. Por consequência, outros deuses considerados como existentes são tidos como ilegítimos. Deuses espúrios, porém acreditados e seguidos por aqueles cuja crença lhes dá validade e sustentação. São, assim, deuses ocasionais e que supostamente atendem às crenças ou necessidades espirituais de grupos, geralmente invocando-os através de rituais.

Os argumentos gramaticais não são mais importantes que a convenção estabelecida pelo povo. Assim, pouco importa se “deus” com inicial maiúscula ou minúscula se o que se tem em mente é o ser supremo. No mesmo sentido, tanto faz a inicial se o que se deseja representar é uma divindade de culto pagão, uma entidade mitológica, um personagem sobrenatural adorado em culto. Neste aspecto a questão se mostra induvidosa, vez que mesmo os ateus e agnósticos sabem muito bem diferenciar a divindade suprema da religiosidade cristã e as entidades pagãs.


Assim, o Deus do catolicismo é único, de caráter monoteísta, não havendo como imaginar a existência de outros deuses supremos. Mas os deuses, divindades, entidades e figuras endeusadas pelos pagãos são muitos, e tantos quantos forem suas crenças. A mitologia grega é clara neste aspecto, ali o reduto de deuses com diversos matizes e feições e atuando perante os mais diversos aspectos da existência, como na guerra, no amor e na agricultura. As religiões, os cultos e as seitas também elegem os deuses que lhes dão sustentação. Sob a denominação de divindades, se expressam até mesmo em animais ou plantas. Os maias, incas e astecas possuíam centenas de divindades. Bem assim no hinduísmo, nas diversas mitologias e nas religiões politeístas.

Não obstante tais distinções, o que se vem observando dentre muitos é a veneração ao Deus criador dentro da mesma perspectiva que alguns povos têm de seus deuses. Ou seja, não se considera a supremacia de Deus enquanto Ser Supremo de tudo e sobre tudo, mas também como um deus ocasional, surgido ao acaso de uma necessidade ou de uma invocação para resolver um problema específico. Neste aspecto, o Deus do catolicismo vem sendo considerado no mesmo patamar que os deuses pagãos.

Exemplos servirão para demonstrar tal assertiva. Em muitas religiões, cultos e seitas, os deuses são geralmente vistos como protetores de elementos específicos. Há o deus da chuva, o deus da peste, o deus do destino dos homens, o deus da guerra, o deus da paz, enfim, uma divindade para cada situação. E no seio da cristandade observa-se também tal politeísmo na medida em que Deus é cada vez mais invocado não como um todo protetor, mas aquele lembrado apenas quando surge, por exemplo, um problema de saúde, uma instabilidade financeira, uma preocupação familiar, um aspecto afligindo especificamente uma situação de vida.

Assim, a Deus aos poucos vai se imputando a valia de um deus qualquer à medida que a lembrança do seu poder surge apenas em situações pontuais. São as situações de vida, principalmente aquelas onde estão presentes problemas e preocupações, que fazem com que Deus seja lembrado. Como dito, nada muito diferente das seitas politeístas onde se invoca o deus da chuva na época da estiagem, o deus da paz diante da ameaça de guerra, o deus da cura perante um surto de peste. A única diferença é que dentre tais povos cada deus possui uma denominação específica, enquanto o Deus da cristandade é um só.

E o Ser Supremo, parecendo de serventia apenas para determinados instantes da vida, tido como Deus do acaso, acaba transformado num deus qualquer. Assim tornado, sua intercessão é invocada apenas ocasionalmente, não é presença viva e constante no coração e na mente, não é certeza garantidora do guiar-se pelos bons caminhos da vida e força maior norteando as boas ações humanas. E surge apenas quando um fato inesperado que não possa ser suportado e resolvido pelo próprio homem exige sua presença como salvação. Aconteceu algo de errado, logo diz “ai meu Deus”; está precisando de alguma coisa urgente e diz “valha-me Senhor”; quer implorar que façam alguma coisa e diz “pelo amor de Deus”; quer se arriscar em alguma empreitada e diz “e que Deus Pai me proteja”.

Nesta perspectiva de aproximação de Deus apenas diante de circunstâncias, a sua presença na vida do ser humano é tão nula quanto a sua própria fé. Tenho a convicção de que aqueles que reverenciam verdadeiramente o seu Deus têm-no como causa maior da vida e da existência, reconhecem a sua presença graciosa em tudo, e por isso mesmo sentem sua essência no espírito a todo instante. E por isso mesmo não precisam estar por aí pronunciando o seu nome em vão perante a conveniência do próprio homem.

É no silêncio do coração que Ele grita e diz ser necessário porque o ser humano, por mais forte que se ache, não passa de um acaso. O homem sim, este é acaso. Deus é permanência e tudo!

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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94 anos do nascimento de Vingt-un Rosado - 26 de Setembro de 2014

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 25 de setembro de 2014, se vivo fosse, o professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia estaria completando 94 anos de nascimento. Conheceu Mossoró como ninguém; escreveu Mossoró como ninguém. Por seus inúmeros trabalhos, poderia ser chamado de jornalista, cronista, ensaísta, historiador, memorialista, folclorista, etnógrafo... Mas prefiro referir-me a ele apenas como professor, pois ensinar foi o que ele fez em toda a sua vida. 

Professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia
              
Em 25 de setembro de 1920, num dia de sábado, nasceu em Mossoró, num velho casarão da rua 30 de Setembro, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, sendo filho do patriarca Jerônimo Rosado e dona Isaura Rosado Maia. Era o vigésimo primeiro filho de uma família numerosa e numerada, como ele mesmo gostava de dizer, já que seu nome vem exatamente da sequência à ordem numérica francesa dos nomes que Jerônimo Rosado dava aos filhos.
               

Teve uma infância normal, de brincadeiras telúricas, embora dando a impressão de ser um pouco contemplativo. Desde cedo se dedicou aos empreendimentos intelectuais, preferindo acompanhar a atividade do irmão mais velho, Tércio, filho do primeiro matrimônio do seu pai, que era um homem culto, poeta, amante dos livros e pioneiro do cooperativismo no Estado. E foi ainda na juventude que Vingt-un começou a cultivar o gosto pelos livros e pela pesquisa histórica. Na adolescência atuou como bibliotecário no Colégio Santa Luzia. E esse gosto pelos livros o acompanharia durante toda a sua vida.
               
Em 1940 partiu para Lavras/MG para estudar agronomia. Lá chegando, o seu envolvimento com os livros, as letras e a pesquisa tornaram-se mais intensos. Concluindo o curso em novembro de 1944, voltou para Mossoró para desenvolver atividades junto à empresa familiar que atuava na área de exploração de gesso e paralelamente começou a desenvolver um trabalho no campo cultural, que culminou com a criação da Coleção Mossoroense.
               
Apesar de pertencer à tradicional família de políticos que comanda Mossoró por gerações, preferiu enveredar mesmo pelo caminho da cultura. Na verdade, chegou mesmo a disputar dois cargos eletivos. A primeira vez candidatou-se a prefeito de Mossoró, perdendo por uma margem de 0,4% em 1968. Em 1972 elegeu-se vereador com a maior votação proporcional da história de Mossoró. Mas foi mesmo na área cultural que se destacou, tornando-se ícone da cultura local. Em 1940, com apenas 20 anos, publicou o seu primeiro livro, que recebeu o título de \\\"Mossoró\\\". A esse, seguiram mais de duzentos, que foram da antropologia ao estudo das secas.
               
Vingt-un esteve sempre presente em várias frentes de atividade cultural, tanto no município como no Estado. Foi professor fundador de três faculdades e idealizador da URRN, hoje Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Foi fundador e duas vezes diretor da Esam, hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e professor Honoris Causa da Uern. Integrou o Conselho Estadual de Cultura, foi membro de quatro Academias em dois estados da Federação, tendo sido criador e ex-presidente de duas delas, a Academia Norte-rio-grandense de Ciências e a Academia Cearense de Farmácia.
               
Jerônimo Vingt-un Rosado morreu no dia 21 de dezembro de 2005, aos 85 anos de idade. Morreu não, encantou-se. Continua vivo na memória do povo da terra que tanto amou, a ponto de idealizar nela um país, o “País de Mossoró.” Nesta sua Pasárgada, ele era amigo do rei, mas era amigo também de qualquer homem do povo. Fez-se General da Cultura e nessa área abraçou várias causas, venceu várias batalhas: a batalha da cultura, a batalha da água, a batalha do petróleo e tantas outras batalhas que estão documentadas na sua grande obra. É nessa obra que deixou como legado que Vingt-un vive, pois esse é o segredo da imortalidade: ressurgir sempre que um livro seu é aberto, que uma frase sua é repetida e que um gesto seu é lembrado. Lembrando Celso Carvalho, \\\"é triste passar pela vida como a sombra pela estrada. Quando passa é percebida... passou não resta mais nada\\\". Por isso Vingt-un fez-se luz. E hoje vive na memória do seu povo.

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
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VERSOS DE LAMPIÃO


"EU ME CHAMO VIRGOLINO 
POR ALCUNHA LAMPIÃO
SOU CANGACEIRO AFAMADO
 EM TODO ALTO SERTÃO
 NÃO LEVO EM CONTA O INIMIGO
 E NÃO TEMO O PERIGO 
ESTANDO DE ARMA NA MÃO" 

Versos de autoria de Lampião

Fonte: facebook

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Lampião cresceu na crise da República Velha.

Material do acervo do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas

A negação da justiça e a persistência dela traz a revolta para os oprimidos. Isso se deu no passado e se dá hoje no presente. Lá naqueles anos, o país saindo de uma Monarquia e entrando na República surgiram as autoridades dos coronéis.

Na proclamação da República em 1889 em diante foi implantado no Brasil o regime federalista, e este veio a favorecer a uma grande autonomia às províncias, fortalecendo as oligarquias regionais.

O poder dessas oligarquias regionais de coronéis veio a ser mais fortalecida com a política dos governadores iniciada pelo Presidente Campos Sales, o quarto presidente da República. Através da Política dos Estados, obteve o apoio do Congresso através de relações de apoio mútuo e favorecimento político entre o governo central, representado pelos presidentes da república e os estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. O poder de cada coronel era medido pelo número de aliados que tinha e pelo tamanho de seu exército particular de jagunços.

Nos estados mais pobres, como Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas os coronéis não eram suficientemente ricos e poderosos para impedir a formação de bandos armados independentes. Foi nesse ambiente que nasceu e prosperou o bando de Lampião, nos anos 1920, coincidindo o seu surgimento com a crise da República Velha.

Todos conhecem a história de Lampião. Mas nem todos entendem a política daquela época e o que levou tanto a ele quanto a muitos outros, enveredarem pelo caminho fora da lei.

Abaixo uma matéria do Jornal O Globo de 24 de janeiro de 1930 onde o bando de Lampião era o mais poderoso grupo de cangaceiros no nordeste brasileiro.






http://meneleu.blogspot.com.br/2014/09/lampiao-cresceu-na-crise-da-republica.html

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Folha Serta Professor Gilberto Menezes, aos 93 anos, lança livro sobre a história de Petrolândia

Folha Sertaneja Online





Professor Gilberto Menezes, aos 93 anos, lança livro sobre a história de Petrolândia

João de Sousa Lima esteve lá
Antônio Galdino
divulgação
Escritor João de Sousa Lima com o professor Gilberto Menezes

Escritor João de Sousa Lima com o professor Gilberto Menezes
 Professor Gilberto Menezes, aos 93 anos, lança livro sobre a história de Petrolândia
O escritor João de Sousa Lima, da ALPA e IGH, membro da comissão organizadora da 1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO participou de importante evento cultural realizado no Clube Velho Chico na cidade de Petrolândia, em Pernambuco.
Ali, no sábado, dia 27 de Setembro, o professor Gilberto Menezes, com 93 anos de idade, lançou livro que conta a história de sua cidade, Petrolândia.

Com rico acervo fotográfico e um grande valor histórico, o livro é mais um resgate da história desta cidade centenária, cujas terras dos antepassados foram totalmente inundadas com a construção da Barragem de Itaparica e suas águas, num volume total de 11 bilhões de metros cúbicos, se espalham por mais de 170 quilômetros encobrindo construções e a história de mais de 125 anos.

O professor Gilberto Menezes é filho de Hidelbrando Menezes, que foi contemporâneo e amigo de Delmiro Gouveia e que escreveu o livro Delmiro Gouveia: vida e obra, publicado no Rio de Janeiro pela Editora Quipapá, em 1969, uma importante publicação sobre o industrial, ainda hoje fonte de pesquisas para estudantes e pesquisadores sobre a vida deste cearense que fez a Usina Angiquinho, a Fábrica da Pedra e começou o processo de industrialização do sertão nordestino.

A festa de lançamento do livro do Professor Gilberto Menezes foi organizada pelo Lyons Clube da cidade e atraiu grande número de pessoas, familiares, amigos e estudiosos da história de Petrolândia e desta região sertaneja.
divulgação
Escritor João de Sousa Lima em Petrolândia

Escritor João de Sousa Lima em Petrolândia
 João de Sousa Lima registrou a presença de Isaura com seu esposo e familiares, Jadílson Ferraz e sua noiva Rosângela, Roseane e esposo.
Apesar da idade, os organizadores da 1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO e do 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco, tem a expectativa de contar com a presença do professor Gilberto Menezes neste evento, pelo menos na sua abertura, dia 05 de Novembro. Outra expectativa é a presença esperada de outros nonagenários, como Euclides Ribeiro (94 anos), morador de Paulo Afonso que escreveu um pequeno livro de memórias, com tiragem pequena, apenas para os amigos e familiares.

Há ainda a possibilidade da participação de poetas e poetisas de Aracaju, de Rodelas, inclusive outro nonagenário o que vai mostrar essa bela mistura do jovem ansioso e do idoso experiente em um encontro de escritores, poetas, sonhadores.
A 1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO e do 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco será dias 05, 06 e 07 de Novembro no Memorial Chesf Paulo Afonso.
divulgação








Caravana Cariri Cangaço e os Nazarenos

Por Manoel Severo
Caravana Cariri Cangaço em Nazaré do Pico

A manhã de 20 de setembro de 2014; uma sexta-feira de clima quente e pouca brisa; marcou mais uma visita da Caravana Cariri Cangaço a um dos mais emblemáticos cenários do Cangaço no estado de Pernambuco; o distrito de Nazaré do Pico, município de Floresta, berço dos mais ferrenhos perseguidores de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião: Os Nazarenos.

"Voltar a Nazaré em tão pouco tempo; já que estivemos aqui no mês passado; é um grande privilégio" diz Heldemar Garcia, assessor de marketing do Cariri Cangaço. "Realmente Nazaré guarda um encantamento que só sabe que vem visitar e ver de perto o solo que foi pisado pelos grandes Odilon Flor, Manuel Flor, Euclides Flor, Manoel Neto, Davi Jurubeba e tantos outros que se notabilizaram na luta contra o cangaço" afirma Narciso Dias, um dos componentes da caravana Cariri Cangaço em Nazaré.

Jair Tavares, Narciso Dias e Jorge Remigio: Busto de João Gomes de Lira em Nazaré
Ulisses Ferraz "Flor" e Manoel Severo

O grupo, formado pelo curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo; pelo Conselheiro Narciso Dias, pelos pesquisadores Jorge Remigio e Jair Tavares e ainda Heldemar Garcia foram recebidos pelo filho de Euclides Ferraz, senhor Ulisses Ferraz e pelo neto de Hildebrando Nogueira; Hildebrando Nogueira Neto, Netinho; para dois de dias visitas técnicas ao principais cenários do cangaço na região. 

Odilon e Luis Flor em foto de 1928
Ildefonso Flor, Manoel Gomes, João de Sá e João Jurubeba

Na verdade os anfitriões fazem parte de um dos mais tradicionais ramos familiares de Nazarenos "da gema", os descendentes de João de Souza Nogueira; ou, João Flor. O "Flor" vem do nome de sua mãe, dona Florência Felismina de Sá, então era o "João da Flor", ou "de Flor" e daí nasceu os Flor de Nazaré, linhagem à qual pertenceram os filhos de João Flor: Euclides, Manuel, Odilon, Ildefonso, Américo, Luis e Hildebrando, todos, ferrenhos combatentes contra o cangaço.

Netinho Flor, Jair Tavares, Zezinho Nogueira, Narciso e Jorge 

A notícia se confunde com o jornalista...Heldemar Garcia e a homenagem a João Gomes

A atual Nazaré do Pico, já foi Carqueja, que já foi Nazaré. A vila que nasceu da antiga fazenda Algodões, foi o resultado de um sonho do filho do professor Domingos Soriano Ferraz, Manuel; que via nascer naquele lugar uma vila. Dali até a realização do sonho foi rápido. Ao sonho se uniram outros jovens e entre esses, os filhos de João Flor, era agosto de 1917 quando foi inaugurada a primeira feira de Nazaré.

Depois dos primeiros embates entre os "filhos de Zé Ferreira" com Zé Saturnino, a família mudou para os arredores de Nazaré, já estamos em 1919 e a fazenda Poço do Nêgo era a nova morada do futuro rei do cangaço. Dali para frente o conflito entre Virgulino e seus irmãos com o povo de Nazaré só aumentaria e viria a se tornar uma verdadeira saga, envolvendo mais de 100 integrantes do afamado vilarejo que entraram na luta contra o cangaço.


 Força Volante de Nazarenos sob o comando de Manuel Flor
Odilon Flor, Euclides Flor, Manuel Jurubeba e Pedro Tomaz

"Hoje aqui ninguém chora !" 
Dizia Virgulino...
"Olha que chora, nem que seja baixinho" acompanhava Levino...
"Se chorar eu acalanto" 
completava Antonio Ferreira.


Provocação dos filhos de Zé Ferreira aos homens de Nazaré em 1919
"O Canto do Acauã" de Marilourdes Ferraz


"Os antigos dizem que os mais valentes eram Odilon Flor e Manel Neto e o mais estrategista era Euclides Flor, mas na verdade todos eram muito valentes e destemidos, umas feras", afirma Netinho Flor. "Esse pessoal antigo aqui dos Nazarenos, Manel Flor, Euclides, Manel Neto, esse pessoal não conversava sobre a campanha do cangaço não, eles não falavam, parece que era uma página virada na vida deles", acentua Zezinho Nogueira, que é sobrinho direto dos irmãos flor e também de Manoel Neto.

Se você gosta do tema cangaço e ainda não conhece a espetacular Nazaré do Pico, não perca tempo. Ali, por entre seu casário, portas e janelas, cores e sons, e acima de tudo, a partir de seu povo bom e hospitaleiro, se esconde umas das mais sensacionais histórias de combate ao cangaço por esses que foram conhecidos por "encardidos nazarenos..." Vale a pena conhecer !

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
19 de Setembro de 2014, Nazaré do Pico

http://cariricangaco.blogspot.com
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LIVROS Antônio VILELA de Souza


Conheçam as obras do Professor Pernambucano Antonio Vilela, pesquisador há mais de 30 anos sobre o tema cangaço e autor dos excelentes livros:

- O INCRÍVEL MUNDO DO CANGAÇO I E II
- A OUTRA FACE DO CANGAÇO
- DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS

Vale a pena conferir!!!

Obs: Informamos que as negociações serão de inteira e total responsabilidade dos interessados.

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PROFESSOR GILBERTO MENEZES LANÇA LIVRO

Por João de Sousa Lima

Aos 93 anos de idade, o professor Gilberto Menezes lança livro sobre a história de Petrolândia.

O professor Gilberto lançou nesse sábado, dia 27, no Clube Velho Chico, o livro que conta a história de sua cidade Petrolândia.

O livro  tem um rico acervo fotográfico e um grande valor histórico.

Isaura (no centro da foto)

Gilberto é filho de Hidelbrando Menezes, que foi contemporâneo e amigo de Delmiro Gouveia e que escreveu um importantíssimo livro sobre o industrial que serve de parâmetros para pesquisas até os dias atuais.

Rosenae e João

A festa de lançamento foi organizada pelo Lyons Clube da cidade.

Estiveram presentes Isaura com seu esposo e familiares, Jadílson Ferraz e sua noiva Rosângela, Roseane e esposo.

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 e-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/2014/09/professor-gilberto-menezes-lanca-livro.html?spref=fb

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