Seguidores

quarta-feira, 4 de março de 2015

BILHETE DE LAMPIÃO EXTORQUINDO EM 5 CONTOS, O CEL. ANTONIO FRANCO


BILHETE DE LAMPIÃO EXTORQUINDO EM 5 CONTOS, O CEL. ANTONIO FRANCO (irmão do ex-governador de Sergipe, Augusto Franco), DONO DA USINA CENTRAL... Nele Lampião entende que extorquir dinheiro dos coronéis, era tido como um " negócio ", como outro qualquer...

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGAÇO COMO DESTINO E SINA

Por Rangel Alves da Costa*

O cangaço foi verdadeiro destino e sina para muita gente sertaneja. Foram diversas as motivações que - numa junção de fatores - permitiram que o sertanejo enveredasse pelos difíceis e perigosos caminhos do cangaceirismo. Desde o encantamento do homem perante aquele mundo surrealista à necessidade de compartilhar no combate às injustiças, tudo podia conduzir ao cangaço. Mas se assevere que nenhum se tornou cangaceiro por acordo ou em troca de qualquer favor.

Virgulino Ferreira da Silve, o Lampião, líder máximo de quantos chefes cangaceiros já existiram nas terras nordestinas, é exemplo maior de como o homem, tantas vezes, tem seu destino forjado pelos acontecimentos. Mesmo nascido e crescido numa região violenta, de rixas e disputas sangrentas, teve que sentir no sangue familiar jorrado o seu destino marcado. E quando foi além da vingança chamou para si um caminho sem volta. Fruto do meio hostil, revoltosa cria da violência e da injustiça, de repente já havia se transformado em ponta de espinho.

Os primeiros bandos surgidos, portanto antes do aparecimento de Lampião, eram formados por sertanejos cujas motivações não eram outras senão ter ao seu alcance um meio de expressar suas iras e revoltas. Alguns viam no bando um escudo contra perseguições de outros crimes praticados, mas a maioria via no grupo organizado uma forma de empunhar armas contra as perseguições, as tiranias, o poderio cruel dos latifundiários e coronéis e a submissão imposta ao pobre sertanejo. Logicamente que não havia nenhuma ideologia, mas simplesmente a vontade de combater aquilo tido como mal que assolava o sertão.

Mas é preciso que se lance um olhar ao contexto social das terras nordestinas onde o cangaço foi germinando. Se ainda hoje a pobreza extrema é ainda encontrada por todo lugar, naqueles idos a situação era ainda mais estarrecedora. O homem vivia da terra e esta estava nas mãos de uns poucos poderosos. A estes tinha de se submeter não só para sobreviver como para continuar vivendo. Era uma realidade marcada pelo jugo coronelista, pelo abandono do Estado, onde a lei era tida como carta marcada à disposição do poder.


O homem empobrecido, encabrestado e sob o jugo do poder, se via de mãos e pés atados por cima do seu próprio chão. Não podia contar com a lei sem se ajoelhar perante o coronel, não podia sobreviver com dignidade sem deixar uma parte de si escravizada pelo mando, não podia bradar sua revolta e indignação para não ser prontamente vitimado. Era uma situação de agonia e desesperança. Sem a terra, sem um ofício digno, muitos acabaram prestando serviços de sangue aos poderosos. Tornaram-se matadores, jagunços, sanguinários.

Só havia um meio de lutar contra essa situação, esse estado de abusos: empunhando armas e lutando contra o poder, o Estado, as forças tidas como legais, mas que não passavam de mecanismos de perecimento total das forças do homem. E assim foram se reunindo em grupos, num misto de homens deserdados da terra, perseguidos, revoltosos e dispostos a contestar pela voz da arma a violência já desde muito enraizada. Rudes, brutais, cheios de ódio, dispostos a enfrentar qualquer perigo, assim eram aqueles primeiros bandoleiros. E não foi muito diferente daí em diante, pois as motivações persistiram.

Desse modo, para muitos o cangaço surgiu como sina após as forças poderosas de então impedir seus destinos de homens trabalhadores e desejosos apenas de meios produtivos para sobreviver. Se a sina de sofrimento estava sendo imposta pelos donos das terras, das leis e da vida, então que o destino fosse forjado no combate aos algozes. E os carrascos do desvalido nordestino eram sempre os promotores das injustiças, ainda que muitas vezes os líderes cangaceiros tenham pactuado com os poderes em troca de proteção, armamento e dinheiro.

Por outro lado, numa fase posterior, o chamado ao cangaço se deveu também ao encantamento provocado pelo bando, principalmente as feições ensolaradas e cativantes dos cangaceiros. Muitos jovens sonharam e depois enveredaram pelos caminhos da luta sangrenta tão somente pelo maravilhamento e ilusão de um mundo cheio de nobres aventuras. A visão da cangaceirama como pessoas valentes, como guerreiros invencíveis, bem como pela suntuosidade das vestimentas, dos ornamentos e armas, também fez despertar o interesse de muitos descontentes com as mesmices sertanejas.

Já outros viram no cangaço um tipo de acerto de contas, uma oportunidade de dar respostas aos abusos costumeiramente praticados pelas autoridades contra os desvalidos homens da terra. O caso de Zé de Julião, o cangaceiro Cajazeira, é exemplar. Depois de presenciar tantas violências e arbitrariedades praticadas pela polícia, bem como após afirmar que não suportava mais aceitar calado as contínuas extorsões cometidas contra seu pai, um próspero fazendeiro sertanejo, decidiu seguir os destinos do cangaço para combater o opressor. E foi aceito no bando, juntamente com sua jovem esposa Enedina.

Cada um com sua justificativa, suas motivações, mas todos vendo no cangaço uma forma de luta contra um mal maior. Luta esta historicamente incompreendida, principalmente porque a guerra cangaceira não foi contra nenhum inocente, mas contra o poder opressor.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Colégio Diocesano Santa Luzia - 114 anos de fundação - 01 de Março de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Amanhã, 02 de março de 2015, o Colégio Diocesano Santa Luzia completa 114 anos de atividades. É uma data importante não só para a cidade de Mossoró como também para todo Estado do Rio Grande do Norte, já que pelos bancos do Santa Luzia passaram diversas personalidades que atuaram e atuam nos diversos campos do conhecimento humano.


A ideia da fundação do Colégio Diocesano Santa Luzia surgiu quando da 1ª visita pastoral do Bispo Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, em 30 de janeiro de 1900. Durante o tempo que durou a visita, Dom Adauto em conversa com os paroquianos, sentiu que a maior aspiração do povo mossoroense era a criação de uma “casa de educação moldada nos princípios evangélicos”. Foi pensando em atender a essa necessidade que o Bispo reuniu os cidadãos de maior projeção da cidade, para discutir a possibilidade da instalação de um educandário, já no ano seguinte, que preenchesse os requisitos mais indispensáveis à formação intelectual dos jovens, dentro dos princípios cristãos. Aceita a ideia da criação do educandário, os presentes se comprometeram a adquirir prédio e mobiliário que se adaptasse a tal fim. Para tanto, foi composta uma comissão formada por: Cel. Miguel Faustino do Monte, comerciante; Dr. João Dionísio Filgueira, Juiz de Direito da Comarca e o Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro, médico e político. Sem perda de tempo, a comissão angariou, junto a todas as classes sociais, os recursos necessário para a aquisição de cinco casas, na rua 30 de setembro, hoje Rua Dix-sept Rosado, onde se localiza atualmente a Agência Central do Banco do Brasil.
               
No dia 22 de fevereiro de 1901 chegou a essa cidade o Cônego Estevão José Dantas, para em nome de S. Excia. Revma. O Sr. Bispo diocesano, fundar e dirigir um Colégio de Instrução primária e secundária. Foi assim que em 02 de março de 1901, num dia de sábado, às doze horas do dia, no prédio onde deveria funcionar o colégio, se reuniu autoridades e cidadãos mossoroenses, sob a presidência do Reverendíssimo Cônego Estevão José Dantas, para oficializar o ato de fundação do estabelecimento de ensino, que passaria a se chamar: “Collegio Diocesano de Sancta Luzia de Mossoró”, conforme consta na Ata de instalação do colégio.
               
Em princípios de outubro de 1901, foi iniciada a construção de um novo edifício, no mesmo local das velhas casas, para atender as necessidades crescentes de um colégio que abrigava não só alunos de Mossoró, como também de comunidades vizinhas que entregavam a educação de seus filhos aos cuidados do Cônego Estevão Dantas.
               
O jornal “O Mossoroense” em seu nº 86 de 30 de novembro de 1905, comentava o encerramento daquele ano letivo com as seguintes palavras: “A 25 do corrente fechou o ciclo de seu primeiro lustro letivo o Colégio Diocesano que nesta cidade funciona sob a invocação de Santa Luzia e obedece à competente direção do respeitável Senhor Cônego Estevão José Dantas. Três são os poderosos fatores a que Mossoró deve este importante instituto de educação e instrução que tão relevantes serviços vai prestando à mocidade deste e dos Estados vizinhos: à bem inspirada iniciativa do Exmo. Sr. Bispo Dom Adauto e o concurso generoso e franco da população abastada desta cidade de um lado e a ação decidida, perseverante e orientada do Cônego Estevão Dantas, de outro, a quem, em boa hora, fora confiada a melindrosa e pesada tarefa da fundação e direção do estabelecimento, desde a construção do edifício até à completa organização técnica do instituto. Grandes foram as dificuldades a superar no desempenho dessa tarefa utilitária, as quais longe de entibiarem, ao contrário, foram outros tantos incitamentos aos resolutos desígnios do operoso paladino da nobre ideia em ação.
               
O Cônego Estevão permaneceu na direção do Colégio Diocesano Santa Luzia desde a sua fundação em 02 de março de 1901 até 17 de fevereiro de 1907, quando solicitou afastamento para tratamento de saúde. Já havia cumprido sua missão: plantou a semente de um educandário que a 114 anos vem prestando relevantes serviços ao povo de Mossoró, conservando o mesmo pensamento que é a de dotar os jovens de conhecimentos indispensáveis à formação intelectual, dentro dos princípios cristãos.
  
Geraldo Maia do Nascimento

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DICIONÁRIO BIOGRÁFICO CANGACEIROS E JAGUNÇOS

Por Archimedes Marques

É com grande satisfação que anuncio e conclamo todos os amigos de Sergipe, os amantes da história e da cultura nordestina, em especial os apreciadores, estudiosos, pesquisadores, colecionadores do tema cangaço para comparecerem ao lançamento da 2ª Edição do livro “Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços”, de autoria do querido amigo Renato Luís Bandeira, a acontecer no próximo sábado, dia 7 de março de 2015, às 16:00 horas, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado, em Aracaju. Vale ressaltar que esta 2ª Edição foi revisada e ampliada, contando com 432 páginas.


O nobre escritor baiano da Chapada Diamantina, já publicou livros históricos e biográficos com destaque para “A Coluna Prestes na Bahia”, “A Guerra dos Coronéis e os Garimpos na Chapada Diamantina”, “O Enigma de uma Civilização Perdida no Sertão da Bahia”, “Chapada Diamantina História Riquezas e Encantos”, dentre outras não menos destacadas obras literárias. Nesta obra o incansável escritor, homem das letras por natureza, apresenta uma verdadeira coletânea com mais de mil nomes, imagens e informações de cangaceiros de todo o Nordeste, fruto de grande pesquisa.

Aracaju terá o privilégio de ser a primeira cidade a ser contemplada com tão importante livro, a primeira cidade de uma verdadeira Maratona Literária por 7 Estados do nosso amado Nordeste, em um percurso aproximado de 6.000 km.


Eis a previsão e rota da Maratona que fará o destemido amigo Renato Luiz Bandeira em companhia da sua guerreira esposa Cristina de 05 de março a 30 de abril de 2015:

ARACAJÚ (SE) / São Cristóvão, Laranjeiras / PROPRIÁ (SE) / N.S. de Lourdes, Gararu, Porto da Folha, Pão de Açucar, Poço Redondo / PIRANHAS (AL) Jatobá, Nova Petrolândia / FLORESTA (PE) / SERRA TALHADA (PE) – via Flores / PRINCESA ISABEL (PB) – via Quixadá, Carnaíba, Afogados da Ingazeira, Iguard / SERTÂNIA (PE) – via Arcoverde, Pedra, Venturosa, Caetés, GARANHUNS (PE) / CARUARU-(PE) / RECIFE (PE) / JOÃO PESSOA (PB)- CAMPINA GRANDE (PB) via Patos, Pombal, Jaricó, Catolé do Rocha, Janduís, Patu, Campo Grande, Caraúbas, Governador, Dix-Sept Rosado/ MOSSORÓ- (RN) via Apodi, Itaú, São Francisco do Oeste, Ferros, José da Penha, Uiraúna, Souza, Cajazeiras / JUAZEIRO DO NORTE (CE) / CRATO-(CE) / PICOS-(PI) / PAULISTANA-(PI) / PETROLINA-(PE). E finalmente SALVADOR (dia 30 de abril) – Fundação Fernandes da Cunha – 17 horas.

Desde já desejo boa viagem ao honrado casal e almejo todo o sucesso possível nesse novo desafio do nobre amigo Renato Luís Bandeira.

Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

terça-feira, 3 de março de 2015

O VALENTE CANGACEIRO " MEIA NOITE "


Esse transformou-se em lenda no cangaço. Na mesma fotografia tirada por Genésio Gonçalves de Lima, na Fazenda da Pedra, encontramos Antônio Augusto Correia, "Bagaço" ou "Meia-Noite". Esse cangaceiro participou do festim diabólico que envolveu o magistrado de Sousa, Dr. Archimedes Soutto Maior. A desmoralização do juiz suscitou perseguição inaudita aos envolvidos no caso. "Meia-Noite" foi alcançado em uma casa de farinha no sítio Tataíra, divisa de Princesa/PB com Triunfo/PE. Abandonado pelos companheiros de armas que não queriam envolvimento com o grave acontecido em Sousa/PB, tendo apenas a companheira Maria consigo, cercado por tropa composta de quase noventa homens, "Meia-Noite" lutou galhardamente. Quando os cachimbos (civis em armas) e militares comandados pelo Tenente Manuel Benício finalmente conseguiram entrar na casa de farinha onde se acoitara aquela verdadeira "fera humana", após a fuga do cangaceiro, encontraram Maria em estado de pânico e quase 500 cartuchos deflagrados de fuzil mauser DWN modelo 1912 (cf. Érico de Almeida em Lampeão, sua história).

Fonte facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO NÃO ERA GAY


Eis a questão: Lampião era gay ou não? Li os livros "Lampião contra o mata-sete", de Archimedes Marques, e “Lampião, o mata sete”, de Pedro de Moraes. Como escritor e pesquisador do tema, farei minha crítica literária sobre as obras.


Sobre “Lampião, o mata-sete”:

Ser Lampião um gay, não seria demérito (longe disso!); desde que isso fosse verdade. Agora, inventar uma fofoca descabida sobre uma figura pública, amada e odiada, e conhecida mundialmente, sem nenhum elemento comprovador que sustente tal afirmativa é, no mínimo, uma irresponsabilidade literária sem precedentes. A história dele é dele. Lampião construiu-a com suor, luta, sabedoria e risco de morte a todo instante.

Lampião nunca foi um mata-sete. Nem foi de jogar confete. Essa obra de Pedro de Morais é um absurdo do absurdo. Li mais de 100 livros sobre o cangaço, e fiquei curioso com esse tema inédito levantado. Estava receoso, mas quando o li vi logo que se trata de um lixo literário. Um escrito sem pé e sem cabeça. Do começo ao fim, algo fora de lógica. Informações erradas, sem fonte, sem prova, sem baliza histórica, enfim. “A má informação é pior do que a desinformação” (adágio popular). A história de Lampião não é para amadores e aventureiros, muito menos para quem vive num mundo-fantasia. É a história de um homem público, um dos brasileiros mais biografados e conhecidos no mundo.

Se Lampião fosse vivo, será que ele teria coragem de escrever isso?! Certamente o rei do cangaço fá-lo-ia comer o livro e beber uma moringa de água.

Sobre “Lampião contra o mata-sete”:

Archimedes Marques mostra ser, e o é, conheço-o, pesquisador de fôlego, de responsabilidade e de credibilidade. Ele fala pela verdade dos fatos históricos. Seu livro é mais do que um contraponto, é mais do que um livro contestador, é um livro construído com uma pesquisa séria, profunda, crível e com participações de gente que pesquisa e entende do assunto. O autor é um experiente investigador, e tem noção de pesquisa. Excelente esclarecedor de fatos.

Livro admirável. Além da riqueza de informações e de esclarecimentos, uma admirável e genial engenharia do livro; bem estruturado e bem organizado. O autor é articulado e tem instinto de rastreador. Admirável o seu equilíbrio emocional, de experiente investigador. Admirável sua racionalidade. De uma só vez, está sendo a vanguarda desse necessário contraponto e a salvaguarda da verdadeira memória do cangaço.

Bem, vamos aos fatos:

No cangaço não entraria, jamais, e nem permaneceria, dois tipos de gente: gay e obeso. O gay não seria aceito, naquele bando selvagem e preconceituoso da época, e muito menos lideraria o grupo; e o obeso não teria a resistência física necessária para a vida de cangaceiro
.
O cangaço não era para fracos. Exigia integrantes, homens e mulheres, bravos e guerrilheiros e de muita resistência física e mental. E ser chefe, mais ainda: tinha que ser líder de história, respeitado dentro e fora do acampamento.

A vida de cangaceiro, na construção do dia-a-dia, era difícil e perigosa; perigo constante. Perda de tempo buscar-se tranquilidade, impossibilitada pela perseguição de morte. Matava-se, até, para viver. Um caminho sem volta para os bravos, que não se resignavam, a exemplo de Lampião; este tem um grande mérito: nunca foi preso.

Uma juventude rebelde, a maioria abaixo dos 25 anos, que com o chegar de uma idade maior, passava a desanimar-se e a desiludir-se daquela vida errante e perigosa. Estes passavam a refletir e a pensar em retirar-se do Sertão, como fez Sinhô Pereira. Ficando na luta, com o cansaço e desânimo, inevitavelmente surgiria vacilo; inexistente em outrora.

Assim aconteceu com Lampião, que já vivia uma vida, em parte, fora do padrão totalmente selvagem, já que havia mulheres no grupo e a construção de família, com filhos como Expedita, filha de Lampião e Maria Bonita. O rei do cangaço já contava mais de 40 anos quando morreu, ou seja, não era mais aquele jovem despreocupado de questões assim.

Ele viveu três momentos em sua vida: o primeiro foi o da revolta e da busca da vingança; o segundo o de criminoso, que seguia a máxima: “O crime compensa, largar pra quê?”; e o terceiro a busca pela sobrevivência, ao ser perseguido pela polícia de sete Estados.

Os conflitos entre os ânimos e desânimos martelavam sua cabeça, diante da realidade cruel e da pressão dos familiares e mulheres, como é o caso de Maria Bonita, que passou a reclamar constantemente daquela vida errante e sofrida.

Encerro com a definição de Rosa Bezerra, sobre Lampião: "Lampião foi o símbolo de seu povo: nele estão o bem, o mal, o sofrimento, a agressividade, a violência, a raiva, o amor".

Marcos Damasceno
(escritor)

Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TERIA SIDO O JANUÁRIO SETE ORELHAS UM CANGACEIRO SOLITÁRIO NOS SERTÕES DAS MINAS GERAIS?

Por Archimedes Marques

Para vingar seu irmão esfolado vivo por sete homens, o justiceiro Januario Garcia Leal realizou uma incansável caçada de seis anos pelos sertões mineiros, eliminou tais assassinos e enfileirou sete orelhas no seu cordão, ganhando assim o apelido de JANUARIO SETE ORELHAS.


A sua saga é contada em filme e também em livro. Já possui o livro caro amigo Voltaseca Volta? Se ainda não entre em contato com o amigo Helio Garcia Leal eliogarcia@superig.com.br


O vingador Januário Garcia Leal ganhou monumento em São Bento Abade, no Sul de Minas.

Para os amigos que não conhecem dessa história, vejam maiores detalhes nos links abaixo:



Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ESTE FOI O MÉDICO QUE OPEROU O CANGACEIRO BANANEIRA EM 1932.


Edgard do Rêgo Santos (Salvador8 de janeiro de 1894 — Rio de Janeiro3 de junho de 1962) foi um médico e político brasileiro.

Filho do Dr. João Pedro dos Santos e de Amélia do Rêgo Santos, aos 17 anos preparava-se para ingressar na Faculdade de Direito da Bahia, mas mudou de planos após o bombardeio da cidade de Salvador, em 1912, e tornou-se um dos mais brilhantes alunos da Faculdade de Medicina, onde opta pela clínica médica.


Formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1917. Clinicou na cidade de São Paulo, entre 1918 e 1922, ano em que volta para a Bahia. Em seguida, segue para a Europa, em viagem de estudos e trabalho em hospitais da França e Alemanha.

http://cangaconabahia.blogspot.com

De volta ao Brasil em 1924, ingressa por concurso no quadro de docentes da sua Faculdade de Medicina, como lente da recém-criada cátedra de Patologia Cirúrgica. Neste concurso apresenta duas teses: "Câncer de bexiga" e "Intervenção cirúrgica nos domínios do simpático". Assume a direção do Hospital do Pronto-Socorro de Salvador, função que exerceu até 1937, acumulando com a direção da Faculdade de Medicina da Bahia, a partir de 1936.

Após a extinção do Estado Novo, esteve à frente da unificação das faculdades baianas na Universidade da Bahia, fundada em 8 de abril de 1946, da qual foi o primeiro reitor. Reeleito sucessivamente para o cargo, até 1952, ganhou o epíteto de o Reitor Magnífico, dado pelo Senador Ruy Santos.

Como reitor, criou o Hospital das Clínicas da Universidade - que hoje tem o seu nome e é um dos mais importantes da capital baiana. Deu um grande impulso às artes no Universidade, com a criação das primeiras escolas superiores de MúsicaTeatro e Dança do Brasil, além da instalação do Museu de Arte Sacra da UFBA, no Convento de Santa Teresa.

Por um curto período, foi Ministro da Educação, durante o segundo governo de Getúlio Vargas. Nomeado em 6 de julho, deixa o cargo em 2 de setembro de 1954, logo após o suicídio de Vargas. Retorna à Universidade da Bahia.

Em 9 de março de 1959 torna-se membro da Academia de Letras da Bahia.

Em 1961 foi destituído do cargo que desempenhara como nenhum outro, durante 15 anos de trabalho profícuo, desde a criação da Universidade. Como compensação, é nomeado Presidente do Conselho Federal de Educação.

Faleceu no ano seguinte.

Edgard Santos era casado com Carmem Figueira Santos e pai do ex-governador da BahiaRoberto Santos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgard_Santos

Fonte: facebook
Página: Robéiro Santos

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ASSASSINO DE JOÃO PESSOA O JOÃO DUARTE DANTAS

Fonte da foto: tokdehistoria.com.br

João Duarte Dantas (Mamanguape12 de junho de 1888 — Recife6 de outubro de 1930) foi um advogado e jornalista brasileiro. 1 2 3

Seu nome está ligado à História da Paraíba, principalmente porque foi o autor dos disparos fatais que vitimaram o então presidente do estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.4 João Pessoa era candidato a vice-presidente do Brasil na chapa encabeçada por Getúlio Vargas, contra o grupo paulista de Júlio Prestes. A morte é considerada o estopim da Revolução de 1930, quando Getúlio ascendeu ao poder, após um levante popular contra uma suposta fraude nas eleições. Os disparos que vitimaram João Pessoa não tinham motivos políticos, e sim, em sua maior parte pessoais, uma vez que João Pessoa, como chefe da Polícia ordenou a invasão do escritório de João Dantas, publicando suas cartas íntimas.

Fonte da foto: - tokdehistoria.com.br

João Dantas era adversário político de João Pessoa e aliado de José Pereira de Lima, chefe político do município de Princesa Isabel, o qual liderava uma intensa oposição às medidas governistas contra os interesses comerciais do grupo sertanejo. José Pereira recebia apoio dos irmãos Pessoa de Queirós, de Pernambuco, primos de João Pessoa e proprietários do Jornal do Commercio.

"Foto de Louis Piereck, tirada logo após o que chamam de suicídio de João Dantas e Augusto Caldas na Penitenciária do Recife." - opassionalblogspotcom.blogspot.com

A atitude de João Dantas costuma ser atribuída não à divergência política diretamente, mas a uma questão de cunho pessoal. O embate político travado entre ele e Pessoa, através da imprensa, inclusive com ataques ao pai de Dantas, Dr. Franklin Dantas, e outros familiares, acendeu o ódio mútuo. Nesse contexto, a Polícia da Paraíba, sob o Governo de João Pessoa, invadiu escritório de Dantas, à Rua Duque de Caxias, e, além de outras coisas, apoderou-se de cartas íntimas entre ele e a professora Anaíde Beiriz.

O jornal estatal A União fazia suspense diariamente, ao comentar sobre documentos imorais que haviam sido encontrados no escritório de João Dantas. Acrescentava que os interessados poderiam ter acesso ao material, na sede da Polícia. À época, em decorrência de uma reforma no Palácio do Governo, o mandatário do Estado, João Pessoa, despachava em prédio defronte à sede de A União. Segundo o livro Órfãos da Revolução, de Domingos Meirelles, os mais íntimos do presidente paraibano sabiam que nada era publicado no jornal oficial, sem sua aquiescência. A correspondência veio a público, dias depois da invasão.

A intriga fez que amigos de João Dantas o convencessem a se mudar para Olinda. Por ocasião de uma visita do presidente João Pessoa ao Recife, amplamente noticiada, com o objetivo de receber uma homenagem, João Dantas foi à Confeitaria Glória, na Rua Nova, onde disparou contra Pessoa. Dantas atirou duas vezes no presidente paraibano ferindo mortalmente. Fato este que foi usado pelos revolucionários sulistas a emplacarem a revolução iminente contra o presidente Washington Luís, que culminou levando ao poder Getúlio Vargas.

Dantas foi detido com seu cunhado Augusto Caldas, que era inocente, na Casa de Detenção do Recife, onde foram chacinados por oito homens que participavam da revolução em 6 de outubro de 1930, no início da Revolução de 1930. A versão oficial indicou suicídio. Também Anaíde Beiriz morreria dias depois, no Recife, por envenenamento, aos 25 anos, provavelmente por iniciativa própria. Outras mortes se seguiram ao episódio, como a do então deputado federal, ex-presidente do estado, João Suassuna, pai do escritor Ariano Suassuna, que foi assassinado, no Rio de Janeiro, por Miguel Laves de Sousa.

A história já inspirou filmes, livros e peças teatrais. Até hoje, desperta muita polêmica quanto aos detalhes e interesses subjacentes às ações de ambas as partes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Duarte_Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGAÇO FOI UM MOVIMENTO DE BANDITISMO OU UMA REVOLTA SOCIAL?


Com a situação de abandono e de isolamento vivida pelo Sertão nordestino até o início do século XX, em que a fome aumentava com as secas e poder público centralizado nas mãos dos coronéis, que mandavam no executivo, no legislativo e no judiciário e nada faziam pela região, deixando que prevalecesse a lei do mais forte, foram ocorrendo pressão e injustiça social. Nesse quadro, o Sertão se tornara um terreno fértil para o florescimento de bandos de Cangaceiros. Como diz o compositor Zé Dantas, no final de um belo poema, O cangaceiro:

Quando vi-me injustiçado,
Fiquei doido em desespero,
É por isso, meu patrão,
Que eu sou um cangaceiro

Finalmente, a partir da grande seca de 1932, que se configurou em um verdadeiro cataclismo social e econômico para região Nordeste e em uma calamidade de proporções devastadoras, atingindo principalmente, a população mais carente, foi que o governo assumisse uma politica voltada para construção de açudes e estradas. A constituição brasileira de 1934, no seu artigo 177, dispôs que o combate aos efeitos das secas obedeceria a um plano sistemático e permanente, a cargo da União, que despenderia quantia nunca inferior a 4% da sua receita tributária com as obras e serviços assistências. O artigo foi, posteriormente, regulamentado pela Lei 175, de 7 de janeiro de 1936. A Rodovia Central de Pernambuco, atual BR-232, foi construída pela antiga, Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (o atual DNOCS), a obra teve início com a grande seca de 1932, na cidade de Caruaru, chegando a Salgueiro, em 1942. Como podemos ver, o povo sertanejo resistiu, mas nem sempre venceu. No entanto, formou pessoas fortes, de fibra, criou uma cultura rica em expressões e valores, ainda mais, vemos que essa determinação não foi uma coisa do passado, continua embutido na atual civilização e, está contribuindo para construção de uma sociedade plural, solidária, ética, justa e fraternal.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

“O GLOBO” - 24/03/1932 - VOLTA SECA EM PRISÃO...


A TRÁGICA POPULARIDADE

Milhares de olhos curiosos receberam, na Bahia, dois terríveis facínoras do bando de Lampião.

Volta Seca faz declarações de verdadeiro fanático.

BAHIA, 24 (A.B.) – A chegada dos bandoleiros, entre eles Volta Seca, célebre matador de gente, aprisionado nas caatingas, estava sendo ansiosamente esperado em todas as estações do E. F. Norte Baiano.

De Alagoinhas para o sul um grande número de curiosos se apinhava nas gares para conhecer os famigerados companheiros de Lampião. Em Periperi, estação próxima a esta capital, quando o comboio parou uma onda popular calculada em mais de duas mil pessoas se precipitou sobre os carros de 2ª classe, aonde vinha a escolta com os bandidos. O tenente Azevedo conseguiu a custo romper a massa de curiosos. Fez desembarcar os presos, que saltaram, amarrados ombro a ombro, debaixo de uma formidável vaia das mocinhas e crianças. Em seguida, foram metidos no carro-forte da polícia e conduzidos à casa de Detenção desta capital.

BAHIA, 24 (A.B.) – Um vespertino publica uma entrevista com o jovem bandoleiro Antônio dos Santos, vulgo Volta Seca, que chegou anteontem, no comboio dos bandidos, a esta capital.

Volta Seca declarou não ter mais de 16 anos. Entrou para o grupo de Lampião aos 12 anos. Vivia em Sergipe, como vendedor de doces, quando Lampião o convidou para trabalhar em sua companhia. Ordenou-lhe que mudasse de nome. E agora ia se chamar Volta Seca. Deu-lhe um fuzil para matar macaco (gente de polícia). E desde isso começou vida nova.

Volta Seca declarou que Lampião é muito respeitador de mulheres. Essa história de mandar a noiva tirar o vestido é mentira. A seguir prosseguiu:

- Lampião é um chefe muito direito. Não nos paga ordenado, mas quando a gente precisa de dinheiro ele dá sem a menor reclamação. O que ele exige é que se mate macacos nos combates.

Alguém perguntou a Volta Seca por que ele gostava de Sergipe.

- Ah! – respondeu ele sorrindo. Ali ninguém faz mal a Lampião. Ali ninguém nos faz mal. Nem a polícia. Somos camaradas. Muita gente boa é amiga de Lampião. Mandam dinheiro e até munição.

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mossoró na Trilha da História - Anotações


ADQUIRA LOGO O SEU:

MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA
ANOTAÇÕES


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JOÃO PESSOA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE


João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Umbuzeiro24 de janeiro de 1878 — Recife26 de julho de 1930) foi um advogado e político brasileiro.1 Era sobrinho de Epitácio Pessoapresidente da República (1919-1922). Foi auditor-geral da Marinha, ministro da Junta de Justiça Militar, ministro do Superior Tribunal Militar e presidente da Paraíba(1928-1930). Foi candidato em 1930 a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, mas perderam para à chapa governista, encabeçada por Júlio Prestes.

João Duarte Dantas assassino de João Pessoa - http://tokdehistoria.com.br/2014/08/02/o-pai-de-ariano-suassuna-quem-foi-joao-suassuna-como-se-deu-a-sua-morte-e-como-este-fato-influenciou-a-vida-e-a-obra-do-seu-filho-ariano/

Seu assassinato, na Confeitaria Glória, no Recife, por João Dantas, enquanto ainda era governador, é considerado uma das causas da Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e levou ao poder Getúlio Vargas.2

Foi em sua homenagem que a partir do dia 4 de setembro de 1930, a capital do estado da Paraíba, antes denominada de "Parahyba", passou a se chamar João Pessoa.3

Filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lucena Pessoa (irmã do ex-presidente da República Epitácio Pessoa), fez seus primeiros estudos em Umbuzeiro. Em 1889 foi levado para a cidade deGuarabira, no brejo paraibano, por sua tia paterna, Feliciana Cavalcanti de Albuquerque Paes Barreto casada com o capitão do exército Emílio Barreto. Com a transferência do tio para o Rio de Janeiro foi morar na capital federal, mudando em seguida para o estado da Bahia4 . Em 1894, João Pessoa volta a Paraíba, ingressa no Lyceu Paraibano e incorpora voluntariamente no 27º Batalhão de Infantaria. Após várias mudanças, chega ao Recife onde graduou-se como bacharel em Direito na Faculdade de Direito do Recife em 19041. Nessa mesma turma se formou Clodomir Cardoso (1879-1953), jurista e político maranhense. Passou algum tempo de sua vida nos estados do Rio de Janeiroe do Pará.

Em 1905 casa-se com Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves, filha do senador, ex-governador e desembargador Sigismundo Antônio Gonçalves.

Foi Ministro civil do Superior Tribunal Militar, do qual aposentou para se candidatar a Presidente do estado da Paraíba.

Negou o seu apoio ao candidato oficial à presidência da República Júlio Prestes, em 29 de julho de 1929. Mais tarde compôs com Getúlio Vargas a chapa de oposição à presidência da República para as eleições de 1 de março de 1930.4

Quando ainda presidente do estado da Paraíba, já candidato a vice-presidente da República, foi assassinado no centro do Recife, na Rua Nova, precisamente na Confeitaria Glória, por João Duarte Dantas, seu adversário político, jornalista, cuja residência fora invadida por elementos da polícia, supostamente a mando de João Pessoa, que culminou com a publicação nos jornais da capital do estado de cartas íntimas trocadas com a professora Anaíde Beiriz.

Em seu governo (1928-1930) promoveu uma reforma na estrutura político-administrativa do estado e, para enfrentar as dificuldades financeiras, instituiu a tributação sobre o comércio realizado entre o interior paraibano e o porto de Recife, até então livre de impostos. Essa medida contribuiu para o saneamento financeiro do estado, mas gerou grande descontentamento entre os fazendeiros do interior, como o coronel José Pereira de Lima, chefe político do município de Princesa, na Paraíba, e com forte influência sobre a política estadual (João Dantas era seu aliado).1

O seu legado histórico desperta certa polêmica. Os defensores de João Pessoa alegam que ele foi um combatente dasoligarquias locais e se contrapunha a interesses de grupos tradicionais, embora ele mesmo proviesse de família de oligarcas.

João Pessoa - Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

O fato é que a morte do presidente João Pessoa foi o estopim para a revolução de 1930. Seu corpo foi embalsamado no Recife e transportado para a capital paraibana por via férrea, onde chegou ao meio-dia do dia 28 de julho. O esquife ficou exposto à visitação pública na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves1 , até o dia 01 de agosto, quando foi transportado ao porto de Cabedelo para ser sepultado no Rio de Janeiro.

No ano de 1997 as cinzas do presidente João Pessoa e de sua esposa, Maria Luíza, foram transportadas para a capital paraibana e colocadas em um mausoléu construído entre o Palácio do Governo e a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba.4

A cidade de João Pessoa é assim denominada em sua memória. Antes chamada "Parahyba", a capital teve o seu nome alterado, logo após o assassinato do presidente, fato histórico que levou Getúlio Vargas ao poder. Naquele período, foram perseguidos e mortos muitos opositores ao grupo político de que Pessoa fazia parte. O momento de exceção em que se deu a homenagem, entre outras razões, justificaria, segundo alguns pessoenses, a discussão sobre uma nova alteração na denominação da cidade4 .

O telegrama do "Nego"

"Paraíba, 29-julho-1929
Deputado Tavares Cavalcanti:

Reunido o diretório do partido, sob minha presidência política, resolveu unanimemente não apoiar a candidatura do eminente Sr. Júlio Prestes à sucessão presidencial da República. Peço comunicar essa solução ao líder da Maioria, em resposta à sua consulta sobre a atitude da Paraíba.
Queira transmitir aos demais membros da bancada essa deliberação do Partido, que conto, todos apoiarão, com a solidariedade sempre assegurada.

Saudações:
João Pessoa, Presidente do Estado da Paraíba."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pessoa_Cavalcanti_de_Albuquerque

http://blogdomendesemendes.blogspot.com