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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Piranhas-AL e alguns mapas antigos.







O pesquisador do cangaço Rubens Antonio falou sobre os mapas do Robério Santos apresentados na sua página no facebook: 


- Beleza... Minha dissertação trabalhou muito com mapas e fotos antigas de Salvador, para resgate de formas geoformas antigas.

E a pesquisadora do cangaço Juliana Pereira também falou sobre as fotos do  Robério Santos:


- O bacana das fotografias e dos mapas antigos é nos remeter a diferentes aspectos da história urbana e social. Nos permitindo uma percepção mais profunda da origem e formação da cidade em análise. Bem como, a relação entre a sociedade e o meio urbano, além de nos mostrar também, a econômica local quando do crescimento e ou estagnação. Piranhas teve mais sorte que Curralinho, um povoado do Município de Poço Redondo/SE Sergipe, ha pouco mais de 20 km de Piranhas, situado às margens do Rio São Francisco. 

A pequena vila parece que parou no tempo, se Piranhas parece um pequeno presépio colorido encravado entre montes... Curralinho que um dia também fora como Piranhas, hoje, não passa de uma vilinha sem vida e sem cor, donde ainda resiste no alto de um pequeno morro, uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição, construída por Antônio Conselheiro. 

O povoado hoje debruça-se apático observando as águas do Velho Chico levar consigo sua história... de povoado que um dia fora próspero e cheio de vida. Piranhas, ha poucos quilômetros conseguiu resistir o tempo e mante-se viva... e linda, pra mim... uma das cidades mágicas que tive a sorte de conhecer e visita-la várias vezes. Magnífica exposição Robério Santos. Piranhas é sem sombra de dúvidas uma cidade especial.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

Postado e ilustrado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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OS CRIMES DE LAMPIÃO - Parte I

Por Ranulfo Prata

Teria sido Lampião, realmente, um homem violento, cruel, frio, capaz de cometer os mais horrendos homicídios? Sim. A descrição de alguns dos seus crimes feita por Ranulfo Prata, não deixa dúvida alguma de que, antes de ser o Robin Hood descrito por alguns de seus historiadores, o cangaceiro-chefe, foi acima de tudo desapiedado para com suas vítimas.

"Vila Queimadas: é uma humílima estação da estrada de ferro que liga a capital baiana a Juazeiro, aquela mesma que nos tempos da campanha de Canudos fez-se conhecida por ser ponto de desembarque das tropas expedicionárias.

Euclydes da Cunha assim a ela se refere:

"O casario pobre, desajeitadamente arrumado pelos lados da praça irregular, fundamente arada pelos enxurros, um claro no matagal bravio que o rodeia e, principalmente, a monotonia das chapadas que se desatam em volta, salteadamente pontilhadas de morros desnudos, dão-lhe um ar tristonho, completando-lhe o aspecto de vilarejo morto, em franco descambar para tapera em ruínas"

Ainda hoje é assim.

Como todos os povoados da região parece sempre em "franco descambar para tapera em ruínas", mas não morre nunca, perdura num estado miserável de cachexia, animado de eterno sopro de vida.

Lampião uma manhã fez-lhe uma surpresa de bater-lhe as portas. Tomou de assalto o quartel e nele prendeu todo o destacamento, composto de sete soldados e um sargento. Deixando-o sob a guarda dos cabras, que assim transformaram os pobres policiais, de carcereiros que eram, em encarcerados, foi a uma pensão e pediu que lhe servissem lauto almoço, fazendo questão de que todos os hóspedes, viajantes e pessoas outras, sentassem também à mesa para comer em sua companhia.

Houve quase um banquete. O dono da casa apressou-se em servir o hóspede, matando galinhas, e preparando pratos especiais, atulhando a mesa de iguarias e bebidas várias.

O senhor dos sertões abancou-se à cabeceira e a refeição correu sem novidade, o anfitrião a sorrir amável para todos, principalmente aos viajantes que riam um tanto forçados, deglutindo mal, com espasmos no esôfago.

Ao findar, pagou largamente e encaminhou-se para o quartel onde os seus prisioneiros, lívidos e com o coração a bater forte, aguardavam a sentença, que não demorou muito.

Paga um deles e leva-o para o oitão da cadeia. Ordena que se ajoelhe. O homem dobra as pernas que mal sustém o corpo e finca os joelhos no chão. Tem um olhar intraduzível de pavor. E friamente, serenamente, o matador bárbaro saca do punhal de 78 centímetros de lâmina e crava, num golpe certeiro e veloz, na região preferida – a fossa supra clavicular. A arma, agudíssima, vara facilmente o mole dos tecidos, como um palito à manteiga.

A experiência ensinou-lhe ser ali ótima região, sem obstáculos ósseos que lhe resvalem o punhal. Ao introduzi-lo oblíqua à direita ou esquerda, conforme o lado ferido, transfixando, assim, o mediano. O homem, sangrado como uma rês dá um salto, lança nos ares um urro medonho e cai de borco, já cadáver.

Ele volta à prisão, retira o segundo condenado e repete a cena com a mesma indiferença e frieza. O mesmo golpe certeiro, o mesmo salto, o mesmo urro medonho que põe nos nervos mais equilibrados um tremor de angústia mal definida.

Sargento Evaristo que Lampião poupou a sua vida

Arrasta para fora o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto e o sétimo. Quando chega a vez do sargento Evaristo muitas pessoas do lugar intercedem, pedem, imploram em favor do desgraçado. Que, o poupe, ao menos, que o poupe, anima-se a dizer alguns. Já correu muito sangue, deixe a vida ao pobre sargento que tem família numerosa e é homem bom, e querido. Lampião fita-o, nota-lhe os beiços alvacentos a tremerem, a brancura das feições transtornadas, as pernas mal firmes, e diz numa zombaria macabra:

“- Não sei pruque nunca vi homem corado na minha frente!”

E consente-lhe a esmola da vida, num gesto desdenhoso de vencedor terrível. Manda enfileirar os cadáveres:

" - Quando eu saí que enterre, ordena".

E virando as costas vai bebericar numa venda próxima.

Além desta mortandade ultraja o juiz e exige da população miserável mais de uma dezena de contos.

http://www.luizalberto.com.br/l03.html

Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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O CORONEL NA CADEIRA

Por Rangel Alves da Costa*

Assento antigo a cadeira do coronel. De remota madeira de lei, envernizada pelo tempo, na varanda se balançando desde as andanças da chibata e do cuspe secando ao lado. Dali partiu ordens para tocaias, emboscadas e mortes, no aprazamento até o cuspe secar. Era esse o costume coronelista: ordenar e ter sua ordem cumprida antes de o cuspe secar. E cuspia mesmo, até na cara do jagunço, do matador.

A cadeira de balanço do coronel parecia fincada na pedra da varanda. Era de balanço, mas permanecia imóvel quando o seu dono sentava nela. O dono do mundo não gostava do vai e vem da madeira, eis que lhe parecia festeiro demais. Sentava o traseiro ali e movia apenas a cabeça e as mãos. Gostava mesmo de ficar longo tempo numa quietude de mármore, imóvel, lançando o olhar pelas vastidões de seu mando. Mas o seu mundo de mando avançava por toda a região.

Casarão antigo, construído por mãos negras marcadas pelos grilhões e com pedras cimentadas pelo suor e sangue de um povo escravizado e tratado como bicho. Construção secular, imensa, com paredes de quase um metro de espessura, muitos e espaçosos aposentos, culminando com varandas na frente e nas laterais. Nos fundos quartos fechados, cheios de armas, munições e apetrechos de selvagerias. E assim nas duas gerações coronelistas que ali fincou moradia, poder e mando.

Nas sombras de qualquer hora do dia, ainda que adiante se mostrasse um sol de fornalha, o velho coronel aparecia na vaga da imensa porta da sala principal. Era ali dentro onde recebia outros coronéis de mesma patente forjada na vindita de sangue, convidados ilustres, jagunços e capangas, e de onde fazia emanar seu poder. Mas poucos tinham encorajamento suficiente para surgir diante daquele que havia se tornado em verdadeira lenda naquelas vastidões nordestinas.

O medo era justificado, pois ninguém sabia como seria tratado, nem mesmo políticos e poderosos da região. Mas fosse quem fosse, adentrando naquela porta era recebido por um homem corpulento, de estatura mediana, vestindo sempre terno de linho branco amarrotado, de chapéu largo, arma à mostra na cintura, e de costas. Sim, de costas e com as mãos para trás e a cabeça voltada para um enigmático objeto na parede: um pedaço de tronco com marcas de tiros e uns respingos escurecidos. Era sangue.

De pouca conversa e muita ordem, falava muito mais pelo olhar. O seu cabra de confiança, o jagunço maior em quem confiava e a quem dera a chefia sobre os demais, sabia muito bem traduzir aquele olhar, desde a mudança no brilho ao jeito como mirava adiante. Conhecia o olhar odioso, mortal, feroz, quando o patrão sequer movia as pálpebras. Com olhos fixos na distância, como se não houvesse ninguém ou nada à sua frente, bastava dizer o nome. E o jagunço já sabia que era para tocaiar e matar.

Com passos lentos, no compasso da idade, caminhava em direção à velha cadeira. Mas não sentava antes de andar um pouco mais até a divisa entre a varanda e as terras que começavam no passo seguinte. Ao redor umas sete a oito casas onde permitia a moradia de velhos trabalhadores, todos parentes dos escravos que noutros tempos sustentaram os inícios da riqueza coronelista. Mas não permitia que nenhum jagunço morasse ali. A jagunçada vivia enfurnada em toscas moradias mataria adentro.


Mesmo não morando ao lado do casarão, dia e noite jagunços mantinham uma impecável vigilância. Quem chegasse perto do casarão sequer imaginava que estava sendo vigiado pelos cantos, por trás dos tufos, nos escondidos de todo lugar. Certa feita, o coronel recebeu a visita de um desafeto decidido a se ajoelhar diante dele para ser perdoado. Foi recebido, prometeu reconhecer a primazia do coronel em toda a região e deixou o local com um sorriso e um aperto de mão. Mas assim que montou no alazão e passou da porteira foi acertado no meio da testa. Bastou um tiro e o homem metido a poderoso tombou já morto. E assim aconteceu porque o jagunço tinha avistado o sinal pra matar: o coronel apareceu na varanda e desceu o chapéu até o peito. Era a senha da morte.

Alongava o olhar pelos arredores, mirava de canto a outro, depois ia se espalhar na cadeira. De vez em quando acenava ao sentar e logo um copo com cachaça pura lhe chegava às mãos. Bebia de uma talagada só. Depois acendia um imenso charuto e começava a soltar baforadas lentas. A essa altura o seu olhar já mirava fixamente algum lugar nos arredores. Mas certamente não procurava enxergar nada, pois somente a visão da mente ia percorrendo caminhos, rebuscando memórias, encontrando visões do passado.

Viagem mental, no pensamento, mas acaso um espelho pudesse surgir naqueles olhos sem brilho certamente mostraria cenas e situações verdadeiramente espantosas. Ainda jovem, apontando a arma e disparando contra um desvalido sertanejo rogando pela vida a seus pés. Matou o coitado inocente para mostrar valentia ao pai. Ainda jovem, rasgando a roupa de uma menina ali mesmo da fazenda numa brutalidade desmedida. E depois aquele corpo infantil todo ensanguentado por cima do capim seco. E quanta impassividade no olhar.

Avistava o seu pai morto ali mesmo naquela cadeira. Depois de tantas atrocidades, ele mesmo resolvera dar cabo à vida cometendo suicídio. Enxergava a face da esposa morta ainda jovem e depois de tanto sofrer pelas suas mãos violentas. Ouvia o choro daquelas tantas meninas estupradas e depois pisoteadas. E também o choro de meninos que talvez fossem seus filhos. E sentia cheiro putrefato de sangue velho, pisado, esquecido pelas veredas. E ouvia sons de tiros, gemidos, gritos lancinantes. E via a morte por todo lugar. E os olhos continuavam impassíveis.

Um dia, num entardecer, as mesmas imagens lhe chegando à mente. E agora mais aterrorizantes. Viu-se apertando o gatilho em direção ao pai. Sim, não houve suicídio algum. Ele era o assassino. Mas havia chegado o seu dia. E mais tarde o velho coronel foi encontrado morto na sua cadeira de balanço. Um ataque fulminante. Era a morte ajustando contas. E uma lágrima ainda parecia descer daquele velho espelho sem luz.

Poeta e cronista
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Benjamim Abrahão


Ainda sobre o Sírio aventureiro que filmou Lampião. Benjamin Abrahão chegou ao Juazeiro do Norte com 17 anos de idade. Padre Cícero tinha 73 anos à época. Benjamin trabalhou como ourives, jornalista e abriu um pequeno negócio. 


Ao longo de 17 anos de convivência com o Padre, cometeu muita "esperteza":

_ surrupiou doações dos fiéis;
_ inventou uma falsa missa, que seria o último sermão do Padre Cícero.
_ Conheceu Lampião no famoso encontro com o Padre em 1926.
_ Enrolou Lampião com os conhecimentos que tinha como ourives;
_ Em 1934 com o Padre morto (aos 90 anos), cortou mechas de cabelo do ilustre defunto para vender.


Benjamin teve dois filhos, tinha fama de mulherengo, falava mal português e era chamado por aqui de "Turco". Na empreitada de filmar Lampião passou 1 ano e 8 meses no encalço do Rei dos cangaceiros por Alagoas. Filme pronto dá um furo de reportagem ao Diário de Pernambuco e lá foi recebido com pompa de herói documentarista. Pelo Recife, brinca o carnaval de 1937 no clube internacional. Com o filme censurado por Vargas, Benjamim ainda ficou uma semana preso. Depois de solto, é convidado para filmar as vaquejadas e pegas de bois no interior de Pernambuco e em Alagoas. Em Alagoas na cidade de Pau Ferro, Benjamim foi barbaramente assassinado, aos 37 anos, em 7 de maio de 1938.(mais detalhes sobre tudo isso em outras postagens.

Fonte: Livro _Benjamin Abraão, entre anjos e cangaceiros_autor Frederico Pernambucano de Mello. Fotos de Benjamin Abraão.


Benjamin Abrahão, o Sírio aventureiro anotava em árabe, sua língua natal, tudo que achasse sigiloso e importante durante sua investida no meio da caatinga na empreitada de filmar Lampião. Anotações suas revelam o quanto os policiais das volantes foram cruéis com os sertanejos. Foto: em entrevista com Lampião.

Fonte: facebook
Página: Sérgio Ricardo

Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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“AOS VENTOS QUE VIRÃO”, UTILIZA O CANGAÇO PARA RETRATAR UM NORDESTE EM TRANSFORMAÇÃO

Publicado em 29/07/2014 por Rostand Medeiros

Após ser supervalorizado e, depois, deixado de lado, o cangaço volta às telas de cinema pelas mãos de Hermano Penna com Aos Ventos Que Virão. O cineasta cearense, conhecido por Sargento Getúlio, de 1983, parte de uma premissa bastante interessante para seu novo trabalho, qual o destino de um cangaceiro depois da morte de Lampião, apresentando assim um leve panorama da situação sócio-política do nordeste na primeira metade do século XX. Em uma pequena cidade, mais precisamente Poço Redondo, no interior de Sergipe, o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi assassinado.

Com a sua morte, morrem também o Cangaço e uma parte da história do Brasil. Tem início uma perseguição aos cangaceiros remanescentes, que não possuem mais uma liderança e nem pra onde ir. Mas o jovem Zé Olimpio (Rui Ricardo Diaz) decide mudar sua história, ele busca se casar com sua noiva Lucia, vivida por Emanuelle Araújo, e viver tranquilamente na cidade de Poço Redondo, em Sergipe. Porém, ele logo percebe que isto é impossível, já que o Sargento Isidoro (Edlo Mendes), assim como grande parte dos policiais do nordeste, está disposto a matar todos que participaram do bando de Virgulino Ferreira.

Emanuelle Araújo em cena de “Aos Ventos que Virão”, de Hermano Penna 

Assim, o casal decide largar tudo e tentar a vida em São Paulo. O Cangaceiro acaba se somando aos milhares de nordestinos que migram para o sudeste e o centro-oeste brasileiro e acaba indo trabalhar na construção civil. No sudeste, Olimpio percebe que mesmo não sofrendo os mesmos riscos de antes, sua vida não tem tanta possibilidade de melhorar, principalmente por conta do preconceito dos empresários contra os jovens nordestinos. E é neste momento que a luta de Zé Olímpio começa. Seus inimigos, o preconceito, um subemprego e a intolerância.

Com a morte de seu pai, Zé Olimpio retorna a sua cidade e, diante dos desmandos dos políticos locais e já sem o grande risco de perder a vida, decide ficar e entrar para a política. Porém, ele logo percebe que a vida na política não é muito diferente daquela que tinha no bando de Lampião. É quando descobre a corrupção e a injustiça, ao ver um juiz impedir que seus eleitores possam votar. Revoltado, ele passa a ter atitudes agressivas como protesto. No site http://brcine.com.br/especial/critica/aos-ventos-que-virao/ comenta que o principal destaque de Aos Ventos Que Virão fica com o trabalho de Penna com os atores. As interpretações, com toques teatrais, dá uma leveza ao filme que não traz nenhum grande recurso.

 
O diretor e as crianças do sertão 

Os diálogos, principalmente no início da trama, ajudam a cativar o espectador para a história de amor entre Zé Olímpio e Lucia, e pelo ímpeto do herói em sempre ajudar os seus conterrâneos. No entanto, o filme acaba não segurando o ritmo e vai perdendo a força com o tempo. Se as atuações e a proposta do filme animam, a forma como é conduzido deixa a desejar, pela quantidade de temas que acabam sendo contemplados. Aos Ventos Que Virão peca por tentar transformar a história de Zé Olimpio em uma saga e não segurar com a mesma força do início, principalmente pela dificuldade de apresentar ao espectador as passagens de tempo.

Em momentos, o público é surpreendido em um ou outro dialogo que determinada cena se passa anos após a cena anterior, causando certa confusão na compreensão geral. Mesmo com a ousadia de tentar contar a saga de um homem durante décadas, não se pode dizer que Aos Ventos Que Virão seja um filme pretensioso, pelo contrário. E é justamente a simplicidade do projeto que acaba conquistando o espectador que acompanha as idas e vindas de Zé Olimpio.

Com “Aos Ventos Que Virão”, Hermano Penna mostra que o sertão ainda é relevante e que existem boas historias para serem contadas sobre nosso povo. Basta que tenhamos coragem, compromisso com a verdade e estômago forte para encararmos nossos próprios contrassensos.


Filme: Aos Ventos Que Virão Direção: Hermano Penna 2014, Brasil, 94′, Drama Roteiro: Hermano Penna, Jaqueline Tavares, Paulo Sacramento Elenco: Rui Ricardo Diaz, Emanuelle Araújo, Luis Miranda, Lucio Tranchesi, Edlo Mendes, Marat Descartes, Francisco Gaspar Hermano Penna responde tambem pelo roteiro de Aos ventos que virão, que estreou dia 24 de julho no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo. É conferir!

Fontes – http://brcine.com.br/especial/critica/aos-ventos-que-virao/


Extraído do blog "Tok de História" do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2014/07/29/aos-ventos-que-virao-de-hermano-penna-retrata-um-nordeste-em-transformacao/

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Lampião, sua Imagem e o Papel do Estado; em Tarde de Debates no Cariri Cangaço Piranhas

Mesa de debates da tarde do Cariri Cangaço Piranhas 2014

A tarde do segundo dia de Cariri Cangaço Piranhas 2014, marcou um conjunto de qualificadas conferências e debates. Logo após o lançamento do projeto Arqueologia do Cangaço, nova Mesa foi formada onde os temas centrais foram "Lampião no imaginário do homem do sertão", pelo professor mestre Wescley Rodrigues e o "Papel do Estado no Combate ao Cangaceirismo" contando com uma mesa composta pelo Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo, o escritor João de Souza Lima, o escritor Luiz Ruben e Paulo Britto, filho do Tenente João Bezerra, Mesa coordenada pelo pesquisador Jairo Luiz Oliveira.

Professor Mestre Wescley Rodrigues

Num primeiro momento o professor Wescley Rodrigues desenvolveu um conjunto de reflexões; resultado do trabalho entre os olhares históricos e acadêmicos; sobre a imagem de Virgolino Ferreira Lampião no imaginário do sertanejo. "Precisamos ter mais zelo e cuidado na análise da construção dessa imagem, do personagem histórico Lampião e o próprio Mito representado pelo mesmo" acentua Wescley Rodrigues. Vários fatores colaboraram na construção dessa imagem de Lampião no imaginário do sertão e o professor Wescley Rodrigues de forma magistral nos presenteou nesta tarde com esta magnifica conferencia", reforça o professor Paulo Damas, de Vitória, Espirito Santo.

 Paulo Britto e Manoel Severo
 Presidente da Academia Dorense de Letras, João Paulo e esposa
Gilmar Teixeira e Ana Lúcia Souza

"O estado vivia verdadeiro dilema no que diz respeito ao combate ao cangaceirismo" provocou Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço no inicio de sua explanação sobre o tema "O Estado e o Cangaço"; já o escritor Luiz Ruben de Paulo Afonso citou as várias formas e diferentes atuações do Estado no combate ao banditismo notadamente no estado da Bahia, como também João de Sousa Lima e as experiências da ação do Estado principalmente na região de Paulo Afonso. Paulo Britto, filho do tenente Bezerra, relata: "Na verdade não podemos generalizar a ação da polícia, que em sua enorme maioria é feita por homens valorosos e vocacionados".

Paulo Britto, Jairo Luiz, João de Sousa Lima, Manoel Severo e Luiz Ruben
 Guerhansberger Tayllow e Jairo Luiz Oliveira
Parte da Família Cariri Cangaço presente à tarde de debates em Piranhas 

Os debates reunindo todos os participantes das conferências desse segundo dia foi marcado pela participação efetiva da plateia, composta essencialmente por pesquisadores de todo o Brasil e ao final os participantes assistiram a apresentação do grupo de xaxado Cangaceiros do Capiá da cidade de Piranhas.

Heldemar Garcia
Assessor de Marketing Institucional
Cariri Cangaço

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Lançamento do Projeto Arqueologia do Cangaço em Piranhas


O segundo dia de Cariri Cangaço Piranhas marcou o Lançamento do Projeto "Arquelogia do Cangaço", uma iniciativa dos pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe, através do MAX - Museu Arqueológico do Xingó, da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal do Pará.

As conferências tiveram a frente o Professor Doutor Leandro Duran e o Professor Doutor Carlos Magno quando foi mostrado a origem e os principais desafios para a implantação do Projeto Arqueologia do Cangaço. "A arqueologia não é uma ciência isolada, com esse projeto da arqueologia do cangaço, vamos precisar reunir a sociologia, antropologia, história e muitos outros saberes para construirmos os resultados" lembrou o professor Leandro Duran. Já o professor Carlos Magno ressaltou o importante "desenvolvimento dentro do projeto, da cartografia do cangaço num esforço multidisciplinar, mostrando como se davam inclusive as movimentações e a dinâmica dos grupos envolvidos com o cangaço".

Professores Leandro Duran e Carlos Magno e o curador do Cariri Cangaço Manoel Severo

Com o auditório repleto de pesquisadores, professores e universitários a platéia foi testemunha do compromisso assumido entre os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, através das UFS, UFMG e UFPA; e as instituições de pesquisa sobre a temática, através do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, do presidente da SBEC, Benedito Vasconcelos, do presidente do GPEC, Narciso Dias e do representante do GECC, Aderbal Nogueira. Para o pesquisador Jairo Luiz "o dia é histórico quando damos inicio a esta empreitada, e fico muito feliz por fazer parte do nascimento dessa parceria ao lado da professora Railda Nascimento do MAX".

 
Carlos Magno, Manoel Severo e Leandro Duran
Ivanildo Silveira e Renato Bandeira

Para Manoel Severo "a iniciativa das universidades e do MAX , além de oportuna nos permitirá a partir de um trabalho responsável e cientifico, aliar o saber acadêmico com o conhecimento e sensibilidade dos vaqueiros da história, possibilitando assim, um novo olhar sobre o tema. Realmente é algo que merece ser comemorado". Já o professor Benedito Vasconcelos assumiu o compromisso do projeto contar com a parceira da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, numa iniciativa inédita reunindo a universidade e grupos de estudos do cangaço.

Ao final ficou marcado para o terceiro dia do Cariri Cangaço Piranhas, uma Oficina de Trabalho, reunindo no MAX- Museu de Arqueologia de Xingó, mantido pela CHESF e UFS, reunindo representantes das universidades e dos pesquisadores do tema, além de estudantes e colaboradores.

Heldemar Garcia
Assessor de Marketing Institucional
Cariri Cangaço

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Lampião a Raposa das Caatingas

Autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro contém: 736 Páginas
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Largura: 20,5 centímetros
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É fantástica esta obra. Eu estou lendo e vale a pena você adquiri-la. É o rei Lampião com todos os seus ingredientes

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O punhal do rei Lampião


O punhal acima mostrado por Lampião era exclusivo para sangrar. Do lado esquerdo da pessoa, no "pé" do pescoço, entre a clavícula e o músculo trapézio, era introduzido.


Esta lâmina deste tamanho ia perfurando órgãos vitais. Ao puxar o "bicho", o jato de sangue chegava a jorrar em cima do sangrador. 


Dependendo do status dentro do grupo, aumentava-se o tamanho da lâmina.


Estas fotos de Virgolino Ferreira da Silva, o capitão Lampião são diferentes entre si. 



Nesse momento Lampião diz: "- Esse é pra furar todo mundo. muitas pessoas. fura até o chifrudo!" Leitura labial feita por especialistas a pedido do autor do livro Benjamim Abrahão_ Entre Anjos e Cangaceiros, Frederico Pernambucano de Mello.


Fonte: facebook

Postado e ilustrado por Adryanna Karlla Paiva Pereira freitas
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Arquive tudo que você encontrar sobre cangaço


Benício Alves dos Santos, o cangaceiro Saracura - fez parte dos subgrupos de Zé Sereno e Ângelo Roque, o Labareda.

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Lampião e suas feras humanas


Na imagem acima, parte de seu grupo. Da esquerda para direta: (sem contar a mulher): 1 - Lampião, 2 - Vila Nova, 3 - Diferente, 4 - Passarinho, 5 - Juriti, 6 - Mané Velho, 7 - Pitombeira, 8 - Gorgusarinho, 9 - Cacheado, 10 - Sabonete (Sabonete era irmão do cangaceiro Borboleta), 11 - Barra Nova, 12 - Luiz Pedro e 13 - Nenê DO Ouro, companheira de Luiz Pedro.


Lampião e Maria Bonita cumprimentando o fotógrafo Benjamin Abrahão, que terminou virando o único a registrar a vida do cangaço.

DATA DA FOTO: c.1933. (Verificar data)
FOTÓGRAFO: Benjamin Abrahão.
LOCAL: Desconhecido.

Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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Prisão do cangaceiro "Pancada"


Data da foto: 1939
Fotógrafo: desconhecido.
Local: Alagoas - Brasil.

Depois de o cerco estar fechado Lino José de Souza, o cangaceiro conhecido como Pancada, entrega-se à polícia em Maceió, no Estado de Alagoas em 1939. Pancada era chefe de um subgrupo do capitão Lampião.


No cangaço Lino José de Souza, isto é o cangaceiro Pancada, teve como companheira a sua bela e estimada Maria Jovina. 

http://fotonahistoria.blogspot.com.br/2012/11/prisao-do-cangaceiro-pancada.html

Postado e ilustrado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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O AMOR POR CORISCO DADÁ


" - Quem é que não gosta do homem que leva a gente no colo para dormir".

Continua Dadá: "-A coisa mais delicada do mundo; a coisa mais educada, mais doce. Eu não sei nem a quem comparo Corisco. Ele era um homem manso, falava baixinho, aquela fala cerrada; assim uma alegria, uma coisa assim, uma coisa bonita, uma coisa boa, uma coisa bonita. Falavam... Olha a nêga de Corisco. Quando foi um dia Pancada disse:

O cangaceiro Pancada

- No meio de tanta moça bonita que Corisco viu e tudo, acha de casar com uma negona dessa!

Continua Dadá: "- Ele virou uma fera e xingou o homem, virou uma cobra".

Fonte: Vida, paixão e mortes de Corisco, o Diabo Louro - Paulo Gil.

Adquirido no facebook
Página: Corisco Dadá

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O assassino do coronel Horácio de Mattos.

Foto do acervo do pesquisador Rubens Antonio

Segundo o professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio este é o homem que assassinou o coronel Horácio de Mattos.

Coronel Horácio Matos

Horácio Queirós de Matos (Chapada Velha de Brotas de Macaúbas18 de março de 1882 — Salvador15 de maio de 1931) foi um político e coronel do sertão baiano da primeira metade doséculo XX.
Horácio de Matos foi chefe de um verdadeiro exército de jagunços, envolvendo-se em diversas lutas armadas ao longo da vida - inclusive de forma capital na perseguição à Coluna Miguel Costa-Prestes.

Sua trajetória política principia ao ganhar a patente de tenente-coronel da Guarda Nacional, herdando de um tio o comando da família e, após muitas lutas contra adversários, tornou-se senhor absoluto de vasta região da Chapada Diamantina; Horácio foi intendente de Lençóis, então rico centro minerador, senador estadual, verdadeiro símbolo do coronelismo que pautou a política brasileira durante a República Velha.

Apesar de uma vida pautada pelo belicismo, almejava o desarmamento do sertão e, quando este finalmente ocorre, morre assassinado em circunstâncias misteriosas, após ter sido imotivadamente preso pelo governo getulista instalado na capital baiana.

Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio‎Cangaçofilia
Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hor%C3%A1cio_de_Matos

Nota: Não tínhamos certeza que a segunda foto no artigo é o coronel Horácio de Mattos. Mas o professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio, nos informou que é realmente o coronel Horácio de Mattos.

Postado e ilustrado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas
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