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sexta-feira, 29 de maio de 2015

CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO


UM INTELECTUAL DO CANGAÇO: atuante nas ciências humanas – Magistrado e Historiador

Os invasores europeus chegaram ao Brasil pela região Nordeste e esta, do ponto de vista da economia, já foi a mais rica do país, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Mas Ela é muito mais do que uma simples Região geográfica. No tocante ao espaço e ao tempo, o Nordeste brasileiro tem destaque cultural e histórico. (1)

No Nordeste brasileiro aconteceu a manifestação de vários fenômenos sociais que compõe a matriz histórica e cultural, a exemplo do cangaço, coronelismo, messianismo, etc.. Movimentos, tais como o Regionalista, de 1926 e liderado por Gilberto Freyre; e, o Armorial, sendo o seu o protagonista Ariano Suassuna.

Nos estudos, memorialísticos ou acadêmicos, têm várias publicações, em forma de livros, que, atestam as ações de diversos atores sociais com inserção nos mais variados cenários da manifestação dos fenômenos do Sertão nordestino. Podem-se citar tanto brasileiros como brasilianistas, que, escreveram sobre o Nordeste, em obras seminais, tais como: Frederico Pernambucano de Mello, através de GUERREIROS DO SOL (cangaço); Victor Nunes Leal, através de CORONELISMO, ENXADA E VOTO (coronelismo); Ralph Della Cava, através de MILAGRE EM JOAZEIRO (messianismo); Moema Selma D’Andrea, através de A TRADIÇÃO RE(DES)COBERTA (Regionalismo de 26); Idelette Muzart Fonseca dos Santos, através de EM DEMANDA DA POÉTICA POPULAR (Movimento Armorial). Aqui foram citadas apenas algumas obras para ilustrar a importância cultural e histórica do Nordeste brasileiro.

No caso específico do cangaço, ultimamente vem sendo publicado muitos livros sobre o citado fenômeno, aliás, tem autor especialista no tema com obras afins, como é o caso de Frederico Pernambucano de Mello, Antônio Amaury Corrêa de Araújo, João de Souza Lima, Alcino Alves da Costa, além de muitos Outros.

Neste simples texto, quero destacar o magistrado e historiador potiguar: Sérgio Augusto de Souza Dantas, mais conhecido por Doutor Sérgio Dantas.

Sérgio Dantas deu uma contribuição importantíssima à historiografia e à memória do tema cangaço. Escreve fluentemente e utiliza uma metodologia rigorosa através de confrontos das fontes: bibliográfica, documental e oralidade, através de entrevistas e depoimentos de contemporâneos aos fatos acontecidos. Um de seus estilos do ato de escrever, manifesta-se numa variada adjetivação do sujeito e colocar as notas no final de cada capítulo. Aliás, notas ricas em detalhes, mas acredito que seria melhor para o leitor se fosse transformadas em notas de rodapé. Uma simples sugestão. 

O citado Autor já escreveu quatro livros, a saber: 1) LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE: A História da Grande Jornada, obra definitiva e seminal para se entender a tentativa de invasão, pelo bando lampiônico, a Mossoró-RN, em junho/1927 (2); 2) ANTÔNIO SILVINO: O Cangaço, O Homem, O Mito; 3) LAMPIÃO: Entre a Espada e a Lei; e, 4) CORISCO: A Sombra de Lampião. 

No tocante ao cangaceiro Corisco, já existiam duas obras publicadas: a de Paulo Gil Soares: VIDA, PAIXÃO E MORTES DE CORISCO: O Diabo Louro; e, a de Antônio Amaury Corrêa de Araújo: GENTE DE LAMPIÃO: Dadá e Corisco.

A última obra de Sérgio Dantas, CORISCO: A Sombra de Lampião, no momento começando a ler o 8º Capítulo, intitulado: NOVA OLINDA. A primeira impressão é que se trata da obra definitiva sobre Cristino Gomes da Silva Cleto, de alcunha Corisco, sem desmerecer as outras duas já citadas. Um autor que não se limita a escrever em escritório e sim, foram feitas várias pesquisas de campo e durante alguns anos. Utiliza livros, documentos e história oral com informações cruzadas e confrontadas. Continua a utilizar muita adjetivação. Não utiliza os falares sertanejos porque a língua falada no Brasil é o português e não existe a presença de dialetos, justifica o Autor. Também não utiliza a gradação dos fatos sobre a vida do cangaceiro Corisco e sim, uma sólida ordem cronológica.

Um excelente livro e recomendo a sua leitura.
Notas:
(1) ALBUQUERQUE JÚNIOR, Duval Muniz de. A INVENÇÃO DO NORDESTE E OUTRAS ARTES. 4ª Edição Revista. São Paulo-SP: Cortez, 2009.
(2) PAIVA, Melquíades Pinto. CANGAÇO: Uma Ampla Bibliografia Comentada. 1ª Edição. Fortaleza-CE: IMEPH, 2012.

Fonte: facebook
Página: Carlos Alberto Lampião, Cangaço e Nordeste

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MAIS UM QUE PARTICIPARÁ DO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


Fala companheiro Edvaldo Feitosa da linda Água Brancas das Alagoas...

"Caro Manoel Severo, bom dia!

Participar da edição Cariri Cangaço Piranhas 2015 e poder apresentar um livro de minha autoria é uma grande honra para mim. Muito obrigado pela oportunidade. Neste livro os vaqueiros da história irão encontrar um capítulo que retrata um pouco a história do Cangaço. Como é do conhecimento de todos, a cidade de Água branca foi rota do Cangaço." Meu caro Edvaldo, a honra na verdade é toda nossa !!! Até lá e seja bem vindo. 

Manoel Severo.
Saiba de tudo em: 


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FAMILIARES DE LAMPIÃO NO XI ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO

Expedita Ferreira filha de Lampião e Maria Bonita

FAMILIARES DE LAMPIÃO - Expedita Ferreira da Silva, filha do casal mais famoso do cangaço, Lampião e Maria Bonita, juntamente com seus filhos, Vera, Iza e Djair, estarão presentes no XI ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO, que acontecerá nos dias 03, 04, 05, 06 e 07 de junho de 2015, em Serra Talhada. 

Vera Ferreira filha de Expedita Ferreira

Vera Ferreira será uma das homenageadas com A COMENDA VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA , “muito nos honra a presença da família de Lampião nesse evento alusivos aos 20 anos do grupo que tem levado pra todo Brasil o legado artístico e a influência do cangaço na identidade cultural do Nordeste”, comenta Anildomá.

Lampião e Maria Bonita

OS COMENDADORES - Os escolhidos, outorgado pela Universidade Livre e Popular dos 7 Sertões de Pernambuco, na luta neste combate pela cultura viva do culto Brasil oculto, foram : Adriano Marcena, Afonso Oliveira, Augusto César Elihimas de Carvalho, Carlos Evandro Pereira de Menezes, Célio Márcio Antunes de Lima, Feliciano Félix, Fernando Ferro, Ivaldo Nogueira, Jaime Amorim, José Manoel Sobrinho, Josenildo André, Luciano Duque de Godoy Sousa, Lula Gonzaga, Manoel Casciano, José Pimentel, Luiz Pinheiro de Barros, Rui Grude, Vanderlei dos Santos Catalão, Vera Ferreira e Wanessa Campos.

Fonte: facebook
Página: Xaxado Cabras DE Lampião

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DIA DO GEÓGRAFO

 
Os blogs:  administrados por José Mendes Pereira: Mendes e Mendes, Fatos & Fotos, Cantinho da Música e Minhas Simples Histórias parabenizam estes profissionais pela passagem do seu dia.

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VOLTA DO REI DO CANGAÇO


SINOPSE

O romance 'A Volta do Rei do Cangaço', de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião. Neste livro o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das 'volantes' e do governo. Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado. O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado. 'A Volta do Rei do Cangaço' retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido. Um historiador, obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade.

Livraria Cultura - R$ 60,00 Reais

DETALHES DO PRODUTO

Origem:  NACIONAL
Editora:  GRÁFICA IMPRESSIONE
Idioma:  PORTUGUÊS
Edição:  1
Ano:  2015
País de Produção: BRASIL
Código de Barras:  9788591891603
ISBN:  8591891600
Encadernação:  BROCHURA
Altura: 20,50 cm
Largura: 14,50 cm
Comprimento: 1,80 cm
Peso: 00,40 kg
Complemento:  NENHUM
Nº de Páginas:  313

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EX-VOLANTE " NECO DE PAUTÍLIA E MARIQUINHA "


EX-VOLANTE " NECO DE PAUTÍLIA E MARIQUINHA "... Um exemplo de vida

Observação: Ele faleceu há um ano atrás.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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NELI CONCEIÇÃO FALA SOBRE OS SEUS PAIS

Neli Conceição e seu irmão Inacinho ambos filhos dos cangaceiros Moreno e Durvinha

Querido amigo:

Esse amor ela sempre teve pelo seu primeiro marido o Virgínio Fortunato da Silva, depois ela só ficou com o papai o Moreno, por não ter para onde ir, aí ela o acompanhou e nasceu por ele um respeito e consideração, amor mesmo ela nunca escondeu dele, do Moreno, meu pai, que o grande amor dela foi mesmo o Virgínio, falava isso na cara do meu pai Moreno.


A carreira na caatinga
onde existia o terror
nascia sem preconceito
o mais verdadeiro amor
era Durvinha e Moreno
num aconchego pequeno
aproveitando o espaço
com esse carinho incrível
mostraram que foi possível
sentir prazer no cangaço

(Hellyo viturino)

Fonte: facebook
Página: Neli Conceição

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PRÉ-LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO "OS ÚLTIMOS CANGACEIROS" EM SÃO PAULO-SP.


PRÉ-LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO "OS ÚLTIMOS CANGACEIROS" EM SÃO PAULO-SP. LOCAL: RESERVA CULTURAL (AV. PAULISTA)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior


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SOBRE BENEDITO VASCONCELOS...

Por Marcela Ferreira Lopes

As palavras fogem, nesse exato momento, para descrever e/ou até mesmo enfatizar a importância que o professor Benedito Vasconcelos Mendes tem na minha vida.  

Inicialmente, tive a oportunidade de conhecer o Benedito escritor através da leitura dos seus livros. Livros que em sua essência, falam da Região Nordeste, mais precisamente do sertão. Fui devidamente apresentada, ainda enquanto aluna do curso de Geografia do CFP/UFCG, por intermédio de José Romero de Araújo Cardoso, por quem possuo enorme gratidão pelas indicações das obras. Livros tais como: Reflexões sobre o Nordeste (2003), Arte e Cultura do Sertão (2009) e o último lançado recentemente Culinária Sertaneja (2015).  Em todos os seus escritos, percebem-se o grande amor, a grande consideração e o profundo entusiasmo que Benedito tem para com o Nordeste. Através das leituras tive e sempre vou ter a oportunidade de melhor compreender toda a dinâmica que envolve a civilização da seca: os entraves, dilemas e as variadas potencialidades que possui o território nordestino. Através do “olhar” de Benedito também tornei-me mais crítica, mais reflexiva, o que contribuiu enormemente para a minha formação, bem como para minha prática enquanto docente.  

É de tal grandeza esse amor ao semiárido que materializou-se na forma de Museu. Atualmente o Museu do Sertão, localizado na fazenda Rancho Verde, pode ser considerado, sem sombra de dúvida, como o maior museu do mundo em se tratando das temáticas culturais do semiárido. Impossível não se impressionar com prensas de cera de carnaúba, engenhos de rapadura e de aguardente, bolandeiras para descaroçar algodão, lamparinas e oratórios, os quais consistem em objetos que resguardam a cultura nordestina para as novas gerações. Uma infinidade de peças que enche os olhos dos visitantes de saudade, de nostalgia, de grandes recordações. Caminhar e observar cada canto constituem-se em verdadeira aula de História, fazendo um elo constante entre o passado e o presente. O museu é um trabalho de fôlego! Que só pessoas da índole do Professor Benedito, sabem conduzir na forma mais organizada e mais planejada que existem.

Benedito Vasconcelos Mendes

Concomitantemente, falar na pessoa de Benedito é também falar na pessoa de Susanna Goretti. Ser iluminado, altamente competente em tudo que faz. Dona de uma docilidade e de uma simpatia que contagiam a todos que estão ao redor. A receptividade é um traço marcante. Mulher altiva, perspicaz, caminhando lado a lado, apoiando Benedito em todos os momentos.  Não existe Museu do Sertão sem Benedito Vasconcelos e muito menos sem Susanna Goretti.

Benedito Vasconcelos Mendes, ser humano de primeira grandeza, simples, humilde, amigo presente nas horas boas e ruins. Tive a honra de conhecê-lo pessoalmente em 2014, quando pude comparecer a uma visita ao Museu. Dono de uma inteligência rara, de uma sensibilidade tamanha!  Homem de sorriso fácil. Percebi em seus olhos que fazia questão de apresentar cada lugar com profundo entusiasmo que contagiava a todos! Fiquei extremamente emocionada em ver na minha frente o autor dos livros dos quais mais gosto e que são minha grande referência quando se trata do Nordeste. Seus vastos conhecimentos são de incomensurável importância para todo o semiárido!

Benedito Vasconcelos Mendes é, de fato, uma das maiores autoridades quando o assunto é semiárido!     

Marcela Ferreira Lopes. Geógrafa-UFCG/CFP. Especialista em Educação de Jovens e Adultos com ênfase em Economia Solidária-UFCG/CCJS. Graduanda em Pedagogia-UFCG/CFP. Membro do grupo de pesquisa (FORPECS) na mesma instituição.

Marcela F. Lopes

Escrito na terra de Padre Rolim, Sertão da Paraíba.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador José Romero de Araújo Cardoso

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JORNAL “DIÁRIO DA TARDE”, DE ARACAJU, EDIÇÃO DE 01/10/1937 - PADRE ARTUR PASSOS


SERIA ESTE PADRE ARTUR PASSOS, CUMPRIMENTADO PELO JORNAL “DIÁRIO DA TARDE”, DE ARACAJU, EDIÇÃO DE 01/10/1937, O QUE, SEGUNDO CONSTA, NO DIA 19/04/1929, NO ENTÃO POVOADO POÇO REDONDO, MUNICÍPIO SERGIPANO DE PORTO DA FOLHA, ESTEVE COM LAMPIÃO? 

PADRE ARTUR PASSOS

Tivemos o prazer de levar ontem nosso abraço ao distinto amigo Padre Artur Passos, culto sacerdote e diretor do Grupo Escolar Oliveira Valadão na cidade de Vila Nova.

Prestigioso político, correligionário leal, tendo sempre atitudes compatíveis com a dignidade, defensor ardoroso dos interesses de Vila Nova, impõe-se ao respeito e estima de quantos conhecem as grandes qualidades de espírito e coração.

Tendo vasta ilustração, que a modéstia procura disfarçar e que só se revela plenamente aos de seu círculo mais íntimo de amigos e admiradores, o Padre Artur Passos ocupa, presentemente, as funções de diretor de um Grupo Escolar, que se tornou, sob sua direção, um modelo de ordem administrativa e eficiência pedagógica.

Até mesmo providências, que os Regulamentos da Instrução e dos Grupos não exigem nas atribuições dos diretores, ele tem tomado espontaneamente, vencendo dificuldades inumeráveis, já contra a indiferença do meio, já mesmo contra a falta de estímulo de superiores hierárquicos.

Conhecemos pessoalmente, e com os olhos de observador, o Grupo Escolar sob sua proficiente direção.

E quase tudo o que ali se nota tem a marca de seu esforço, de sua dedicação, de sua inteligência.

Aliás, se acaso em Sergipe isto não fosse reconhecido e proclamado, tem o padre Artur Passos conseguido, para o seu grupo, de conferências e congressos realizados fora do Estado consagradoras provas de mérito e estímulo, que são títulos insuspeitos a aproximar-lhe o nome de educador.

De passagem por esta capital, onde demora por breves dias, o Padre Artur Passos, que se acha hospedado com o nosso distinto amigo Dr. Niceu Dantas, tem sido muito visitado.

Renovamos-lhe, destas colunas, os nossos cumprimentos.

Fonte: facebook


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quinta-feira, 28 de maio de 2015

LAMPIÃO EM MOSSORÓ


Uma obra do escritor Raimundo Nonato. 

Fonte do acervo: Caio César Muniz

Fonte adquirida: página do Cid Augusto

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A VISITA DO IMPERADOR

Por Zózimo Lima

Depois que desceu na Ponte, de 220 palmos de comprimento e 61 de largura, sendo uma parte de alvenaria, de 65 palmos, e outra de madeira, de 135, D. Pedro II e a Imperatriz, naquele distante 11 de janeiro de 1860, acompanhados de seu séquito rumaram para Palácio, escoltados pelo presidente da província, Dr. Manuel da Cunha Galvão, todo mesuras e salamaleques.

A nova capital, dentro de mangues e lagoas, onde apareciam cajueiros nos pontos mais altos, com apenas cinco anos de existência, por isso que o palácio era um casarão de aspecto sombrio, sendo necessário fazer-se uma puxada com galeria e mais dois quartos para hospedar alguns áulicos da comitiva que não era pequena, inclusive oficiais de Marinha.

Depois do protocolar beija-mão, com uma pequena saudação pronunciada pelo Dr. Guilherme Rabelo, foram distribuídos alguns copos de cajuada. O Imperador estava expansivo e mostrou desejo de conhecer a biblioteca palaciana. Torceu a cara quando viu que a maioria dos livros era de Paulo de Kock, jocoso escritor francês na época muito divulgado.

À noite, depois de devorar com apetite as curimãs de São Cristóvão, houve quadrilhas em que se exibiram alguns oficiais de Marinha, o Comandante da Polícia, Voltaire Carapeba e alguns comendadores barbados com as respectivas esposas de saia balão, papelotes nos cabelos e muita fita no corpinho atacado por constringentes barbatanas dos espartilhos.

Cansado, enfadado, depois de dar ordens aos comandantes do “Rio Apa”, “Pirajá” e “Itajaí”, que dormiriam a bordo, recolheu, com a Imperatriz, aos aposentos, envolvidos numa onda de carapanãs que furavam os mosquiteiros. 

Na manhã do dia 12, às 6 horas, já de pé, recebeu a impertinente visita do vice-cônsul português Horácio Urpia, no que era sucedido pelo vice-cônsul da França e Uruguai José Narboni, negociantes de quinquilharias, ambos de fardão.

Depois do café com bolo, requeijão, ovos, banana frita e macaxeira, foi visitar as principais repartições públicas da nova capital.

Ao chegar à Alfândega, em casa de aluguel, mal alojada, consultou o relógio, que marcava 10 horas, e conferiu com o seu que estava em 9. Observou ao Inspetor daquela irregularidade. O Inspetor informou que a despeito daquela adiantada hora os funcionários cumpriam o período de serviço. O Imperador não gostou da explicação. Passou-lhe um carão em regra.

Aquele funcionário, acremente censurado, ao sair o Imperador, sem tomar qualquer purgante, minutos depois, fazia força, se espremia e gastava folhas de papel e capucos de milho para se limpar.

Outros episódios cômicos durante a estada do Imperador nesta província irei contar aos meus leitores, sem me afastar da verdade contida no noticiário da época.

Zozimo Lima
"Gazeta de Sergipe" – 03/10/68

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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VALE A PENA LER... ARQUIVO DO PROFESSOR RAUL MENELEU MASCARENHAS



Fonte: facebook

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DOCUMENTÁRIO Família de Januário

 
No dia 02 de Agosto de 1989 morre a figura mais importante do forró, Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, filho de seu Januário e dona Santana, e era pai do cantor Gonzaguinha.
 
O dia 11 de Junho de 1978  morre Seu Januário, pai de Luiz Gonzaga e avô do cantor Gonzaguinha.
 
Morre o cantor Gonzaguinha - Arquivo Jornal Nacional
Morre, precocemente, um dos maiores cantores e compositores brasileiros, Gonzaguinha, Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, filho do Gonzagão, do maior e mais famoso sanfoneiro do Brasil, Luiz Gonzaga, deixou um legado de músicas belíssimas e letras inteligentes que falavam fundo. Começou nos festivais

Fonte: Youtube
Jornal Nacional - Globo

LAMPIÃO – ERA BESTA NÃO

 
LAMPIÃO – ERA BESTA NÃO Luiz Gonzaga
Compositor: Solange Veras e Luiz Gonzaga
Lampião, Lampião
Foi cabra valente
Era de enganchar
Do princípio ao fim
Vou mostrar que Lampião
Não era tão valente assim } bis
-
Lampião era valente
Valente como ele só
Mas levou uma carreira
Dos cabras de Mossoró
O pique foi tão danado
Que lascou o mocotó
-
Lampião quando pegava
Macaco, não tinha dó
Quando o cabra trastejava
Ele dava no gogó
Porém Maria Bonita
O enrolava no gogó
-
Lampião de Vila Bela
Baixa Verde e Pajeú
Nunca se esqueceu da velha
Serra de Tacaratu
Nunca foi contar farofa
Pras bandas de Novo Exu
-
Lampião tava dançando
Xaxado em Nazaré
Quando chegou Mane Neto
Cabroeira deu no pé
Se esconderam no serrote
Em Bom Nome, São José
Fonte: facebook


MORENO E DURVINHA, OS ÚLTIMOS CANGACEIROS ESTREIA HOJE EM FORTALEZA

 

Durante muitas décadas, não se falava sobre Lampião nem de brincadeira em uma fazenda do interior de Minas Gerais. Lá, o casal José Antônio Souza e Jovina Maria da Conceição seguia uma vida pacata, distante de qualquer referência ao mundo do cangaço. O estilo de vida dos pais - sem família e com um passado de lacunas - começou a gerar muitas perguntas dos filhos. A explicação parecia frágil: a de que os parentes haviam todos morrido nas grandes secas do Nordeste.
 
Mas quando José Antônio completou 95 anos, achou que era hora de, enfim, contar a própria história. O casal pacato era, na verdade, Moreno e Durvinha, dois cangaceiros sobreviventes do bando de Lampião. Com a revelação, os filhos foram descobrindo profundas marcas do cangaço nos pais: das marcas deixadas na pele de Durvinha por uma bala expelida a faca até a afamada valentia de Moreno, homem dos trabalhos pesados de Lampião.
 
A história do casal, que fugiu travestido de romeiro e mudou de identidade para escapar das forças volantes, é contada no documentário "Os Últimos Cangaceiros", que estreia nesta quinta-feira (28), no Cinema do Dragão do Mar. Por meio dos depoimentos de Moreno e Durvinha, de imagens de arquivo e das gravações feitas pelo cineasta Benjamin Abrahão na década de 1930, o filme mostra a vida no cangaço por um viés diferente. "Os Últimos Cangaceiros" ilumina detalhes do bando de Lampião para revelar sua arqueologia - com modos de vida, cultura, cotidiano e vestígios históricos.
 
Com trilha sonora de DJ Dolores, o filme é embalado por ritmos nordestinos, com a sobreposição da sanfona sobre melodias eruditas. É também pelo uso das imagens de arquivo que o filme chama atenção. As imagens feitas por Benjamin Abrahão, o único a filmar o Cangaço na época de atuação do grupo, ganham cores em um trabalho realizado frame a frame para o documentário de Wolney Oliveira, o que provoca realismo maior ao espectador.
 

Durvinha em foto de Benjamim Abrahão
Além disso, "Os Últimos Cangaceiros" se desdobra na tela como um filme de encontros. O documentário acompanha a busca de Moreno e Durvinha por seus familiares e os encontros com as pessoas com as quais cruzaram ao longo da vida em bando. Embora o filme revele que os últimos cangaceiros do bando de Lampião foram recebidos socialmente como heróis após revelarem suas identidades, ele não esconde o lado obscuro do Cangaço.
Uma coisa é certa: o longa é capaz de mostrar aspectos do bando de Lampião que seguem distantes das inúmeras ficções sobre o tema e da História oficial. Realizado com uma equipe integralmente cearense ao longo de cinco anos, o documentário tem 180 horas de filmagens editadas em 79 minutos. O projeto, iniciado para ser uma ficção sobre Lampião, se tornou um documentário sobre um casal de cangaceiros que ilumina também sutilezas do grupo - das vaidades dos integrantes ao cheiro de perfume que eles deixavam por onde passavam. A ideia de uma ficção futura, porém, ainda não foi abandonada pelo diretor.

Neli Conceição, filha do casal Moreno e Durvinha
"Os Últimos Cangaceiros" é fruto do interesse pelo Cangaço nutrido pelo diretor Wolney Oliveira desde os tempos em que o pai dele, cineasta Eusélio Oliveira, o levava para filmar as romarias de Juazeiro do Norte. "Em uma das viagens, meu pai me deu de presente o livro 'Milagre em Juazeiro', fiz até meu primeiro longa sobre isso. Pela primeira vez, me deparei profundamente com a figura fantástica e polêmica do Lampião. Depois meu pai me deu outro livro, chamado 'Memórias do Cangaço'. Essa história sempre ficou remoendo em mim", conta.
Quando conheceu a filha de Maria Bonita e Lampião, Vera Ferreira, em um festival de cinema, Wolney a convidou para apresentar, no Cine Ceará, trechos filmados por Benjamin Abraão. As conversas com Vera na época serviram de estímulo para que ele iniciasse o projeto de uma ficção sobre o líder do Cangaço. "Começamos a filmar o longa 'Lampião, governador do sertão'. O nome é resultado de uma carta que ele fez pro Governo de Pernambuco, propondo divisão dos territórios a serem governados pelos dois. Ele assinou dessa forma, daí veio o nome inicial", explica Wolney.
Wolney Oliveira
Durante as filmagens, a equipe descobriu que Moreno e Durvinha estavam vivos. Diante da novidade e do alto custo para realizar uma ficção de época, Wolney decidiu transformar seu filme em um documentário. "Eu pensei: Estou fazendo um filme sobre Lampião, que já está morto. Achei então que o filme não era mais sobre Lampião, mas sobre Durvinha e Moreno, que ainda estavam vivos", diz.
O filme foi finalizado em 2011 com um material importante para a memória do Cangaço. Exibido em 50 festivais nacionais e internacionais, contabiliza, até agora, oito prêmios. Quatro anos após a sua finalização, "Os Últimos Cangaceiros" enfim chega às salas de cinema de Fortaleza. Questionado sobre a demora para colocar o longa em circuito, Wolney Oliveira afirma que o grande nó ainda do cinema brasileiro é a distribuição.
"Eu me dou por feliz porque meu filme vai ser lançado nacionalmente, por um apoio da Secult ainda na gestão do ex-secretário Paulo Mamede. A Coelce é que vai bancar o lançamento por meio do edital Mecenato. Não havia sensibilidade do Poder Público para o audiovisual, embora hoje o Ceará seja um dos mais importantes produtores do Brasil. Eu acredito muito na palavra do governador Camilo, que criou um comitê da cultura e assumiu o compromisso de colocar 1,5% do orçamento para o setor", declara.
Mais informações:
"Os Últimos Cangaceiros" entra em cartaz a partir de 28 de maio de 2015. Haverá sessão especial em Fortaleza no dia 28 de maio, às 19h30, no Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco, seguida de debate com o diretor.
Jornal Diário do Nordeste
Beatriz Jucá
Repórter
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ANGICOS 1938 – PARTE III

 
Era a noite de 27 para 28 de julho de 1938. Chovia muito e o tempo andava escuro como breu. Desabou uma tempestade e as águas do São Francisco, encrespadas, rolavam impetuosas. Os soldados, temendo um naufrágio, puseram-se nus, amontoado as roupas a um canto da embarcação, que batia, vez por outra, de encontro às pedras do leito,
De madrugada, a canoa aportou à margem sergipana. Vestiram-se os soldados. Um deles foi enviado ao pouso de um coiteiro, nas proximidades do rio, com ordem para requisitar aguardente, a maior quantidade possível que encontrasse.
Voltou, mais tarde, na companhia do homem.
Na escuridão, o tenente passou a mão no rosto do coiteiro, para reconhece-lo.
“Cabra safado, há dois anos que você vem me passando essa conversa”, rugiu, furioso, o comandante da volante. “ Mas agora você vai contar a verdade ou não sai vivo daqui.”
O homem estremeceu diante das ameaças. Narrou o que sabia, com um sorriso amarelo na cara.
A chuva açoitava o mato, violentamente, ensopando os soldados, armas e munições.
Arrancada a confissão do coiteiro, pôr-se o tenente em marcha outra vez, agora no rumo dos Angicos, reembarcando a tropa nas canoas ligadas que perseguiram rio a fora batendo sobre as pedras, enquanto os canoeiros, prevendo um encontro com os bandidos, tremiam apavorados.
Era o início da marcha sobre o bivaque do Capitão.
Mais adiante, já nas proximidades do grotão, a volante desembarcou. Bezerra tomou as suas decisões. O aspirante Ferreira de Melo, com quinze homens e uma metralhadora belga de vinte tiros, marcharia sobre o riacho seco, junto ao coito, dividindo aí o seu destacamento para a investida. O cabo Antonio Bertoldo da Silva, com oito homens, avançaria à Ilharga do comandante. E o próprio Bezerra rumaria na direção centro do acampamento, com Bertoldo à direita, cabo Justino (armado de uma metralhadora hotkiss, de trinta e dois tiros), à esquerda, um pouco recuado do aspirante Ferreira de Melo, que ia na frente. O sargento Aniceto, cujo nome é omitido pelo chefe da volante, em suas memórias, durante esses preparativos de combate, dispunha de dezesseis homens. A missão do cabo Justino era atravessar o riacho da direita para a esquerda, completando o cerco.
CONTINUA...
Fonte: Capitão Virgulino Ferreira: Lampião
Autor: Nertan Macêdo
Edições O Cruzeiro Rio de Janeiro
Ano: 1970
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CORONEL ANTONIO FRANCO AJUDAVA CANGACEIROS

 
Coronel Antônio Franco (sentado) e sua família. Ele era o dono do Engenho Central que ajudava cangaceiros com mantimentos e armas. Quem sabe dessa história?
Fonte: facebook
Página: Robério Santos


DEPOIMENTO INÉDITO


Conforme prometido no dia 25 de maio, aí está o DEPOIMENTO INÉDITO que gravei em 17 de maio de 1996, contendo 47 minutos e 42 segundos de entrevistas com testemunhas oculares do acontecimento da morte de CORISCO e o sofrimento de DADÁ, retratados em 25 m e 18 s por Dona Virgilina Rosa de Souza 85 anos, 18 m 96 s por Joaquim Pacheco 83 anos, além da participação de João Geraldo de Souza.  

O CD contendo a gravação original, será vendido junto com o livro CHAPADA DIAMANTINA, HISTÓRIA RIQUEZA E ENCANTOS, que traz capítulo sobre CORISCO e DADÁ os últimos cangaceiros. A obra contém 272 páginas, com dezenas de fotografias, sendo 48 coloridas.
 
O preço do livro+ CD e postagem para qualquer lugar do Brasil, custará R$ 63,50.
O pedido deverá ser feito pelo e-mail: renatoluisbandeira@gmail.com, para que eu possa enviar dados bancários para depósito.
Fonte: facebook
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quarta-feira, 27 de maio de 2015

DADÁ COSTURANDO PARA A ATRIZ LEILA DINIZ


FOTO INÉDITA DA CANGACEIRA " DADÁ" COSTURANDO, AO LADO DA ATRIZ LEILA DINIZ, QUE A INTERPRETOU NO FILME " CORISCO E DADÁ.".

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta‎ Lampião, Cangaço e Nordeste

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CONVITE


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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NÃO SE ESQUEÇA, É AMANHÃ (28-05) O LANÇAMENTO DO LIVRO NAS TRILHAS DE MEU AVÔ


Divulgando com muito orgulho, o lançamento do livro que meu marido lançará amanhã, dia 28/05/2015. Muito feliz com a dedicatória que ele faz a mim, à nossa filha Larissa e a irmã dele, as 3 mulheres especiais na vida dele! Quanto orgulho! Convido a todos os amigos, para compartilhar desse grande momento!



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