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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

LUIZ GONZAGA AO VIVO COM PATATIVA DO ASSARÉ

https://www.youtube.com/watch?v=Qs7ny9EpP94&spfreload=5

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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PAULO GASTÃO ENTREVISTA A EX- CANGACEIRA SILA.

https://www.youtube.com/watch?v=vWnDebHZEPI&feature=share

Publicado em 1 de ago de 2017
Entrevista com Sila descendo o Velho Chico em direção a grota de Angico, e subindo a trilha do local da morte de Lampião onde Sila estava junto do bando com Zé Sereno.
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FARÓIS DE ALAGOAS

FARÓIS DE ALAGOAS
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.706

Há certo tempo passado, subi para o Jacintinho em busca de rever o farol que marcou parte da minha infância em Maceió. Não cheguei a entrar porque estava interditado na ocasião, mas deu muito bem para matar a saudade das faixas azul e vermelha projetadas para o oceano. Agora vejo bela reportagem completa em site de Maceió sobre os velhos faróis de Alagoas em número de seis. Eles estão localizados no Jacintinho; Pontal do Peba, perto da foz do rio São Francisco em Piaçabuçu; Pontal de Coruripe; Praia do Gunga em Roteiro; Praia de Ponta Verde em Maceió e em Porto de Pedras.
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FAROL DO JACINTINHO. Foto: (Ailton Ruz).
O responsável pelo funcionamento de todos os faróis instalados em Alagoas tem como responsável o sargento Alessandro, da Marinha do Brasil. Ele diz que apesar das tecnologias, o mundo inteiro ainda mantêm seus faróis funcionando por causa da eficiência na segurança aos navegantes.
Hoje, com 26 metros de altura, o Farol de Maceió é um dos mais eficientes do país e está a 68 metros do nível do mar. Sua luz tem alcance de 43 milhas (80 quilômetros), na luz branca, e 36 milhas (60 quilômetros) na luz encarnada. Depois de construído entrou em funcionamento em 1de janeiro de 1857. O local deixou de ser chamado Alto da Jacutinga para Alto do Farol e que originou o nome do bairro. Quando em 1937 o farol recebeu luz elétrica passou a ser o primeiro do Brasil.
Os faróis são charmosos e pontos de referência para habitantes, turistas e banhistas, embarcando sempre suas imagens nas mochilas de visitantes. Funcionam em condições normais à base de energia elétrica, mas estão em segundo lugar baterias que podem manter o equipamento na sua função. Explica novamente o sargento Alessandro que ainda acontece à terceira opção, que é um funcionamento mecânico que parece complicado.
E para completar as informações, o farol da Ponta Verde possui cerca de 15 metros de altura, faz parte do cartão postal daquela praia e adverte sobre os recifes na região.
O maior de todos, porém, é o Farol do Peba, erguido na foz do rio São Francisco, em torre de metal, com 46 metros de altura.
Cada um dos seis faróis de Alagoas tem sua história própria e um montão de inúmeras outras para ser contado.


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MANOEL SEVERO: UM AGRADECIMENTO

Por Rangel Alves da Costa

No dia 22 de julho passado, no Museu do Gonzagão, durante os eventos do Cariri Cangaço Exu/Serrita 2017, a jovem vereadora do município de Floresta Bia Numeriano, anunciou que tramita na câmara municipal deste município, de sua autoria, um projeto de concessão de título de cidadão florestano a Manoel Severo Gurgel Barbosa.
Certamente será mais uma merecida homenagem a este homem que mesmo tendo nascido em Fortaleza, no Ceará, já traz no seu histórico os títulos de Cidadão do Crato (Ceará), de Missão Velha (Ceará), de Piranhas (Alagoas) e tantas outras prestigiosas honrarias. A par de seus ofícios profissionais, Manoel Severo passou a ser conhecido como membro da SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cagaço), do GECC (Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará) do GPEC (Grupo Paraibano de Estudos do Cagaço) e do GFEC (Grupo Florestano de Estudos do Cangaço), mas principalmente como fundador e curador do Cariri Cangaço.
Desse modo, tudo o que se diga aqui será como referência ao Manoel Severo múltiplo, imenso, grandioso, envolto e onipresente em tudo que diga respeito ao estudo do cangaço e dos fenômenos sociais e messiânicos nordestinos. E assim por que através de Severo o estudo, o debate e a compreensão de tais vertentes históricas e culturais, ampliaram-se e disseminaram-se de tal modo que será possível afirmar que o nordestino enfim está encontrando e conhecendo o seu verdadeiro Nordeste.


Difícil de falar sobre Severo a partir da fixação de sua imagem. Ele nunca para, ele nunca está no mesmo lugar no instante seguinte, ele nunca descansa enquanto o programado não estiver a contento. Difícil ainda imaginar como um homem agenda em sua mente e no seu dia a dia tantos encontros, tantas reuniões, tantas viagens de trabalho, tantos acertos e parcerias. E tudo sempre dá certo, tudo produz maravilhosos resultados. Exemplo disso são os eventos do Cariri Cangaço e os seus pormenores que os antecedem. Um Hércules, esse Severo!
E Severo ainda tem tempo de ser amigo, um fiel e extremamente amigo. Não há instante em que ele não dê imediata resposta a uma dúvida, a um problema, a um contato qualquer. Neste momento mesmo, sem haver descansado da imensa e longa jornada do último Cariri Cangaço, ele já está mantendo preciosos contatos para os próximos eventos. Significa dizer que Severo assimilou de tal modo o Cariri Cangaço à sua vida que pelas suas veias e coração já correm e pulsam todos os sóis encourados das caatingas nordestinas.
Severo também foi grande e fiel amigo de meu pai Alcino Alves Costa. E Severo também é amigo do filho de Alcino, da família de Alcino, de Poço Redondo, de todo o sertão sergipano. Cada vez que o ouço citando o Conselho Consultivo Alcino Alves Costa e relembro que seu peito brilhou uma comenda de nome Alcino Alves Costa - esta outorgada pela SBEC -, é como se a permanência e valorização de Alcino também fosse também um atributo seu. Obrigado, Severo!

E também obrigado por proporcionar ao Nordeste aquele outro Nordeste que precisa ser muito mais conhecido. Obrigado por preencher na História as lacunas para o seu entendimento maior. Obrigado por trazer à discussão e ao debate novos conceitos e novas vertentes sobre velhos dogmas até então tidos como irrefutáveis. O Cariri Cangaço, Severo, mostra-se, sem dúvidas, como o verdadeiro e primoroso livro aberto ao conhecimento de todos. Através do Cariri Cangaço há não somente o encontro da história como o caminhar, o visualizar, a aproximação da própria história.
Orgulha-me ser seu amigo, Severo. E em nome de Alcino, de seus familiares e de todo o Poço Redondo, e também de toda a comitiva que presente esteve no Cariri Cangaço Exu/Serrita 2017, dizer do agradecimento à acolhida de todos nas terras gonzaguenas e jacozeiras. E dizer ainda: Poço Redondo é seu. De braços abertos!

Escritor
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POMBAL/PB E SUAS DATAS: DILEMAS E PERSPECTIVAS

 Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

 A nossa cidade tem feito uma troca injusta para os que aqui chegaram, mataram e morreram para fincar essa cidade no meio do sertão da Paraíba. Claro que são muitas datas para se comemorar, mas por que optar na comemoração maior pela data menor?


27 de julho de 1698: Fundação do Arraial Nossa Senhora do Piancó. Estaremos comemorando 319 anos de fundação.

04 de maio de 1773: Emancipação e elevação à categoria de Vila. 245 anos de Emancipação Política.


21 de julho de 1862: 155 de elevação ao status de cidade.

Não se trata de uma ‘ESCOLHA DE SOFIA.

Comemorar uma data não se resume a contratação de bandas e decretação de feriados: é mais do que isso. É reconhecer e divulgar nas escolas que homens e mulheres em certo momento lutaram por tais acontecimentos e que estes são importantes para a história da cidade.

Torre da Igreja do Rosário

Quando Pombal passou de Vila a Cidade através da Lei n° 63/21 de julho de 1862, a Câmara estava assim constituída:

Presidente — Major Bento José da Costa
Francisco Adelino Pereira
Pedro Alves de Farias
João Alves Feitosa
Bela mino Aurélio Arnaud Formiga
Raimundo Pereira de Almeida
João Antunes do Rosário.

Para ascender ao status de cidade Pombal não mais teve a necessidade de adquirir sua autonomia municipal, por que, tal autonomia já lhe havia sido assegurada em 04 de maio de 1772.

A Câmara dos vereadores de Pombal completou no dia 04 de maio de 2017, 245 anos. Desde a sua instalação.


Ao se transformar em Vila no dia 04 de maio de 1772, Pombal passou a gozar de completa autonomia municipal, assim, de imediato, fizeram-se eleições livres para o preenchimento dos cargos oficias da Câmara e elegeu-se presidente e Judiciário da Câmara o capitão-mor Francisco de Arruda Câmara (pai do Sábio Manuel de Arruda Câmara). Na época a Câmara era denominada de “Senado da Câmara” cujos vereadores eram eleitos através do escrutínio direto e secreto.

Pombal foi também a última cidade a adquirir a sua autonomia ainda na condição de Vila, porque depois de então as novas leis do Império do Brasil, somente permitiam a autonomia quando estas passavam a condição de cidades.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O JULGAMENTO DE JARARACA..! Um soldado de Lampião no banco dos réus da história

Por Adriana Negreiros

Clique no link abaixo para você ver toda matéria sobre o julgamento do cangaceiro Jararaca em Mossoró. 
Se o link não abrir, leve-o ao google.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2017/08/o-julgamento-de-jararaca-um-soldado-de.html

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7ª VAQUEJADA


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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HOMENS TRECO(NON)LÓGICOS!

Por Caio César Muniz

Não vivemos mais sem um treco acoplado ao nosso corpo. O aparelho celular se tornou extensão de nós mesmos. Substituiu o relógio, a calculadora, o computador, o rádio, a TV, o jornal, a revista, a máquina fotográfica... o diabo a quatro.

Profissões estão em xeque por conta desta invenção pós-moderna que junto consigo traz outros elementos indispensáveis para seu uso: não saímos mais de casa sem um carregador (às vezes dois, às vezes mais). E agora chegaram os portáteis, que se ajuntam como mais um treco indispensável à nossa sobrevivência, homens “treco(non)lógicos”, fones de ouvido, hard-fones...

Não paramos mais para ver o pôr-do-sol nem seu nascer, o pescoço está pendendo pra baixo e estamos parecendo escovas de dentes, todos corcundas. As crianças também já sofrem do mal do século. Estudiosos já se debruçam sobre o problema.

Dizem que Albert Einstein seria o autor de um pensamento que diz: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapassar a interatividade humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.

Seja lá quem for o autor, a assertiva chegou com força. Estamos perdendo espaço nas rodas de conversa, nas mesas de bar e até nas paqueras para as tecnologias que se instalaram como uma doença em nossas vidas.

E agora, sem reversão, o que fazer com tudo isto? Acordaremos algum dia para viver a beleza que deixamos no passado?

OUTROS LEROS

A poetisa Camila Paula lançará na próxima sexta-feira, dia 07 o seu livro “Espelho” no RustCafé do Memorial da Resistência a partir das 19horas. Camila é da novíssima safra de grandes poetisas de Mossoró. Poesia crítica, social, mas, acima de tudo, boa poesia.

Mal termina o Mossoró Cidade Junina e já começam as reclamações acerca de falta de pagamento de cachês aos artistas locais etc. Isto não deveria mais acontecer, todo artista mossoroense sabe como funcionam as coisas da Prefeitura, independente do gestor. Sobe ao palco sabendo que vai ter aborrecimento. Deste mal eu não morro.

Em 16 de agosto próximo se comemora, ou deveria se comemorar, os 110 anos do memorialista martinense Raimundo Nonato da Silva. O retirante da seca de 1919 que se tornou uma das principais fontes de resgate da história potiguar. Que não passe em brancas nuvens.




Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SBEC ENTREGA COMENDA ALCINO ALVES COSTA NO CARIRI CANGAÇO EXU 2017 POR MANOEL SEVERO



Manoel Severo, Professor Pereira, Juliana Pereira e Benedito Vasconcelos na entrega da Comenda Alcino Alves Costa

Sábado, 22 de julho, no terceiro dia de Cariri Cangaço Exu 2017; no Parque Aza Branca em Exu,  a programação Cariri Cangaço teve seu inicio de maneira festiva com muito baião e xaxado com a performance do casal Quirino Silva e Célia Maria. Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, fez a abertura da programação da manhã convidando ao Presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, professor Benedito Vasconcelos para em ato solene fazer entrega das Comendas Alcino Alves Costa a personalidades de destaque no universo da pesquisa e estudo do tema cangaço nordestino.

 Presidente da SBEC, Professor Benedito Vasconcelos Mendes
 Manoel Severo , primeiro "comendador" Alcino Alves Costa
 Comunidade da pesquisa do cangaço no Cariri Cangaço Exu na entrega da Comenda
"Tenho a honra de entregar ao Curador do Cariri Cangaço, senhor Manoel Severo Barbosa, a primeira Comenda Alcino Alves Costa, conferida pela SBEC neste ato solene, e reconhecimento ao grande e respeitável trabalho que desenvolve em defesa da cultura e do estudo da temática do cangaço, Manoel Severo dessa forma é o primeiro comendador a receber essa distinção pela SBEC, no Brasil", palavras do presidente da SBEC, professor Benedito Vasconcelos Mendes.

 Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço e Benedito Vasconcelos, presidente da SBEC

Já o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, visivelmente emocionado confessou: "Sem dúvidas é uma emoção sem tamanho, inicialmente por ser distinguido como o primeiro comendador de tão honrosa medalha, depois pela distinção da SBEC, que na verdade é nossa entidade mãe, foi aqui que tudo começou, e terceiro por ter, a comenda, o patrono que é nosso inesquecível Alcino Alves Costa e quis o destino que nesta manhã de Cariri Cangaço estivéssemos aqui com boa parte de sua família e amigos de Poço Redondo, formando um das maiores caravanas neste evento em Exu, Professor Benedito, muito obrigado de coração".

 Juliana Pereira recebe a Comenda Alcino Alves Costa
 Juliana Pereira e Benedito Vasconcelos
Juliana Pereira e suas palavras de agradecimento

Em seguida o presidente da SBEC, professor Benedito Vasconcelos Mendes fez a entrega da Comenda Alcino Alves Costa aos Conselheiros Cariri Cangaço,advogada e pesquisadora da cidade de Quixadá, Juliana Pereira; primeira mulher a receber a comenda e ao pesquisador e livreiro de Cajazeiras, professor Pereira. "Duas personalidades mais que ilustres do mundo da pesquisa do cangaço que ao lado de Manoel Severo, são os três primeiros a receber a Comenda Alcino Alves Costa" revela Benedito Vasconcelos Mendes.

Para a agraciada pela comenda Alcino Alves Costa, pesquisadora Juliana Pereira: "Realmente um momento inesquecível,  receber das mãos do Presidente da SBEC, professor Benedito Vasconcelos, a comenda Alcino Alves Costa. Não bastasse a minha relação de amor profundo pelo o nordeste, por Gonzaga e por está em EXU, recebi uma comenda que leva o nome do meu pai espiritual, meu querido amigo, amado e eterno mestre. Só Deus sabe o tamanho que ficou meu coração, só Deus sabe a gratidão e a emoção que estou sentindo".

Professor Pereira e Benedito Vasconcelos
 Manoel Severo, Professor Pereira, Juliana Pereira e Benedito Vasconcelos
 Os tres primeiros agraciados pela Comenda Alcino Alves Costa pela SBEC

Outro dos agraciados com a comenda, pesquisador de Cajazeiras, Conselheiro Cariri Cangaço, Professor Pereira, ressaltou a importância e o significado do momento e lembrou "que justamente hoje no momento em que recebemos essa honraria temos conosco uma enorme caravana de Poço Redondo, com Rangel, filho de Alcino, dona Vera, irmã de Alcino e Lena, sobrinha que o acompanhava em todos os momentos, realmente um dia de festa para a família Cariri Cangaço".

 Rangel Alves da Costa, Manoel Severo, Vera Lúcia, Juliana Pereira, 
Professor Pereira e Lena Costa
Manoel Severo, Vera Lucia, Juliana Pereira
Familia de Alcino Alves Costa no Cariri Cangaço Exu
Rangel Alves da Costa, filho de Alcino Alves da Costa na festa da Comenda da SBEC no Cariri Cangaço Exu 2017

A Entrega da Comenda Alcino Alves Costa, iniciativa da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, através de seu Presidente Benedito Vasconcelos Mendes, foi sem dúvidas um dos momentos mais marcantes do Cariri Cangaço Exu 2017.

Cariri Cangaço Exu
Comenda Alcino Alves Costa- SBEC
Parque Aza Branca 
22 de Julho de 2017, Exu, Pernambuco

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/08/sbec-entrega-comenda-alcino-alves-costa.html

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CONVERSA SOBRE O CORDEL NORDESTINO.

Por Aderaldo Luciano

Por uma questão política e de revisão de termos, abandonei as designações "cultura popular" e "poetas populares" referentes, no primeiro caso, ao arcabouço colorido produzido pelo povo, presente nas suas manifestações artísticas, e, no segundo caso, à poesia escrevi vida de poetas que não passaram pela iniciação acadêmica. O que levou-me a esse solilóquio foi a constatação bem observada de que esses setores, os "populares", são os menos agraciados nas ações públicas para a cultura e os menos apreciados pelos dublês de gestores culturais. Observei, e todos podem observar, que um "poeta popular" jamais ganhará um prêmio literário promovido pelo estado oficial tendo as elites culturais como senhoras dos critérios avaliativos. Observei também que os "poetas populares" são usados como adorno em suas festas e ao final são convidados a comer na cozinha e dormir no quartinho. Vi também que esses mesmos poetas quando chamados para se apresentar em escolas, festas públicas e solenidades percebem os menores cachês, quando não são chamados a apenas "divulgar o seu trabalho". O poeta popular e seus pares da cultura popular, a despeito do seu trabalho e labuta, são considerados tão somente como apêndices, desprovidos do rigor técnico e estético requerido pelos editais elitistas. Assim, aqueles dublês aos quais me referi acima, entregam um milhão aos seus pares e apenas um quinhão de migalha ao poeta e ao artista populares. Trago isso para o cordel porque os poetas dessa falange são considerados poetas populares. O povo os ama, é verdade, mas as elites os repugnam. O cheiro do povo, o suor do poeta do povo, do poeta de cordel, constrange a madame e o salão do palácio e o alpendre da casa-grande. Ouvi de um poeta do povo sua vontade: elevar o cordel ao erudito. É um absurdo estético. Não existe elevação nem depressão na poesia. A poesia existe ou não. E acima de tudo não necessita de adjetivos. A poesia é a poesia. Toda e qualquer adjetivação, assim como o próprio termo "popular", é criação das elites para promover a apartação. Independente disso, vamos olhar quatro títulos de cordel escritos por mulheres, continuando as reflexões de matérias anteriores:

Fatima Filon é paulista, de São João da Boa Vista, radicada em Mogi Guaçu. Ativista literária, com vários títulos publicados, estreou no catálogo da Editora Luzeiro em 2012 com O Silicone. A crítica dos costumes, a observação do comportamento social é uma tradição no cordel. O poeta Manoel D'Almeida Filho estreou no cordel em 1936 com um poema nessa direção: A Moça Que Nasceu Pintada Com As Unhas De Ponta E As Sobrancelhas Raspadas. O pai do cordel, Leandro Gomes de Barros, tem vários títulos que perfazem a crônica social da cidade do Recife, como Os Coletores da Great Western, A Festa Do Mercado Do Recife ou Bento, O Milagreiro De Beberibe. Fátima recebe essa herança e trabalha seu poema com as orientações da tradição. O Silicone pensa a sociedade e a busca da beleza eterna e da eterna juventude ao abordar a indústria da cirurgia plástica, ampliada nos reclames midiáticos, assentada na crença da mulher fatal cuja ancestralidade está na Sibila de Cumas. Anotando as linhas do poema, Fátima faz um trabalho honesto, cumpre as rimas com certo rigor, sem muitas repetições, mas cai aqui e acolá na quebra do pé de um verso, sem comprometer o todo. Vale observar as cinco estrofes, no meio de 52, rimadas no "ÃO". Como a maioria dos poetas sabe e conhece, a rima nessa terminação propõe velocidade ao poema, todavia deve ser usada com parcimônia para não trair um provável encurtamento vocabular. O uso feito por Fátima é razoável, mesmo porque há ousadia em algumas rimas, por exemplo ao rimar "paparazzo" com "caso" e "prazo", na estrofe 50. A constante repetição da palavra "doutorzão" ao se referir ao profissional que promove a cirurgia plástica é depreciativa e merecia a utilização de sinônimos. A aparição da rima no diminutivo nas estrofes 15, 18, 35 e 45 transformaram-se, como quase sempre transformam-se, em armadilhas que podiam ser evitadas. A estreia de Fátima Filon na Luzeiro é interessante e o cordel exige uma continuidade para a prova final de seu chamado. Resta-nos aguardar os títulos que não conhecemos.

Silvinha França, paraibana de Guarabira, ao que nos parece bebeu na herança cordelística do brejo cuja capital foi sua cidade de origem. Situo Guarabira no brejo para cumprir o que chamamos de Cinturão Cordelístico Brejeiro, no qual estão dispostos os municípios de Areia (onde Francisco das Chagas Batista publicou seu primeiro poema e onde nasceu João de Cristo Rei), Solânea e Bananeira (berços dos Sena), Guarabira (possível terra de Apolônio Alves e centro editorial, vejam seu Pontes, Camilo e o próprio Pedro Batista), Sapé (Melchíades e Azulão), Alagoa Grande (Manoel D'Almeida Filho) e Alagoa Nova (Cícero Vieira, Mocó). Silvinha, portanto carrega a marca da terra. Licenciada em Geografia, palmilha a arqueologia, estuda os petrogrifos da região, protege seus sítios e milita nas lides da Sociedade Paraibana de Arqueologia. A Princesa Encantada Da Lagoa do Caju, seu cordel de estreia, retoma a lenda das assombrações da Lagoa do Caju, na cidade de Araçagi. A lenda fala de uma moça encantada, com voz sedutora, em melodia de lamento. Essa moldura serve à autora como fio condutor para a divulgação da escrita encontrada no Lajedo Grande, sítio arqueológico local. Referindo-me à tessitura da peça poética, ressalto a primeira página do poema, com três estrofes, das quais a primeira e a terceira estão armadas com rima no infinitivo “AR’ e a segunda, a do meio, rimando em “Á”. Embora bem colocadas, tanto as rimas como a métrica, na repetição do som agudo transformam esse primeiro encontro do leitor com o poema em uma espécie de “carreirão”, o que não é bom para o cordel, exigente que o é em matéria de diversificação de rimas. A rima em “AR” e “Á” serve muito à oralidade pois prepara o ouvinte para as terminações. No cordel, na bancada, é alçapão que aprisiona. Isso vale para toda a rima nessa categoria. As setilhas são fechadas na rima o que traduz o domínio da poeta sobre esse ofício: ababccb. Claro que isso não condena o poema, mas pede um pouco mais de trabalho. O poema de Silvinha tem virtudes maiores: notas sobre a origem de vários nomes estranhos ao leitor (são dezesseis notas valiosas para nós), uma boa bibliografia (21 citações sobre arqueologia e repertório legendário), uma apresentação da Sociedade Paraibana de Arqueologia e ficha catalográfica.

Maria do Rosário Lustosa Cruz, cearense do Juazeiro, pedagoga, arte-educadora e poeta, está na senda do cordel desde o ano 2000, como diz sua breve biografia na segunda contracapa do folheto O Remédio De Tonico. Tal título pertence ao Projeto SESC Cordel, Cordel Na Feira, produzido no Crato. Na mesma linha de O Silicone, de Fátima Filon, narra o encontro de seu Tonico, idoso, com a maravilha do fármaco estimulante sexual para comemorar suas bodas de ouro com Dona Toinha. Maria do Rosário cria os personagens e os coloca em situação de confronto por oferecer a um, o masculino, o estimulante, e a outro, o feminino, a passividade. Evocando o machismo e a Lei Maria da Penha, visto que a trama envereda pela agressão física e intervenção da lei, o poema está armado sobre sextilhas. Mesmo com alguns pés em seis versos, ou dúbios na contagem (“mãe de quatorze filhos”, na estrofe 2, ou “vivia admirado”, na estrofe 3), a história flui com rapidez porque assentada nas rimas em tempos verbais. Mas isso não revela um equívoco, tão somente a opção da poeta em aproximar seu relato da oralidade, facilitando a vida do leitor e pensando no ouvinte. A segunda estrofe, com rima no diminutivo, coloca palavras que, embora na terminação “inha”, não armadilham a autora: “vizinha”, “linha”, “Toinha”. A observação gramatical alcança as estrofes de 21 a 24. Essas estrofes compõem a fala da personagem Dona Toinha. É comum no cordel o travessão alternando estrofes se referirem a duas falas entre dois interlocutores. Maria do Rosário embasa-se na norma culta e a cada estrofe, mesmo sendo a fala de uma mesma personagem, a inicia com o travessão. O que está certíssimo e merece o aplauso. Outro elemento interessante é a verossimilhança negada. Explico: algumas peças de ficção, para fugir a qualquer mal-entendido, trazem um seu início o clichê “qualquer semelhança terá sido mera coincidência”. A autora subverte a ordem e o traz na última sextilha do seu poema. O Remédio De Tonico dialoga com outros títulos de crônica social e crítica de costumes. O cordel, como vemos, vai além da narrativa maravilhosa, como no caso dos três poemas abordados acima e do próximo a ser citado.

Ivonete Morais é cearense de Fortaleza. Socióloga, pós-graduada e ativista do cordel, tem títulos ligados a sua atuação acadêmica, como 23 De Abril: Dia Mundial Do Livro e Programa Criança Fora Da Rua Dentro Da Escola. No título que lemos, Ser Criança É... (Brincadeiras De Ontem E De Hoje), Ivonete busca nas memórias o rol de brincadeiras e jogos infantis nos quais as crianças nordestinas viveram seus dias, mas não é só. Usando o bordão “Ser criança é...” a poeta constrói o mundo da criança ideal vivendo no melhor dos mundos. Nas estrofes de 36 a 39 há uma crítica ferrenha ao mundo globalizado que, no discurso do narrador, ou pensador, não traz a felicidade à criança. A crítica ao consumismo denuncia a sociedade oferecendo produtos estranhos (celular, computador, laptop, patinete, videogame, motocross) em detrimento das tradições lúdicas (cantigas de roda, bonecas de pano, pula corda, parlendas, etc). Mas na estrofe 30 encontramos os dois versos: “Ser criança é acreditar/ Que existe Papai Noel”, ora o símbolo máximo do consumismo está representado aí nessa figura. Em outras duas estrofes há referências à religião cristã, na estrofe 2 (Pureza, ingenuidade/ São frutos do bom cristão) e na estrofe 15 (Ser criança é conhecer/ O autor da criação) para as quais cabem perguntas e reflexões: e as crianças que não são cristãs? E as crianças filhas de pais ateus? Até onde a pureza (elemento ideológico) e ingenuidade (elemento natural) são compatíveis dentro do mesmo caldeirão? Essas observações não querem manchar o bom trabalho de Ivonete no escrever do seu cordel, mas trazer a complexidade exigida na apreciação crítica de um folheto que muitos querem “popular” quando apenas bastaria jogar sobre ele, o cordel, o aparato teórico das ciências humanas, da teoria e crítica literária e ou da filosofia. O poema de Ivonete é uma ótima janela para o estudo crítico, o aporte teórico, a análise mais aprofundada. O cordel também é punhal. Fere os incautos e assassina os tolos.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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"O FOGO DA FAVELA" ou "O FOGO LAMPIÃO"


Essa fica localizada entre as cidades de Carnaubeira da Penha e Floresta, ambas em Pernambuco. Símbolo de uma sangrenta batalha entre a volante e os cabras de Lampião.


Porém, com o asfaltamento da estrada que liga as duas cidades, corre o risco de ser tirada de lá, e a região perder um símbolo da época do cangaço. 

Esse episódio da história ficou conhecida como "O FOGO DA FAVELA" ou "O FOGO LAMPIÃO".

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=685394158336198%2C685076488367965&notif_t=group_activity&notif_id=1501627445246334

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OS 150 ANOS DO TRANSLADO DA PADROEIRA DO ACARY: A FESTA DE AGOSTO EM 1867

Por Cicero José de Araújo Silva (Historiador)

Ser pesquisador e viver fuçando arquivos sempre nos rende gratas descobertas, que parecerem querer vir a luz da história. Documentos amarelados e empoeirados que esperam por décadas para nos contar prazerosamente fatos ocorridos em um Acary antiquíssimo. Pois bem, nas minhas ultimas pesquisas estive pacientemente lendo e transcrevendo jornais dos anos 1800.

Acidentalmente e quase sem querer descobri um documento raríssimo, e muito valioso para nossa história local. Trata-se de uma descrição da Festa da Padroeira de Acari no ano de 1867, quando foi realizada a transferência da antiga Igreja do Rosário (1738) para a atual Matriz (1863).

A festa foi acompanhada e narrada nos mínimos detalhes por um viajante que publicou seu relato no jornal o Assuense que circulou entre 1867 e 1872 na então Província do Rio Grande do Norte.

Para que todos os acarienses ouçam as vozes do passado, e através desse raro documento histórico possam viajar no tempo para aquela esplêndida noite de 15 de agosto de 1867, segue abaixo o documento transcrito!

“No dia 15 do corrente mês terminou a Festa da Padroeira do Acary, que foi assas concorrida. Tivemos ocasião de assistir aos últimos dias da festa, e podemos asseverar que em magnitude e explendor esteve ella altura do objeto a que foi destinada.

Alem do digno parocho da Freguesya o Rdv. Thomaz Pereira d’ Araujo e do seu coadjuctor o Rdv. Idalino Fernandes de Souza, á ella concorreram mais 6 sacerdotes. Orando ad evangelho o Rdv. Francisco Rafael Fernandes, que ainda um vez se mostrou digno da cadeira sagrada em que tantos louros tem sabido adquirir.

As trezultimas noites de novena corresponderam aos esforços dos noiteiros que delas se encarregaram, com especialidade as dos jovens e das jovens solteiras, que estiveram a todos os respeitos explendidos, sendo destes a ultima noite, que foi precedida de uma brilhante alvorada, acompanhada por mais de 100 jovens Acaryenses trajando branco, e sendo seguidos de um concurso de povo, que igualmente acompanhavam o carro triumphal.

Para aumentar o prazer da Festa da Padroeira, permittio esta que na véspera chegassem a Villa do Acary, 4voluntarios da Patria que d’alli haviam seguido para o theatro da Guerra do Paraguay, Manoel Hipolito Dantas de Maria, João Firmino Dantas de Maria, AntonioTheophilo de Maria e Gonçalo José Cardoso.

A chegada e recepção destes veio ainda mais aumentar as sensações de prazer que experimentava naquela ocasião o povo Acaryense, e não é fácil descrever as demonstrações de alegria e satisfação que então manifestaram todos em geral e em particular as famílias dos mesmos que alli se achavam.

Diremos em conclusão que a Festa de N. S. da Guia, Padroeira do Acary, foi a mais explendida de quantas havemos assistido, e prova de um modo incontestável o fervor religiosos do povoAcaryense e do digno Parocho que tem este mesmo povo a ventura de possuir.

Villa do Acary, 15 de Agosto de 1867.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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