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segunda-feira, 31 de julho de 2017

NOVO LIVRO DE JOÃO DE SOUSA LIMA


Lampião, o cangaceiro! Sua ligação com os coronéis baianos, Raso da Catarina e outras histórias

Esse é o mais novo lançamento do historiador e escritor João de Sousa Lima. O livro faz um breve relato sobre quem foi Lampião; sua ligação com os dois mais famosos coronéis da Bahia, Petronilo de Alcântara Reis e João Sá.

A presente obra ainda nos remete as histórias acontecidas dentro do lendário Raso da Catarina e traz vários capítulos colhidos com exclusividade pelo autor.

O livro tem 232 páginas e dezenas de fotografias incluindo imagens inéditas na literatura cangaceira.
Pode ser adquirido diretamente com o autor no valor de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) com frete incluso para todo o Brasil. Entre em contato pelos e-mails e telefone abaixo: 
joaodesousalima@bol.com.br - joaoarquivo44@bol.com.br  
Pelo telefone: (75) 8807-4138.


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BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE. DIRETORA: Maria Das Graças Henrique DIA NACIONAL DO ESCRITOR - 25/07/207


Presenças:
- A Escritora SOCORRO GURGEL
- DR. FRANCISCO DA SILVA NETO - Presidente da ASCRIM
- Cantora Mossoroense GORETTI ALVES
- Poeta Cordelista LALAUZINHO DE LALAU

Escritoras Socorro Gurgel e Franci Dantas

Franci Dantas

Gorette Alves e Silva Neto

Lalauzinho de lalau


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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OCORRÊNCIAS IMPORTANTES QUE FORAM VERIFICADAS NA CADEIA VELHA DE POMBAL/PB

Por Verneck Abrantes de Sousa

Alicerçada no ano de 1848 e concluída em 1859, famosa por concentrar presos perigosos da cidade, bandoleiros e cangaceiros de outras localidades, a Cadeia Velha não abriga mais presidiários, mas uma instituição denominada de Casa da Cultura. Em suas celas de parede largas e piso de tijolos rústicos passaram muitos criminosos que marcaram época: Donária dos Anjos, que durante a seca de 1877, segundo a própria, “para não morrer de fome”, matou uma criança e comeu sua carne. O bandido “Rio Preto”, que se dizia, tinha um pacto com o diabo. “Era curado de bala e faca, no seu corpo os punhais entortariam as pontas e as balas passariam de raspão”. Ferido à bala, “Rio Preto” morreu dentro da Cadeia Velha. Outro preso famoso foi o justiceiro Chico Pereira, que após a morte de seu pai se fez um dos grandes chefes do cangaço no sertão da Paraíba. Os fanáticos pretos da “Irmandade dos Espíritos da Luz”, chefiados por Gabriel Cândido de Carvalho, também tiveram sua participação na história da Velha Cadeia. Vale ressaltar Ciço de Bembém, que bateu recorde de detenção por pequenos furtos. Mas, entre muitos acontecimentos, um se destaca pela audácia. Jesuíno Brilhante, cangaceiro inteligente, com certa instrução educacional, foi protagonista da história, que assim, aconteceu:


Lucas, irmão de Jesuíno, acusado de ter cometido um crime em Catolé do Rocha, foi preso e remetido, havia tempo, para cadeia de Pombal, onde estavam mais de 50 presos da cidade e de outras vizinhanças. Como o julgamento estava demorando, Jesuíno tomou a decisão de libertar o irmão. Conforme os autos: “Às duas horas da manhã de 19 de fevereiro de 1874, numa quinta feira, chovendo bastante, não havendo ronda noturna, Jesuíno Brilhante, seu irmão João Alves Filho, o cunhado Joaquim Monteiro e outros, perfazendo um total de oito cangaceiros, todos montados a cavalos, atacaram de surpresa a Velha Cadeia, que na época era guarnecida por um cabo, onze soldados da Guarda Nacional e um da polícia. Despertando-os a tiros, dizendo em voz alta os nomes dos primeiros atacantes, destacados como os mais importantes do bando, dando viva a Nossa Senhora, os oitos cangaceiros conseguiram dominar todos os soldados. Enquanto isso, os presos acendiam velas e lamparinas para iluminar as celas. Os cangaceiros se apoderaram das armas e munições, distribuiriam com presos que, aos poucos, iam ganhando liberdade e ajudando no ataque. Arrebentaram cadeados, fechaduras, dobradiças, grades e saleiras com pedras, machados e outros instrumentos. Foi um verdadeiro levante, na maior algazarra. Depois se retiraram gritando pelas ruas, quando já se tinham evadido 42 presos de justiça, ficando 12 que não quiseram fugir. Os fugitivos tomaram rumos diversos, não constando nos autos a capturas de um só criminoso”.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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EXPEDITA FERREIRA FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA



Fonte: facebook
Página: Eronilda da Silva
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1449731381786398&set=gm.1808800189432484&type=3&theater

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O CARRO DE ZÉ LIMEIRA

Clerisvaldo B. Chagas, 31 julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.704

Havia a ximbra, pinhão, ioiô, carrapeta, gangorra, nota de cigarro, bola e carro de pau. Todos esses brinquedos pareciam obedecer a um cronograma natural do tempo. Ninguém ordenava a brincadeira com isso ou com aquilo. Todas as formas lúdicas surgiam espontaneamente ocupando as ruas mais centrais e o Bairro São Pedro. Tempo de bola, de pinhão, de ximbra... Mas a época do carro de madeira dependia do fabrico. Quando eles surgiam eram rudes, sem freio e mal cabia o condutor para as descidas nos declives dos becos; e por isso mesmo eram chamados carros de ladeira.
ALTO-FALANTE. Foto: (Paraíso)
As duas ladeiras mais famosas eram a do Seu Carrito e a do Fomento. A do Seu Carrito era mais curta e servia para os primeiros treinos dos carros desengonçados. Recebia esse nome porque o cidadão assim conhecido negociava com bodega na esquina. A segunda ladeira iniciava no edifício do Fomento Agrícola, no Bairro São Pedro e seguia até o rio Ipanema. Na verdade, já era a rodagem que por ali seguia até Olho d’Água das Flores. Ai de quem se arriscasse naquela ladeirona com o carro se freio!
Certo dia surgiu o carro de Zé Limeira, rapaz comprido, fabricante e vendedor de malas, filho da professora Adercina Limeira. O carro de pau era completo e sofisticado. Causava admiração a todos, inclusive, o dono levava suas malas para a feira na carroceria e ainda mais dirigindo. A meninada ou mesmo adultos empurravam o carro com Zé Limeira na direção. Sendo sofisticado e profissionalizado, ninguém podia com ele dá uma voltinha e nem vê-lo se exibindo a toda hora. Mas, de vez em quando Zé Limeira levava o bichão para a ladeira do Fomento quando se juntava a meninada. Aí sim, todos queriam apreciar aquele carro bonito a descer com velocidade, fazendo poeira até o Minuíno, trecho do rio Ipanema.
Depois surgiu carro semelhante de dois anões, irmãos, no Bairro Cachimbo Eterno, do outro lado do rio.
Da casa de Zé Limeira e imediações formou-se o time São Pedro, representando a terceira força do futebol santanense, logo após Ipanema e Ipiranga. Foi moda durante certo tempo. E por trás da casa, surgiu a sapataria do senhor Elias, cujos empregados sapateiros eram todos bons de bola e, fora os sapatos fabricados não se falava em outra coisa. Jogavam todas as tardes nas areias do rio perto do já extinto prédio da Perfuratriz. Posteriormente, a sapataria mudou-se definitivamente  para a Rua São Pedro. Defronte havia um poste com alto-falante que transmitia o programa “A Voz do Município”, com informações e músicas. Havia sido criado na gestão Hélio Cabral e tinha sede no primeiro andar da Cooperativa – CARSIL.
Foi uma comoção a notícia do falecimento precoce de Zé Limeira, filho da professora Adercina, colega e amiga da minha mãe Helena Braga.
São lembranças que afloram sobre o rico histórico da minha rua, entre elas o carro de Zé Limeira.


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O NOME DE TUDO

*Rangel Alves da Costa

Está cada vez mais difícil dizer o nome das coisas, chamar as coisas pelos nomes conhecidos, nomear o que costumeiramente se conhece.
Todo mundo sabe o que é puxa-saco, fofoqueira, puta, viado, corno, mentirosa, etc., e tudo isso sempre foi assim conhecido e assim chamado, mas de uns tempos para cá tudo se tornou diferente.
Ora, as coisas, as situações, os fatos e os acontecimentos, não existem sem que se tenha conhecimento de suas existências. E só tomam existência exterior quando são nomeadas e conhecidas.
E não precisa ter nome científico para que as coisas sejam conhecidas e ganhem visibilidade. Acaso as ciências e as teorias prevaleçam nas denominações, pouco se terá como conhecido.
Também cabe ao costume e à voz popular dar nome a tudo que envolve uma sociedade. O sertanejo chama de arupemba ao que tem nome diferente em outro lugar. No sul do país dificilmente alguém sabe como o nordestino chama sua moringa de barro: quartinha.
Então por que viado não é mais viado, puta não é mais puta, corno não é mais corno, puxa-saco não é mais puxa-saco, fofoqueira não é mais fofoqueira, mentirosa não é mais mentirosa?
Certamente que puxa-saco, por exemplo, pode muito bem ser denominado de outra forma, pois demasiadamente conhecido como bajulador, baba-ovo, sabujo, adulador, lambe-botas. E como eu conheço gente assim!
Mas hoje, nem o puxa-saco nem o puxa-saco do puxa-saco, aceita ser chamado assim. Dando-se uma importância que não possui, então se compraz em ser chamado de assessor. Quer dizer, o puxa-saquismo se tornou sinônimo de assessoria. Mas assessor de que? De bajulação, só pode ser.


Igualmente com relação ao termo puta. Quem nesse mundo não sabe o que é uma puta, quenga, rampeira, rapariga, piranha e muito mais? Mas compra uma briga grande quem chamar puta de puta. Injúria, calúnia, difamação e o escambau, logo a “santa” arvora para si e diz que vai processar.
Puta não, de jeito nenhum. É feio dizer assim. Amante, quando muito. Até mulher casada e que trai o marido não tolera a vulgar denominação, pois sempre acha que amante é até um termo mais bonito e respeitoso. Mas por que assim se todo mundo sabe que é puta mesmo?
Fofoqueira, de jeito nenhum. Apenas uma observadora da realidade da vida, diz a sem-vergonhice em pessoa que não sai da janela, da calçada ou da esquina, tomando conta da vida dos outros. E, logicamente, para macular a imagem de todo mundo.
Fofoqueira não, exijo respeito, diz a safada que outra coisa não faz senão deixar a panela queimar por que a vida dos é mais importante. Uma lambisgoia mexeriqueira e que ainda se acha no direito de dizer que de sua boca não sai uma maldade sequer.
E assim a vida vai, com tantos nomes a serem chamados, mas de repente impedidos pela modernidade. Ora, o que faz uma garota de programa e que não seja locutora? Todo mundo sabe o que faz. Mas por que essa invencionice de garota de programa se o nome é outro?
Mas, pensando bem, é bem melhor deixar que as coisas continuem assim. O puxa-saco não é puxa-saco, a puta não é puta, a garota de programa não é garota de programa. O problema é que não é mudando a denominação que as coisas passarão a ser de outro jeito.
Não adianta fazer uma coisa e depois querer ser outra coisa. A pessoa pode fingir a si mesma, mas não ao mundo. E principalmente aos olhos e boca da fofoqueira.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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ENCONTRO DE JOSÉ TAVARES DE ARAÚJO NETO COM O PROF. BENEDITO VASCONCELOS MENDES EM EXU/PE, QUANDO DO CARIRI CANGAÇO EXU 2017

Engenheiros-agrônomos Benedito Vasconcelos Mendes e José Tavares de Araújo Neto

Quirino Silva, Benedito Vasconcelos Mendes e José Tavares de Araújo Neto

Júnior Almeida, Quirino Silva,  Benedito Vasconcelos Mendes, José Tavares de Araújo Neto e Célia Maria
  
Encontro de José Tavares de Araújo Neto com o Prof. Benedito Vasconcelos Mendes em Exu/PE, quando do Cariri Cangaço Exu 2017. 

José Tavares de Araújo Neto é primo legítimo de José Romero Araújo Cardoso e o Prof. Benedito Vasconcelos Mendes é amigo particular e compadre de Romero.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CAPITÃO LUIZ MARIANO DA CRUZ – MEMÓRIA DE UM HERÓI

Por Valdir José Nogueira pesquisador/escritor

Há homens predestinados a deixar para a história, um legado de coragem, de sacrifício, de amor e vocação à causa pública, aliado à determinação de seus ideais, com uma fé inabalável em Deus. O Legendário belmontense Capitão Luiz Mariano da Cruz encontrou nas décadas de 20 e 30 do século passado, um cenário desolador em decorrência do banditismo, que culminou com o aumento desordenado da criminalidade na região sertaneja. Intensificava-se naquela época o ciclo do cangaço, tempo difícil e inseguro para muita gente. Os cangaceiros aterrorizavam as cidades, realizando roubos, extorquindo dinheiro da população, sequestrando figuras importantes, além de saquear fazendas. Esses grupos eram integrados, na maioria das vezes, por jagunços, capangas e empregados de latifundiários (detentores de grandes propriedades rurais). Esse movimento está diretamente relacionado à disputa da terra, coronelismo, vingança, brigas de famílias etc.


São José do Belmonte, hoje a próspera cidade do sertão central de Pernambuco, sendo uma região de fronteira, despontava como um verdadeiro arraial nas hostes do cangaço, por aqui Lampião, o rei do cangaço, deixou também seu rastro de sangue, morte e destruição, quando junto a um numeroso grupo de cangaceiros no dia 20 de outubro de 1922, invadiu a cidade para eliminar o próspero comerciante Luiz Gonzaga Gomes Ferraz. Durante o ataque, os cangaceiros também sofreram a heroica resistência do destacamento de polícia local sob o comando do bravo sargento Sinhozinho Alencar (José Alencar de Carvalho Pires) que contou naquela difícil situação apenas com oito praças. E dentre esses soldados lutou bravamente o jovem Luiz Mariano da Cruz, na ocasião com 22 dois anos de idade.

Pertencente a uma das tradicionais famílias belmontenses, o capitão Luiz Mariano da Cruz nasceu na fazenda Cacimba Nova no dia 08 de dezembro de 1899, filho do Sr. Manoel Mariano de Menezes e de dona Maria Francisca de Jesus. Luiz Mariano, durante sua vida se destacou como um aguerrido policial na perseguição a Lampião e seu bando. Inicialmente, perseguiu-o no seu torrão natal, após, junto com o nazareno e lendário Tenente Manoel Neto, se embrenhou nas caatingas baianas e Raso da Catarina, onde teve dezenas de combates, tendo saído ferido em alguns, inclusive, tendo que se submeter a tratamento na cidade de Salvador, em face da periculosidade dos ferimentos sofridos. Na sua história militar, Luiz Mariano também foi delegado de polícia da cidade de Itabuna na Bahia e em Petrolina, Pernambuco.


O bravo e afamado soldado Luiz Mariano, já capitão reformado, volveu os seus olhos inteligentes para a produção nativa do catolé, existente abundantemente na lendária Serra do Catolé, localizada nos limites do município de São José do Belmonte, sua terra natal, com o Estado da Paraíba. Luiz Mariano comprava toda a produção de catolé aos moradores da região, e comercializava com a empresa Alimonda Irmãos S.A. na cidade do Recife (PE). Esta empresa, fundada no ano de 1930, dedicou suas primeiras três décadas, à produção de sabão. O catolé de São José do Belmonte era destinado para esse fim, diante da visão empreendedora do Capitão Luiz Mariano. O pó da palha do catolé era também comercializado com empresários da cidade de Salvador (BA), e destinava-se ao fabrico de vinis, na época os famosos “discos de 78 rotações”. 

Quis o destino, que no dia 21 de maio de 1943, numa das suas costumeiras viagens de negócios, transportando uma grande carga de catolés de São José do Belmonte para o Recife, o caminhão tombou em Ipanema, município de Pesqueira (PE), causando a morte aos 42 anos de idade do bravo e inesquecível capitão Luiz Mariano da Cruz.

O mesmo foi casado em 1918 na cidade de Custódia – PE com Maria Bezerra (Liquinha). Desse casamento houve um filho o coronel José Mariano Bezerra (Zequinha), nascido no dia 14 de janeiro de 1928. Este senhor foi casado com Zuleima Ferraz Bezerra filha do coronel José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar) e de Albertina Ferraz Alencar.


Porém, foi durante o combate contra o banditismo que o nome do Capitão Luiz Mariano ficou gravado na história. Durante esse período de terror, o capitão Luiz arregaçou as mangas, apurou crimes, prendeu bandidos, capturou bandos de cangaceiros e ladrões de cavalos, sem dispor à época, de armas, viaturas e helicópteros, enfrentando dificuldades de toda ordem. Dispunha na verdade, de seu velho “38” e de uma reduzida, mas eficiente equipe de policiais de sua irrestrita confiança. Mais das vezes sua viatura era o lombo de um bom cavalo, para as estradas batidas de poeiras e veredas do sertão. Foi um policial astuto e muito valente. Enfrentou todas as adversidades da natureza, como o surto de infestação de várias doenças tropicais, como as terríveis febres, sobrevivendo heroicamente. Foi um trabalhador incansável, um líder nato, um policial polivalente. A cidade de São José do Belmonte no passado denominou uma de suas ruas com o nome deste grande vulto de sua história. Todavia hoje a maioria dos seus habitantes desconhece a trajetória deste bravo belmontense, policial de brio, homem honrado e probo, símbolo da concretização de um ideal, que certamente servirá de luz, como um farol, a guiar as futuras gerações de oficiais e praças da bicentenária e histórica Corporação que é a Polícia Militar de Pernambuco.

Valdir José Nogueira de Moura

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/684511865091094/

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REVISTA ESPECIAL MOSSORÓ CANGAÇO












Fonte: Revista BZZ
Ano: 4 Nº 49
Julho de 2017

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AGRADECIMENTOS AOS LEITORES!

Por José Mendes Pereira
Não disponho do nome do artista que a coloriu

Agradeço de coração aos leitores do nosso blog, (Blog do Mendes e Mendes) a  grande quantidade de visualizações que recebeu o meu pequenino trabalho, com o título: LAMPIÃO UMA VIDA MARCADA POR MUITAS DECEPÇÕES E GERALMENTE, VINGADAS.

Ele foi postado em nosso blog antes de ontem, às 16:02, e até agora, já recebeu 2.236 visualizações. Se os leitores acessaram, com certeza gostaram do meu simples trabalho. Muito obrigado a todos, e continuo ao inteiro dispor de cada um. 

Você que ainda não o leu, clique neste link abaixo para conhecê-lo. Não é um grande trabalho, mas acho que agradou a todos que o acessaram.

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O FUTURO QUE PASSOU.

 Por José Gonçalves

Não há quem não se deslumbre com a leitura do excelente título de Domênico De Masi, “O futuro chegou”, lançado pouco tempo faz. No capítulo que contempla o Brasil, o sociólogo empreende ampla e balizada abordagem que vai desde 1500, ano da chegada dos portugueses a estas terras, até 2013, ano em que conclui o primoroso ensaio.

Atém-se o autor ao que ele chama de “modelo brasileiro”. Ou seja, depois de 450 anos copiando o modelo europeu e de 50 anos copiando o modelo americano, o Brasil, finalmente, descobre seu próprio modelo. “O Brasil já se sente um país de ponta, capaz de propor mesmo ao exterior o próprio modo de ser e de servir como modelo alternativo de sociedade”, afirma o estudioso.

O estudo destaca os avanços celebrados nos últimos anos, principalmente com o advento da Constituição de 88 e, mais recentemente, com as políticas de redistribuição de renda e a consequente redução da pobreza. É apontada a extraordinária capacidade que tem o brasileiro de criar, inovar, adaptar-se, “dar a volta por cima”, nunca se curvando diante dos obstáculos e tudo encarando em ritmo de festa e otimismo.

É lamentável, todavia, que o Brasil destes dias não seja mais o Brasil descrito pela pena muitas vezes poética do sociólogo italiano, autor também de “O ócio criativo”. O Brasil destes dias é o Brasil do retrocesso, em que a cada semana um novo “pacote de maldade” é imposto ao povo. O Brasil que salta das páginas de De Masi é o Brasil da inclusão, da superação, do Pronatec, do Prouni, do Fies. É o Brasil da esperança. No Brasil destes dias – o Brasil do pós-golpe – o desemprego já beira a cifra dos 15 milhões e as estimativas apontam que até o final do ano 4 milhões de brasileiros retornarão à linha da pobreza. O Brasil destes dias é o Brasil do desmonte de conquistas históricas como as das políticas sociais e das leis trabalhistas. É o Brasil do ódio dos ricos contra os pobres. É o Brasil que volta ao comando do poder econômico e financeiro.

O Brasil destes dias certamente não servirá de modelo para ninguém.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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TERIA LAMPIÃO MORRIDO ENVENENADO OU NÃO?

Por José Mendes Pereira
Benjamin Abraão Botto, Lampião e Maria Bonita

Eu que não conheço por total a história sobre cangaço, e o que eu tenho aprendido são fatos contados em livros pelos escritores e pesquisadores deste assunto, mas nunca é proibido para se falar algo que se imagina. 

Acho que o Virgolino Ferreira da Silva o Lampião morreu ali na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, naquela madrugada fria e triste, do dia 28 de julho de 1938, por determinação da própria natureza, e assassinado, não envenenado como muitos afirmam. Mas cada um tem a sua opinião e ninguém tem o direito de bater o martelo no prego e dizer: "Não foi assim, foi assim como eu estou dizendo". 

Nós que somos todos fábricas de erros e de enganos devemos respeitar o que os nossos colegas de batalha pela cultura dizem sobre este tema que é "Cangaço". Não precisa nenhum de nós usar a arrogância, pois quando uma pessoa a usa, torna-se o maior rude entre os homens.  

O pesquisador do cangaço Paulo George Dias nos trás uma série de informações sobre a morte de Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. Vamos acompanhar cuidadosamente uma por uma, o que ele nos entrega. 

79 ANOS DE MORTE DE LAMPIÃO -  FATOS QUE CONFIRMAM TRAIÇÃO E VENENO


1 - Todo comando do Estado de Alagoas sabia dos "negócios" entre o tenente João Bezerra da Silva e Lampião.

2 - O fazendeiro Zé das Emendadas (Fazenda Emendadas) vivia acuado, pois a polícia desconfiava dele ser coiteiro de Lampião. Ele marcou um encontro com o tenente José Lucena em Santana do Ipanema no Estado de Alagoas, por segurança na sua vida, e este encontro foi na casa do padre Bulhões, na presença de sua mãe. 
O fazendeiro afirmou que não estava aguentando mais matar tantas galinhas e bodes para polícia e cangaceiros.

Tenente João Bezerra

Disse que várias vezes Lampião e o tenente João Bezerra passavam toda noite em sua fazenda jogando baralho numa grande mesa da sala, até o dia amanhecer. 

3 – O alto comando de Alagoas deu ordens severas ao tenente José Lucena dizendo que: "Resolva isso de uma vez por todas". 

Tenente José Lucena. Este é responsável pela morte do pai de Lampião

4 - Lucena procura João Bezerra e lhe diz que ele tem uns dias para resolver tudo aquilo, se não, seria expulso da polícia.

Coiteiro Pedro de Cândido acusado de ter traído o amigo Lampião

5 - João Bezerra procura o rapaz Pedro de Cândido, rapaz que Lampião gostava e confiava, e o convence a levar veneno para a barraca de Lampião, pois o facínora confiava muito nele. 

6 - Pedro vai até a cidade e compra veneno para matar raposa, que era vendido com facilidade a fazendeiros.

7 - Pedro sob ameaça leva os mantimentos para o Angico, e lá toma umas doses da bebida, fazendo com que Lampião não desconfiasse de veneno. 

Maria Bonita

Continua: - Na manhã do dia 28 de julho, Maria Bonita coloca a panela de barro no fogo e prepara o café. Lampião com um caneco com água, lava a boca com três goles, com o café preparado, Lampião ao tomar dois goles, solta o copo e sai às pressas para tolda (barraca) com a mão no estômago. 

O cangaceiro Patury o acompanha, seguido por Maria Bonita que se reclamava que a boca estava ardendo. Chegando na barraca Lampião deita na rede, com os pés fora e já revirando os olhos, Maria Bonita grita, "Corre Luiz pedro, Lampião está morrendo!". Luiz Pedro ao chegar, grita que Lampião está morto. 

Luiz Pedro

8 - A volante estava nos arredores e com a gritaria dos cangaceiros, iniciam os tiros.

9 - Bezerra não participou do tiroteio forjado do Angico, ficou de fora, esperando a hora do veneno dar efeito, depois desceu.


10 - Pedro de Cândido e seu irmão Durval Rosa estiveram no Angico na mesma semana, com uma preciosa carga no lombo de jumentos. A carga era muitas balas novas, enviadas para Lampião por João Bezerra.

11 - Os rapazes das canoas que desceram com a volante de Piranhas para o Angico, receberam ordens de voltarem para o lado alagoano (talvez para não perceberem nada).

12 - João Bezerra ao chegar no hospital em Maceió, o exame constatou que ele não foi baleado na perna em momento algum. Bezerra fingiu está baleado para forjar um tiroteio.

13 - Depois do ataque (que nunca existiu) no Angico, Pedro foi incorporado na polícia de Alagoas, como cabo, promessa de Bezerra, caso o plano desse certo.

14 - Alguns soldados embriagados, soltaram a língua na região que foram para o Angico atirar em defuntos.

15 - Pedro de Cândido disse ao fazendeiro Gerson Maranhão (primo de Lucena), que levou veneno para barraca de Lampião e que ele (Lampião) morreu foi envenenado. 

16 - Gerson Maranhão procura seu primo Lucena e conta que Pedro estava conversando demais. O tenente Lucena diz que vai dar um jeito.

17 - O coiteiro Pedro de Cândido tinha uma companheira em Piranhas de Baixo, e numa noite, Pedro ao retornar, foi atacado por um homem que desferiu 19 facadas. O homem foi preso, absorvido e desapareceu misteriosamente. Teria sido queima de arquivo?


18 - Sargento Aniceto que esteve no Angico, não ficou satisfeito com o acordo de Bezerra, que lhe prometeu os bornais de Maria Bonita cheios de joias, e falava que Lampião foi envenenado. Foi expulso da polícia por disciplina, terminou matando a mulher, foi preso e sumiu misteriosamente.


19 - Depoimentos do valente e temido Nazareno Euclides Flor, diz que esteve no Angico com alguns soldados, e vendo os corpos sem cabeças, conheceu o corpo de Lampião, pediu ao soldado que abrisse a camisa. Feito isso, viu o sinal embaixo do peito esquerdo que Lampião tinha. 

Odilon Flor, Euclides Flor, Manoel Jurubeba e Pedro Tomaz

Euclides Flor disse que o que chamou a atenção dele e de todos, foi a quantidade de urubus mortos e outros sem poder voar, por terem comido as vísceras dos defuntos. Euclides se emocionou, e um soldado perguntou-lhe por que aquilo? Ele respondeu emocionado que um homem valente da qualidade de Lampião era para morrer brigando, não traído, envenenado.

20 - Os legistas de Maceió ao realizarem exames nas cabeças de Lampião e Maria Bonita não divulgaram o resultado. Foi guardado em segredo por décadas. Depois no ano de 1962, os jornais divulgaram o resultado da autopsia. Veneno.

21 - Lampião tão esperto que era, como iria ser abatido tao rápido com sua fiel companheira e mais 9 pessoas, e bem próximo, como a polícia relatou que chegaram bem perto da tolda? Lampião foi envenenado.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5
https://www.facebook.com/paulolgeorge.dias/posts/131345944136607?pnref=story

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MOTE: DEUS DEIXOU CEM POR CENTO DA BELEZA ENCANTANDO AS PAISAGENS DO SERTÃO. ( FRANCISCO EVANGELISTA) GLOSA: DULCE ESTEVES


Não sei se é um quadro ou esculturas
Em todo lugar por lá eu me encantei
Olhando para o céu quando logo avistei
Um gavião peneirando nas alturas
Com certeza é celestiais pinturas
As cenas que compõem esse torrão
Ao pintá-la Cristo não usou borrão
Em tela digna duma realeza
Deus deixou cem por cento de beleza
Encantado as paisagens do sertão!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LANÇAMENTO DA REVISTA ITAYTERA DE N 46.

Por Heitor F. Macêdo

Em setembro de 2017 será lançada a Revista Itaytera de n 46, completando 62 anos de sua publicação, e, por isso, sendo a revista mais antiga do Cariri em circulação. Esta edição será alusiva aos 200 anos da Revolução (para alguns, Rebelião) Liberal de 1817, ocorrida nas Vilas do Crato e Jardim, as quais açambarcavam os territórios dos demais municípios do Vale do Cariri. Não se trata de uma crônica inútil, mas de um fato, atualmente, pouco debatido, estudado e comemorado na dita região. O Instituto Cultural do Cariri (ICC), em seu esforço franciscano e por obrigação estatutária (art. 2, alínea d), dá voz, mais uma vez, a um fato importante, e, assim, cumpre sua parte como um dos guardiões da memória caririense. 


Segundo João Brígido, foi a dita Revolução que ensejou o surgimento do primeiro partido político do Ceará (In Miscelânea Histórica, p. 86). Não seria exagero também dizer que foi a Revolução de 1817 a responsável por definir os alicerces das modernas instituições estatais do Brasil, como a República, o pluripartidarismo, o constitucionalismo, a liberdade de imprensa, os direitos e garantias fundamentais, a divisão dos três poderes (ou funções), etc.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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