Seguidores

segunda-feira, 10 de julho de 2017

LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”

Por Antonio Corrêa Sobrinho

O que dizer de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”, livro do amigo Ruberval de Souza Silva, obra recém-lançada, que acabo de ler, senão que é trabalho respeitável, pois fruto de muito esforço, dedicação; que é texto bom, valoroso, lavra de professor, um dizer eminentemente didático da história do banditismo cangaceiro na sua querida Paraíba. É livro de linguagem simples, sucinto e objetivo, acessível a todos; bem intitulado, pontuado, bem apresentado. E que capa bonita, rica, onde nela vejo outro amigo, o Rubens Antonio, mestre baiano, dos primeiros a colorizar fotos do cangaço! A leitura de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO” me fez entender de outra forma o que eu antes imaginava: o cangaço na terra tabajara como apenas de passagem. Parabéns e sucesso, Ruberval!

Adendo: José Mendes Pereira

Eu também recomendo aos leitores do nosso blog para lerem esta excelente obra, e veja se alguns dos leitores  possam ser parentes de alguns cangaceiros registrados no livro do Ruberval Souza.

ADENDO -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Entre em contato com o professor Pereira através deste 
e-mail: 
franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1022616384533904&set=gm.554349684773980&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

POR TODA A PRIMEIRA SEMANA DO SEMESTRE 2017.1 (03 A 07 DE JULHO), O DCE/UERN ESTEVE DANDO APOIO AOS CENTROS ACADÊMICOS PARA REALIZAÇÃO DA SEMANA DE RECEPÇÃO DOS E DAS FERAS.


Na última sexta, 07.07, foi realizado o "UNIFERA - (re)volta do semestre", evento esse organizado pelo DCE em conjunto com os centros acadêmicos de Letras, Filosofia, Geografia, Direito, Música, Ciências Sociais e História com apoio da DECA, que teve como intuito recepcionar os e as novas/os feras da UERN.











Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANOTAÇÕES PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ

Por Geraldo Maia do Nascimento

No início, era apenas a capela e algumas casas que formavam a quadra da rua, como nos informa os nossos primeiros cronistas. Henry Koster, um aventureiro inglês que por aqui passou em 7 de dezembro de 1810, descreve o povoado dizendo constar de “200 ou 300 habitantes, edificado num quadrângulo, tendo uma igreja e casas pequenas e baixas”. 


Existiam apenas quatro ruas, que Francisco Fausto de Souza, nosso primeiro historiador, identificou como sendo: Rua do Desterro, que era a que ficava ao lado direito da capela, tendo em vista a frente da mesma voltada para o centro do quadro; Rua do Cotovelo que correspondia a atual parte da frente do Banco do Brasil, correndo, portanto, ao lado esquerdo da capela, para quem estivesse olhando para frente do quadro; Rua Domingos da Costa, que era a que ficava por detrás da capela e a Rua Padre Longino, que correspondia ao prolongamento atual da Rua 30 de setembro. No centro do quadro, surgiu a nossa primeira praça. Era a Praça da Matriz, atual Praça Vigário Antônio Joaquim, que ocupa todo o largo do velho quadro da capela, numa área de aproximadamente 2.100m². Esta praça é marco de grandes concentrações culturais e religiosas, principalmente durante os festejos de Santa Luzia, quando a praça é totalmente tomada pelo povo. O povoado cresceu, tornou-se vila e depois cidade, e as casas se multiplicaram, fazendo surgir outras praças. A Praça da Redenção, que Raimundo Nonato nos informar ser a antiga Praça da Independência, que teria perdido esse nome depois do feito da abolição em Mossoró foi, ao que se sabe, a Segunda praça da cidade. No início, era ponto de tradição comercial, pois daí se expandiu às primeiras grandes firmas comerciais, principalmente as dos capitalistas estrangeiros. Essa praça serviu de palco a acontecimentos importantes, que culminaram com o feito histórico da abolição dos escravos, realizada a 30 de setembro de 1883. Atualmente sua denominação é “Praça da Redenção Dorian Jorge Freire”, em homenagem póstuma ao grande jornalista mossoroense. Outras praças vão surgindo como a Praça da Ibueira, depois chamada de Praça Coração de Jesus. A dita praça ficava pelos fundos da atual Coração de Jesus, em terreno onde o comerciante Miguel Faustino do Monte mandou construir um convento, ligado à igreja, para os homens que fariam à adoração noturna ao Santíssimo Sacramento, atendendo ao desejo do então Bispo Diocesano D. Jaime de Barros Câmara. Tinha a Praça Pedro Velho, que era o antigo Paço Municipal (Praça da Cadeia), hoje Praça Antônio Gomes.  Tinha a Praça São Vicente, que era um local amplo, de frente para a igreja. Depois, pessoas importantes tiveram autorização da Prefeitura para construir casas na praça. E a praça acabou...   Tinha ainda a Praça Redonda ou Praça do Poço, construída na chamada “cidade nova”, ao lado sul da “Vila Justa”, hoje Palácio Episcopal, residência do Bispo Diocesano. Nela foram construídas duas caixas d’água, ainda hoje existente. Praça Bento Praxedes, mais conhecida como “Praça do Codó”. No começo era só um quadro coberto de um cerrado de pereiros. De início, foi denominada de Padre Antônio Joaquim, conforme registrado numa planta da cidade. Depois Bento Praxedes, em homenagem a um cidadão que prestou relevantes serviços à cidade, tendo nela publicado um jornal por mais de 10 anos consecutivos. Em 10 de janeiro de 1904, por proposta do intendente (vereador) Francisco  Tavares Cavalcanti a Câmara Municipal, por unanimidade, passa a denominar Praça dos Fernandes o antigo logradouro que tinha o nome de Barão de Ibiapaba, antes também chamada Praça Chico Tertuliano e Praça da República e desde 1953 denominada Praça Rafael Fernandes. Muitas outras praças surgiram na cidade, tornando mais alegre e agradável a vida dos habitantes da terra de Santa Luzia do Mossoró.

http://www.blogdogemaia.com/detalhes.php?not=1034

Nota: O material pode ser usado, desde que seja colocado o nome do autor e a fonte acima.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UM POEMA PARA QUEM AINDA SENTE AMOR PELO PRÓXIMO. AMOR SEM VAGA.

Por: José Ribamar Alves

AMOR SEM VAGA

Não há espaço na humanidade
Pra sentimentos de legítimo amor,
O bem faz tudo pelo bem dos outros
Sem querer bens pelo seu valor;
Vaga sem vaga no fundo do peito
Dessas pessoas que ferem pessoas...
O amor puro das pessoas simples 
Que sentem pena das pessoas boas.

(José Ribamar Alves, 21-06-2017)


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Aproveite para pedir logo esta maravilhosa obra do escritor José Bezerra Lima Irmão. Livros sobre "Cangaço" voam logo, e se você não providenciar logo a sua solicitação, poderá ficar sem ele. 

O pesquisador, estudante e curioso sobre cangaço não podem ficar sem este livro. 

Conheça Lampião e sua família desde Villa Bela, atual Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, até a sua morte na madrugada de 28 de julho de 1938, nas terras da cidade de Poço Redondo, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe.

Como adquiri-o:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
Também com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br
Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima. 
 franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MANOEL DA SILVA PIRES FERREIRA

Por Rubens Antonio
http://joaodesousalima.blogspot.com.br/2014/06/rubens-antonio-colorindo-o-cangaco-e.html

Comandante da primeira expedição contra Canudos, em novembro de 1896. Foi surpreendido e derrotado ainda em Uauá.

Manoel da Silva Pires Ferreira

Seguiu a carreira, progredindo, chegando ao topo hierárquico. Comandou a Brigada Policial do Estado da Bahia, denominação, então, da Polícia Militar estadual, entre maio de 1904 e janeiro de 1912, período do qual data esta imagem.


Está sepultado no cemitério na capela do cemitério do Campo Santo, em Salvador, Bahia.

Material adquirido no blog do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio 

 http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2017/07/manoel-da-silva-pires-ferreira.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A BELEZA DA LAMA NA PÔ-ÉTICA DE CARLOS GILDEMAR PONTES.

Por Anchieta Pinheiro Pinto

Na poesia nacional, a Geração de 60 publicou as suas melhores obras entre os anos de 1975 e 1995 aproximadamente, espaço de tempo correspondente à “faixa de vigência” da citada Geração, período do “reconhecimento”, da “plenitude” e da “rendição” do trabalho artístico de seus principais escritores. Entre tantas, podemos citar as obras Vozes do Corpo (1981) de Fernando Py, Arte de Armar (1977), de Gilberto Mendonça Telles e Almanaque Poético de uma cidade do interior (1982), de Oswald Barroso. Na balança oscilante dos processos de produção literária, a poesia da Geração posterior, a Geração 80, nos oferece poucos poetas com obra analisada e reconhecida por críticos e simpatizantes da análise literária. Dentre esses poucos, destacamos aqui a obra de Carlos Gildemar Pontes a partir de Metafísica das Partes (1991) e de sua possível ligação com a poesia de Manuel Bandeira. Para alcançar tal foco, comecemos com uma breve percepção histórico-literária do que foi a Geração anterior.
          
A Geração 60 no Ceará, Estado onde o poeta nasceu e debutou, foi constituída majoritariamente pelo Grupo SIN, um grupo de escritores com nome derivado do sincretismo estético das Letras do período. Esse sincretismo estético conjugava-se consoante o desenvolvimento e a oscilação artística nacional, posto que, embora submetidos à doutrina do jugo imperialista dos governos militares e dos políticos biônicos escolhidos em eleições indiretas, os escritores das décadas de 1960 e 1970 produziram um rico acervo literário, com implicações de ordem social e cultural. Em vez do vazio de produção pretendido e imposto pela censura pós 1964, o que tivemos foi uma Literatura voltada para os anseios de liberdade, traduzidos pela exortação (e exorcização, em alguns casos) do conteúdo social-ideológico, lírico-romântico ou sensual-erótico, épiconacionalista ou universalista, e pelas convicções metaliterárias ou de doutrinamento poético. Uma Literatura que, principalmente no caso da poesia, desenvolveu-se num espaço clandestino, subterrâneo, minado, pois diante da censura e do autoritarismo “emergir significava arriscar a liberdade ou a vida. O negócio era esse mesmo: dar um recado curto e grosso e cair fora, para salvar a pele. E preparar outro”1 . A citação de Pedro Lyra, aqui devidamente referenciada, é oriunda da mesma obra onde o crítico, um estudioso contundente das décadas citadas, também disseca com criteriosa argúcia e etimologia os conceitos e as classificações categóricas de termos acima citados, quais sejam: o conceito de “geração”, as classificações de “faixa de vigência”, “estréia”, “reconhecimento”, “plenitude” e “rendição”.
          
No tocante ao contexto literário local, traduzindo a confluência de estilos e tendências que as várias fisionomias do sincretismo artístico mundial moldava, tivemos uma arte comunicativa e imediata, sem artifícios ou ambições aprofundadas, mas com o apetite de captar o envolvimento cúmplice do receptor. Sincretismo configurado, por exemplo, no lirismo universalista, de fundo cosmológico ou metafísico em Voz das Coisas (de Linhares Filho) questionando a problemática existencial sofrida por essa geração; no lirismo ostensivamente erotizado em Memória Corporal (de Roberto Pontes) e Minha Gravata Colorida (de Adriano Espínola), refletindo a liberação dos costumes provocada pela revolução sexual empreendida por essa geração (a ânsia pela liberdade em todos os campos, a implementação do uso da pílula e da camisinha de vênus); no lirismo de fundo místico em A Palavra e a Palavra (Horácio Dídimo) e em toda a obra de Linhares Filho; na poesia de participação social aventada pelo protesto de procedência regionalista, atento ao abandono do homem do interior em Almanaque Poético de uma cidade do interior (Oswald Barroso), Lições de Espaço, livro I (Roberto Pontes), Fala Favela (Adriano Espínola); no protesto fruto do enfrentamento direto da situação, em Poemas do Cárcere e da Liberdade (Oswald Barroso), em Verbo Encarnado (Roberto Pontes) e em outros a se projetarem nos anos oitenta; na explosão épica em Lições de Espaço (também de Roberto Pontes) ou mesmo nas estriagens de um possível épico no citado livro de Oswald Barroso e até na supra-realidade do cotidiano alucinado em Táxi (de Adriano Espínola); na convicção metapoética presente em quase todos os autores, mas melhor identificada nas obras de Pedro Lyra que, ao lado do piauiense Mário Faustino, compõe a vanguarda do doutrinamento estético da Geração em termos nacionais. Sincretismo configurado também na prosa, em por exemplo O Mundo de Flora (romance de Angela Gutiérrez) e em diversas outras obras que, tidas como romance, não se sustentam em uma classificação tradicional do gênero.
          
Amparada pelo reconhecimento que represa nas faixas geracionais de “vigência e confirmação”, a Geração 60 abre espaço para uma nova que se condensa num ecletismo talvez ainda mais abrangente, uma Geração que estréia a partir dos anos oitenta e que tem entre os seus mais férteis produtores (para citar só alguns nomes do nordeste e não transformar a citação em uma lista extensa) o nome dos escritores Carlos Emílio Corrêa Lima (contista, romancista), Luis Augusto Cassas (poeta maranhense), Pedro Salgueiro (contista), Luzilá Ferreira (romancista de pernambuco), Tércia Montenegro (contista), Walter Lacerda (poeta), e de inúmeros outros que se arriscam no ofício das letras nesses anos de composição e transitividade, incorporando o “performatismo de todas as manifestações estéticas vinculadas ao espetáculo”2 . Mas por enquanto, antes que se consolide uma fisionomia e uma crítica sobre essa “nova literatura”, cada lista e citação que fizermos é virtualmente injusta, pois só o tempo, com sua habilidade de alterar os contornos do destino, é o senhor da razão e da crítica que porventura ansiamos antecipar.

Carlos Gildemar e sua obra

O nome de Carlos Gildemar Pontes (CGP) se destaca, dentre outros, pela efetiva e instigante atuação a partir de Metafísica das Partes (1991) que, em matéria de poesia, encarna muito bem aquela proposta de Manuel Bandeira formulada no poema “Nova Poética” (Belo Belo, 1948) de se fazer uma poesia impregnada da “marca suja da vida”. Assim como o poeta de Libertinagem (1930), o cearense CGP também tem a sua poética livre de amarras e contingências, regulada somente pelas incongruências mundanas e pelo compromisso com a tensão linguística e contingente do discurso literário. É assim no poema “Pô-ética”: “não quero uma poesia polida / de black tie / desfilando nas academias / […] quero uma poesia / mundana / lida embriagadamente num cabaré”3 . A marca suja da vida também não se dilui com o travo orgânico do corporativismo urbano e coletivo, nem mesmo com a passividade parcimoniosa do espírito metropolitano. Para Gildemar, essa marca aparece na oposição entre campo e “Cidade”: o boi rumina no pasto enquanto o homen mastiga seus sonhos de concreto e poluição […] de longe um arranha-céu boceja imponente e o povo vai pela rua vivendo bovinamente sua solidão.
          
Em Manuel Bandeira, o desatino com o travo corporativo metropolitano algumas vezes é ascendido pela busca de refúgio em um beco, onde figura a estreiteza entre a sublimação estética e o sentimento poético: “que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha de horizonte? O que eu vejo é o beco”4 . O interessante é que, na tessitura do viés significativo do poema, CGP não assume compromisso exegético nem procura argumentar a favor de verdades titânicas ou demasiado largas. Ele simplesmente transmite uma mensagem, um todo significativo que não é totalitário oriundo de suas próprias entranhas, bem no fundo do ser poético, construindo imagens e reflexos de uma verdadeira transfiguração. Nesse contexto, aparece a beleza encantatória das construções. Vejamos isso em “A Solidão Cavalgada”: “vou pela noite assim vaga-lume / até cansar de acender o tédio / quando mais tarde alguns anos / meus pés mastigados de caminhos / decifrarem o segredo do luar / estarei pronto para cavalgar meu pégasos”. Uma cavalgada de sonhos que Bandeira também praticava, especialmente com a lua, musa dos poetas: “O que mais quero / O de que eu preciso / É de lua nova” (“Lua Nova”, em Opus 10, 1956). Ou ainda: “fatigado de mais-valia / gosto de ti ssim: / Coisa em si, / Satélite” (“Satélite”, em Estrela da Tarde, 1963). Entre os espasmos dessa marca mundana e sonhadora, reside também a engenhosa tarefa de articulação do léxico. E, muitas vezes, a eficácia da palavra cantada, murmurada pela expressividade do poeta, percorre um caminho tão sublime que atinge o real, tornando o criador construtor do mundo e das estruturas cognitivas que compõem o universo lógico da vida. Nessa perspectiva, a sublimação construída no percurso do citado caminho organiza-se pela supra-realidade linguística do ambiente místico, posto que o poeta mira na fragora e literária condição do divino, situação privilegiada e originada pela magia da palavra que, onírica, move céus e terras ciceroneando nos altares dos deuses o artista, o dominador das variantes estil´siticas empregadas, o senhor das escolhas do texto poético, o ser polifônico e humano. Desconstruindo o mito de Narciso com, como Bandeira em algumas de sus poesias (Bandeira se dizia à toa na vida, murmurNDO A angústia existencial e a recusa da auto-imagem em vários de seus poemas. Leiam “Pneumotórax” e outros poemas afins). O poeta do texto gildemariano também lembra as águas do rio que nuncA RETORNam, como pregava Heráclito de Éfeso: “retira seu retrato das águas de um rio / banha-se por um momento / vai com as águas para não mais voltar” (“Travessia”). É a especificidade da construção/desconstrução do mundo imaginpário/existencial, retomada em O Olhar de Narciso (1995), que nos remete às teorias de Jacques Derrida, merecendo então uma possível análise a que nos omitimos no momento, deixando para outros a sugestão. Da nossa parte, cabe-nos reafirmar a lembrança de Manuel Bandeira, presente na poesia de CGP. Em Belo Belo, numa passagem de prosa poética, um sujeito sai de casa alinhadíssimo, com o seu terno de brim branco engomadinho e, na primeira esquina, passa um caminhão sobre uma poça d'água, salpicando-lhe de lama. Vale a metáfora, para a nossa vida e para a poesia de CGP que se mira nela pois, para refletir as nódoas e manchas dessa vida incongruente, “o poema deve ser como a nódoa do brim / fazer o leitor satisfeito de se dar o desespero” (“Nova Poética”, em Belo Belo), a embriaguez lírica que nos ajuda em muito a conviver com as adversidades cotidianas. A arte tem essa função, imprescindível dizer. Ébrios após a nódoa nossa de cada dia, então “vamos beber uns goles de luar / e nos embriagarmos por toda a eternidade” (“Poema do Acaso ou Segredo do Crepúsculo”). Decerto, entre a lucidez forçada pela assombrosa rotina urbana e a inebriante verdade lúdica da criação estética, oxalá que o poeta Gildemar, assim como o Quiixote de Cervantes que também precisou de uma Mancha (geográfica, no caso) para nos inebriar, continue a sua saga humanística e luminosa, em busca de uma constante vitória da causa da liberdade e do amor.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:

1 LYRA, Pedro W. do Vale. Sincretismo: a poesia da Geração 60. Rio de Janeiro: Edições Topbooks, 1995. p. 24.
2 Idem. Ibidem. p. 159
3 Todas as poesias de Carlos Gildemar aqui citadas a partir desta vêm de Metafísica das Partes. Fortaleza: EDUFC,1991.
4 BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Edições Nova Aguilar, 1983. p. 228. As poesias de Manuel Bandeira citadas adiante estão nesta edição.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RIOS CHEIOS, BARRIGAS CHEIAS

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de junho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.690

      Até agora no Sertão de Alagoas continua o formidável inverno. Não estamos ainda nem na metade da época das chuvas e nunca se viu por aqui, tanta água como no mês de junho. Mesmo pertencente ao período invernoso, o mês de São João sempre foi moderado, deixando quase toda pluviosidade das duas estações para o mês pesado de julho. Após os seis anos de seca, junho de 2017 chegou disposto a apagar toda má impressão do flagelo. Nunca tínhamos visto junho tão bravo como agora. Chuvas ou muitas ou poucas foi uma tirada só dia e noite sem direito a descanso. No caso das chuvas, o sertão virou Amazônia, no caso do frio, virou Paraná. Somente agora à noite o tempo resolveu dar uma trégua depois um mês e nove dias.
Rio Ipanema (Arquivo).
Enquanto a época traz bastantes transtornos para a capital o velha Sertão de guerra agradece a Deus todos os dias por tamanha bondade. Tem pasto para o boi, o cavalo, o carneiro e os bodes que bodejam alegres escolhendo a cabrinha de preferência. Barreiros, barragens, pilões de pedra, açudes, sangram esbanjando crédito. Rios e riachos ficaram robustos em suas cheias barrentas avisando a fartura regional. Corre o Ipanema, o Traipu, Capiá, Dois Riachos, Riacho Grande, Jacaré, Farias, Desumano, Camoxinga e outros menores, levando para os nascidos ontem como era no passado. E você quer saber? Daí surge o feijão-de-corda, de arranca, fava, andu e o milho tão festejado em todos os lugares. O vento assovia nas telhas e os cobertores pesados não encontram sol para tirar o cheiro.
Ninguém pode ser inimigo de inverno e nem verão. O que falta são as ações efetivas e permanentes para o resguardo de vidas. Na zona da Mata, em muitas cidades as casas foram construídas muito perto de rios perigosos. Os extensos canaviais dos grandolas não permitiam ceder um palmo da terra para a pobreza que se foi acumulando na área de risco. As tragédias são repetidas na capital, principalmente, pela cegueira das autoridades. Quinze mil famílias vivem dentro das grotas, clamando por melhoria que quando chegam vêm à moda de conta-gotas. São Pedro nada tem a vê com isso, pois ele não desvia verbas públicas, nem está envolvido na Lava-Jato.
Lembra-se da trégua citada no primeiro parágrafo? Acabou agora mesmo antes de chegarmos ao último.
No Sertão, rios cheios, barrigas cheias. Viva a chuva, comadre!


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CASARÃO DA POVOAÇÃO RIBEIRINHA DE BONSUCESSO

*Rangel Alves da Costa


A arquitetura antiga sempre se mostra mais imponente que a atual, ainda que o tempo tudo faça para fragilizar suas estruturas. Os materiais utilizados, em muitas situações, são tão resistentes que permanecem como inalterados. Assim, mesmo que as fachadas se mostrem envelhecidas e deterioradas, as estruturas continuam firmes e necessitando apenas de pinturas e reparos.
Assim acontece com o Casarão da Povoação Ribeirinha de Bonsucesso, no Sertão Sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sempre denominado de casarão pela sua grandiosa construção e pela imponência que se destaca em meio às paisagens ribeirinhas das beiradas do Velho Chico, entre as margens de vegetação rasteira e as matas e caatingas sertanejas. Contudo, o que mais chama a atenção é a engenharia levada a efeito na sua construção, pois tudo fruto de grandes e penosos sacrifícios humanos.
Em Poço Redondo, somente a Gruta do Angico possui maior importância histórica que o Casarão do Bonsucesso. Este, fincado desde os primórdios da colonização ribeirinha defronte ao Velho Chico, numa parte mais elevada e de onde se avistam as águas nas suas distâncias, foi erguido num misto de poder e mando e de submissão escravista. E assim por que o Casarão, construído na pedra batida entre paredes largas, ainda hoje chora, sangra, agoniza a dor escrava entre suas paredes e seus arredores.
Como pode ser ainda observado em antigas fotografias (e recentemente chegou-me às mãos uma verdadeira relíquia fotográfica através da amiga Quitéria Gomes), ao lado do imenso e imponente Casarão havia outras construções para a criadagem serviçal, a senzala. Com efeito, no período de construção do sobrado, a escravidão imperava por todos os lugares, e muitos escravos foram trazidos para a região ribeirinha do São Francisco e gestaram muito do que ainda se tem como obra de quase eternidade.
Os negros foram trazidos para todos os tipos de trabalhos, desde a terra às construções. E foi assim com a grande moradia do senhor de então daquelas margens são-franciscanas. Ora, o poder e a riqueza têm que ser mostrar grandiosos, faustosos, imponentes, e tendo na mão escrava a cumprimento da ordem, tudo era feito para que a opulência também fosse mostrada através da residência senhorial. E assim foi ordenada a construção do sobrado com paredes de verdadeira fortaleza.
Que engenharia foi levada a efeito, com exigências verdadeiramente extravagantes. O senhor não desejava apenas a fortaleza para morar, mas também nos cercados circundando a residência. Então ordenou também a construção de cercas (ou muros) de pedras. E pedra sobre pedra, numa junção arquitetônica ao modo da exatidão no encaixe das antigas civilizações. E não trabalho para durar meses ou anos, mas séculos, como depois se confirmaria.
Assim, não só nas paredes do casarão (de cerca de um metro de largura) como nas antigas cercas de pedras que corriam aos fundos e nas laterais, tudo erguido pela mão negra, pela mão escrava, tendo como a ordem o açoite e a obediência pelo lanho de sangue jorrando pelos lombos e pelas mãos. E há de se imaginar aquelas mãos em tão árduo ofício e de repente ainda tendo de suportar chibatadas em busca da perfeição
Daí se dizer que as paredes e as cercas do Casarão, ainda que na pedra talhada, foram todas cimentadas pelo sangue negro. E por isso também a eterna presença escrava nesta indescritível riqueza histórica: o Casarão de Bonsucesso. Hoje ainda tão belo e suntuoso, mas ainda hoje também de tão triste memória pela sua dolorosa história. E uma história para também ser sentida na alma de hoje.
E ainda lá a imponência do belo Casarão. À sua frente as águas do Velho Chico, pelos arredores as paisagens sertanejas. E todo um sertão em suas mais diversas feições.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A MULHER SEMPRE FEZ, FAZ E FARÁ PARTE DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE.

Sálvio Siqueira

José Mendes Pereira, a mulher sempre fez, faz e fará parte da História da Humanidade. No entanto, quem estudar a história de um Fenômeno Social apenas por elas terem tido participações ativas já em seus últimos anos, a partir de 1929 até seu epílogo em maio de 1940 com a morte de Corisco, não estuda história, e sim, a história da mulher que entrou no cangaço e mesmo assim, com falhas terríveis, pois em 1911, já tinha uma cangaceira chefiando seu grupo, Anésia Adelaide Cauaçu, mais conhecida como Anésia Cauaçu, em território baiano. 


A mulher sempre fez parte da história do cangaço, assim como de qualquer outra gleba histórica. Tinha os cangaceiros que eram casados, outros foram noivos e os que namoravam, sem falar que todos tiveram suas mães, outros suas irmãs, as quais geraram motivos para que um irmão tornar-se cangaceiro, etc.. 

Jesuíno Brilhante apenas representação artística

Mesmo entre os mais estudados, os chefes mais lidos como Jesuíno Brilhante que tinha a alcunha de "Cangaceiro Romântico", que tinha esposa e filhos, ou mesmo 

O cangaceiro Antônio Silvino

Antônio Silvino que, segundo os autores, deixou uma 'ninhada' de oito filhos, com mulheres diferentes, inclusive um destacou-se como industrial no Sudeste do País. 

Neném do Ouro e seu companheiro Luiz Pedro

Luiz Pedro tinha sua namorada, sem ser Nenê, Vassoura era noivo e foi a quem Lampião, seu irmão e chefe, entregou alguns dos seus pertences quando da sua morte, Lampião que tinha 'Tatu", a alagoana que veio morar em Roça Velhas trazida por ele... e assim sucessivamente.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MORTE DE ZÉ BAIANO


Bem, uma foto bem melhor e inédita para deguste das boas amizades do grupo. Quem é esta? Vamos ao debate? Para mais sobre Zé Baiano indico este vídeo https://www.youtube.com/watch?v=vY4yKJL5FtM


Publicado em 9 de jun de 2017
FAÇAM SUA INSCRIÇÃO NO CANAL!
Zé Baiano foi um dos cangaceiros mais afamados, temido e perverso que deixou sua marca no cangaço com um dos crimes passionais mais terríveis que já aconteceu. Mas, vamos falar do seu fim, mostrar o local onde ele e mais quatro comparsas caíram no aço do facão em 1936. Compartilhem com os amigos@!

Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

GRANDE LOJA DA INGLATERRA

https://www.youtube.com/watch?v=j5orqWaJhjU#video_1

300 ANOS   VÍDEO DE 20 MINUTOS EM COMEMORAÇÃO AOS 300 ANOS DA MAÇONARIA NO MUNDO 1917-2017

Publicado em 24 de jun de 2017
Documentário dos 300 Anos da Maçonaria Universal. Nascida em Londres na Grande Loja da Inglaterra GLUE.

Um vídeo sensacional de 20 Minutos de conhecimento a todos maçons do universo.

A Filhos do Arquiteto Brasil é grata a todos Irmãos Maçons pelo sucesso e reconhecimento de nossos Anéis Maçônicos e Medievais, conheça nossa Linha Exclusiva confeccionada por nossa empresa.

Tenha o Brilho de nossas jóias em suas Mãos - Adquira sua joia em nosso portal:

http://www.filhosdoarquiteto.com

Divulguem esta matéria ao nossos Irmãos.

TFA/SFU
Filhos do Arquiteto Brasil.
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube
Música
"Conquest Of Paradise" por Vangelis ( • )


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

(LAMPIÃO E A PROSTITUTA EM CAPELA - SERGIPE)


O rei do cangaço visita a prostituta Enedina em Capela Sergipe em 1929... Depois de passear, comprar armas, ir ao cinema, o rei do Cangaço decidiu se cuidar, porque ninguém é de ferro, nem mesmo, o valente Lampião... 

Lampião sempre dominado pelo erotismo foi até a casa da prostituta por nome de Enedina... Ordenado que deixasse as portas da frente e as do fundos abertas... Disse-lhe se aparecer os macacos passo por cima deles. 

No quarto Lampião trancou a porta por dentro e começou a tirar os embornais, cartucheiras, armas, e roupas ficando apenas de alpercatas camisa e meias, ao se despir gentilmente a rapariga quis o ajudar! E ele a deteve com um gesto:

- Não pegue em nada! Em minhas roupas e armas só pega eu. Alguém pode pegar, mas só depois da minha morte, falou Lampião!!! 

Em ritual pôs o fuzil perto do alcance das mãos, depois sobre a cama pois o punhal. Recitou esta frase romântica para a amante de aluguel... 

- Este quarto não cabe a metade dos cabras que sangrei com este punhal!!!

Depois de horas de romance deu setenta mil réis a Enedina e disse :

- Lamento porque o comércio está fechado, senão lhe compraria um vestido e um perfume... 

Calcule a profecia de se fazer um sexo!!!

Fonte: Livro o Incrível mundo do Cangaço. foto tirada de uma prostituta americana, não foi possível conseguir a da bela e heroína Enedina de Capela.

Página: Voltaseca-Volta
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ARLINDO ROCHA O QUEIXO DE FERRO


Arlindo Rocha nasceu no ano de 1883, filho gerado pelo casal Pedro de Aquino Rocha e dona Isabel Matias Rocha, era dono das fazendas Barrocas e Melancia, situadas no município de Salgueiro, PE.

Arlindo Rocha

Rocha era Delegado de Polícia na cidade citada, quando, certa feita, um criminoso, Antônio Padre, é absolvido em um júri popular. Não tendo outra saída no momento, Antônio recorre ao delegado pedindo um emprego. Arlindo o coloca para trabalha na fazenda. Tendo sua família morando na casa sede da fazenda Barroca, Padre cismou de apaixonasse por sua filha mais velha, Generosa Leite da Rocha.

Antônio Padre, sabedor de como se comportaria o delegado, convida Generosa para ‘fugir’, ir embora, com ele. A notícia vaza e Arlindo fica a par das intenções daquele que ele protegeu. Nas quebradas do sertão, a honra e o respeito são coisas para se levar na dianteira das pessoas. Arlindo sente-se traído, e até mesmo acha uma afronta de Antônio, então vai à fazenda Barroca e o expulsa da propriedade. O ex-presidiário não gostou nem um pouco. Com o orgulho ferido e o coração partido segue rumo ao poente e vai alojar-se sob a proteção de Chico Chicote, em terras cearenses. De lá, dana-se a enviar recados dizendo que a qualquer hora voltaria para ‘roubar’ Generosa.

Passando-se o tempo, Antônio Padre consegue formar um pequeno grupo de bandidos composto por oito ‘cabras’. Junta seu grupo ao bando de Lampião e seguem para a fazenda Pilões em território salgueirense.

As intenções de Antônio Padre não era somente ‘roubar’, carregar a filha de Arlindo Rocha, Generosa Leite da Rocha. “Os cabras de Antônio Padre, juntos a Lampião, conseguiram que este resolvesse partir para Salgueiro, para“ Enterrar as Barroca e partir a Melancia, que eram duas fazendas do tenente Arlindo Rocha (...).” (“A derradeira gesta: Lampião e nazarenos guerreando no sertão” - Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros).


O delegado Arlindo Rocha é informado de que Antônio Padre e Lampião estavam aliados e que rumavam com a intenção de atacar a fazenda Pilões. Rocha reúne uma tropa, defensores convocados e voluntários, e vão dar combate ao bando de cangaceiros. A troca de tiros é intensa. No calor do ‘cortar da espoleta’ tombam o cangaceiro Gavião e o chefe cangaceiro Antônio Padre.

Ciente do perigo, iminente, que estava correndo, tanto ele como sua família, Arlindo Rocha viaja para a Capital do Estado pernambucano, a cidade de Recife, a fim de buscar ajuda para enfrentar a caterva do ‘Rei dos Cangaceiros’ junto ao chefe de Polícia do Estado, hoje seria Secretário de Segurança. Lá estando, deixa seu superior a par do que se passou no interior e solicita do mesmo armas e munição. O Chefe de Polícia aconselha ao delegado a entrar para uma volante. Aceitando, é contratado como 3º sargento. Ao ser contratado, consegue que também contratem alguns parentes: ‘Vicente Pereira Matias’ e ‘Marculino Matias Leite’, que eram seus cunhados, ‘Antônio Matias de Santana’, um genro, ‘João Matias Rocha’ e ‘Manoel Matias Rocha’ seus primos, ‘Acilon Faustino’, um amigo e um dos seus empregados que trabalhava na fazenda Melancia, ‘Pedro Aureliano’. Pronto, estava formada a volante de Arlindo Rocha, aquela que se soubesse que Lampião estava no inferno, iria lá para brigar contra ele.


A partir daquele momento formara-se uma das volantes que mais deram combate ao bando de cangaceiros chefiados por Lampião, ou aqueles que só participavam de eventuais ações quando eram convocados pelo “Rei do Cangaço”, nos sertões nordestino. O comandante dessa volante, sargento Arlindo Rocha, foi ferido na altura da mandíbula, autores referem que o disparo partira da arma do cangaceiro “Caititu”, Luiz Pedro de Siqueira, quando da batalha na Serra Grande, em São Serafim, hoje Calumbi, PE, ficando conhecido como ‘queixo de ferro’ ou 'queixo de prata', a partir daquele momento devido à cicatriz e ‘defeito’, sequelas, que ficara em sua face esquerda.

Alguns autores citam, equivocadamente, que Arlindo Rocha fora promovido a tenente antes do fogo da Serra Grande. Essa promoção só viera após aquele combate. Naquela batalha havia um tenente, Higino José Belarmino, dois sargentos, Arlindo Rocha e José Olinda de Siqueira, os cabos, Manoel de Souza Neto, Domingos Gomes de Souza e Euclides de Souza Ferraz mais o soldado Ducarmo, de Flores, comandantes das sete volantes, onde, juntos, formaram um contingente de mais de 300 homens para enfrentarem o bando de Lampião.

Fonte Ob. Ct.
Foto google.com

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/permalink/860503924113725/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com