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quinta-feira, 13 de abril de 2017

PALESTRA PROFESSOR ROMERO 09 08 2014


Link do YOUTUBE: https://youtu.be/iPBuweuxZms
Abraço,
Milton
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--
Prof. Milton Mendes, D.Sc.
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação - UFERSA
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação - PPGCC
Programa de Pós-Graduação em Cognição, Tecnologias e Instituições - PPGCTI (Interdisciplinar)
Programa de Pós-Graduação em Ensino - POSENSINO (Multidisciplinar/Ensino)
Departamento de Ciências Exatas e Naturais - DCEN

 Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O PÃO, O AÇÚCAR E A ORLA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 13 de abril de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.660

A notícia não poderia ter sido melhor tanto para Pão de Açúcar quanto para o Médio Sertão alagoano. Topografia plana, cidade ideal para o turismo no rio São Francisco, pela falta de estrutura foi perdendo terreno para Piranhas. A orla enorme com areia muito quente e sem abrigo ou algum tipo de atrativo, deixou o rio sozinho sem nada poder fazer. Quantas vezes saímos de Santana e arredores para um domingo em Jaciobá! Mas o banho sacrificado sem uma sombra sequer, próximo à cidade, tangia os visitantes para o pé do morro do Cristo, perigoso por ser habitat de piranhas. Isso foi desagradando aos turistas domésticos que fizeram a troca por outras cidades ribeirinhas.

Pão de Açúcar vista do Cristo. Ilustração Wikipédia).

Pão de Açúcar sempre teve tudo para ser um dos polos turísticos de Alagoas, mas parecia nem ligar para o potencial que possui. Portanto, a construção da sua orla oficial anunciada, parece finalmente querer resgatar tudo aquilo que sempre teve direito. Sombra por todos os lugares do projeto é preciso, ponto fundamental de reclamação dos de fora.

Pão de Açúcar, cidade de tanta cultura não pode ficar à margem do desenvolvimento sertanejo. Esperamos que agora seja sua grande vez. Após a construção da orla, muitas outras coisas precisam ser feitas para o turismo como o resgate do casarão onde D. Pedro passou a noite; organização dos transportes rumo a Grota dos Angicos, onde liquidaram Lampião; guias especializados para suas ruas, becos e casario, ressaltando a arquitetura. Serestas à beira do São Francisco; visitas ao artesanato e aos sítios arqueológicos e muito mais. Enquanto isso tudo se arruma, vejamos o que poderá ser o início de boa reviravolta:

“A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Pão de Açúcar recebeu na manhã desta terça-feira, 11, a visita do superintendente estadual de Turismo, Francis Hulst, e do topógrafo e técnico do Instituto de Terras de Alagoas (ITERAL), José Valdec, com o intuito de realizar as medições da área onde será construída a orla da cidade”.

Caso seja concretizada a estrutura turística de Pão de Açúcar, poderá haver conexões com outras cidades sertanejas que não possuem um rio São Francisco, mas tem outras potencialidades tão procuradas hoje em dia.

Vamos torcer pelo Médio Sertão e a vinda de euros e dólares para os bornais sertanejos.


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LAMPIÃO NA BAHIA


Lampião 10ª Edição.
Um clássico da literatura do cangaço lançado há trinta anos, continua fazendo sucesso. Foram 5 edições com selo da Vozes (Petrópolis) e 5 pela Ponto e Virgula (Bahia). Já nas Livrarias, ou diretamente com o autor: Fontesoleone@yahoo.com.br

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EU E DRUMMOND (OU A CONFIDÊNCIA DE UM POÇO-REDONDENSE)

*Rangel Alves da Costa

Em seu poema “Confidência do Itabirano”, Carlos Drummond de Andrade relata suas heranças mineiras a partir das doces recordações de Itabira, cidadezinha onde nasceu. E acrescenta que do seu chão e do seu povo herdou todo o seu jeito de ser, sua simplicidade, sua cabeça baixa, sua pouca palavra. E finaliza dizendo que teve tudo na vida, mas hoje só lhe resta uma fotografia na parede, e como dói.
Contudo, mesmo afirmando que já teve ouro, gado e fazendas, e hoje só lhe reste uma fotografia na parede para lhe doer, o real sentido de tais palavras é para dizer que a riqueza maior perdida foi ter saído de seu lugar, de sua cidadezinha, de seu berço de nascimento. E o que mais lhe dói é ter Itabira apenas como uma fotografia na parede. Ora, Drummond me espelha e me reflete.
Minha “Confidência do Poço-redondense” é no mesmo sentido, ainda que eu jamais tenha escrito poema tal. Mas, com mil vênias e perdões, ouso parodiar o poema do mestre ao meu modo, assim:


Alguns anos vivi em Poço Redondo.
Principalmente nasci em Poço Redondo.
Por isso sou sertanejo, orgulhoso: de sol.
Noventa por cento de sol nas estradas.
Oitenta por cento de sol nas cabeças.
E esse alheamento do que na vida é qualquer palavra.

A vontade de lutar, que me dá força e fibra,
vem de Poço Redondo, de suas dores, sofrimentos e agonias.

E o hábito de sonhar, que tanto me cativa,
é doce herança poço-redondense.

De Poço Redondo trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta chapéu de couro, que um dia foi de valente vaqueiro,
esta Santa sem Face, bela relíquia da arte do Mestre Tonho;
este terço benzido, que com reza me ofertou Zefa da Guia;
esta humildade, esta cabeça baixa...

Tive riquezas, tive dinheiro, tive roupa de festa.
Hoje sou o que me foi destinado ser noutro lugar.
Poço Redondo é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Poço Redondo é apenas um retrato na parede, mas como dói. Por que não desejo Poço Redondo como retrato na parede. Por que não quero que me doa a saudade de Poço Redondo. Por que preciso ser rico novamente. Rica da terra, rico de povo, rico de meu sertão. E nunca mais irá me doer a distância. Pois o retrato na parede estará adiante do meu olhar.

Escritor
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DEUS TEM SIDO MUITO GENEROSO COMIGO

Por Padre Manoel Vieira Guimarães
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Deus tem sido muito generoso comigo. Sempre foi assim... mais do que eu mereço. Quando digo isso não estou afirmando que minha vida tem sido só de consolações... muito pelo contrário. As provações que Ele tem me enviado são muitas e enormes. Mas, como diz S. Paulo: "Tudo é graça". Como diz também Sta. Teresa d'Ávila: "É assim que Ele trata seus amigos". E é claro que eu quero ser sempre seu amigo.

Pois bem, uma das muitas delicadezas deste meu Deus, foi o privilégio de cuidar da minha mãe no seu final de vida. Não dá pra descrever... de vez em quando eu posto aqui no Face algum fato interessante, capaz de fazer rir ou emocionar. Mas outra coisa é o convívio diário, o sorriso, a lágrima, a dor, a cumplicidade no olhar, o cheiro...tudo. Tudo que não pode ser descrito pelas palavras.

Outra graça é a de poder conviver com Miguel, meu neto querido. Este é um amor que começou dois anos antes do seu nascimento... e se prolongou com o seu nascimento, todo o processo de adoção, até agora. A sua beleza física associada à sua inegável inteligência e carisma, chama a atenção de todos. O seu talento precoce para o Teatro o faz mais chegado a mim.

Minha Rainha é o outono da vida... o fim... a sabedoria, através da experiência acumulada... Miguel é a primavera...o início da vida... suas descobertas e conquistas... Um e outro me completam e fazem dos meus dias os melhores da minha vida. Conviver com os dois tem sido pra mim uma experiência única e enriquecedora. Cada um a seu modo... Tudo é graça... e eu só tenho que agradecer a Deus por tudo isso e muito mais que Ele tem feito, mesmo sem merecer tanto.


Padre Manoel Vieira Guimarães

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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PALESTRA DO PROFESSOR BENEDITO VASCONCELOS MENDES SOBRE A "CIVILIZAÇÃO DA SECA"

https://www.youtube.com/watch?v=cHl9v3BApMo

PALESTRA DO PROFESSOR BENEDITO VASCONCELOS MENDES SOBRE A "CIVILIZAÇÃO DA SECA"

Publicado em 12 de abr de 2017
Palestra do Professor Benedito Vasconcelos Mendes sobre a "Civilização da Seca", proferida no Museu do Sertão no dia 09 de Março de 2013.
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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A MORTE DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA

Por Volney Liberato (*)
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Graças à mediocridade-plural.blogspot.com.br (Laélio Ferreira).
Currais Novos na vida de Chico Pereira

“Desde o dia em que um desconhecido foi morto pela polícia na estrada de Currais Novos, espalhou-se pelo sertão, vaga mas persistente, a suspeita de que ali morrera outro que não Chico Pereira”.
(Padre Pereira – Vingança, não!).


Derna do tempo d'eu menino”, quando a escritora pernambucana Aglae Lima de Oliveira respondia sobre “Lampião” no Programa J. Silvestre, na extinta TV Tupi, que eu começei a me interessar, a ler e a pesquisar sobre o cangaço – e isso já vão mais de 30 anos.

Tempos depois, ao passar pela BR 226, quase a entrada da cidade, deparei-me com um cruzeiro erguido para sinalizar o local onde morreu o cangaceiro paraibano Chico Pereira. Depois disso, ao visitar o Museu do Acari (onde funcionou a antiga Cadeia Pública), vi a foto do citado cruzeiro, com uma outra foto de Chico Pereira, aí comecei a nutrir a curiosidade de ler o livro “Vingança, não! - Depoimento sobre Chico Pereira e Cangaceiros do Nordeste”, 5ª ed. Rep's Gráfica e Editora – João Pessoa / PB – 2004, de F. Pereira Nóbrega (Padre Pereira), filho do cangaceiro Chico Pereira, que naquele quase amanhecer do dia 28 de outubro de 1928, pereceu macabramente, exatamente no KM 177 da hoje rodovia BR 226, próximo a cidade de Currais Novos, pelas mãos de uma escolta policial, que tinha no comando nada menos do que o famigerado então Tenente Joaquim de Moura.

A escolta era ainda composta pelo sargentos Luís Auspício e Feliciano Tertulino, sendo o “chofer” o sargento Genésio Cabral de Lima. O livro citado, na época, era difícil, pois até hoje só foram feitas cinco edições do mesmo, e é esta última que encontra-se em minhas mãos hoje, que me foi entregue pelas mãos de um companheiro também pesquisador, a quem agradeço que, dia 08 de Janeiro, colocou-lhe sobre a minha mesa, no Detran. Ali estava mais de 20 anos de espera, por aquele que, um dia, seria o delator da verdadeira história da morte do cangaceiro Chico Pereira, nos “aceros” de Currais Novos.

 Chico Pereira

A história se inicia quando Chico Pereira, paraibano de Sousa, já envolvido numa questão de vingança familiar e já andando debaixo da “canga”, é acusado – injustamente, segundo relatos da época – de ter, junto com um pequeno bando, assaltado uma propriedade, na Rajada, de Joaquim Paulino de Medeiros, o legendário coronel Quincó da Ramada. Chico foi preso na Paraíba e recambiado para a detenção de Natal, onde responderia juri no Acari.

No dia 28 de Outubro de 1928, a escolta que o recambiava algemado para o Acari, comandada pelo Tenente Joaquim de Moura, estanca a poucos quilómetros da entrada de Currais Novos, numa parte da estrada de terreno elevado, tirando-o da carroceria e o golpeando a coices de fuzil. Já no chão, ferido de morte, o Tenente Moura ordena ao sargento Genésio para precipitar o carro sobre o corpo de Chico Pereira, numa altura de alguns metros, o que fez com que o corpo fosse esmagado em algumas partes (cabeça e abdómen). 

Os participantes da escolta passaram então a ferirem-se mutuamente, para fazerem crer que realmente tinham sido vítimas do desastre que vitimou fatalmente somente o preso. Enquanto eram “atendidos” em Currais Novos, o corpo de Chico Pereira era levado para a Cadeia, na então Rua do Rosário (hoje Vivaldo Pereira), onde permaneceu exposto á visitação pública até a hora do seu sepultamento, que ocorreu lá pelas 21 horas, no Cemitério Público de Santana, em cova hoje não mais identificada.

A verdade é que Chico Pereira jamais havia posto os pés em Currais Novos, e quando o fez foi tão somente por alguns minutos, que separaram a sua vida da sua morte. Pisou no solo curraisnovense o tempo necessário para permanecer de pé e receber as coronhadas de fuzil que o vitimou e ser também vítima de um plano macabro, e por que não dizer “político”.

O advogado de Chico Pereira, em Natal, era ninguém menos do que João Café Filho, o criador de dezenas de sindicatos na capital, e que por isso ganhou a pecha de “comunista”. Era plano de Café Filho acompanhar a escolta, de seu carro, de Natal ao Acari, para assim ter certeza da integridade física do seu constituído. Mas, uma pessoa do seu relacionamento, alertou-o: “Se a polícia vai mesmo matar Chico Pereira, pelo caminho, não vai deixar testemunhas sem farda. Na certa você morrerá também”. Café então retornou para Natal.

No dia seguinte, lá pelas 10 horas da manhã, recebe telegrama narrando-lhe o “desastre” e a morte “acidental” do seu constituído. O Tenente Moura era “pau-mandado”, como se dizia, do governo do estado, que tinha Juvanal Lamartine no poder. O coronel Quincó era gente grande no dinheiro e na política regional, influente nas eleições de voto de cabresto e possuidor de curral eleitoral nutrido. Por isso, gente grada aos interesses da burguesia instalada no comando do poder estadual.

Mas, se a morte de Chico Pereira se deu, involuntariamente, em Currais Novos, a do Tenente Joaquim de Moura, por ironia do destino, também. Anos mais tarde, já nos anos 40, o já então Coronel Joaquim de Moura vem a Currais Novos, sob pretexto de participar de uma festa numa fazenda avizinhada á cidade. Mas o verdadeiro motivo da estada do coronel Moura em Currais Novos, segundo me relatou o saudoso Euzébio Hipólito de Azevedo, carnaubense, octogenário, que conheceu o Coronel Joaquim de Moura de perto e privou de sua amizade, que o motivo da sua vinda a Currais Novos era para se “acertar” com uma certa mulher – casada – oriunda de uma família “importante” do município, que havia tido um caso com ele na capital.

Como o coronel apaixonou-se pela tal mulher, veio disposto a tudo, até ameaçando matar o marido dela, caso ela não aceitasse juntar-se a ele. Pela tarde, o coronel Moura sente-se mal e é acometido de um ataque cardíaco, vindo a falecer. Contou-me ainda Euzébio que, seu corpo foi vestido com a farda da Polícia - mandada buscar em Natal ás pressas - numa casa de esquina, que depois pertenceu a Severino Maroca, na atual Rua Dix-Sept Rosado (hoje residência de Maria José Mamede Galvão). O destino fatal uniu as duas personagens: Chico Pereira e Joaquim de Moura. Vítima e algoz, ambos finando-se em Currais Novos, em épocas diferentes, numa cidade em que ambos não tinham a menor relação.

O capítulo que trata da morte de Chico Pereira, em Currais Novos, é intitulado “O Morto que Ninguém Chora”, e é escrito de uma forma, digamos, poética, dada a verve do autor, que não conhecia Currais Novos, mas a descreveu tão bem, como resultante dos depoimentos, que mais parecia um curraisnovense contemporâneo dos fatos, descrevendo a vida e os costumes da nossa comuna, naquele distante e fatídico 1928.

(*) Volney Liberato é filho de Currais Novos, Seridó - RN. Bacharel em Administração pós-graduado pela UFRN; repórter pela Oficina de Jornalismo "Genival Rabelo"; pesquisador do cangaço, história regional e cultura popular.

Extraído do blog do professor e pesquisador do cagaço:
 Honório de Medeiros


http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/morte-do-cangaceiro-chico-pereira.html

UM CORDEL DE PRIMEIRA CATEGORIA - LAMPIÃO E MARIA BONITA

Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Apenas uma informação ao leitor: 

"Este cordel me parece ser muito bom para todos aqueles que procuraram lê-lo, pois, ele foi publicado neste blog, no dia 24 de setembro de 2011, e já recebeu um total de 42.580 visualizações. E é porque não foram publicadas todas as estrofes.

Parabéns aos autores!"

"Lampião e Maria Bonita", Rouxinol do Rinaré e Klévisson Viana - 5a. edição, Editora Tupynanquim - kleviana@ig.com.br 

Nosso Deus onipotente
Traga-me a luz infinita
Para buscar na memória
Minha pena precipita
Pra falar de Lampião
Com sua Maria Bonita.

De modo particular
Meu gênio poético quis
Nestes versos revelar
A sina um tanto infeliz
Do bravo cabra da peste
Aqui do nosso País...

Falando em cabra da peste
É necessário lembrar
Homens simples, lutadores,
Heróis incomuns, sem par,
São imortais na História
Com um passado de glória
Pra o poeta relatar.

No Ceará, Conselheiro
E padre Cícero Romão
A Bahia quis gerar
Outros de grande expressão:
Castro Alves, Raul Seixas
Com seus ideais e queixas
Contra a vil escravidão.

Também o Rei do Baião
Este foi pernambucano
Assim como Lampião
Do cangaço o soberano
É Virgulino Ferreira
Cabra macho de primeira
Que narro em primeiro plano.

Também a mulher valente
Quando há luta se agita
Citamos no Ceará
A coragem de Jovita
E no sertão da Bahia
A jovem de valentia
De nome Maria Bonita.

Pernambuco, em Vila Bela,
(Atual Serra Talhada)
nasce a criança singela
que foi porém destinada
por tirania e embaraço
tornar-se o Rei do Cangaço
figura determinada.

Em ´um, oito, nove, oito´
Virgulino então nascia
Com Cristo teve em comum
Os pais José e Maria
Cresceu, rezou, foi à missa
Mas por força da injustiça
Com Jesus não parecia.

[...]

Mas vamos à narração
Da vida de Virgulino
Antes de ser Lampião
Foi um exemplar menino
Depois rapaz dedicado
Um trabalhador honrado
Desconhecendo o destino.

Porém na Era de Quinze
Todo o Nordeste sofria
Grande seca no sertão
Igual não se conhecia
O povo pediu clemência
E por falar de assistência
Somente a Deus recorria.

A família dos Ferreira
Com fé em Deus verdadeiro
Sofrendo a situação
Viajaram a Juazeiro
Procurando solução
Com Padre Cícero Romão
Do povão um timoneiro.

Guardando o sítio dos pais
Ficara só Virgulino
No regresso dos demais
Perceberam um desatino:
Dos seus poucos animais
Alguém de gênio voraz
Lhes roubara algum caprino.

Virgulino e seus irmãos
Procurando investigar
Usando de persistência
As peles foram encontrar
Com a marca dos Ferreira
Lá na Fazenda Pedreira
O ladrão foi ocultar.

João Caboclo, morador
Lá da Fazenda Pedreira
Roubou a tal criação
O larápio de primeira
A pele tinha ocultado
Porém foi desmascarado
Por Virgulino Ferreira.

A fazenda já citada
Pertencia a Saturnino
O qual não tinha questão
Com os pais de Virgulino
Sua esposa de bom grado
Tomara por afilhado
Dos tais Ferreira um menino.

Com base nessa amizade
Seu José, pai dos Ferreira,
Vendo ser tudo verdade
Foi à Fazenda Pedreira
Pedir ao chefe o favor
De expulsar o morador,
Figura vil, encrenqueira.

João Caboclo tinha ´enchido´
A cabeça do patrão
Distorcendo o ocorrido
Em toda aquela questão
E o filho do fazendeiro
Apoiava o encrenqueiro
Aumentando a confusão.

Assim começam as intrigas
Nestas famílias vizinhas
Antes eram tão amigas
Depois por ações mesquinhas
Duelar foi o destino
Dos Ferreira e Saturnino
Iguais a galos nas rinhas.

As ofensas começaram
Por Saturnino primeiro
Se algum animal entrava
Nas terras do fazendeiro
Sendo dos seus intrigados
Os rabos eram cortados
Como gesto zombeteiro.

Não tendo cerca ou arames
Nas terras por divisão
Se repetiam os infames
Gestos de provocação
Virgulino consciente
Revida ´dente por dente´
Segue a Lei de Talião!

Evitando que seus filhos
Chegassem às fias de fato
Tinham só dois empecilhos:
Zé Ferreira era pacato
Saturnino, o fazendeiro,
Do seu filho desordeiro,
Não queria desacato.

Porém quisera a má sorte
Agravar a situação
Velho Saturnino morre
Vai pra debaixo do chão
Ficara por seu herdeiro
José, o filho encrenqueiro
E coiteiro de ladrão.

[...]

ARTISTA PLÁSTICO EDUARDO LIMA

Por Luiz Serra

Eduardo Lima artista plástico baiano, casado, dois filhos. Nascido em 1977 na cidade de Capim Grosso interior da Bahia. Atualmente reside na cidade de Barreiras BA.

Autodidata, desde os dez anos de idade se destaca pelo seu talento artístico. Trabalhou como frentista e pintava nas horas vagas. Hoje dedica-se exclusivamente a arte (Pintura em tela). Já participou de várias exposições coletivas e individuais no Brasil no exterior.


Apaixonado pela arte e por suas raízes nordestinas Eduardo retrata através de suas pinceladas a simplicidade, o cotidiano e a cultura do nordeste.

http://ateliereduardolima.xpg.uol.com.br/

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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RIFLE WINCHESTER CAL. 44

Por Francisco Carlos Jorge de Oliveira

O rifle Winchester cal. 44 é uma arma de repetição fabricada pela industria Americana Winchester Repeating Arms Company USA no fim do século XIX. 

Seu sofisticado mecanismo era composto por uma alavanca de manejo que permitia a o atirador efetuar vários disparos quase simultâneos, sua capacidade de tiro variava entre oito ou dez cartuchos em seu depósito, isto é; variando o seu modelo e calibre 44, 44-40, 44-38, 38, 30-30 45 e 32-20. 


No Brasil este rifle era chamado de papo amarelo devido sua culatra ser fabricada em metal amarelo, mas ao contrário do dos fuzis e mosquetões Mauser 7mm, mais pesado e com menos poder de folgo, talvez seja este o motivo da volante dos Nazarenos que era composta de soldados franzinos e adolescentes, optarem pelo uso dessa arma, os Winchester cal. 44, de menos alcance porem mais leves e com a vantagem de ter mais poder de fogo que os robustos fuzis Mauser 1908.

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?multi_permalinks=1529805387032574%2C1529352333744546%2C1529343703745409%2C15293

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O CANTO DO ACAUÃ - UM DOS GRANDES CLÁSSICOS DA LITERATURA CANGACEIRA.

Por Geraldo Júnior

De autoria da escritora/pesquisadora Marilourdes Ferraz, o livro “O CANTO DA ACAUÔ é sem sombra de dúvidas um dos maiores clássicos da literatura cangaceira de todos os tempos. O livro foi produzido baseado nas memórias do Coronel Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor), antigo combatente do cangaço e pai da escritora, que atuou no enfrentamento ao cangaceirismo/banditismo durante as primeiras décadas do século vinte.

Os primórdios do cangaço lampiônico, a criação da Força Policial Volante de Nazaré “Nazarenos” considerada a maior força de repressão ao cangaceirismo da história, os combates e as persigas aos bandos de cangaceiros são apenas alguns dos assuntos abordados pela escritora em sua obra.

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O blogdomendesemendes acredita que o leitor irá encontrar este livro com o professor Pereira através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br

O CANTO DA ACAUÃ de Marilourdes Ferraz.
Imperdível.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)


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"MATURAÇÃO".

Por Franci Dantas
Artista plástica, geógrafa e escritora Francis Dantas

"Maturação"

Uma carícia em forma de arte na decoração da residência dos amados: 

Leonardo da Vinci Dantas (Filho) e Eliene Costa (nora).

Franci Dantas

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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COM MEUS VOTOS DE FELIZ PÁSCOA PARA TODOS, SEGUE MEU CORDEL DA PÁSCOA

(Por Stélio Torquato Lima)

Os ovos de chocolate,
O coelho sorridente...
Nesta data, é o que vemos
Na mídia constantemente.
Mas importa relembrar
O que a Páscoa é realmente.

Eu lembro bem quando o sol
De repente se escondeu.
A noite cobriu a terra
Com o seu manto de breu.
Porém, era ainda dia
Quando isso aconteceu.

“Eli, lamá sabactani!”
– Falou o homem na cruz.
“Ele clama por Elias!”
– Erroneamente supus,
Porque era pelo Pai
Que então clamava Jesus.

Logo disse: “Tenho sede!”,
Tendo os olhos já fechados.
Vinagre, em uma esponja,
Colocou um dos soldados,
E ofereceu ao homem
De mãos e de pés pregados.

A multidão, entretanto,
Gritava com frenesi:
“Deixem que venha salvá-lo
O grande profeta Eli,
Por quem ele tanto implora,
Como alguém fora de si!”

Lá do alto do madeiro,
Ele amou até o fim
O povo que o execrava,
Mostrando a todos, assim,
Que por nós oferecia
Seu corpo e sangue carmim.

Vendo chegar sua hora,
Falou: “Está consumado!
Eu entrego o meu espírito
Em tuas mãos, Pai amado!”
E, inclinando a cabeça,
Morreu o crucificado.

E o véu do santuário
De alto a baixo se rasgou.
Houve um grande terremoto
Que os sepulcros abalou.
E grande leva de mortos,
Creiam-me, ressuscitou.

A multidão, assustada
Com os milagres que via,
Perceberam que o tal homem
Posto na cruz nesse dia
Era mesmo o Salvador
Descrito na profecia.

Também eu, como os demais,
Vi o erro cometido:
Tínhamos crucificado,
De Deus, o Filho querido,
O bom Salvador do mundo,
O Messias, o Ungido.

Mas a luz que vem dos céus
Venceu as trevas da morte,
E Jesus ressuscitou,
Dando-nos o passaporte
Pra uma vida de perdão,
Da qual Deus é o suporte.

Eis o sentido da Páscoa,
Meu amigo, meu irmão:
A vida vencendo a morte,
A grande ressurreição
Do amor e da esperança
Que renova o coração.

Chegando a mim a notícia
Que Cristo ressuscitara,
Fui tomado de uma paz
Que eu nunca experimentara.
Assim, quis saber bem mais
Do mestre que me salvara.

Pelos amigos do mestre,
Seus discípulos amados,
Depois vim a conhecer
Cada um dos passos dados
Pelo mestre tão querido,
Morto pelos meus pecados.

O nascimento em Belém,
As virtuosas ações,
As curas maravilhosas,
As mais sublimes lições
Em belíssimas parábolas
E contundentes sermões...

Fui tomado pelo pranto
Após saber tudo isto.
Hoje vivo pra Jesus,
É por ele que eu existo,
Eu, o vil centurião
Que pôs na cruz Jesus Cristo.

FIM!



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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DIVULGAÇÃO - CONVITE PARA ENCONTRO TEMÁTICO II - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, DISCURSOS E SOCIEDADE

 

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Discursos e Sociedade – UFERSA/CNPq convida você para participar do Encontro Temático II
“As concepções de espaço, lugar e território 
aplicadas à educação: encontro com a obra do geógrafo Milton Santos”
Convidado: Prof. Dr. José Erimar dos Santos
Docente da UFERSA/CCSAH/LEDOC. Licenciado em Geografia pela UERN,
Mestre e Doutor em Geografia pela UFRN.
Data: 19 de abril de 2017 - quarta-feira
Horário: 16 horasLocal: Sala 25 - Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PROPPG
UFERSA – Campus Leste – Mossoró-RN
Aberto aos(às) membros do Grupo, demais interessados/as, discentes, técnicos e docentes.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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O PRIMO do CAUDILHO IZAIAS ARRUDA

O PRIMO do CAUDILHO IZAIAS ARRUDA, de Missão velha-CE, que por muito pouco, não evitou a morte do parente, que foi um grande coiteiro de Lampião e, foi decisivo no planejamento do ataque à Mossoró-RN ( Adendo por Volta Seca)
 

Aos amigos apresento Zé Vicente (José Vicente de Oliveira), primo segundo de Isaías Arruda de Figueiredo, Prefeito de Missão Velha em 1928, ano em que foi vítima de atentado à bala, aos 4 de agosto, na estação da estrada... de ferro em Aurora. Conforme inquérito que apurou a morte do chefe de Missão Velha, José Vicente teve participação crucial no evento por tentar proteger o parente, travando luta corporal com um dos assassinos na plataforma da estação; luta que se estendeu até o almoxarifado, tendo lá, sido ameaçado e escapado por "milagre do destino". José Vicente era natural de Juazeiro, nascido em 04 de maio de 1900, filho de António Vicente de Oliveira e Raimunda Bento de Figueiredo. Em Aurora era comerciante ambulante em 1928, posteriormente exercendo várias atividades comerciais (era dele o prédio onde hoje funciona o "Arco íris Magazine"), tendo sido também vereador por um mandato. Constituiu prole numerosa (14 filhos), vindo a falecer em Aurora aos 06 de setembro de 1960, com 60 anos, vítima de problemas cardíacos.

Fotografia do arquivo pessoal - João Tavares Calixto Júnior.
 
Grupo: Lampião, cangaço e nordeste
 
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