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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ANIVERSÁRIO DE LUIZ GONZAGA

Por Kydelmir Dantas

Na tarde deste dia 13 de dezembro, aniversário do LUIZ GONZAGA, o Rei do Baião, estivemos no IFPB-campus Picuí, proferindo a palestra Cangaço e Meio Ambiente, nela inclusa parte da musicografia do maior representante do Nordeste na MPB... 


Também foi uma maneira de 'dar os parabéns a Seu LUIZ, pelos seus 105 anos de vida... "Luiz Gonzaga não morreu"... Disponibilizamos um pequeno folder - a quem interessar possa - com as músicas que foram citadas na palestra. 



Agradecemos a Isaque Ramon pelo apoio na confecção deste, ao Prof. Fred Pereira e sua equipe, dentre elas Pequénnaa Santos e Giuliane Karen , pelo convite e atenção, a Talita Kelly, pela foto do Umbuzeiro (Spondia tuberosa Arr.) e a tod@s que se fizeram presentes na palestra, com especial atenção o primo Menézio Dantas (Lali Henriques)... Foi um fim de tarde excelente. Abração a tod@s.

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O VALOR DO SILÊNCIO

Por Rangel Alves da Costa

Ora, mas eis que de repente tudo silencia e alguém começa a imaginar o nada existente. No silêncio o nada, o vazio, o caos. E assim acredita por jamais ter ouvido ou sentido a sua palavra.
Sequer imagina que é do silêncio que nasce a voz, que surge a ideia, que o mundo se expressa, que a vida se mostra. É, pois, do silêncio que irrompe outro primoroso silêncio: aquele que necessita silenciar intimamente para ser ouvido.
É no silêncio que a prece ecoa às alturas, é no silêncio que o íntimo da alma procura sua razão de existir, que a pessoa se reconhece enquanto força que precisa se reconhecer muito mais. E por isso mesmo emudece para que outras vozes se soltem.
E uma verdade induvidosa: o silêncio é tão ou mais valoroso que a palavra. Mais que isto, há no silêncio um ato de comunicação tão intenso que se torna impossível não ouvir todos os gritos e ecos.
O silêncio é a voz íntima, interiorizada, num ato de comunicação da pessoa consigo mesmo. Mesmo sem a palavra dita, verbalmente expressada, há a voz que interage do ser para com o ser.
O silêncio é a confissão sem medo e sem demora. Em nenhum local ou instante da vida, o silêncio confessaria tudo o que tem vontade de dizer senão no próprio silêncio. Não há receio de palavras, apenas a voz no pensamento.
O silêncio nunca silencia. Mesmo que os espaços estejam calmos, plenos de quietude, sem nenhuma outra voz, ainda assim o silêncio vai busca no pensamento a palavra certa para o instante, num misto de confissão, de recordação e de simples ou profunda meditação.
É no silêncio que o grito ecoa mais alto e a voz brada seu uivo de lobo, mas apenas no próprio silêncio. Ora, vem a ideia, vem a memória, vem a nostalgia, e daí todo um arroubo que se traduz em gritos e brados.
Necessário que o ser humano silencie cada vez mais. O mundo já possui alardes e alaridos em demasia, a vida já possui algazarras e vozerios em demasia. E em instantes assim todo o silêncio se perde em espanto.
Necessário por que o homem tem que encontrar instantes para viver a si mesmo. Nenhum ser humano consegue viver sem ouvir suas próprias vozes interiores e com elas dialogar suas razões, suas aceitações e descontentamentos.
Necessário ainda que o homem silencie até que encontre sua outra voz. De nada vale apenas abrir a boca sem que a palavra surgida tenha valia. Nada adianta apenas falar se o expressado não possui sua razão de ser.
No silencia há o sopesamento do verbo, da expressão, daquilo que vai sair da boca enquanto palavra. Reflete-se no silêncio sobre o acerto do que vai dizer. Medita-se no silêncio sobre a validade e a necessidade do que irá expressar em palavras.
No silêncio há imagens, retratos, faces, feições. No silêncio há molduras, cores, sorrisos, aflições, angústias, tristezas. No silêncio há o som imaginário e tudo o que se deseje avistar. O silêncio permite o reencontro.
No silêncio da brisa, do vento, da aragem do entardecer, há muito além da palavra. Perante a brisa, a aragem e o entardecer, logo o pensamento vai encontrando suas asas e tomando os espaços para seguir nas distâncias.
Mas não precisa fechar a porta e a janela para que o silêncio chegue. Não será necessária a reclusão para que o silêncio se imponha. Longe da multidão e da voz, qualquer lugar serve ao silêncio, principalmente quando busca no seu cantinho um instante de paz.
Então silencie e fale. Você precisa ouvir a si mesmo.

Escritor
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"MOSSORÓ COM ALEGRIA, SAÚDA SANTA LUZIA!"

Por Assis Nascimento

Bom dia meus queridos amigos e familiares! 
"MOSSORÓ COM ALEGRIA, SAÚDA SANTA LUZIA!"

Desejo a todos os mossoroenses, os que aqui estão, e aos que estão distantes, um feliz dia de Santa Luzia.

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FOTO DO TREM, LINHA MOSSORÓ- SOUZA.

Por: Aluisio Dutra de Oliveira
Foto do Trem, linha Mossoró - Souza.

Trata-se da saída do nosso saudoso TREM de Frutuoso Gomes com destino à Mossoró, nos anos 80. Observa-se também à direita, o quartinho do Sr. Severino Ernesto em frente a casa de dona Guiomar!!!
Foto: 

Arquivo Nildo Alexandrino.



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ALJUG - JORNAL 3º TRIMESTRE 2017 BAIXA MUSEU DO SERTÃO

Por Maria Linda Lemos Bezerra*

No dia 13 de outubro de 2017, no Museu do Sertão, localizado nas dependências da Fazenda Rancho Verde, em Mossoró-RN, aconteceu encontro cultural, organizado pelo seu mantenedor, Professor Benedito Vasconcelos Mendes, prestigiado por personalidades do mundo acadêmico, artístico, político e social de Mossoró e adjacências.

Os Reitores: José de Arimatea Matos, da UFERSA-Universidade Federal Rural do Semiárido, e Pedro Fernandes Ribeiro, da UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; Prefeito de Traipu- AL, Prof. Eduardo Tavares Mendes (Promotor, Procurador de Justiça, Diretor da Faculdade de Direito de Maceió, por mais de 20 anos), acompanhado de quatro Secretários Municipais; a Prefeita Rosalba Ciarline Rosado, acompanhada da Vice-Prefeita e de dois Secretários (General Eliéser Girão Monteiro e Secretário de Cultura, Eduardo Falcão); a Presidente da Câmara, Vereadora Izabel Montenegro, o Vereador Francisco Carlos; os empresários: Herbert Vieira (Presidente da CIMSAL), Nilson Brasil Leite e Marcelo Rosado falaram da importância de eventos como aquele, para o desenvolvimento cultural do Estado.

A demonstração de prestígio, respeito e amizade ao Curador do Museu, Professor Benedito, prossegue: o Presidente do Instituto Câmara Cascudo (LUDOVICUS), Daliana Cascudo Leite, os escritores Tarcísio Gurgel e George Veras, a Juíza Welma Menezes, Promotora Érica de Oliveira Veras, jornalista Lucia Rocha, os professores da UFERSA, Milton Mendes e Porto Filho, e o escritor David Leite, enriqueceram a lista de personalidades presentes. A escritora e Artista Plástica Maria Araújo veio do Rio de Janeiro, representando a Academia Pan-americana de Letras e a União Brasileira de Escritores - Secção do Rio de Janeiro. O Artista Plástico Mossoroense, Expedito de Assis Silva, presenteou o Museu do Sertão com quadro confeccionado com partilhas de vidro, com tema bem sertanejo- Lampião.

Todos reconhecem a importância de iniciativas como a do Professor Benedito Vasconcelos Mendes e sua esposa, a Professora Susana Goretti Lima Leite, para a preservação da memória do sertão semiárido. 

Em nome da Academia de Letras Juvenal Galeno- ALJUG registro a admiração pelo trabalho do casal e agradecimento pelo Diploma de Amiga do Museu do Sertão, com certeza o pensamento de muitos outros intelectuais, professores, autoridades judiciais e jornalistas, além de estudantes universitários e secundaristas dos colégios públicos e privados de Mossoró, que tiveram a oportunidade de percorrer os 11 pavilhões temáticos do Museu do Sertão, o Pátio das Artes, a Casa de Taipa, a área das Plantas Úteis da Caatinga e o Memorial do idealizador e fundador do referido Museu.

EDITORIAL No mês de setembro, celebram-se: aniversário do poeta e folclorista Juvenal Galeno da Costa e Silva (27.09.1836 - 07.03.1931) e os quatro anos de fundação da Academia que o homenageia, dia 28.09.2017, entre outras efemérides ligadas ao bardo cearense. Na oportunidade, recebem-se escritores, poetas, artistas e intelectuais, no Equipamento Cultural tombado pelo Estado, a própria Casa de Juvenal Galeno, cujo auditório brilhou com amantes das letras, ciências e artes. No mês de outubro, comemora-se o aniversário de João Capistrano Honório de Abreu (23.10.1853 – 13.08.1927), primo de Juvenal, um dos primeiros grandes historiadores brasileiros, que produziu também nos campos da etnografia e da linguística. A sua obra é caracterizada por uma rigorosa investigação das fontes e por uma visão crítica dos fatos históricos. A parceria de duas academias, Academia de Letras Juvenal Galeno-ALJUG, sob a Presidência da Professora Maria Linda Lemos Bezerra, e Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba – ACLA, que tem como Presidente Pedro João de Abreu, rendeu culturalmente, primando pela disseminação, preservação da memória e tradição cultural, legado deixado pelos dois grandes expoentes da literatura cearense. A direção da ALJUG sente-se honrada com a parceria, que soma forças no sentido de preservar nossa história. 

Na foto: A Diretora Regional do Sesc, Regina Pinho da Costa, agraciada com o Troféu Juvenal Galeno da Costa e Silva, pelo mérito de incentivar a cultura no Estado, através de várias ações, incluindo o apoio ao Projeto Diálogos Literários, da ALJUG. Ela recebe o reconhecimento da Presidente da ALJUG, Linda Lemos e do Deputado Heitor Ferrer, entre outros.

Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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ICONOGRAFIA DO CANGAÇO


Livro Álbum organizado por Ricardo Albuquerque e participação de Moacir Assunção, Angelo Osmiro Barreto e Rubens Fernandes Júnior, publicado em 2012, com 216 páginas, capa dura, papel de primeira qualidade, 23x25cm. São aproximadamente 150 fotos de várias fotógrafos, em épocas diversas, mas principalmente, as fotos de Benjamin Abrahão. Vem com um DVD, com imagens reais inéditas dos cangaceiros na caatinga. Obra esgotada. 

Vale a pena adquirir.

Quem desejar adquirir este e outros livros. franpelima@bol.com.br e whatsapp 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1980864938849066&set=a.1929416523993908.1073741833.100007767371031&type=3&theater&ifg=1

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LUIZ GONZAGA


Se ainda estivesse entre nós, nesse 13 de Dezembro Luiz Gonzaga estaria completando 105 anos. Aqui vai minha singela homenagem ao maior fenômeno da musica nordestina. Muitas glórias aonde tu estiveres, GONZAGÃO!!! 

https://www.youtube.com/watch?v=Q9n7oz0-yW0

Mote de Antonio Cassiano...
Cantou “sanfona sentida”
“Casamento Improvisado”
“Vozes da Seca” e “Xaxado”
Também “A Triste Partida”
“Asa Branca” e “Despedida”
“O ABC do sertão”
“Boi bumbá” e “Algodão”
“Quero chá” e “Quero ver”
E NUNCA MAIS VAI NASCER
OUTRO IGUAL À GONZAGÃO!!!


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1975707335777890&set=gm.936289286535188&type=3&theater&ifg=1

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O TRÁGICO E COVARDE ASSASSINATO DE JOSÉ NOGUEIRA, DA SERRA VERMELHA

Por Luiz Ferraz Filho

Os livros sobre a história brasileira sempre trouxeram no capitulo sobre a Coluna Prestes o simbolismo da liberdade. Porém, nada foi mais aterrorizante para a população do Sertão do Pajeú, no mês de fevereiro de 1926, do que esses revoltosos sulistas. Vinda da Paraíba em direção ao Pajeú sob o comando do general Izidoro Dias Lopes, a Coluna Prestes contou com o "reforço" da boataria que estava alinhada ao bando de Lampião, para assim aterrorizar ainda mais o sertanejo. 

E foi esse boato que fez muitos fazendeiros da região abandonarem suas casas para se emprenhar na caatinga como esconderijo. Somada a isso, tinha também um batalhão patriotico para combater os revoltosos e que confundia ainda mais a população. Ao passarem por Betania (PE), onde esfomeados saquearam o comercio local, os revoltosos marcharam em direção ao povoado de São João do Barro Vermelho (Tauapiranga), distrito de Serra Talhada. De lá, desceram pelas margens do Riacho São Domingos em direção a lendária vila de São Francisco, também distrito de Serra Talhada. 

Serra Vermelha vista da Fazenda de Zé Nogueira

Entre essas duas localidades, os revoltosos encontraram a Fazenda Serra Vermelha, na época fonte rica para o abastecimento da tropa composta de seiscentos ou oitocentos soldados. Com a barriga cheia, precisavam eles de uma pessoa da região para servir como "guia dos revoltosos" e nada melhor que um homem conhecido e respeitado por todos para usarem como "escudo". E foi assim que o influente dono da fazenda, José Alves Nogueira, acabou "sequestrado" pelos revoltosos. Três dias sem nenhuma regalia, andando a pé sob olhares dos soldados até ser libertado próximo ao povoado de São João do Barro Vermelho (Tauapiranga). 

Cruz no terreiro da casa demarcando o local onde foi covardemente assassinado Zé Nogueira pelo cangaceiro Antônio Ferreira.

Aliviado, mal podia imaginar José Nogueira que voltando para sua Fazenda Serra Vermelha passaria por situação ainda pior. Ao chegar, José Nogueira pediu para um dos moradores ir avisar aos parentes e familiares que estava tudo bem com ele e que  estava em casa. E nisso, aproveitou para ir na vazante (plantação no baixio) olhar uma cacimba que abastecia o lugar. Depois de algum tempo lá, José Nogueira recebeu um recado de Antônia Isabel da Conceição (Isabel de Luis Preto) que inocentemente disse que a força volante de Nazaré (comandada por Manoel Neto) estava no terreiro da casa esperando ele. Desconfiado, José Nogueira ainda perguntou: - Tem certeza que é a força ?. Tenho sim, respondeu Isabel. 

O fazendeiro João Nogueira (neto de Zé Nogueira e bisneto do major João Alves Nogueira), na calçada onde foi assassinado o avô em fevereiro de 1926
Domingos Alves Nogueira (neto de José Nogueira) 

Ao subir da cacimba em direção ao terreiro da casa, José Nogueira avistou o bando de Lampião com 45 cangaceiros enfurecidos após sairem derrotados na tentativa de invasão ao povoado de Nazaré do Pico. Homem de firmeza, continuou José Nogueira o trajeto mesmo sabendo que dificilmente escaparia da morte. Nisso, o cangaceiro Antônio Ferreira, aproximou-se dele e falou: - É hoje José Nogueira. Ele ele respondeu: - Seja o que Deus quiser. 

Lampião mandou todos baixarem as armas e começou a conversar com o velho fazendeiro. Após a palestra, Lampião observou ele muito cansado, doente e asmático, liberando o fazendeiro. Deu voz de reunir e começou a seguir no destino da caatinga quando escutou um tiro. Tinha sido o cangaceiro Antônio Ferreira que havia covardemente atirado nas costas de José Nogueira. Vendo o ocorrido, Lampião reclamou dizendo que o velho estava doente e quase "morto". Então, Antônio Ferreira (que era irmão mais velho de Lampião) falou:

- Matei , tá morto e pronto. 

Era 26 de fevereiro de 1926. Calçou Antônio Ferreira as alpercatas (sandalias de couro) do falecido e seguiu junto ao bando caatinha a dentro. Segundo o fazendeiro João Nogueira Neto (neto de José Nogueira), durante anos o local onde o avô paterno foi assassinado ficou manchado com o sangue nas pedras. No local, os filhos do fazendeiro depois fincaram uma cruz para demarcar a tragedia. O corpo de José Nogueira foi enterrado no dia seguinte, do outro lado do riacho, no cemitério da Serra Vermelha. Deixou ele a viúva Francisca Nogueira de Barros (Dona Dozinha, tia dele) e sete filhos. 

Luiz Ferraz Filho,
Pesquisador, Serra Talhada-Pernambuco
FONTE : (LIRA, João Gomes de - Memorias de Um Soldado de Volante) - (AMAURY, Antônio e FERREIRA, Vera - O Espinho de Quipá) - (FERRAZ, Marilourdes - O Canto do Acauã) - (SOBRINHO, Jose Alves - Zé Saturnino - Nas Pegadas de Um Sertanejo). FOTOS/ENTREVISTADOS: João Nogueira Neto e Domingos Alves Nogueira (netos de José Alves Nogueira).

https://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/12/o-tragico-e-covarde-assassinato-de-jose.html

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CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DA GREVE - 11/12 a 15/12


A Greve continua e teremos uma semana de atividades decisivas para o movimento. Convidamos toda a categoria a se integrar às ações e fortalecer a luta em defesa dos salários em dia.

11/12 - Reunião Ampliada em Natal às 15h no Campus da UERN;

- A Diretoria participa de uma reunião ampliada com a base em Natal, discutindo os próximos passos para a greve e avaliando o que foi feito até aqui. Convidamos os professores do CAN e todos aqueles que puderem ir a Natal.

12/12 - Votação do Auxílio-Saúde na assembleia legislativa;

- Neste dia  o sindicato custeará a gasolina e a alimentação para os interessados em participar da mobilização.  A votação terá início às 9h, em Natal, portanto os carros deverão sair da  ADUERN às 5h. A organização será feita conforme a demanda, com o número de carros de acordo com a quantidade de professores/as que forem à atividade. Para maiores informações, ligar para 33122324 ou 988703983

14/12 - Votação do orçamento da UERN com a permanência dos aposentados na folha de pagamento da Universidade;

Neste dia  a ADUERN disponibilizará transporte e alimentação para os interessados/as em participar. Assim como no dia 12/11, a saída será ás 5h da sede do sindicato, haja vista que a sessão na AL terá início às 9h. Os /as interessadas devem enviar o nome através de email aduern@gmail.com ou dos telefones 33122324 ou 988703983, até terça-feira às 16h para que seja montada uma lista e definido que transporte será contratado.

15/12 - Audiência com o Governador

A audiência ainda não teve horário e local confirmado, portanto o horário de saída do transporte será divulgado no decorrer da semana, quando a ADUERN já estiver de posse da informação.

Jornalista
Cláudio Palheta Jr. 

Telefones Pessoais :
(84) 96147935

(84) 88703982 (preferencial) 
Telefones da ADUERN: 

ADUERN
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidenta da ADUERN

Rivânia Moura

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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SOUTINHO, FRANCISCO FERREIRA SOUTO FILHO


Tudo teve e perdeu – dinheiro, um banco, poder… –, mas conservou, intacta, a simplicidade que eu diria franciscana, não fora ele, Francisco Souto Filho, um devoto de Santa Luzia, a padroeira de Mossoró, onde tem transcorrido toda a sua vida, embora tenha passado os primeiros anos de sua infância em Areia Branca, terra onde viu a luz pela primeira vez.

O que encanta em Soutinho é o desprendimento e a adaptabilidade à circunstância, virtude que é um dos nomes da inteligência e apanágio do filósofo que dialoga com a vida e com as idéias, sem temê-las. Lúcido e ativo, aos oitenta e um anos continua trabalhando todos os dias, em dois expedientes, com exceção do sábado, quando atravessa a rua e vai assistir a missa das dez horas na catedral de Mossoró.

Aos domingos, visita uma de suas propriedades rurais. Não fuma, não joga, não bebe. Sem nunca jamais ter mudado a sua rotina, mesmo quando era banqueiro e tinha que participar, em outros lugares, de reuniões e assembleias, continuou sempre o mesmo, sem mais ou menos luxo, cônscio de que o homem precisa de pouco para viver.

Seus maiores gastos sempre foram feitos com os outros, e, de preferência, de maneira discreta, sem espalhafato, para que a mão esquerda não soubesse o que a direita estava fazendo, ao metê-la no bolso. Vou encontrá-lo um fim de tarde, num feriado, sozinho em casa, vendo televisão.

Tudo muito simples e quase ascético, como convém a um filósofo cuja filosofia é o trabalho. O trabalho contínuo, rotineiro, produtivo, ao qual dedicou sempre, desde muito jovem, suas melhores energias.

Hoje, após a liquidação do seu banco, ele constata que a sua vida continua a mesma – sempre feita de trabalho e paciência, de esperança e fé. Como se espera de um intrépido lutador que se inclui entre os homens bons de Mossoró. Fico sabendo que suas origens remontam a Campo Grande, da parte do seu pai – de quem herdou o nome – e ao Piauí, de onde lhe veio o avô materno, da família Burlamaqui.

Seu pai e ele próprio nasceram em Areia Branca, na Rua do Meio, entre a Rua da Frente e a Rua de Trás, ou seja, geograficamente colocada entre os ricos e os pobres do lugar.

Embora analfabeto e tendo começado a vida como carroceiro, seu pai amealhou uma considerável fortuna e lhe deixou um banco ao morrer. O Banco Mossoró, que teve agências em Ceará-Mirim, Natal, Recife e São Paulo. O único banco privado do Rio Grande do Norte a expandir-se noutras praças.

Em Mossoró, sempre morou à Praça Vigário Antonio Joaquim, nesta casa que estava sendo construída quando seu pai morreu, não sem antes de lhe dar um conselho que ele seguiu à risca, o de nunca ser candidato a nada e de manter-se equidistante da política, embora a sua mulher – dona Edite Souto –, uma das Senadoras de Mossoró, tenha sempre participado ativamente de campanhas eleitorais, financiando candidaturas, até pouco tempo.


Vários nomes proeminentes da política municipal e estadual, como o ex-governador Aluízio Alves e a senadora Rosalba Ciarlini, se beneficiaram de sua generosidade. Seu pai ainda lhe disse que, se quisesse abraçar a política, vendesse tudo o que possuía, pois as duas atividades são incompatíveis; do contrário, perderia tudo.


Naquele tempo, lembra Soutinho, a política não era um negócio como hoje e ninguém ficava rico com o mandato popular. Entrava-se então na política para servir à terra ou por vaidade. Hoje está tudo mudado, reconhece. E, diante da corrupção que passou a dominar a política, não sabe aonde o Brasil vai parar.

Só sabe efetivamente que o mundo mudou. E não foi para melhor.
Franklin Jorge, escritor e jornalista (franklinjorge@yahoo.com.br)
Categoria(s): Fred Mercury

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LUIZ GONZAGA E IVETE SANGALO

https://www.youtube.com/watch?v=0HdlvYgQosg&feature=share

Rodrigo Motta
Publicado em 29 de jan de
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"Nem Se Despediu De Mim" por Luiz Gonzaga ( • )

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JOSÉ JOAQUIM TELES DE MARROCOS

Material do acervo de Colô Do Arneiroz

JOSÉ JOAQUIM TELES DE MARROCOS nasceu na cidade de Crato no dia 26 de novembro de 1842 e faleceu em Juazeiro no dia 14 de agosto de 1910. Estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, mas não conseguiu ser padre. Afastado do Seminário, deslocou-se, como seu pai, ao magistério. Fundou escolas em Crato, Barbalha e Juazeiro, prestando, assim, relevantes serviços à juventude caririense. José Marrocos, destacou-se também como jornalista e abolicionista. 


Escreveu em vários jornais do Rio de Janeiro e de Fortaleza, defendendo com destemor a extinção da escravatura. Vitoriosa a causa abolicionista, continuou no jornalismo caririense com participação brilhante, notadamente no jornal "O REBATE", pioneiro da imprensa juazeirense, onde ao lado de Pé. Alencar Peixoto e Dr. Floro Bartolomeu pugnou pela emancipação política do então povoado de Juazeiro. Foi o maior defensor da sobrenaturalidade dos fatos ocorridos em Juazeiro no final do século passado, na pessoa da Beata Maria de Araújo. Neste particular, José Marrocos mostrou extraordinária competência. 


Por conta desses factos, de o de resultou uma famosa polêmica religiosa, foram traduzidos em italiano e enviados para Roma, por parte de Juazeiro, diversos documentos (cartas, pareceres, depoimentos, etc.) referentes aos chamados milagres. E segundo o historiador cratense Irineu Pinheiro pode afirmar-se, sem receio de errar, que o tradutor foi o professor José Marrocos, único homem, naquele tempo, capaz de, por sua amizade ao Padre Cicero, e sobretudo por sua Cultura, desempenhar essa missão de evidente responsabilidade, principalmente pelas questões teológicas que envolvia. 

José Marrocos era uma pessoa muito querida em Juazeiro. No dia de sua morte, mesmo sendo dia de feira, o comércio parou. O seu sepultamento foi muito concorrido. O Cariri prestou-lhe significativas homenagens em reconhecimento ao seu trabalho. 

Fotos acima: túmulo de José Marrocos, José Marrocos. Velório de José Marrocos.



https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

LAMPIÃO E O CANGAÇO NA HISTORIOGRAFIA DE SERGIPE

Autor Archimedes Marques

Esta obra foi escrita pelo pesquisador do cangaço Dr. Archimedes Marques e se você, leitor, deseja adquiri-la, entre em contato com o autor através deste e-mail: archimedes-marques@bol.com.br

Dr Archimedes Marques também é o autor do livro: 

"Lampião Contra o Mata Sete"

Adquira também este através dos e-mails: 

archimedes-marques@bol.com.br
 e franpelima@bol.com.br

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A VIOLÊNCIA DO PILAR

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de dezembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.780

       É de se ficar de boca aberta com as notícias de violência ocorridas no município de Pilar, região metropolitana de Maceió. Isso vem ocorrendo há cerca de dois anos quando a cidade lacustre começou a chamar atenção dos órgãos noticiosos, sobre diversos assassinatos. Outrora cidade pacata, bela e acolhedora, sempre mostrou ao visitante suas belezas naturais baseadas na laguna Manguaba, cujo nome também já foi denominação do núcleo.
Pilar. Foto: (Valderi Melo).

Hoje o Pilar tem pouco mais de 30.000 habitantes e já foi ilustre na economia alagoana com seus engenhos de cana-de-açúcar e um indispensável  sistema aquático de transporte para o porto de Maceió, além de sediar fábrica de tecidos. O município é originário de o Engenho Pilar, um dos que povoaram as suas terras. Vale dizer que na hidrografia, a laguna Manguaba foi formada e continua sendo alimentada por um dos dois rios mais importantes de Alagoas: o rio Paraíba do Meio. A cidade do Pilar também ficou famosa na gastronomia, pelas suas peixadas de bagres, conhecidos como bagres do Pilar.
E se formos diretamente para a história brasileira, iremos encontrar na terra da Padroeira, Nossa Senhora do Pilar, o último ato oficial de enforcamento no Brasil.
Ainda temos a história da padroeira que possui duas versões. Uma delas diz que a santa foi encontrada em um pilar, por um pescador. Levada para uma capela, a santa desapareceu de lá e voltou para o pilar. O fato teria acontecido por algumas vezes. Outra versão fala que a santa teria vindo da Espanha.
Pois aí está um município repleto de histórias desde que Alagoas pertencia a Pernambuco. Os estudiosos pesquisam nas ruínas de engenhos em seu território. As rodovias modernas engoliram muita tradição do Pilar que perdeu a importância antiga dos transportes aquáticos. Sem engenho, sem fábrica de tecidos, a cidade tem muito que contar a quem quiser se debruçar sobre seu passado.
Mas a violência que se tornou notícia constante pode afugentar os que procuravam o lugar como opção de lazer.
A propósito, Pilar já foi tema de música de alguns compositores alagoanos. Qualquer dia irei buscar na cidade uma foto da foz do rio Paraíba do Meio que ficou faltando para o livro “Repensando a Geografia de Alagoas”.


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DIETA DOS HOMENS E DOS ANIMAIS

*Rangel Alves da Costa

Em meio à natureza, no seu habitat natural, o bicho até pode emagrecer demais por carência de alimentos, porém nunca será visto em situação de sobrepeso ou de obesidade. Grandes, largos, corpulentos, mas jamais pelo excesso de gordura, e sim pela própria compleição física de cada espécie.
Contudo, quando o bicho é caçado pelo homem e passa a viver em ambiente doméstico, logo perderá seu aspecto físico natural. E assim ocorre pelo fato de ser alimentado da forma que o homem faz na sua alimentação: exagerada, gordurosa, desequilibrada. O resultado será uma obesidade contrastante com a normalidade do bicho.
O porco, por exemplo, jamais alcançaria um exagero de quilos, de modo até a não poder mais caminhar, acaso seu ambiente de vida fosse distante do homem e seu chiqueiro tomado de restos de alimentos da mesa, lavagens, rações gordurosas e produtos químicos próprios à engorda. É criado assim por que quanto mais banha alcançar mais presumidamente gordo será, e com isto vendido pelo peso.
Noutra situação, um porco do mato é todo esguio, esbelto, na grandeza e na largura apropriados ao seu tamanho. Não existem lobos gordos demais nem elefantes obesos. Não existem guaxinins fora de forma pelo peso ou onças com sobrepeso. Mas basta que a onça seja domesticada num circo, por exemplo, e toda sua estrutura biológica e química será transformada.
O animal, seja leopardo, raposa, tigre ou hiena, come apenas na sua medida. É a sua fome que vai medir o tamanho de seu prato. Mas não com o exagero humano de ingerir cada vez mais alimentos sem qualquer necessidade, sempre forçando dilatação de seu estômago e consequentemente a obesidade. Já o animal se contenta em apenas se alimentar, não forçando nada além daquilo que seu estômago pede.
Uma ilustração. De repente um tigre, sempre à espreita de sua presa, sai de seu esconderijo e corre em disparada em direção a um lobo. Veloz, atroz, levado pela necessidade de alimento e pela fome que está sentindo, num bote avança sobre a presa e prega seus dentes afiados no pescoço do indefeso animal. Daí em diante, e rapidamente, grande parte do lobo é devorado. Quando está saciado, ou deixa os restos para outros animais ou arrasta para algum esconderijo nos arredores. Será a garantia de uma comida posterior.


Não se observa, contudo, o tigre forçando a ingestão de mais e mais alimento. Acaso fosse assim, ali ele permaneceria para roer até os ossos. Assim ocorre com os demais animais, cuja fome faz devorar suas presas, mas sem fazer disso um desperdício na sua mesa natural. Ademais, não é uma questão de apenas matar o outro animal pelo prazer de sangrar sua jugular, mas de necessidade de sobrevivência, de uma imperiosa necessidade de se alimentar para recompor suas forças e se proteger dos avanços de outros predadores.
Mas o que ocorre com homem na sua dieta? Totalmente o inverso do coelho, do tamanduá, da girafa, da lebre, da zebra, do elefante, do lince, do leopardo. Perante a mesa, ante sua gula infinita, o ser humano é um descontente por natureza. Parece mesmo que a sua gula é tão doentia quanto o alimento que ingere. Geralmente, não há limitação do homem perante o que lhe é disposto enquanto alimento. Quer mais e sempre mais, come mais e sempre mais.
Somente quando o alimento é escasso ou pouco mesmo, situação em que não pode desejar sequer um tiquinho a mais e muito menos repetir o prato, é que o homem se dá, forçosamente, por satisfeito. Mas não quando a comida é farta, quando a mesa é grande e as carnes e os mexidos são muitos e variados. Enche o prato, come de se lambuzar, sempre coloca mais e parece até querer chorar quando já não lhe cabe mais nem uma perna de frango. Despede-se da mesa tristonho, cheio demais, largo demais, esbaforido por dentro e por fora, mas prometendo logo voltar. E volta mesmo. Não espera nem a digestão se completar e novamente já estará enchendo um prato.
Como observado, na forma de se alimentar também uma grande diferença entre o bicho e o homem. O animal é comedido, é educado perante sua mesa e seu alimento. Quando o cachorro é gordo demais, assim o é pela mão humana, que lhe empanturra do que não presta. Assim como faz a si mesmo, devorando tudo pelo prazer da gula, acha que o seu bicho doméstico também deve ter sua doentia obesidade.
Bastaria que se mirasse na dieta dos bichos. Alimentar-se por que é preciso, mas somente na medida da fome. Jamais esvaziar tudo que estiver adiante e encher tudo que estiver por dentro e por fora. E como resultado esse balofamento todo que se vê por aí, onde roupa não cabe mais e até a pessoa não cabe mais em si mesma.

Escritor
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